terça-feira, 25 de agosto de 2026

Quem quer lutar contra a Rússia?...

 

No início de 2015, no Donbass e cerca de um ano após o início da Guerra Russo-Ucraniana que decorre até hoje, deram-se violentos combates entre as forças do Exército da Ucrânia e o famoso Batalhão Somália, da então recém-formada República Popular de Donetsk. Podem ver aqui, o que aconteceu aos militares ucranianos, que sobreviveram ao confronto com as forças do Batalhão Somália, liderado pelo Coronel Mikhail Tolstykh ("Givi" para os amigos...). 

Numa altura em que ainda se registam tantas vozes na UE e dentro da NATO, a favor de continuar a apoiar a Ucrânia militarmente, convinha que vissem todos o video cujo link partilhei acima e posteriormente, que pensassem longa e profundamente, nas consequências da guerra e porque é que a mesma deve ser evitada a todo o custo. De seguida, perguntem a vocês mesmos se acreditam que a actual Geração Z, mimada, habituada ao facilitismo, dominada pelo hedonismo materialista e com a cabeça carcomida por tik toks e smartphones, se acreditam mesmo que esta nova geração, aguentaria mais de 5 minutos em combate contra a tropa russa?... 

Há um fosso civilizacional muito profundo, que separa o Oriente do Ocidente. Uma das facetas deste fosso, é a forma como os russos são preparados e treinados desde miúdos, para enfrentar uma brutalidade e um nível de espartanismo, para os quais a Europa Ocidental não está minimamente preparada. Enquanto nos países da Europa Ocidental, as crianças aprendem a ir a marchas LGBT e a usar casas de banho e balneários sem género, na Rússia, os putos são educados assim:  

 
E para as raparigas existem clubes militares exclusivos, onde recebem treino e preparação para a defesa da "Mãe Rússia". Não existe nada na NATO ou UE a este nível, os russos simplesmente, estão a operar noutro universo em termos de preparação castrense e enquadramento da juventude:
 
 

Percebem a diferença?... Conseguem agora entender melhor, qual a grande diferença em termos de padrão civilizacional (e espiritual...), que separa a UE/NATO da Federação Russa? Ao passo que na UE/NATO a juventude está cada vez mais reduzida a "florzinhas de estufa", que entram em pânico se ficarem sem smartphone mais de 15 minutos, na Rússia preparam-se soldados a sério para o futuro e patriotas dispostos a lutar e morrer em defesa do seu País. Este é o principal motivo, pelo qual eu acredito que durante pelo menos as próximas duas décadas, a NATO não terá a mínima hipótese de vencer num eventual conflito contra a Rússia, que implique o envio de "botas" para o terreno. Uma sociedade para fazer a guerra, tem de estar física, psicológica e espiritualmente preparada para tal e a Europa Ocidental, pura e simplesmente, não reúne nenhum destes critérios na actualidade, nem sequer de perto. Idem para os EUA, que estão a entrar em decadência militar acelerada. 

Ninguém, nenhum País, nem nenhum Exército, Marinha ou Força Aérea na NATO, está hoje minimamente preparado para enfrentar as Forças Armadas da Federação Russa, num eventual choque bélico. As deficiências não são apenas ao nível da falta de "carne" em quantidade e condições para combater, mas também ao nível da indústria, da doutrina militar (está completamente ultrapassada...) e da economia real. 

Nada disto é propriamente novidade e é do domínio público, porém, a larga desinformação que está a ser disseminada por muitos jornalistas desonestos, "comentadores" e "opinadores" da praça pública, continua a levar muitos ao engano. Andrei Martyanov, que é de longe, um dos melhores analistas militares da actualidade, publicou em 2018 um livro profético, que já antevia e denunciava, todos os problemas de que a NATO e a máquina militar dos EUA, estão a sofrer hoje. Esta obra, intitulada Losing Military Supremacy: The Myopia of American Strategic Planning, deveria ser leitura obrigatória para todos os militares da NATO, jornalistas, comentadores, políticos e demais cidadãos, que desejem opinar sobre guerra ou sobre as tais "capacidades da NATO", que só existem nos filmes de Hollywood. A leitura, o estudo e a reflexão profunda, quer queiram, quer não, serão sempre o único remédio eficaz contra a ignorância e a estupidez. Este livro, se tivesse sido amplamente divulgado e distribuído no Ocidente, podia-nos ter salvo a todos do actual debacle na Ucrânia:

1 comentário:

  1. O dito Ocidente está numa situação difícil a vários níveis, sem dúvida.

    Saudações cordiais.

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