segunda-feira, 31 de agosto de 2026

As prioridades do Bloco de Esquerda...

 
 

6,4 milhões dos nossos impostos, para estudar géneros, sexos na terceira idade, LGBT's na Antiguidade Clássica e mais não sei quantos delírios, inventados pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. Estas são as prioridades do Bloco de Esquerda, num País em que tudo falha e o povo estala com salários de miséria de 920 euros brutos. O jornalismo independente e alternativo da Lobo Media está de parabéns, que nunca lhes doam os dedos:

«Instituto ligado a líder do Bloco de Esquerda recebeu €6,4 milhões dos contribuintes desde 2020»

O CES em Coimbra é há muito uma das madrassas da Escola de Frankfurt/Neomarxismo/Marxismo Cultural em Portugal. Cortar os fundos públicos a esta instituição de investigação pseudo-científica já era para ontem, pois isto não tem qualquer utilidade pública para as ciências sociais em Portugal e só serve é para andar a disseminar mentiras e narrativas ideologicamente enviesadas. Sei bem do que estou a falar, porque eu próprio conheci bem este Mundo quando estudei em Coimbra e vi com os meus olhos, como o CES só aceita, dá bolsas e premeia investigadores, que sejam oriundos do espectro ideológico da esquerda. Se estou a mentir, então por favor mostrem-me um único trabalho ou investigador que não esteja alinhado com a esquerdinha bem-pensante, que alguma vez tenha sido agraciado com uma bolsa ou um prémio da parte do CES... tanto quanto eu sei, não há e não há porque o senhor Boaventura de Sousa Santos, geriu durante anos o CES como um autêntico ditador, purgando e "cortando as pernas" a quem não alinhava nas cantigas e narrativas estúpidas, desta esquerda que tomou conta de grande parte das academias em Portugal. 

A esquerda que é representada pelo Bloco de Esquerda e que manda no CES, é a mesma esquerda que anda há anos a tentar criar em Portugal um clima repressivo e de pensamento único, diretamente inspirado nas teses da "tolerância repressiva" de Herbert Marcuse. 

As ideias loucas que nos últimos 20 anos passaram a intoxicar cada vez mais a nossa sociedade, desde as teorias aprovadas por alguns académicos que dizem que precisamos da "imigração em massa" sem limites ou qualquer fiscalização adequada, até às ideias criminosas de se querer permitir que crianças possam mudar de género e andar a fazer cirurgias de mudança de sexo, que as mutilam para o resto da vida, todo este caldo de insanidade está interligado e tem um longo rasto que vem do estrangeiro e tem passado muitas vezes pelo CES, onde obtém aprovação académica.

Portugal era um País onde há 50 anos nem sequer se falava de géneros, raças ou racismos. Depois a nova esquerda neomarxista, muito adepta das teorias da Escola de Frankfurt e de Gramsci, começou a importar para o nosso País a partir dos anos 1990, principalmente, ideias e teorias dignas de doentes mentais, que mais não fizeram do que fomentar ódios em Portugal e criar divisões na sociedade. Foi assim que surgiu toda uma nova linguagem, tipicamente associada a esta esquerda bem-pensante, que nos veio falar de "pessoas racializadas" e "homens trans que menstruam", entre mais não sei quantas alarvidades propaldas por esta gente. A par e passo com esta nova linguagem de pau, vieram os tiques totalitários tipicamente associados a esta esquerda, com o cada vez maior policiamento das redes sociais e a perseguição e censura a quem os contraria. 

Diga-se de passagem e em jeito de conclusão, já agora, que este tipo de ideias neomarxistas, como as que foram defendidas pela Escola de Frankfurt e Gramsci e às quais a direita costuma dar o nome de "Marxismo Cultural", nem sequer são propriamente marxistas no verdadeiro sentido científico do termo. Karl Marx considerava que o "motor da história" era a economia e consequentemente, a sua análise essencialmente económica, parte da tese central de que são os factores económicos que realmente impulsionam as transformações sociais, desde a pré-história, até aos dias de hoje. O que os adeptos do neomarxismo defendem, pelo contrário, é uma completa inversão das ideias de Marx e do Comunismo Ortodoxo, como explicou Gary North:

«Na década de 1960, os marxistas da URSS tratavam o movimento conhecido como ‘marxismo cultural’ com o mesmo grau de ceticismo que os cristãos seguidores da Bíblia tratam o modernismo teológico.  Em outras palavras, eles negavam veementemente que aquilo representasse o verdadeiro marxismo.

Quando você abandona os princípios fundamentais de uma determinada ideologia, mas ainda tenta manter o nome dessa ideologia — porque há muitos seguidores dela –, você será tratado pelos defensores da ideologia original como um invasor.

O marxismo cultural está para o marxismo assim como o modernismo está para o cristianismo.  Qualquer indivíduo que considere que marxismo cultural é marxismo não entende nada de marxismo.  No entanto, tal postura é muito comum em círculos conservadores.  Trata-se de um grande erro estratégico porque representa, acima de tudo, um erro conceitual.

O coração, a mente e a alma do socialismo marxista ortodoxo é um só: o conceito de determinismo econômico. Marx argumentou que o socialismo é historicamente inevitável porque haverá uma inevitável transformação do modo de produção da sociedade. Ele argumentou que o modo de produção é a subestrutura de uma sociedade, e que a cultura geral é a superestrutura. Segundo ele, as pessoas se apegam a uma visão específica das leis, da ética e da política de uma sociedade somente por causa de seu comprometimento a um modo específico de produção. Se esse modo de produção for alterado, o apego das pessoas às leis, à ética e à política será alterado. 

[...]

Gramsci argumentou, e a Escola de Frankfurt seguiu seu caminho, que a maneira de os marxistas transformarem o Ocidente era por meio da revolução cultural: daí surgiu a ideia do relativismo cultural. Esse argumento está correto, mas o argumento não era e nem nunca foi marxista. O argumento era hegeliano. Tal argumentou virava o marxismo do avesso, assim como Marx havia virado do avesso as ideias de Hegel. Em seus primórdios, toda a ideia do marxismo era baseada na rejeição do lado espiritual do hegelianismo. O marxismo original estabelecia que o modo de produção deveria ser o núcleo da análise da cultura capitalista. 

[...]

Os marxistas culturais dividiram o campo marxista. Seus ataques à cultura podem ser interpretados como uma tática, mas eram mais do que uma tática: eram uma estratégia. Eram uma estratégia baseada no abandono do marxismo original.»  

domingo, 30 de agosto de 2026

A China que os media escondem, a democracia e o "Marxismo Paleoconservador" do PCC

 
 

Há cerca de um ano, o famoso youtuber conhecido como Nômade Raiz, andou a viajar pela China e produziu uma série de videos de bastante boa qualidade, que mostram como é realmente a verdadeira China que os media ocidentais, regra geral, não mostram. A segurança sem paralelo com qualquer cidade europeia ou americana contemporânea, o desenvolvimento e a alta tecnologia integrada, a tranquilidade, a limpeza generalizada das ruas, tudo isto é a China do século XXI. Não verão nada disto a ser exibido no Ocidente, pois há toda uma "agenda" e narrativa anti-chinesa, que hoje esta a ser impulsionada por Washington e que tem objetivos geoestratégicos muito claros e bem definidos. Uma das ferramentas desta política americana, é o soft power exercido através da propaganda e desinformação, que é comummente disseminada por muitos meios e órgãos de comunicação, ao serviço de tudo, menos da verdade e dos factos. A suposta "perseguição aos uigurs" na China, é um bom exemplo disto. Existem mais muçulmanos na China, do que na Arábia Saudita, sendo que o número de mesquitas na China, poderá chegar a 39,000. No entanto, os media ocidentais continuam a falar de "perseguição à população uigur", sem qualquer fundamento ou prova sólida que sustente as acusações. Idem para o caso do Tibete, onde hoje a população está perfeitamente integrada no sistema chinês. Não creio estar a exagerar, em afirmar que a esmagadora maioria dos ocidentais são ignorantes no que diz respeito à China e não sabem rigorosamente nada, ou sabem muito pouco, sobre a realidade política e social deste Estado-Civilização milenar. 

A China não é uma "democracia" nos moldes ocidentais. Isso não é. Por outro lado, é preciso entender-se, que o modelo dito "democrático" que temos no Ocidente colectivo, é uma gigantesca fraude, montada de raiz apenas para criar a ilusão de "democracia". Esta, genuinamente, é a "alma" dos sistemas políticos ocidentais. O que interessa é criar a percepção nas massas, de que estas vivem numa "democracia". Manter esta percepção, esta ilusão de poder, é verdadeiramente o pilar nevrálgico da "democracia" como a temos hoje no Ocidente. Seja nos EUA, ou na Europa, o poder hoje está nas mãos de oligarquias, onde existe muito compadrio e conluio com os mainstream media e toda uma rede imensa de interesses económicos instalados, onde tem destaque o complexo militar-industrial, a alta finança, a banca e a Big Pharma. Sim, os cidadãos podem ir de quatro em quatro anos colocar um papelinho numa urna, mas na prática, não se consegue alterar nada, pois o "sistema" está completamente viciado. O que temos, no Ocidente, a tal "democracia" que tanto dizem que temos de defender e em que querem que acreditemos piamente, é efectivamente, um sistema corrupto em que os partidos e políticos que estão no poder vão alternando, mas as políticas são sempre as mesmas e no essencial, nada muda. Desculpem, mas isto não é "democracia". É uma fraude. É também precisamente por este motivo e muitos outros, que os chineses não aceitam lições do Ocidente em matéria de democracias e/ou de direitos humanos. 

Uma coisa parece-me ser certa: o único modelo de governo comunista que realmente funciona e traz prosperidade, justiça social e riqueza em grande quantidade, é aquele que foi testado na República Popular da China ao longo das últimas quatro décadas. Este modelo político fundado por Mao Tsé-Tung e reformulado por Deng Xiaoping a partir dos anos 1980, com profundas reformas económicas e sociais, é uma espécie de "Marxismo Paleoconservador", como eu o passei a designar. Na China, fez-se e continua-se a fazer e a aperfeiçoar - agora sob a liderança de Xi Jingping - um cocktail ideológico paradoxal e muito pragmático, que funde Marxismo, Liberalismo Económico, Conservadorismo, Nacionalismo, Tradicionalismo e Confucionismo, tudo isto numa fusão exótica, de características únicas no Mundo. O resultado desta política está à vista de todos e é inegável. Há até já quem fale no século XXI como sendo o "século chinês". Comparem isto, este modo de governar e trazer progresso e prosperidade, que foi colocado em prática pelo Partido Comunista da China (PCC), com a podridão decadente que grande parte das esquerdas e direitas no Ocidente hoje propõem como alternativa política e verão a diferença. 

sábado, 29 de agosto de 2026

Otanoide globalista neocon

Um certo cidadão, que até já foi embaixador e tem por aí algures um conhecido blogue que eu, por acaso, até sigo, escreveu há dias que lhe chamaram um «otanoide globalista neocon». Esta curiosa e realmente deliciosa síntese linguística, deixou-me intrigado, decidi então pedir ao ChatGPT para me dar a definição de um «otanoide globalista neocon» e foi isto que a inteligência artificial me respondeu:

«“Otanoide globalista neocon” não é um termo político académico ou uma categoria oficial. É uma expressão pejorativa, provavelmente construída a partir de três conceitos:

  • Otanoide — alguém visto como excessivamente alinhado com a OTAN, especialmente com a política externa dos EUA e dos seus aliados.
  • Globalista — termo usado por críticos para descrever pessoas que defendem maior integração internacional, instituições supranacionais e uma ordem internacional liberal. O significado varia bastante conforme quem o utiliza.
  • Neocon — abreviatura de neoconservador (neoconservative), corrente política sobretudo norte-americana que defende uma política externa forte, aumento do poder militar dos EUA e, em algumas versões, intervenção para promover interesses ou valores democráticos no exterior.

Assim, quando alguém chama outra pessoa de “otanoide globalista neocon”, normalmente está a acusá-la de ser fortemente pró-OTAN, favorável à ordem internacional liderada pelos EUA e partidária de uma política externa intervencionista.

Importante: “globalista” e “otanoide” não identificam necessariamente uma ideologia coerente, e “neocon” tem um significado histórico mais específico. Misturar os três termos costuma ser mais uma caracterização polémica do que uma classificação rigorosa.»

Muito bem. Parece que o ChatGPT até nem é mau de todo. De seguida, ainda mais curioso, decidi pedir ao ChatGPT para me criar uma imagem representativa de um tal «otanoide globalista neocon» e foi com isto que a inteligência artificial me presenteou:
 

 
Como diria Salazar, «em política, o que parece, é...» 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Ratko Mladić e a (in)justiça dos vencedores


Faleceu ontem na prisão em Haia, o General Ratko Mladić. Quando soube da notícia, vieram-me à memória imagens dos anos 1990, um tempo em que eu ainda era miúdo, mas em que já ouvia falar das Guerras nos Balcãs, mesmo não entendendo nada do assunto na época em questão. 

Não vou aqui fazer juízos de valor sobre a figura de Ratko Mladić, que foi condenado pelo Tribunal de Haia por crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e Genocídio. O que tenho apenas a dizer sobre tudo isto, é que a (in)justiça dos vencedores das guerras que deflagraram após a dissolução da Jugoslávia, está muito longe de ter sido equilibrada e proporcional em relação a todas as partes envolvidas. 

Os sérvios, foram colocados numa posição extremamente difícil durante a década de 1990 e viram-se a braços, com aquilo que à época foi claramente uma conspiração internacional, urdida da parte dos EUA, da UE e da NATO, no sentido de roubar território à Sérvia, um aliado tradicional da Rússia na Europa e um bastião do Cristianismo Ortodoxo. No meio de toda esta confusão, surgiu Ratko Mladić, um então desconhecido militar sérvio-bósnio, com a patente de General, que comandava o Exército da República Sérvia. Esta força militar, ficou conhecida por ser a mais tenaz e proficiente de todas as que então combatiam nos Balcãs e a mais infame também. 

A morte de Ratko Mladić, creio que marca o fim de uma Era na história conturbada dos Balcãs. Ficam, porém, muitas perguntas e questões em aberto e à espera de um dia serem devidamente esclarecidas. O conluio com os EUA e a falta de imparcialidade das forças da ONU em toda esta história, é uma destas principais questões. O que realmente aconteceu em Srebrenica, é outra questão à espera de resposta adequada...

Uma coisa é certa: Os responsáveis croatas pela Operação Tempestade, que foi realizada com o beneplácito dos EUA, da NATO e da UE, nunca foram devidamente julgados pela limpeza étnica da população sérvia, de que foram responsáveis. Não há também a menor dúvida, de que a criação da República do Kosovo, foi uma manobra americana para enfraquecer a Sérvia, amputando-lhe uma parte do território. De seguida, os ianques construíram Camp Bondsteel no Kosovo, que é "apenas" a maior e mais cara base militar americana que foi construída desde a Guerra do Vietname. Sobre a "inocência" dos EUA em toda esta história, estamos portanto conversados...

Na Sérvia, o "carniceiro da Bósnia" como lhe chamam os seus detractores, vai ser honrado com um funeral de Estado, pois muitos sérvios sabem o que lhe ficaram a dever. As Guerras dos Balcãs na década de 1990, foram brutais e houve crimes e abusos cometidos por todas as partes envolvidas. Ratko Mladić, viu-se a braços na época com uma tarefa impossível, ou seja, proteger os territórios e a população etnicamente sérvia, enquanto simultaneamente, tinha de fazer frente a grupos armados e apoiados pela NATO, que não obedeciam às Convenções de Genebra e estavam a tentar cometer actos de limpeza étnica contra os sérvios. Nenhum líder militar, consegue fazer frente a um desafio bélico destes, sem tomar medidas que podem realmente ser consideradas "crime de guerra", principalmente, quando temos uma situação em que muitas vezes os combatentes, estão misturados com a população civil e usam a mesma como escudo. Este foi, verdadeiramente, o drama que Ratko Mladić enfrentou nos Balcãs e tenho sérias dúvidas, de que os senhores juízes do Tribunal de Haia, tenham sido realmente justos, equilibrados e proporcionais, aquando do seu julgamento e condenação. 

Rui Tavares, a "esquerda caviar" e o agente Zelensky

 
 

O ataque que João Carlos Pereira desferiu esta semana contra Rui Tavares do Livre, é violento e brutal, mas é também inteiramente justo e merecido. Este «vegetal» da "esquerda caviar", a mim nunca me enganou e só cai na conversa desta gente quem quer, ou quem não percebe rigorosamente nada do que realmente se está a passar:

Rui Tavares (RT, daqui em diante) diz que é de esquerda. E do Livre. Mas foi ao grotesco cortejo de beija-mão ao Zelensky. Começarei por justificar o título deste artigo.

1 – O nazi? Sim, o homem é mesmo nazi

Talvez por se sentir livre, RT tomou a liberdade de ser amigo de um nazi, que  outra coisa não é alguém que recupera os ícones gráficos dos nazis, erige memoriais a nazis famosos por terem massacrado milhares de ucranianos e judeus às ordens de Hitler, e que – todos o sabem – vive desde que foi eleito, em comunhão de bens com organizações civis e militares confessamente nazis, que operam pela Ucrânia a tentar imitar as SS e a Gestapo.                  

E que – veja lá, RT! – até se deu ao luxo de transladar os restos mortais de dois reconhecidos e adorados nazis, desde o Luxemburgo e dos Países Baixos, onde jaziam, para serem inumados, em solo ucraniano, com honras de Estado – e com a sua (dele, de Zelensky) comovente e comovida presença.

2 – A corrupção

Zelensky também é corrupto – e basta ouvir aqueles que já abandonaram o barco de Kiev  e exigem agora o seu julgamento por isso mesmo.               

Aliás, o próprio Ocidente, com o descaramento que lhe é peculiar, é balcão de muitas vozes onde essa realidade é tema de conversa. Sem quaisquer cuidados. Como dizia o outro: «O homem é um filho da puta, mas é o nosso filho da puta!».

E uma das coisas que consta é que metade do dinheiro que se diz que a Europa manda para a Ucrânia, nem à Ucrânia chega e, da metade que chega, sai metade dessa metade para se comprar mais uns meses de Zelensky à mesa do orçamento.       

Sabe-se, de resto, que a «folha de pagamentos» do antigo palhaço é enorme. E rechonchuda. E, Madame Zelensky – é público e tem sido publicado em conhecidas revistas ocidentais – também tem gostos pessoais que não saem nada baratos.          

Para além de que é fundamental ter preparada a Operação «Espera aí que eu já venho», isto no caso de os naziz, perdida de vez a esperança de conquistar a Rússia, não decidam calar o Zé, uns dias antes desse «Volto já».

3 – O pó

A toxicomania, enfim, é como os chapéus do Vasco Santana. Há muitos a tê-la. Um mal menor, face ao resto. E ajuda muito a combater o stress. O pior – dizem alguns – são as ressacas. Mas se o material for do bom… e o dinheiro não faltar, está-se bem. E a coisa vai…

4 – Proxenetismo

Vem de proxeneta. Vulgo, chulo. Então, o que se haverá de chamar a quem vive de sacar dinheiro a outrem? Mas será a Europa uma prostituta? Claro que sim.

 Direi que é mesmo, nos tempos que correm, a chamada «puta velha». De corpo, que não de ratice. É puta velha e estúpida. Tão estúpida que até um ex-palhaço estúpido lhe come as «papas na cabeça».

Compreende-se. Esta prostituta teve tempos áureos quando viajava pelo mundo fora e era forte, bela, e de sangue na guelra e pelo na venta. Teve a Índia aos pés dos seus amantes, também as Américas, as Áfricas, quase tudo. O Mundo pertencia-lhe, especialmente a partir da meia-idade!. Encheram-na de ouro, joias, especiarias, sedas, iguarias sem igual.                  

Mas tudo tem – lá está! – um fim. Já no século passado (meados dos anos 40) o amante das Américas desencantou-se e, em vez de a mimar, passou a explorá-la.   Agora, porém, também ele já sente o peso dos anos e pressente que o Outono já está a dar lugar ao Inverno («do seu descontentamento»). Não há bem que sempre dure e, para mal dos seus muitos pecados, em breve o mundo será outro. Os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses e os anos já não são os séculos que foram – e os milénios que alguns sonharam. É a vida.

Voltando ao RT

Você foi a Kiev, integrando um repugnante coletivo de opacas criaturas em significativo estado de decomposição mental, moral e física, para lamber o trágico ex-palhaço ucraniano que, aqui há meio século, seria general e chamar-se-ia Pinochet.        

Até dou de barato que você, RT, não tivesse percebido o que se passou na Ucrânia entre 2014 e 2022, por estar obviamente ausente do planeta Terra nesse lapso de tempo. Mas olhe que esse tempo até meteu golpes de Estado made in EUA e UE, e 15 mil pessoas mortas à bomba no Donbass, pelo novo regime de Kiev, mais o seu batalhão Azov, de nazis prontos a dar início a uma renovada Operação Barbarossa.

Por isso, não me venha dizer que ao fim de quatro anos de guerra da NATO contra a Rússia, via Ucrânia – esta a servir de porta-aviões e os ucranianos de carne para canhão -, desconhece que interesses se moviam – e que se movem – no Ocidente em relação à Rússia e à China – e agora contra o Irão.

Meu caro RT: Quem, ao fim de quatro anos de guerra não percebeu nada do que se passou, então digo-lhe que você não deveria estar na política.

Olhe que, até o Papa Francisco disse, em 2022, que «a NATO não deveria ter ido ladrar para as portas da Rússia», coisa que você, criaturazinha de esquerda, aparenta ignorar! Quero eu dizer que até um Papa percebe – e diz sem papas na língua – aquilo que você, pelo que vejo, não consegue ver.  

A menos – é claro – que o RT também faça parte do gangue e o que gosta é de se armar em parvo, assim como quem está ali por acaso, mas é um gajo de esquerda, embora da esquerdo caviar, já gasta e regasta, mas que ainda dá algum jeito, servindo, pelo menos, como objeto decorativo.

Se assim é, ao juntar-se ao bando de Trump, Netanyahu, Ursula von der Leyen, Metz, Macron, Kallas, Costa, Andy Burnham, Montenegro e quejandos, que são todos excrementos do mesmo esgoto, você – o homem do Livre – manifesta ter aderido, de alma e coração, àquilo que de pior a nossa sociedade pratica.

A desumanização do outro em seu próprio proveito

Ou seja: o Ocidente precisa – sempre precisou – de explorar o resto do Mundo, não só para viver no «bem-bom», mas até para encher a barriga. Paciência, RT. O resto do mundo abriu os olhos. Queres batatas? Deixa de roubá-las. Aprende a prepará-las, a semeá-las, a tratá-las, a colhê-las, a cozê-las, a comê-las e, se sobrarem algumas, até podes começar a vendê-las. Com – ou sem – as sanções do Trump.                

Conclusão: Morreste (como Homem Livre) em Kiev! Assume-te como um vegetal.

Vegeta!»

A Ucrânia passou a ser a nova causa desta "esquerda caviar", que hoje é principalmente representada no caso de Portugal pelo Partido Socialista (PS), o Livre (L) e o decadente Bloco de Esquerda (BE). Esta gente apoia a Ucrânia, porque essas são as ordens que recebem de Washington e de Bruxelas e eles sabem, que se querem continuar a "mamar na teta" do sistema, o melhor então é alinharem na cartilha e na narrativa oficial, que é propalada pelo sistema e pelo jornalismo "bem-pensante". Isto significa que é preciso repetir ad nauseum que "Putin é um terrorista", a "Rússia tem de ser derrotada", "temos de apoiar a Ucrânia", "Zelensky é um herói", "a Rússia está à beira do colapso", etc, etc, etc... isto é o novo credo da esquerda caviar/globalista. 

Desde que os EUA e a UE apoiaram o golpe de Estado ilegal em 2014 na Ucrânia - que projetou grupos neonazis para a roda do poder - os partidos de esquerda têm sido severamente perseguidos na Ucrânia e a maioria foram pura e simplesmente ilegalizados. António Costa e Rui Tavares, entre muitas outras personalidades da "esquerda caviar" que têm ido regulamente ao beija-mão a Kiev, deveriam de perguntar ao comediante arvorado a Presidente, porque é que, por exemplo, o Partido Socialista da Ucrânia (PSU) foi ilegalizado em 2022, em conjunto com mais outros 10 partidos políticos, praticamente todos de esquerda?... Parece que afinal, a tal "democracia" ucraniana que andamos todos a "defender" com o dinheiro que o Estado nos rouba, pelos vistos, é só para alguns...

Volodymyr Zelensky, ao que tudo indica é um asset do MI5 e quem já explorou muito bem o passado obscuro deste sujeito, foi o ex-inspector da ONU, Scott Ritter, que até produziu o excelente documentário Agente Zelensky. Deixo aqui na versão integral e com legendas em francês (para quem não percebe inglês...). Vejam se quiserem e façam o vosso juízo, isto é provavelmente a história de um dos maiores escroques e oportunistas, que alguma vez assolou a Europa:

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O que é que o Ocidente está a apoiar na Ucrânia?...

 Os amigos e aliados da NATO na Ucrânia...
 
Não é novidade, mas convém sempre recordar o tipo de regime que os EUA e a UE, instalaram na Ucrânia em 2014, quando apoiaram um golpe de Estado liderado por grupos neonazis, para derrubar Viktor Yanukovych, o Presidente que até então liderava a Ucrânia e que tinha sido democraticamente eleito em 2010:

«[...]

The forbidden truth is that the West has engineered –through a carefully staged covert operation– the formation of a proxy regime integrated by Neo-Nazis.

Confirmed by Assistant Secretary of State Victoria Nuland, key organizations in the Ukraine including the Neo-Nazi party Svoboda were generously supported by Washington: “We have invested more than 5 billion dollars to help Ukraine to achieve these and other goals. … We will continue to promote Ukraine to the future it deserves.”

The Western media has casually avoided to analyze the composition and ideological underpinnings of the government coalition. The word “Neo-Nazi” is a taboo. It has been excluded from the dictionary of mainstream media commentary. It will not appear in the pages of the New York Times, the Washington Post or The Independent. Journalists have been instructed not to use the term “Neo-Nazi” to designate Svoboda and the Right Sector.

[...]

It is important to reflect on the fact that the West, formally committed to democratic values, has not only spearheaded the demise of an elected president, it has instated a political regime integrated by Neo-Nazis.

This is a proxy government which enables the US, NATO and the EU to interfere in Ukraine’s internal affairs and dismantle its bilateral relations with the Russian Federation. It should be understood, however, that the Neo-Nazis do not ultimately call the shots. The composition of the Cabinet broadly coincides with U.S. Assistant Secretary of State Victoria Nuland ” recommendations” contained in the leaked telephone call to the U.S. ambassador to Ukraine.

Washington has chosen to spearhead Neo-Nazis into positions of authority. Under a “regime of indirect rule”, however,  they take their orders on crucial military and foreign policy issues –including the deployment of troops directed against the Russian federation– from the the US State Department, the Pentagon and NATO.

The World is at a dangerous crossroads: The structures and composition of this proxy government installed by the West do not favor dialogue with the Russian government and military.»  

Quem no Ocidente está muito indignado com a intervenção russa na Ucrânia, deveria de primeiro ter noção de quatro factos básicos, que têm sido propositadamente ignorados por grande parte do pseudo-jornalismo ocidental:

  1. Morreram cerca de 27 milhões de soviéticos a combater contra a Alemanha Nacional-Socialista. Este foi o preço que a URSS/Rússia pagou para manter a sua soberania e independência. 
  2. As Forças Armadas da União Soviética, sozinhas, foram responsáveis pela destruição de cerca de 75% a 80% da Wehrmacht. Podem não gostar do Comunismo, de Estaline ou dos russos à vontade, porém, ninguém pode apagar o facto de terem sido os soviéticos que realmente derrotaram a máquina de guerra alemã. 80% dos militares alemães que morreram na Segunda Guerra Mundial, morreram a combater na Frente Leste.  
  3.  A Rússia, depois daquilo que sofreu na Segunda Guerra Mundial às mãos do Nazismo, jamais, repito, jamais, vai voltar a permitir a existência de um regime ou governo proto-nazi, encostado às suas fronteiras e apoiado militarmente pela NATO e por grande parte do Ocidente. Isto é um princípio que para Moscovo, nem sequer é aberto a qualquer negociação ou discussão. Curto e grosso: não vai haver governos neonazis na zona de influência estratégica da Rússia. Ponto. 
  4. A Ucrânia, historicamente, tem sido sempre o território que é utilizado por todos aqueles que tentaram invadir a Rússia. Foi parcialmente através da Ucrânia que Napoleão invadiu a Rússia e foi através das planícies da Ucrânia, que Hitler lançou o Grupo de Exércitos Sul da Wehrmacht. A Ucrânia é um corredor de acesso à Rússia e a geografia do território em causa, composta por vastas planícies (terreno ideal para a guerra mecanizada...) e a sua enorme dimensão, tornam este uma peça essencial para garantir a própria segurança e defesa da Rússia, daí que Moscovo tenha tolerância zero para qualquer presença da NATO no território em questão. 

Estes quatro factos básicos que acabei de enumerar, são o motivo pelo qual a Rússia está disposta a lutar até ao fim na Ucrânia, custe aquilo que custar e demore o tempo que demorar. 

Vale a pena também recordar, que no dia 21 de Fevereiro de 2022, ou seja, três dias antes do início da Operação Militar Especial, Putin afirmou que «a utilização da Ucrânia como instrumento de confronto com o nosso país representa uma ameaça grave, muito grande para nós». Esta afirmação do Presidente russo, deveria de ter sido logo entendida no Ocidente como um aviso final e se tivéssemos políticos responsáveis e decentes nos EUA ou na Europa, este teria sido o momento para entender que a Rússia não iria tolerar mais alargamentos da NATO na Europa de Leste e que era a hora de renegociar de boa fé, a arquitectura de segurança na Europa e dar garantias escritas a Moscovo, de que a Ucrânia nunca entraria na NATO. Teria bastado isto para evitar a intervenção russa na Ucrânia.  

No início de 2022, a NATO estava a preparar-se para integrar, de facto e de jure, a Ucrânia na aliança atlântica. Ora, só quem seja mesmo muito ingénuo ou não saiba mesmo nada da história dos últimos 50 anos, é que alguma vez pode acreditar nas "boas intenções" americanas e na conversa esfarrapada de Washington, de que a NATO é apenas uma "aliança defensiva". O Mundo inteiro já viu em que consiste esta tal "defesa" e "bondade" da NATO, quando em 1999 atacaram de forma completamente bárbara e ilegal a Sérvia, ou em 2011, quando a NATO destruiu a Líbia de Gaddafi à bomba e apoiando grupos terroristas ligados à Al-Qaeda

O historial negro dos EUA/NATO/UE e o seu rol de crimes, são precisamente aquilo que hoje motiva e dá determinação à tropa russa na linha da frente. A Guerra Russo-Ucraniana, tornou-se existencial para a maioria do povo russo, que continua a apoiar firmemente as acções tomadas por Putin, porque eles não esquecem o que aconteceu há 75 anos e estão totalmente determinados, em garantir que nunca, nunca, nunca, nunca, mas nunca mais, se vai voltar a repetir uma Operação Barbarossa ou haverá nazis a ocupar território russo.

Isto, que podem ver na imagem abaixo, é aquilo que os russos estão hoje a combater na Ucrânia, armado, financiado e treinado pelo Ocidente colectivo. Esta é, de resto, a verdadeira essência não assumida da NATO no século XXI, ou seja, o Imperialismo sanguinário, genocida e sem a mínima vergonha na cara:

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Quem quer lutar contra a Rússia?...

 

No início de 2015, no Donbass e cerca de um ano após o início da Guerra Russo-Ucraniana que decorre até hoje, deram-se violentos combates entre as forças do Exército da Ucrânia e o famoso Batalhão Somália, da então recém-formada República Popular de Donetsk. Podem ver aqui, o que aconteceu aos militares ucranianos, que sobreviveram ao confronto com as forças do Batalhão Somália, liderado pelo Coronel Mikhail Tolstykh ("Givi" para os amigos...). 

Numa altura em que ainda se registam tantas vozes na UE e dentro da NATO, a favor de continuar a apoiar a Ucrânia militarmente, convinha que vissem todos o video cujo link partilhei acima e posteriormente, que pensassem longa e profundamente, nas consequências da guerra e porque é que a mesma deve ser evitada a todo o custo. De seguida, perguntem a vocês mesmos se acreditam que a actual Geração Z, mimada, habituada ao facilitismo, dominada pelo hedonismo materialista e com a cabeça carcomida por tik toks e smartphones, se acreditam mesmo que esta nova geração, aguentaria mais de 5 minutos em combate contra a tropa russa?... 

Há um fosso civilizacional muito profundo, que separa o Oriente do Ocidente. Uma das facetas deste fosso, é a forma como os russos são preparados e treinados desde miúdos, para enfrentar uma brutalidade e um nível de espartanismo, para os quais a Europa Ocidental não está minimamente preparada. Enquanto nos países da Europa Ocidental, as crianças aprendem a ir a marchas LGBT e a usar casas de banho e balneários sem género, na Rússia, os putos são educados assim:  

 
E para as raparigas existem clubes militares exclusivos, onde recebem treino e preparação para a defesa da "Mãe Rússia". Não existe nada na NATO ou UE a este nível, os russos simplesmente, estão a operar noutro universo em termos de preparação castrense e enquadramento da juventude:
 
 

Percebem a diferença?... Conseguem agora entender melhor, qual a grande diferença em termos de padrão civilizacional (e espiritual...), que separa a UE/NATO da Federação Russa? Ao passo que na UE/NATO a juventude está cada vez mais reduzida a "florzinhas de estufa", que entram em pânico se ficarem sem smartphone mais de 15 minutos, na Rússia preparam-se soldados a sério para o futuro e patriotas dispostos a lutar e morrer em defesa do seu País. Este é o principal motivo, pelo qual eu acredito que durante pelo menos as próximas duas décadas, a NATO não terá a mínima hipótese de vencer num eventual conflito contra a Rússia, que implique o envio de "botas" para o terreno. Uma sociedade para fazer a guerra, tem de estar física, psicológica e espiritualmente preparada para tal e a Europa Ocidental, pura e simplesmente, não reúne nenhum destes critérios na actualidade, nem sequer de perto. Idem para os EUA, que estão a entrar em decadência militar acelerada. 

Ninguém, nenhum País, nem nenhum Exército, Marinha ou Força Aérea na NATO, está hoje minimamente preparado para enfrentar as Forças Armadas da Federação Russa, num eventual choque bélico. As deficiências não são apenas ao nível da falta de "carne" em quantidade e condições para combater, mas também ao nível da indústria, da doutrina militar (está completamente ultrapassada...) e da economia real. 

Nada disto é propriamente novidade e é do domínio público, porém, a larga desinformação que está a ser disseminada por muitos jornalistas desonestos, "comentadores" e "opinadores" da praça pública, continua a levar muitos ao engano. Andrei Martyanov, que é de longe, um dos melhores analistas militares da actualidade, publicou em 2018 um livro profético, que já antevia e denunciava, todos os problemas de que a NATO e a máquina militar dos EUA, estão a sofrer hoje. Esta obra, intitulada Losing Military Supremacy: The Myopia of American Strategic Planning, deveria ser leitura obrigatória para todos os militares da NATO, jornalistas, comentadores, políticos e demais cidadãos, que desejem opinar sobre guerra ou sobre as tais "capacidades da NATO", que só existem nos filmes de Hollywood. A leitura, o estudo e a reflexão profunda, quer queiram, quer não, serão sempre o único remédio eficaz contra a ignorância e a estupidez. Este livro, se tivesse sido amplamente divulgado e distribuído no Ocidente, podia-nos ter salvo a todos do actual debacle na Ucrânia:

domingo, 23 de agosto de 2026

A Guerra na Ucrânia, o Projecto Globalista e a Esquerda


Isto não foi por falta de aviso e agora quem o confirma é o próprio ex-primeiro-ministro da Ucrânia, Nikolay Azarov:

«The EU keeps providing “loans” to Ukraine despite knowing that its government will never repay them, the country’s former prime minister, Nikolay Azarov, has said.

[...]

In an interview with RT on Saturday, Azarov said that “loans and Western assistance that amounts to about three-fourths of the state budget of Ukraine are covering the budget deficit, funding arms purchases and sponsoring the Nazi terrorist and corrupt regime.”

When the European Commission and major EU countries, who have been the main supporters of Ukraine after US President Donald significantly reduced American aid to Kiev, “grant these loans, they know that they won’t get this money back,” he said.

“And this causes some irritation among EU bureaucrats because they understand that the money of the American and European taxpayers is being embezzled in a very outrageous manner,” the former prime minister said.

Inside the Ukrainian government, there is “an organized criminal group that embezzled the funds that Ukraine received as part of these loans,” he said.

[...]

The claims that Kiev will reimburse the US and EU because “Russia will pay some kind of reparations someday... are just fairy tales. You have to be really short-sighted to believe these fairy tales,” Azarov stressed.

“No one will give this money back to the West. There’s $275 billion of Ukrainian debt, you cannot pay it back,” he added.»

Eu ando a advertir há anos, que a Ucrânia irá ficar na história como um dos maiores rombos financeiros de sempre no Ocidente. Os EUA e a UE, têm injectado biliões atrás de biliões, em dinheiro e armamento para tentar salvar uma aberração de País, que não tem salvação possível. Ademais, aquilo que nunca ou muito raramente é falado nos media ocidentais, é que várias empresas e grupos de investimento com tentáculos profundos e muito poderosos, entre as quais se destacam a BlackRock e a Goldman Sachs, ambicionavam poder colocar a mão nos recursos naturais da Ucrânia, que se estimam ser na ordem dos 7,5 triliões de dólares. 

A corrupção grassa na Ucrânia e é a um nível que ultrapassa muitos países africanos, porém, nada disto impede Bruxelas de continuar a despejar o dinheiro dos contribuintes, ou seja, o nosso dinheiro, neste projecto de País completamente falido e disfuncional:

«E apesar de tudo isto, a máquina de dinheiro europeia continua a despejar milhares de milhões.

Daí surge esta pequena pergunta grosseira que ninguém nos salões de Bruxelas parece disposto a fazer: se sabiam, porque continuaram a pagar?

Há duas respostas possíveis. E nenhuma delas é particularmente gloriosa.

Primeira hipótese: certos europeus têm interesse em manter a boca de Zelensky fechada. Desde 2022, Kiev tornou-se a Lourdes da burocracia ocidental: presidentes, ministros, comissários e parlamentares acorrem ao local para tirar fotografias em frente à bandeira e receber os seus certificados de virtude geopolítica. A ideia de que alguns possam ter beneficiado direta ou indiretamente deste gigantesco ecossistema financeiro seria explosiva. Mas, atualmente, não existem provas públicas concretas que sustentem a alegação de que os líderes europeus receberam pessoalmente benefícios financeiros de Kiev. Sem provas, esta continua a ser uma hipótese, não um facto.

A segunda explicação é quase mais grotesca: sabiam muito bem, mas não se importaram. Porque a prioridade era derrotar a Rússia.

Assim, a corrupção ucraniana tornou-se uma espécie de franquia diplomática. Exigem-se “reformas”, Kiev promete “reformas”, Bruxelas aplaude as “reformas”, surge então um novo escândalo e todos pedem… mais reformas.

E, acima de tudo, mais dinheiro.

Uma magnífica máquina burocrática onde o insucesso se torna precisamente a justificação para o próximo pagamento.

O problema é que esses milhares de milhões não pertencem nem a von der Leyen, nem a Merz, nem a Macron. É dinheiro dos contribuintes europeus. A ajuda foi-lhes vendida como necessária para financiar a resistência ucraniana, e não para alimentar redes de influência, comissões secretas ou potenciais bens de luxo.

Se as instituições europeias estavam conscientes dos riscos e, mesmo assim, continuavam a desembolsar somas avultadas sem garantias suficientes, a questão em breve deixará de ser apenas: “Quem roubou em Kiev?”

Passará a ser: “Quem é que em Bruxelas sabia?” Depois: “Desde quando?”

E, por fim, a pergunta mais incómoda: “Porque é que continuaram a fazer isso?”

Porque quando se transferem milhares de milhões sabendo que há rombos nos cofres, não se pode para sempre fazer-se de vítima surpreendid quando o dinheiro desaparece.

Em Bruxelas, isto chama-se apoio à Ucrânia. Numa empresa, chamar-se-ia má gestão. E numa esquadra de polícia, podiam começar por perguntar quem tinha as chaves do cofre.»

A Guerra na Ucrânia, desde o início, nada teve a ver com "democracia", "liberdade", "direitos humanos" ou "valores europeus", mas sim, com dinheiro, ganância e poder. Esta guerra foi totalmente provocada pelo Ocidente, principalmente pelos EUA e pelas elites israelitas que controlam o governo americano, como a senhoria Victoria Nuland, que em 2014 até andou a distribuir bolachinhas na Praça Maidan em Kiev. Caso não saibam, Victoria Nuland foi uma das principais figuras da administração Obama e esta senhora, tem desde o início graves responsabilidades em tudo aquilo que hoje está a acontecer na Ucrânia. É também judia sionista de nascimento e nutre um ódio visceral e histórico contra a Rússia, à semelhança de muitos outros judeus sionistas (não foi ao acaso que Estaline os perseguiu severamente na URSS, todavia, os livros de história normalmente "esquecem-se" deste facto...).  

Já ninguém pode negar, tendo em conta o ponto a que hoje se chegou, que Israel e os EUA actuam no concerto das nações como se fossem o mesmo País, pelo simples motivo de que as elites sionistas/globalistas que governam em Telavive, são precisamente as mesmas elites que governam em Washington e Bruxelas. A grande ambição destas elites, que operam a partir das sombras, manipulando eleições, os media, a alta finança, os partidos políticos e praticamente toda a classe política, é o domínio mundial. Isto é aquilo que comummente é designado por "sistema" ou Deep State nos EUA. 

Ora, acontece que os anos 1990, após o colapso da URSS, criaram a ilusão na cabeça desta gente, de que realmente podiam mesmo ser os donos do Mundo. A fraqueza em que a Rússia se encontrava na década de 1990, ajudou a cimentar esta crença artificial de superioridade do Ocidente. A vitória americana na Guerra do Golfo em 1991, só ajudou a reforçar este credo fantasioso, passando os EUA a ser os "polícias do Mundo" e a hiperpotência que liderava uma Nova Ordem Mundial unipolar. A posterior intervenção militar contra a Sérvia em 1999, completamente injusta e ilegal, cimentou o papel da NATO como o "braço armado" do projecto globalista e dos interesses sionistas. Os dados estavam oficialmente lançados para o que se iria seguir...

A par e passo, acelerou-se a construção da futura "Federação Europeia", com a introdução do Euro e a abolição das fronteiras, entre muitas outras medidas de cariz internacionalista e apátrida, que visam apenas de mansinho e pela calada, ir desmantelando as antigas nações da Europa. Claro que tudo isto nunca foi admitido publicamente pelos senhores que nos governam, da mesma forma que as elites também não admitem, que a entrada maciça de imigrantes do Terceiro Mundo na Europa ao longo das últimas décadas, tem como função principal acelerar a diluição das identidades e culturas nacionais da Europa, fundindo tudo num grande caldeirão multicultural, rumo à construção de um "homem novo", passo essencial para se chegar à sonhada Federação Europeia ou Estados Unidos Unidos da Europa, que são o verdadeiro objetivo final da elite sionista/globalista. A concretização prática do Plano Kalergi, que durante muito tempo foi considerado como sendo uma mera "teoria da conspiração", está hoje plenamente exposta perante os nossos olhos e só não vê, nem percebe o que se está a passar, quem não quer. 

A única coisa que faltava, porém, para realmente se abrir o caminho rumo a um Governo Mundial, era o controlo da Rússia, da China e do Irão. Esta é uma pedra angular essencial, para se entender a actual guerra mundial que grassa entre os EUA/Israel/NATO/UE e o Eixo que une Teerão, Moscovo e Pequim. Do ponto de vista da geopolítica pura, é um facto estabelecido que quem controlar o continente euroasiático, tem a capacidade para controlar e dominar o resto do Mundo. A tentativa de subjugar a Rússia e o Irão, são portanto, um passo perfeitamente natural e lógico para a elite sionista/globalista e é precisamente aqui, que reside o motivo pelo qual se despoletou a guerra na Ucrânia, como forma de tentar levar ao colapso o governo de Putin e posteriormente, à fragmentação da própria Rússia, algo que as elites ocidentais ambicionam e tentam levar a cabo há vários séculos. Não foi ao acaso, nem apenas em busca de "glória" ou para derrotar o Bolchevismo, que Napoleão e Hitler invadiram a Rússia, mas sim, porque pretendiam colocar a mão nos recursos naturais da Rússia e usar posteriormente a mesma, como plataforma para a criação de um vasto Império Global. Os russos sabem perfeitamente bem que o Ocidente sempre foi um inimigo existencial e é exactamente por esse motivo, que querem a NATO bem longe das suas fronteiras e estão dispostos a ir à guerra, para atingir este objectivo estratégico como se pode constatar na Ucrânia. É também, precisamente pelo motivo acima exposto, que a guerra na Ucrânia é uma guerra existencial para a Federação Russa e por extensão, para a própria República Popular da China e a República Islâmica do Irão. 

Dominar o Irão e fragmentá-lo em pedaços, à semelhança do que se fez na Síria, é claramente outro objectivo da elite globalista/sionista e viu-se nos últimos dois anos como Trump e Netanyahu, tentaram por todos os meios colocar esta manobra em prática, porém, esqueceram-se de que os persas nunca foram propriamente "pêra doce" e acabaram por sofrer uma derrota às mãos de Teerão, que ficará sem dúvida nos anais da história, como uma das maiores humilhações militares que alguma vez foi infligida aos EUA e a Israel

Em relação à China, eu creio que havia uma certa ingenuidade da parte das elites ocidentais, que parecem ter acreditado algures nos anos 1990 e início dos anos 2000, que seria possível "converter" o Partido Comunista da China (PCC) ao credo globalista ocidental e que de alguma forma, a China iria acabar à semelhança da Europa, através da infiltração, suborno e corrupção, por ser também ela dominada pela elite sionista/globalista. Xi Jinping veio colocar um fim defintivo a este plano e tomou medidas no sentido de reforçar o sentido patriótico e nacionalista do PCC. Os comunistas chineses perceberam que o Nacionalismo é a única forma de manter a sociedade verdadeiramente unida e coesa e hoje, o PCC é sem sombra de dúvida, um partido com um programa genuinamente nacional e social, que faria corar de vergonha muitos partidos da dita "extrema-esquerda" e "extrema-direita" na Europa, que não passam de oposição controlada e de lacaios vendidos ao sistema. Ademais, o PCC deixou de lado os velhos dogmas do Marxismo-Leninismo que afundaram a URSS e colocou o mercado livre e o Capitalismo ao serviço dos interesses da China. Como dizia Deng Xiaoping, «não interessa se o gato é branco ou preto, o que interessa é que o gato consiga caçar os ratos». Este pragmatismo do PCC e a sua fusão com a filosofia Confucionista, tornaram a China comunista uma potência imbatível no Mundo, a todos os níveis. A China era um País pobre e onde se passava fome até à decada de 1980. Em quatro décadas e graças à governação do PCC, 800 milhões de chineses foram retirados da pobreza extrema. É mentira que o Comunismo não funciona e a China do século XXI é a prova disto mesmo. O que não funciona e acaba por inevitavelmente levar à estagnação económica e pobreza generalizada, é o incompetente modelo soviético que foi copiado por dezenas de países no Mundo com resultados desastrosos. O PCC decidiu seguir o seu próprio caminho, adaptando a teoria socialista à realidade prática e hoje o resultado está à vista em pleno. O Vietname é outro bom exemplo contemporâneo, de um País que também deixou para trás o modelo soviético e abraçou o mercado livre e o Capitalismo de Estado ao estilo chinês. Hoje, o Vietname é o País do sudoeste asiático que mais está a crescer economicamente e nada disto é ao acaso, mas sim, fruto da boa governação e de uma política pragmática e bem pensada, da parte do Partido Comunista do Vietname (PCV).  

A esquerda no Ocidente, regra geral, ainda não entendeu, nem consegue entender, nada daquilo que os partidos comunistas na Ásia estão a fazer, nem sequer a essência dos mesmos. Por outro lado, é preciso ter em conta que a esquerda como força política nos EUA e na UE, foi nas últimas décadas praticamente toda cooptada por agentes ao serviço do globalismo. Gramsci, a Escola de Frankfurt e o Marxismo Cultural em geral, foram a maior maldição que aconteceu aos partidos de esquerda no Ocidente. O Bloco de Esquerda em Portugal, ou o Livre, são bons exemplos desta aberração política neomarxista. Basta, aliás, ver-se como inúmeros partidos e organizações de esquerda, recebem dinheiro da rede de fundações e ONG's, ligadas ao bilionário judeu George Soros... 

A impunidade total de Israel e da elite sionista/globalista a nível internacional e a forma como tudo tem sido gerido em torno do escândalo de Jeffrey Epstein, só por si, demonstra bem o "calibre" dos monstros com que estamos aqui a lidar... 

Os verdadeiros inimigos do Ocidente, hoje, não são nem Putin, nem Xi Jingping, nem o Ayatollah Mojtaba Khamenei. Pelo contrário, os maiores inimigos do Ocidente residem nos dias que correm, nas próprias capitais da Europa e dos EUA, fazem-se passar por "democratas" respeitáveis e através da arte do engano, da fraude e da mentira, continuam a laborar intensivamente em prol da nossa destruição colectiva. 

Oppenheimer

 
 

Finalmente tive tempo para ver o filme Oppenheimer e posso dizer que foi uma desilusão completa. Sei que estou em minoria e vou contra a opinião e crítica generalizada sobre o filme em questão, todavia, para mim, ver Oppenheimer foram 180 minutos de tédio sem interesse. Eu estava à espera de um filme que se concentrasse mais na parte política, técnica e científica da criação da bomba atómica e do Projecto Manhattan, em que J. Robert Oppenheimer teve realmente um papel fundamental. Ao invés, o que apanhei foi uma espécie de telenovela de três horas, que se concentra excessivamente na vida pessoal e romântica de Oppenheimer. 

Para mim isto é um flop. É o tipo de filme que promete muito e entrega pouco. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O Irão tem legitimidade para atacar bases da NATO na Europa?

 

O Império Anglo-Sionista e os seus vassalos andam preocupados com as capacidades do Irão no sentido de poder atacar a Europa, segundo aquilo que foi ontem divulgado na imprensa ocidental:

«O Irão estará a ponderar atacar alvos militares norte-americanos na Europa caso os Estados Unidos decidam intensificar a guerra, numa altura em que Teerão está a estudar as opções que tem em cima da mesa após Donald Trump, Presidente norte-americano, ter dito que não pretende prolongar o cessar-fogo – que expirou na segunda-feira – acordado no memorando de entendimento assinado pelas duas partes em junho.  

Duas fontes internas do regime iraniano revelaram ao Financial Times (FT) que as forças armadas do país avaliaram a possibilidade de atacar alvos norte-americanos em países do sudeste da Europa, como a Bulgária, que no mês passado aprovou a utilização da sua base aérea de Bezmer para aeronaves de reabastecimento norte-americanas. Uma das fontes acrescentou ao jornal britânico que Chipre – onde uma base norte-americana já tinha sido alvo de um ataque - também está entre as potenciais áreas de retaliação, caso haja uma nova ofensiva dos Estados Unidos no Irão. 

[...]

No mês passado, as autoridades iranianas tinham ameaçado o Reino Unido devido à utilização de bases militares britânicas pelos EUA, afirmando que “qualquer base que seja utilizada para lançar um ataque contra o território iraniano será considerada um alvo legítimo”. Segundo as mesmas fontes, a retaliação do Irão dependerá das ações de Washington.»

Pode o Irão atacar a Europa? Pode. Claro que pode. 

Tem capacidade para atacar bases militares na Europa? Sim, tem. Os mísseis balísticos fabricados pelo Irão, conseguem sem problemas chegar à Europa Central. Com alta probabilidade, o Irão pode estar até já na posse de mísseis com capacidade para chegar mesmo até Londres, Berlim ou Paris. 

Tem o Irão legitimidade para atacar bases da NATO na Europa? Depende! Se essas bases estiverem a ser usadas pelos EUA ou qualquer outro País, com o fim de apoiar, nem que seja apenas de forma logística, uma qualquer agressão contra o Irão, então nesse caso o Irão tem toda a licitude ao abrigo do direito internacional, para retaliar contra bases da NATO na Europa. 

A República Islâmica do Irão é um Estado-Civilização que se deve levar a sério e deve ser respeitado. Quem hoje está a perturbar a ordem internacional e a paz mundial, não é o Irão, nem sequer a Rússia, mas sim, são os EUA, Israel e os seus lacaios da NATO e da UE. A história dos últimos 50 anos demonstra e deixa bem claro como em todo e qualquer lugar onde esta gente intervenha, o que se vê como resultado é caos, violência, desordem e desestabilização em toda a linha. Assim foi no Vietname, na América Latina, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, na Síria e mais recentemente no Irão. Muitos ocidentais podem não ter noção disto, mas o facto é que os EUA, a NATO e a UE, transformaram-se nos "maus da fita" no Mundo dos dias que correm. 

Os BRICS e o Sul Global em geral, cada vez mais olham menos para o Ocidente como exemplo a seguir, seja naquilo que for. Eles não querem a nossa "democracia" dos oligarcas, em que ganham as eleições os partidos que têm mais dinheiro e influência nos media, nem querem saber do blá, blá, blá hipócrita do Ocidente sobre "direitos humanos" ou "ambientalismo". O hedonismo do Ocidente, misturado com a fantasia ianque do excepcionalismo americano, é mal visto e criticado por grande parte do Mundo. O que o Sul Global, os BRICS e o Mundo em geral querem, é que a Epstein Class que governa o Ocidente, os deixe em paz e pare de alimentar caos, guerra e sofrimento por tudo quanto é sítio. 

Já agora e para quem não sabe, fez ontem 73 anos que os EUA e a Grã-Bretanha levaram a cabo um golpe de Estado no Irão, para derrubar o então democraticamente eleito Mohammad Mosaddegh, que tinha como programa, à época, a nacionalização da indústria petrolífera iraniana, de forma a retirar ao Reino Unido o controlo económico que este exercia sobre o Irão. Isto é o nível das "elites" e dos regimes pseudo-democráticos que governam o Ocidente. Nada mudou desde 1953. Continuamos a ser governados por canalha.