quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O que é que o Ocidente está a apoiar na Ucrânia?...

 Os amigos e aliados da NATO na Ucrânia...
 
Não é novidade, mas convém sempre recordar o tipo de regime que os EUA e a UE, instalaram na Ucrânia em 2014, quando apoiaram um golpe de Estado liderado por grupos neonazis, para derrubar Viktor Yanukovych, o Presidente que até então liderava a Ucrânia e que tinha sido democraticamente eleito em 2010:

«[...]

The forbidden truth is that the West has engineered –through a carefully staged covert operation– the formation of a proxy regime integrated by Neo-Nazis.

Confirmed by Assistant Secretary of State Victoria Nuland, key organizations in the Ukraine including the Neo-Nazi party Svoboda were generously supported by Washington: “We have invested more than 5 billion dollars to help Ukraine to achieve these and other goals. … We will continue to promote Ukraine to the future it deserves.”

The Western media has casually avoided to analyze the composition and ideological underpinnings of the government coalition. The word “Neo-Nazi” is a taboo. It has been excluded from the dictionary of mainstream media commentary. It will not appear in the pages of the New York Times, the Washington Post or The Independent. Journalists have been instructed not to use the term “Neo-Nazi” to designate Svoboda and the Right Sector.

[...]

It is important to reflect on the fact that the West, formally committed to democratic values, has not only spearheaded the demise of an elected president, it has instated a political regime integrated by Neo-Nazis.

This is a proxy government which enables the US, NATO and the EU to interfere in Ukraine’s internal affairs and dismantle its bilateral relations with the Russian Federation. It should be understood, however, that the Neo-Nazis do not ultimately call the shots. The composition of the Cabinet broadly coincides with U.S. Assistant Secretary of State Victoria Nuland ” recommendations” contained in the leaked telephone call to the U.S. ambassador to Ukraine.

Washington has chosen to spearhead Neo-Nazis into positions of authority. Under a “regime of indirect rule”, however,  they take their orders on crucial military and foreign policy issues –including the deployment of troops directed against the Russian federation– from the the US State Department, the Pentagon and NATO.

The World is at a dangerous crossroads: The structures and composition of this proxy government installed by the West do not favor dialogue with the Russian government and military.»  

Quem no Ocidente está muito indignado com a intervenção russa na Ucrânia, deveria de primeiro ter noção de quatro factos básicos, que têm sido propositadamente ignorados por grande parte do pseudo-jornalismo ocidental:

  1. Morreram cerca de 27 milhões de soviéticos a combater contra a Alemanha Nacional-Socialista. Este foi o preço que a URSS/Rússia pagou para manter a sua soberania e independência. 
  2. As Forças Armadas da União Soviética, sozinhas, foram responsáveis pela destruição de cerca de 75% a 80% da Wehrmacht. Podem não gostar do Comunismo, de Estaline ou dos russos à vontade, porém, ninguém pode apagar o facto de terem sido os soviéticos que realmente derrotaram a máquina de guerra alemã. 80% dos militares alemães que morreram na Segunda Guerra Mundial, morreram a combater na Frente Leste.  
  3.  A Rússia, depois daquilo que sofreu na Segunda Guerra Mundial às mãos do Nazismo, jamais, repito, jamais, vai voltar a permitir a existência de um regime ou governo proto-nazi, encostado às suas fronteiras e apoiado militarmente pela NATO e por grande parte do Ocidente. Isto é um princípio que para Moscovo, nem sequer é aberto a qualquer negociação ou discussão. Curto e grosso: não vai haver governos neonazis na zona de influência estratégica da Rússia. Ponto. 
  4. A Ucrânia, historicamente, tem sido sempre o território que é utilizado por todos aqueles que tentaram invadir a Rússia. Foi parcialmente através da Ucrânia que Napoleão invadiu a Rússia e foi através das planícies da Ucrânia, que Hitler lançou o Grupo de Exércitos Sul da Wehrmacht. A Ucrânia é um corredor de acesso à Rússia e a geografia do território em causa, composta por vastas planícies (terreno ideal para a guerra mecanizada...) e a sua enorme dimensão, tornam este uma peça essencial para garantir a própria segurança e defesa da Rússia, daí que Moscovo tenha tolerância zero para qualquer presença da NATO no território em questão. 

Estes quatro factos básicos que acabei de enumerar, são o motivo pelo qual a Rússia está disposta a lutar até ao fim na Ucrânia, custe aquilo que custar e demore o tempo que demorar. 

Vale a pena também recordar, que no dia 21 de Fevereiro de 2022, ou seja, três dias antes do início da Operação Militar Especial, Putin afirmou que «a utilização da Ucrânia como instrumento de confronto com o nosso país representa uma ameaça grave, muito grande para nós». Esta afirmação do Presidente russo, deveria de ter sido logo entendida no Ocidente como um aviso final e se tivéssemos políticos responsáveis e decentes nos EUA ou na Europa, este teria sido o momento para entender que a Rússia não iria tolerar mais alargamentos da NATO na Europa de Leste e que era a hora de renegociar de boa fé, a arquitectura de segurança na Europa e dar garantias escritas a Moscovo, de que a Ucrânia nunca entraria na NATO. Teria bastado isto para evitar a intervenção russa na Ucrânia.  

No início de 2022, a NATO estava a preparar-se para integrar, de facto e de jure, a Ucrânia na aliança atlântica. Ora, só quem seja mesmo muito ingénuo ou não saiba mesmo nada da história dos últimos 50 anos, é que alguma vez pode acreditar nas "boas intenções" americanas e na conversa esfarrapada de Washington, de que a NATO é apenas uma "aliança defensiva". O Mundo inteiro já viu em que consiste esta tal "defesa" e "bondade" da NATO, quando em 1999 atacaram de forma completamente bárbara e ilegal a Sérvia, ou em 2011, quando a NATO destruiu a Líbia de Gaddafi à bomba e apoiando grupos terroristas ligados à Al-Qaeda

O historial negro dos EUA/NATO/UE e o seu rol de crimes, são precisamente aquilo que hoje motiva e dá determinação à tropa russa na linha da frente. A Guerra Russo-Ucraniana, tornou-se existencial para a maioria do povo russo, que continua a apoiar firmemente as acções tomadas por Putin, porque eles não esquecem o que aconteceu há 75 anos e estão totalmente determinados, em garantir que nunca, nunca, nunca, nunca, mas nunca mais, se vai voltar a repetir uma Operação Barbarossa ou haverá nazis a ocupar território russo.

Isto, que podem ver na imagem abaixo, é aquilo que os russos estão hoje a combater na Ucrânia, armado, financiado e treinado pelo Ocidente colectivo. Esta é, de resto, a verdadeira essência não assumida da NATO no século XXI, ou seja, o Imperialismo sanguinário, genocida e sem a mínima vergonha na cara:

1 comentário:

  1. https://asiatimes.com/2022/09/why-putin-is-still-so-popular-in-russia/

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