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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O PSD/CDS-PP foi a "direita" que a esquerda autorizou no pós-25 de Abril

 
  

A Lobo Media publicou um artigo interessante, que expõe uma das facetas menos conhecidas do pós-25 de Abril, ou seja, como o PSD e também o CDS-PP, foram a "direita" que resultou da ditadura que a esquerda em Portugal tratou logo de tentar implantar, assim que se deu o golpe do 25 de Abril de 1974:

«25 ocasiões em que os fundadores e líderes do PSD rejeitaram que o partido fosse de ‘direita’»

É um facto que Portugal deixou de ter uma direita conservadora, nacionalista e patriótica, no dia 25 de Abril de 1974, quando Marcelo Caetano se rendeu no Quartel do Carmo (uma história que está ainda muito mal contada...).  

A Acção Nacional Popular, que resultou da redenominação e reorganização da União Nacional fundada originalmente por Salazar, foi real e efectivamente, o último partido genuinamente nacional e da direita conservadora/nacionalista que governou em Portugal, até ser dissolvido no dia 25 de Abril de 1974. 

Repare-se na ironia e na hipocrisia: os golpistas de 74, prometeram a "democracia" em Portugal, todavia, a primeira coisa que fizeram assim que tomaram o poder pela força, foi ilegalizar partidos políticos e começar a perseguir e prender tudo o que era opositor considerado de "direita". O infame Relatório das Sevícias, é bem demonstrativo do que Portugal passou às mãos da extrema-esquerda entre 1974 e 1976, com inúmeros casos documentados de prisões arbitrárias, espancamentos, tortura, raptos, saneamentos, etc... No ano seguinte, em 1977, já cá tínhamos o FMI a intervir em Portugal, pois os "revolucionários" do PREC dos "amanhãs a cantar" e de cravos vermelhos ao peito, não tardaram a estafar o País e rebentaram com a economia nacional. 

E pelo meio, aprovaram a Constituição de 1976, num parlamento que estava sob cerco da esquerda radical, Constituição esta que continua em vigor até hoje, sem nunca ter sido sujeita a qualquer referendo popular. Recordo que, até no regime de Salazar, a Constituição de 1933 tinha sido sujeita a um plebiscito popular... como se faz em grande parte dos países, quando se quer ver aprovado um novo documento ou carta constitucional.

O que aconteceu no pós-25 de Abril é o que, por norma, acontece quando se metem miúdos de vinte e poucos anos de idade e até adolescentes, a fazer "revoluções" e a mandar num País, sem saberem minimamente o que estão a fazer e sem terem quaisquer bases sólidas. Muitos dos "revolucionários" do PREC eram miúdos que falavam de Marx, Engels e de Fascismo e Capitalismo, mas que na realidade não sabiam rigorosamente nada sobre isto. Nunca tinham lido o Das Kapital de Marx, não conheciam as obras dos liberais da Escola de Chicago ou da Escola Austríaca, não percebiam "um corno" daquilo que é realmente o Fascismo, mas chamavam "fascista" a todos os que os contrariavam... a ignorância e a burrice, associada ao chico-espertismo tipicamente português, é o que depois dá em episódios lamentáveis, como aqueles a que o País inteiro assistiu durante o PREC. Neste caso, o saldo foi catastrófico: Portugal acabou economicamente arrasado, foi neutralizado como potência mundial, perdeu praticamente toda a sua capacidade de projecção de poder em termos estratégicos e geopolíticos, viu-se amputado dos seus territórios em África, sem qualquer consulta popular e com um custo humano de mais de um milhão de mortos e feridos, que resultaram da dita "descolonização exemplar". A esquerda, realmente, está "de parabéns" por esta obra... daqui por 50 ou 100 anos, logo veremos o que os livros de história vão dizer sobre a "malta" da "revolução" de 74 e aquilo que fizeram a Portugal... 

Uma coisa parece-me certa, é que mais de meio século após o fim do governo de Marcelo Caetano, continua a não existir em Portugal nenhum partido genuinamente patriótico, identitário e nacionalista. O Chega de André Ventura, é um partido liberal-conservador, pró-sionista, pró-europeísta e pró-atlantista. Nem Marcelo Caetano, nem Salazar, nem os integralistas lusitanos e muito menos os nacionais-sindicalistas de Rolão Preto, alguma vez dariam aprovação a um partido com a linha político-ideológica do Chega. 

Todavia, é saudável para a Nação haver diferenças de opiniões e debate, sendo que neste sentido, o Chega tem sido útil, pois veio quebrar o monopólio político da esquerda em Portugal. Estou cansado de viver na "lanterna vermelha" da Europa, minada por ideias do século XIX e com partidos políticos que já cheiram a bolor, sempre com o mesmo discurso "velho e relho" de cravos, cantigas e abriladas falidas em que já muito poucos acreditam. 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Tudo bons amigos... 😵😭🤯

  
 
...o problema é quando eles se chateiam... não costuma acabar bem...
 
Entretanto, anteontem o Die Linke venceu em Berlim. Em Portugal, os doidinhos do costume, que não percebem "um corno" sobre como é que realmente funciona o Mundo e que vivem num universo paralelo, estão radiantes com a vitória desta esquerda radical, de índole neomarxista e gramsciana, na Alemanha. O facto de esta gente parecer ter sido retirada directamente de um manicómio ou de algum romance de terror lovecraftiano, parece que não os incomoda, vejam por vós o tipo de chalupas que agora vão governar em Berlim:
 

 
Não é possível levar este tipo de gente a sério... esta fantochada tipo Bloco de Esquerda, pura e simplesmente, não é para levar a sério:

 
Alguém da esquerda considera mesmo que são estes "artistas" do Die Linke, que vão conseguir enfrentar e derrotar com sucesso, a superestrutura do modo de produção capitalista na Alemanha?... Deixem-me rir... Até os russos estão a gozar com estes palhaços:

«One is left wondering if there are any normal people left in Germany. Of course, there are, but the country is effectively over. The so called German Left is nothing more than a sloganeering machine for duping brainwashed Germans into finishing off their country through suicidal gender politics and spreading of perversion and deviancy as one of the main pillars of modern German life.» 

De resto, isto que se passou anteontem em Berlim, é em grande medida um espelho político do Ocidente contemporâneo. Em outros tempos, as pessoas quando queriam ir a um circo de horrores, tinham de pagar para isso, agora e ao invés, basta ligar a televisão ou abrir um jornal online, para sermos bombardeados com todo o tipo de aberrações, que revelam bem ao Mundo inteiro, o avançado estado de decomposição civilizacional em que tanto os EUA, como a UE, se deixaram cair. Que isto não vai acabar bem, porque não pode acabar bem, para mim já não é surpresa nenhuma...
 

sábado, 19 de setembro de 2026

O último socialista com juízo na Europa...

  
 

Robert Fico, arrisco dizer, será talvez o último líder socialista com juízo que resta na Europa. As suas posições realistas e pragmáticas no que a geopolítica dizem respeito, fundamentadas num pensamento que revela claramente bastante maturidade, reflexão, responsabilidade e conhecimento dos factos passados e presentes, levaram-no a ser comummente descrito pela imprensa como sendo um líder "pró-russo" infiltrado no seio da Europa. Esta é, de resto, a triste sina de todas as almas caridosas que hoje falam em prol da paz na Europa e que defendem o caminho da cooperação e não o do belicismo suicida em relação a Moscovo. 

O actual Primeiro-Ministro da Eslováquia, que em tempos já foi comunista, sendo que até foi militante do extinto Partido Comunista da Checoslováquia, é desprezado por grande parte dos seus pares socialistas na Europa. Este desprezo chegou ao ponto de em 2023, António Costa, então líder do Partido Socialista em Portugal, ter escrito uma carta ao presidente do Partido Socialista Europeu, a pedir a expulsão de Robert Fico do grupo. O motivo para isto não foi apenas o facto de Robert Fico querer ter boas relações com a Rússia de Putin, mas também, o facto de Robert Fico ter feito um governo de coligação que inclui um partido de extrema-direita, o Partido Nacional Eslovaco, que é assumidamente russófilo, ultranacionalista, cristão e conservador. 

Robert Fico, tem colocado em prática na Eslováquia aquilo que eu próprio há muito penso sobre a actual situação em que estamos colocados na Europa. Isto é, não há outra solução para se poder derrotar o "sistema" e a elite globalista/anglo-sionista, a não ser através da união de todas as forças genuinamente anti-sistema que existem na Europa, sejam elas de direita, esquerda, extrema-direita, extrema-esquerda, terceira posição ou até mesmo anarquistas. Fico percebeu isto e foi por isso que não hesitou em fazer aquilo que para muita gente da esquerda é considerada a heresia suprema, ou seja, aliou-se à extrema-direita ou ultradireita, de forma a garantir a viabilidade do seu mandato, a estabilidade do País e acima de tudo, a defesa dos melhores interesses da Eslováquia e do seu povo. 

Pode Portugal aprender alguma coisa com o exemplo eslovaco? Tenho sérias dúvidas... o quadro político nacional está hoje dividido entre uma esquerda chalupa, delirante, dogmática e utópica, que nem sabe para onde está a rumar e uma nova direita, capitaneada pelo Chega de André Ventura, completamente submisso aos interesses e à agenda do Império Anglo-Sionista. O que temos actualmente em Portugal, do ponto de vista político, "não tem ponta por onde se lhe pegue" e como já é hábito e costume, é o povo português que vai, inevitavelmente, continuar a pagar a factura e a ser "comido de cebolada" por demagogos...

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O Sindicalismo e algumas nótulas sobre a "extrema-direita", a Terceira Posição e a Era pós-ideológica

 

Recentemente, passou-se algo na Coreia do Sul, que demonstra na prática o poder e o impacto que os sindicatos podem ter, ao nível da melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Isto que está aqui, escrito pela mão de João Mendes do Aventar, deveria de ser lido atentamente, por todas aquelas "santas ignorâncias" que em Portugal, dizem que "os sindicatos não servem para nada":

«Na Coreia do Sul, algo raro aconteceu que merece a nossa atenção.

O caso passou despercebido por cá, e percebe-se porquê. Porque, numa decisão sem precedentes, a Samsung decidiu distribuir cerca de 23 mil milhões de euros pelos seus funcionários.

Sim, leste bem: 23 mil milhões de euros.

Não foi na ordem dos milhões.
Foi na ordem dos mil milhões.

A decisão resulta de uma ameaça de paralisação total por parte dos sindicatos. A greve teria um custo muito elevado que a empresa não quis pagar.

A distribuição não será igual para todos. E esse é um dos focos de tensão entre trabalhadores e sindicatos. Os 28 mil trabalhadores da divisão de semicondutores e chips para IA vão receber uma média de 350 mil euros de bónus. Os mais de 70 mil da divisão de bens de consumo poderão não ir além dos 5 mil euros. Pelo meio existem outras divisões com trabalhadores a receber entre 100 e 300 mil euros.

Ainda assim, é um marco histórico que revela a força e importância dos sindicatos e da negociação colectiva. A Samsung registou um crescimento notável nos últimos anos, os lucros relacionados com a inteligência artificial estão a explodir, e os trabalhadores exigiram a sua parte. E não será por isso que a empresa ficará mais pobre. Pelo contrário. Trabalhadores felizes tendem a produzir mais e melhor.

E repara que isto acontece num país que alterna entre o AD e o CH no poder. Não há o mínimo de resquício partidário de esquerda naquele país. E, ainda assim, os sindicatos são essenciais e bastante úteis aos seus associados, como se viu neste caso.

Muitos portugueses, contudo, foram convencidos pela propaganda financiada pelos insuspeitos do costume, de que pertencer a um sindicato ou lutar por mais e melhores direitos laborais é um crime de lesa-pátria que nos conduzirá a uma situação que estará ali entre a União Soviética e o regime cubano. É natural que a oligarquia invista no ataque aos sindicatos. Se as pessoas começam a descobrir como se conseguem os salários elevados do norte da Europa, a exploração que temos por cá poderá ter os dias contados.»

O grande mal, a grande doença que tem prejudicado o poder sindical em Portugal, estou em crer, é o facto de determinados sindicatos serem simultaneamente, "correias de transmissão" de alguns partidos políticos, que muitas vezes confundem os seus interesses com os dos trabalhadores. 

O sindicalismo também não é necessariamente um "quintal" que pertence à esquerda ou extrema-esquerda. Houve em Portugal, um célebre exemplo do sindicalismo da Terceira Posição, que foi protagonizado pelo Movimento Nacional-Sindicalista de Francisco Rolão Preto na década de 1930. 

Rolão Preto e os nacionais-sindicalistas, consideravam-se como estando «para além da democracia, do fascismo e do comunismo». Apesar de serem comummente considerados como sendo de "extrema-direita", isto é um erro, pois a verdadeira categorização científica que se deve dar a movimentos políticos como o de Rolão Preto é o da chamada Terceira Posição. Esta é a categoria científica em que se enquadram movimentos políticos que rejeitam tanto o Liberalismo, como o Socialismo/Comunismo e que por esse mesmo motivo, têm de ser colocados numa "prateleira" à parte. O termo "direita" ou "extrema-direita", não nos permite categorizar correctamente, do ponto de vista científico-ideológico, determinados movimentos de índole revolucionária, que são avessos tanto ao Capitalismo burguês, como ao Marxismo. O Fascismo Italiano é um exemplo disto. A insistência em categorizar o Fascismo de Mussolini como sendo de "extrema-direita", quando este é na verdade um movimento de Terceira Posição, constitui um erro crasso. Mussolini em toda a sua vida, nunca foi de direita ou de extrema-direita, pelo contrário, ele foi durante muito tempo um socialista bastante radical e bem ligado à esquerda, sendo que só em 1921, é que ele cria o Partido Nacional Fascista que, vejam bem, teve boas relações comerciais e diplomáticas com a própria URSS até ao eclodir da Segunda Guerra Mundial. Até 1941, data em que Hitler atacou a URSS, tanto fascistas, como comunistas, apesar da retórica e dos discursos inflamados, colaboravam entre si porque ambos queriam destruir a velha ordem burguesa, capitalista e demo-liberal da Europa. Para além da ideologia, os interesses comerciais também tinham um papel importante e a Itália Fascista, participou activamente na melhoria e preparação da máquina de guerra soviética. Estaline e Hitler, posteriormente, coordenaram entre si a invasão e anexação da Polónia em 1939, sendo que o próprio Estaline estava então confiante de que Hitler nunca atacaria a URSS. O ódio comum ao demo-liberalismo burguês foi o que uniu comunistas, nazis e fascistas até Junho de 1941. Tudo isto está hoje largamente esquecido e tem sido "varrido para debaixo do tapete", pois não convém a determinadas narrativas "bem-pensantes" e a certos partidos políticos, que se saibam destas coisas...

É preciso colocar os movimentos que rejeitam o Liberalismo e o Comunismo, noutra prateleira ideológica separada e é por isso que eu sempre os arrumei no campo da Terceira Posição, algo que é perfeitamente legitimo e sustentável do ponto de vista académico. Esta diferenciação ajuda não só a arrumar melhor as ideias, como também reduz a grande confusão que existe no campo ideológico da direita e da extrema-direita. 

O Nazismo ou Nacional-Socialismo alemão, é normalmente considerada uma ideologia de extrema-direita. Este argumento pode ser sustentado até certo ponto, mas é errado do ponto de vista de uma análise estritamente científica. O Nacional-Socialismo é também uma ideologia da Terceira Posição e tem até muito mais em comum com o campo ideológico da esquerda, do que da direita, sendo que se trata essencialmente de um movimento revolucionário, herdeiro da tradição de revolução violenta e sanguinária, que emergiu com a Revolução Francesa em 1789. O Nazismo rejeita de forma visceral, o Liberalismo e a sociedade burguesa e substitui a concepção marxista da luta de classes e da economia como sendo o "motor da história", pela luta de raças, que na concepção teórica de Adolf Hitler, seria o verdadeiro "motor da história". 

Agora, para se ter uma melhor noção da estupidez que por aí corre, veja-se o caso do partido Chega em Portugal. O Chega defende exactamente o oposto daquilo que o Nazismo e Hitler defendiam. Trata-se de um partido que defende o Liberalismo, o mercado livre e a livre iniciativa no seu pleno. Não é de forma alguma, um partido de índole revolucionária, herdeiro da tradição violenta de 1789, pelo contrário, é um partido burguês, moderadamente conservador e defensor do Capitalismo. Apesar de não ter absolutamente nada de verdadeiramente radical, o Chega é comummente designado como sendo de "extrema-direita". Isto não faz sentido nenhum. O Chega não defende rigorosamente nada que seja "extremo" do ponto de vista político e social. O facto de ter um programa político que propõe restrições moderadas à imigração, como se faz em grande parte do Mundo, não faz dele um partido "extremo". Não há qualquer indício de extremismo no Chega e muito menos qualquer indício de que seja um partido "fascista" ou "nazi". Há é muita idiotice, parco conhecimento de geopolítica, relações internacionais e economia real e ignorância em relação a determinados temas, tal como acontece em todos os partidos que existem hoje em Portugal. Afirmarem que o Chega é "populista" também não explica nada, sendo que esse termo é até uma aberração científica. Dizer-se que algo é "populista", significa apenas que se procura popularidade juntos das massas e tanto quanto eu seu, isso é o que todos os partidos tentam logicamente fazer em toda e qualquer campanha eleitoral...

O mais interessante para mim no Chega, é a forma como o Chega surgiu a partir do nada em 2019, logo com muito dinheiro e meios para fazer publicidade e a forma como tem sido "levado ao colo" pelos meios de comunicação social. É isto que me leva precisamente a crer que o Chega de André Ventura é um partido de oposição controlada. O discurso neocon de André Ventura, visceralmente pró-Israel, russófobo, islamofóbico, sinofóbico e completamente submisso aos interesses americanos e sionistas, é o que realmente me preocupa. Esta é que é a verdadeira questão.  

O "sistema" cria e promove partidos de oposição controlada, tanto de esquerda, como de direita, de forma não só a distrair as massas, como para também semear confusão. Os partidos de oposição controlada, funcionam como "válvulas redutoras de pressão" do "sistema", onde os eleitores descontentes e frustrados podem canalizar a sua raiva, votando naquilo que julgam ser uma "alternativa" ao "sistema". Na verdade, estão a ser enganados... Trump, Bolsonaro, Meloni, Salvini, etc... são tudo exemplos disto. Vamos ver o que vai suceder com a AFD na Alemanha, mas nada me leva a ter grande esperança, pois as ligações da AFD a Israel e ao Sionismo, são verdadeiramente alarmantes. 

Acredito e já digo isto há vários anos, que estamos a entrar, por via do esgotamento e descredibilização das velhas soluções ideológicas, numa Era pós-ideológica. As velhas "receitas" dos ideólogos dos séculos XVIII, XIX e XX, tanto socialistas, como marxistas, mas também liberais e fascistas, estão completamente esgotadas como alternativas políticas credíveis e fiáveis. As ideologias políticas, são essencialmente simplificações da realidade e é exactamente aqui que reside o problema das mesmas, pois estas nunca conseguem corresponder no longo prazo, às complexidades, dinâmicas e desafios de um Mundo em mudança e constante mutação. A revolução que se avizinha com o desenvolvimento da Inteligência Artificial e a "caixa de pandora" que a mesma vai abrir nas próximas décadas, vai inaugurar toda uma nova equação, para a qual as velhas ideologias não oferecem resposta ou soluções. A China maoista é um bom exemplo disto, onde o Partido Comunista que por lá governa, foi obrigado a reformar-se de forma drástica e a colocar o Marxismo parcialmente "na gaveta", se não quisesse acabar da mesma forma que acabou a famigerada União Soviética. 

Vamos assistir nas próximas décadas a uma grande alteração do pensamento político, no sentido em que ao que tudo indica, passará a ser o pragmatismo, os interesses nacionais e o realismo que vão moldar a política do futuro. O grande risco, é o de resvalarmos numa tecnocracia da Inteligência Artificial, sem face humana e onde as ciências sociais, a dimensão espiritual e as artes sejam desconsideradas por completo. Este vácuo estéril e distópico é o verdadeiro perigo em que a Humanidade e a Civilização não se podem deixar cair, sob pena de desaparecermos como espécie. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

As prioridades do Bloco de Esquerda...

 
 

6,4 milhões dos nossos impostos, para estudar géneros, sexos na terceira idade, LGBT's na Antiguidade Clássica e mais não sei quantos delírios, inventados pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. Estas são as prioridades do Bloco de Esquerda, num País em que tudo falha e o povo estala com salários de miséria de 920 euros brutos. O jornalismo independente e alternativo da Lobo Media está de parabéns, que nunca lhes doam os dedos:

«Instituto ligado a líder do Bloco de Esquerda recebeu €6,4 milhões dos contribuintes desde 2020»

O CES em Coimbra é há muito uma das madrassas da Escola de Frankfurt/Neomarxismo/Marxismo Cultural em Portugal. Cortar os fundos públicos a esta instituição de investigação pseudo-científica já era para ontem, pois isto não tem qualquer utilidade pública para as ciências sociais em Portugal e só serve é para andar a disseminar mentiras e narrativas ideologicamente enviesadas. Sei bem do que estou a falar, porque eu próprio conheci bem este Mundo quando estudei em Coimbra e vi com os meus olhos, como o CES só aceita, dá bolsas e premeia investigadores, que sejam oriundos do espectro ideológico da esquerda. Se estou a mentir, então por favor mostrem-me um único trabalho ou investigador que não esteja alinhado com a esquerdinha bem-pensante, que alguma vez tenha sido agraciado com uma bolsa ou um prémio da parte do CES... tanto quanto eu sei, não há e não há porque o senhor Boaventura de Sousa Santos, geriu durante anos o CES como um autêntico ditador, purgando e "cortando as pernas" a quem não alinhava nas cantigas e narrativas estúpidas, desta esquerda que tomou conta de grande parte das academias em Portugal. 

A esquerda que é representada pelo Bloco de Esquerda e que manda no CES, é a mesma esquerda que anda há anos a tentar criar em Portugal um clima repressivo e de pensamento único, diretamente inspirado nas teses da "tolerância repressiva" de Herbert Marcuse. 

As ideias loucas que nos últimos 20 anos passaram a intoxicar cada vez mais a nossa sociedade, desde as teorias aprovadas por alguns académicos que dizem que precisamos da "imigração em massa" sem limites ou qualquer fiscalização adequada, até às ideias criminosas de se querer permitir que crianças possam mudar de género e andar a fazer cirurgias de mudança de sexo, que as mutilam para o resto da vida, todo este caldo de insanidade está interligado e tem um longo rasto que vem do estrangeiro e tem passado muitas vezes pelo CES, onde obtém aprovação académica.

Portugal era um País onde há 50 anos nem sequer se falava de géneros, raças ou racismos. Depois a nova esquerda neomarxista, muito adepta das teorias da Escola de Frankfurt e de Gramsci, começou a importar para o nosso País a partir dos anos 1990, principalmente, ideias e teorias dignas de doentes mentais, que mais não fizeram do que fomentar ódios em Portugal e criar divisões na sociedade. Foi assim que surgiu toda uma nova linguagem, tipicamente associada a esta esquerda bem-pensante, que nos veio falar de "pessoas racializadas" e "homens trans que menstruam", entre mais não sei quantas alarvidades propaldas por esta gente. A par e passo com esta nova linguagem de pau, vieram os tiques totalitários tipicamente associados a esta esquerda, com o cada vez maior policiamento das redes sociais e a perseguição e censura a quem os contraria. 

Diga-se de passagem e em jeito de conclusão, já agora, que este tipo de ideias neomarxistas, como as que foram defendidas pela Escola de Frankfurt e Gramsci e às quais a direita costuma dar o nome de "Marxismo Cultural", nem sequer são propriamente marxistas no verdadeiro sentido científico do termo. Karl Marx considerava que o "motor da história" era a economia e consequentemente, a sua análise essencialmente económica, parte da tese central de que são os factores económicos que realmente impulsionam as transformações sociais, desde a pré-história, até aos dias de hoje. O que os adeptos do neomarxismo defendem, pelo contrário, é uma completa inversão das ideias de Marx e do Comunismo Ortodoxo, como explicou Gary North:

«Na década de 1960, os marxistas da URSS tratavam o movimento conhecido como ‘marxismo cultural’ com o mesmo grau de ceticismo que os cristãos seguidores da Bíblia tratam o modernismo teológico.  Em outras palavras, eles negavam veementemente que aquilo representasse o verdadeiro marxismo.

Quando você abandona os princípios fundamentais de uma determinada ideologia, mas ainda tenta manter o nome dessa ideologia — porque há muitos seguidores dela –, você será tratado pelos defensores da ideologia original como um invasor.

O marxismo cultural está para o marxismo assim como o modernismo está para o cristianismo.  Qualquer indivíduo que considere que marxismo cultural é marxismo não entende nada de marxismo.  No entanto, tal postura é muito comum em círculos conservadores.  Trata-se de um grande erro estratégico porque representa, acima de tudo, um erro conceitual.

O coração, a mente e a alma do socialismo marxista ortodoxo é um só: o conceito de determinismo econômico. Marx argumentou que o socialismo é historicamente inevitável porque haverá uma inevitável transformação do modo de produção da sociedade. Ele argumentou que o modo de produção é a subestrutura de uma sociedade, e que a cultura geral é a superestrutura. Segundo ele, as pessoas se apegam a uma visão específica das leis, da ética e da política de uma sociedade somente por causa de seu comprometimento a um modo específico de produção. Se esse modo de produção for alterado, o apego das pessoas às leis, à ética e à política será alterado. 

[...]

Gramsci argumentou, e a Escola de Frankfurt seguiu seu caminho, que a maneira de os marxistas transformarem o Ocidente era por meio da revolução cultural: daí surgiu a ideia do relativismo cultural. Esse argumento está correto, mas o argumento não era e nem nunca foi marxista. O argumento era hegeliano. Tal argumentou virava o marxismo do avesso, assim como Marx havia virado do avesso as ideias de Hegel. Em seus primórdios, toda a ideia do marxismo era baseada na rejeição do lado espiritual do hegelianismo. O marxismo original estabelecia que o modo de produção deveria ser o núcleo da análise da cultura capitalista. 

[...]

Os marxistas culturais dividiram o campo marxista. Seus ataques à cultura podem ser interpretados como uma tática, mas eram mais do que uma tática: eram uma estratégia. Eram uma estratégia baseada no abandono do marxismo original.»  

sábado, 8 de agosto de 2026

Estamos metidos num "molho de bróculos" daqueles bem grandes...

 
Aquilo que André Ventura mostra no video acima é gravíssimo. Espanha, Portugal e a Europa estão a "ferro e fogo" com o descontrolo total das migrações e mais uma vez, o Chega é o único partido com assento parlamentar a expor estas questões importantes. Ninguém na esquerda abre a boca sobre isto e a direitinha bem comportada do regime (PSD, CDS-PP), esses então, assobiam para o lado e fazem de conta que está tudo bem.

A política migratória que tem sido praticada por Portugal nas últimas décadas, está toda errada, é atentatória dos interesses nacionais e em última análise, coloca em risco a segurança física e psicológica de todos aqueles que vivem no nosso País. 

O auge da loucura e da irresponsabilidade, foi o que se passou durante o governo da hoje infame "Geringonça" liderada por António Costa, que levou a que o número de estrangeiros residentes em Portugal tivesse duplicado em apenas três anos. Tudo isto deixando entrar gente de todo o Mundo sem o devido rastreio dos registos criminais, sem qualquer entrevista adequada ou garantias seja do que for. O que tivemos com a Geringonça foi uma política completamente libertária, quase anárquica, em relação à imigração.

Para agravar tudo, o governo de António Costa ainda foi assinar o Pacto Global Para as Migrações, também conhecido como Pacto de Marraquexe em 2018, que só veio agravar tudo sob a capa de pretensas "boas intenções". Pois bem, de boas intenções está o inferno cheio...

A negligência fica evidente e provada se atentarmos no facto de a Geringonça não ter levado a cabo qualquer estudo antes de escancarar as portas do País, sobre qual a real capacidade de Portugal para acolher imigrantes em massa de forma sustentável. O resultado, hoje bem à vista todos, é o Serviço Nacional de Saúde completamente sobrecarregado e uma crise no mercado da habitação que se agravou sobremaneira. Os imigrantes, esses, acabaram muitos deles vítimas de esquemas, a viver em tendas ou contentores, ou empilhados como animais em casas sobrelotadas sem as mínimas condições de higiene ou bem-estar. Convém não esquecer que tudo isto, toda esta pouca vergonha e crime de lesa-pátria, foi permitido por uma coligação da dita "esquerda", composta por partidos que em campanha eleitoral tinham prometido que iriam defender os trabalhadores portugueses... 

E não fiquem a pensar que responsabilizo apenas a esquerda por todo este despautério, bem pelo contrário, está bem documentada e registada a forma como o PSD e CDS/PP, apoiaram tudo isto de forma disfarçada e colaborante, sendo que a direita que estes partidos representam o que quer é mão-de-obra escrava para trabalhar ao preço da uva. A imigração em massa é usada como uma ferramenta económica para manter o preço da mão-de-obra o mais baixo possível.

Os imigrantes devem de ser respeitados, sim, mas é preciso ordem, controlo e o Estado tem de ter ferramentas para impor respeito, pois Portugal não é "a casa da mãe Joana"... Isto significa que não se deve deixar entrar ninguém sem uma filtragem prévia a todos os antecedentes e um contrato de trabalho que garanta meios de subsistência adequados. Acima de tudo, deve-se apenas conceder direitos em troca de deveres. 

Os imigrantes que vêm honestamente para trabalhar em busca de uma vida melhor, devem de ser protegidos e por isso mesmo, o Estado tem obrigação de combater os esquemas de tráfico humano. Todavia, deve também ficar logo muito claro na fronteira, assim que os imigrantes entram, que eles têm o dever de se também tentar integrar na sociedade, têm de respeitar a cultura, a língua e os costumes de Portugal e não podem cometer crimes, caso contrário, serão deportados. A nacionalidade também só deve ser concedida em situações muito excepcionais e não distribuída como um brinde numa loja de doces, como se passou a fazer durante os anos da Geringonça. 

Proponho até que todo e qualquer imigrante seja obrigado a assinar um contrato de direitos e deveres para com o Estado Português assim que entra no nosso País. Nesse contrato, estariam bem explícitos todos os direitos e garantias, porém, também haveria deveres, começando logo pelo dever de respeitar a bandeira e a cultura portuguesas. Quanto à concessão da nacionalidade portuguesa e direito de voto, isso só ao fim de 20 anos de residência contínua em Portugal é que deveria de ser concedido e apenas mediante juramento da bandeira e prestação de serviço militar obrigatório ou serviço cívico. 

Também não é minimamente admissível que haja imigrantes que não falam a língua portuguesa a conduzir übers e a operar restaurantes ou outros estabelecimentos comerciais. Todo e qualquer estabelecimento comercial em Portugal, de porta aberta ao grande público, tem de ter serviço prestado em língua portuguesa e não em inglês, francês, bengali ou outro idioma qualquer. 

Enfim... podia continuar a escrever sobre isto muito mais, pois os erros e as asneiras cometidas em Portugal pelos poderes instituídos foram tantos a nível de política migratória, que vamos levar muito tempo para reverter o mal e a médio/longo prazo, tudo aponta que vá ser necessário levar a cabo algum tipo de remigração em massa. A actual Constituição tem também de ser demolida e é preciso um novo documento constitucional que permita realmente reformar o País a todos os níveis. Vai ser necessário reverter e corrigir muitos erros que se têm cometido ao longo de décadas e no que diz respeito a imigração, é preciso alterações legais no sentido de se permitir levar a cabo a cassação da nacionalidade a determinados "cidadãos portugueses" importados, que para começar, nunca deveriam sequer de ter tido acesso à nacionalidade portuguesa! 

Quem vem para Portugal cometer crimes deve também ser imediatamente deportado sem demora e sem possibilidade de retorno, assim que terminar o cumprimento da respetiva sentença. 

Os partidos do sistema em Portugal, enfiaram-nos a todos num "molho de brócolos" daqueles bem grandes, com as políticas migratórias que colocaram em prática desde os anos 1990. O Chega, obviamente, está a ser catapultado para o poder porque as pessoas estão completamente fartas desta situação e estão a abrir os olhos para a loucura que tomou conta do País. Eu não concordo com André Ventura em muita coisa, principalmente, no que diz respeito às suas posições sobre a guerra na Ucrânia, a NATO, o Irão, Cuba, a Venezuela, a União Europeia e Israel. Porém, no que diz respeito a política migratória, André Ventura tem 200% de razão e só nega isto quem está muito mal informado ou não quer encarar a realidade de frente. 

Não admito que haja zonas do meu País, nomeadamente certos bairros, onde eu como cidadão não posso entrar e circular livremente em segurança à hora que eu quiser, porque são "território" de certas etnias ou grupos criminosos. Isto tem de ter um fim e eu não vejo nenhum dos partidos do assim-chamado "arco do poder" a apresentar soluções para isto, o que explica o tremendo sucesso do Chega junto do eleitorado, pois é o único partido no parlamento que realmente toca em muitas questões estruturais que praticamente todos os outros partidos ignoram de propósito.