Passou largamente ignorado pelos media do "sistema" no Ocidente, mas nos últimos dias teve lugar o exercício estratégico de comando e Estado-Maior Centro-2026, o maior do ciclo anual de exercícios militares realizados pelas Forças Armadas da Federação Russa. Em sincronia, foi realizado também o exercício Interaction-2026, da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), a aliança militar da Euroásia, que é liderada pela Rússia. Marco Coutinho do blogue GRU! Geopolítica em Ação, descreve bastante bem aquilo que estes exercícios implicaram em termos reais:
«Dados conhecidos do exercício
- Mais de 47 mil militares mobilizados
- 11 áreas de treinamento no Distrito Militar Central, além de operações no Mar Cáspio.
- Mais de 6 mil militares na fase ativa, no campo de Chebarkul, nos Urais
- Observadores de 51 países acompanharam as manobras
Que consequências tem isto para a NATO? Tem inúmeras... e não foi ao acaso que estes exercícios militares foram largamente censurados pela imprensa ocidental. É que aquilo que os russos demonstraram nos mesmos, não foram apenas novas tecnologias militares, que estão muito à frente de tudo aquilo que a NATO possui actualmente, mas também um poder de fogo avassalador, para o qual a NATO não tem resposta, nem vai ter durante pelo menos os próximos vinte anos, no mínimo, devido aos motivos que eu já expliquei aqui:
https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/08/quem-quer-lutar-contra-russia.html
Há muitos europeus que estão mortinhos por uma guerra contra a Rússia e eu como português, tenho de dizer que me incomoda profundamente o facto de a Rússia já ter singularizado Portugal por diversas vezes, destacando o nosso País como sendo «um dos mais hostis da Europa». Isto é o resultado de anos a fio de lavagem cerebral, da parte dos media do "sistema" em Portugal e da parte da propaganda da maioria dos partidos políticos, tanto à direita, como à esquerda, que não cessam de injectar na população portuguesa ódio irracional contra a Rússia, sem explicarem às pessoas quais são, em concreto, os motivos históricos, geopolíticos e geoestratégicos, que na realidade estiveram por detrás de todo o conflito que vemos hoje na Ucrânia.
Se amanhã ou depois, rebentar uma guerra entre a Rússia e a NATO e algum submarino russo, a passar aqui ao largo de Portugal, decidir erradicar as cidades de Lisboa e Porto do mapa com duas ogivas nucleares, depois não se queixem... os portugueses, mal governados e pessimamente aconselhados, andam mesmo a meter-se a jeito para levar "nas trombas" como nunca levaram...
E caso ainda não tenham percebido a "caldeirada" em que podemos estar potencialmente metidos e para a qual fomos arrastados, pela classe política absolutamente execrável que temos em Portugal, deixo-vos aqui com aquilo que disse o Larch445 no blogue Reminiscence of the Future, a propósito das novas capacidades que a Federação Russa está a exibir:
What Stalin didn't completely finish, Gerasimov will certain do.
27 million ghosts of Russia have a surprise for you.
Russia is not my enemy.
Our enemy is the Epstein Class.»
Creio que fica bem claro que a Rússia está seriamente a preparar-se, para erradicar a NATO do mapa em caso de guerra e conseguir, em última análise, sobreviver a uma guerra nuclear. Não sei o que estará a passar na cabeça de gente como António Costa ou Ursula von der Leyen, mas sei e tenho a certeza, de que se as coisas realmente chegaram "a vias de facto" nos próximos meses ou anos, como cada vez parece ser mais provável, há um risco elevado de António Costa e toda a eurocracia corrupta em Bruxelas, ser pura e simplesmente vaporizada ou reduzida a cinzas. Como reza um certo provérbio popular: "quem semeia ventos, colhe tempestades..."





