domingo, 20 de setembro de 2026

Como é que vai acabar o regime de terror anglo-sionista?


Um certo "Zé Oliveira Vidal", escreveu um comentário interessante no blogue Estátua de Sal, que merece divulgação e análise atenta. Não concordo com tudo, principalmente, com o ataque desnecessário e ainda precoce contra a AFD e o antiamericanismo primário do autor, que até a coca-cola quer banir. Também não concordo que se deva criar uma nova arquitectura de segurança internacional na Europa, que integre a Rússia, em exclusão dos EUA. Tal cenário, a concretizar-se, seria um erro em toda a linha, que só iria posteriormente criar mais problemas no longo prazo. Uma nova arquitectura de segurança, a ser desenhada, deve incluir sempre os EUA, a Rússia e a Europa. A NATO pode continuar a existir, integrando a Rússia que até já pediu para aderir à mesma no ano 2000. A NATO como organização colectiva de segurança, é neutra e é "pau para toda a obra", conforme as conveniências. Quem tem transformado a NATO numa má organização, dedicada ao terrorismo internacional desde a década de 1990, são os governos que controlam a mesma, algo que pode perfeitamente mudar, se os governos em causa forem também alterados. 

Todavia e exceptuando o que refiro acima, em linhas gerais, o que "Zé Oliveira Vidal" escreve é basicamente o que tem de ser feito e implementado, se quisermos sair do actual pântano em que estamos todos, portugueses, europeus e americanos, colectivamente atolados, por via de um longo processo de décadas de infiltração, cooptação, chantagem, suborno e corrupção das "nossas" elites às mãos do Império Anglo-Sionista: 

«Isto só será travado, pelo menos da nossa parte aqui na Europa, quando:

– a ditadura da UE for desmantelada,

– os países recuperarem soberania monetária em vez da ditadura do Euro,

– os criminosos de guerra da NATO forem julgados em Nuremberga 2.0 (idealmente realizada em Donetsk),

– o nazismo ucraniano e sua colaboração forem incondicionalmente ilegalizados e afastados da política europeia,

– as ideologias atlantista e sionista forem comparadas legalmente ao nazismo,

– o ICC for desmantelado para dar lugar a um tribunal internacional a sério que persiga Bush e Obama e companhia,

– se puser fim à nossa participação no FMI,

– os EUA forem bloqueados no SWIFT, e o Novo SWIFT (só europeu) for integrado nos meios de pagamentos dos países BRICS+,

– a NATO for desmantelada, e uma arquitetura de defesa europeia for assinada com a Rússia, deixando os EUA de fora,

– todos os políticos vassalos/clientes dos EUA/israel forem presos;

– toda a rede de PRESStituição for posta na rua, e substituída por jornalistas a sério como o Bruno Amaral de Carvalho,

– as redes sociais da CIA/NSA/Mossad foram bloqueadas na Europa, e substituídas por verdadeiras redes sociais livres e democráticas, descentralizadas, sem algoritmos manipuladores, e sem controlo por parte de nenhum Estado ou bilionário em particular,

– os EUA forem completamente bloqueados, sancionados, a nossa economia desdolarizada, e os meios de projeção dos EUA neutralizados (seja a proibição da presença das suas embaixadas, seja a proibição da passagem dos seus aviões e barcos de guerra no nosso espaço), ou seja, isolamento total,

– os cidadãos europeus forem reeducados para perceberem porque é que devem deixar de comprar/usar produtos dos EUA, pois até o simples ato de beber um refrigerante famoso significa que estamos a financiar as agressões do império dos EUA contra a Humanidade,

– e finalmente quando a “elite” económico-financeira do neoliberalismo for posta no olho da rua, com as necessárias nacionalizações compulsivas e restituição de bens ao povo (que os neoliberais chamarão de “roubo” ou “novo PREC”), de forma a termos um sistema económico mais justo, e líderes económicos mais capazes de seguir os bons exemplos da China.

Ou seja, está tudo por fazer, no que à salvação da Europa diz respeito e, enquanto nada mudar, continuaremos vertiginosamente a caminho da nossa própria desgraça.

E vou dizer isto preto no branco: gentinha que vai sorridente a reuniões da ditadura da UE ou da NATO (ou seja. o departamento do Pentágono na Europa) não pode continuar à solta na Europa! Têm de ser presos, e toda a sua estirpe afastada da nossa política e dos nossos ecrãs.

Isto não acontecerá pacificamente! E abominações, como a Meloni, a AfD, etc, não mudam absolutamente nada, pois nada mais são do que filiais do movimento MAGA, isto é, uma resposta antecipada do próprio regime imperial para enganar os que já estão fartos dos vassalos/clientes tradicionais nos respectivos países.

Nos países onde as eleições ainda mudam alguma coisa, este regime faz (ou tenta fazer) golpes ou guerras “civis”: Bolívia, Brasil, Venezuela, Nicarágua, Arménia, Moldávia, Ucrânia, Bielorrússia, Sérvia, Geórgia, Bangladesh, Nepal, Myanmar, Indonésia, Síria, Iémen, Iraque, Líbano, Níger, Mali, Sudão, África do Sul, etc.

Se não faz isso aqui, na Europa, é exatamente porque sabe que por cá nada muda, pois nem há qualquer tipo de democracia nem representatividade, nem existe sequer um acesso dos cidadãos a notícias reais e à verdade, de forma a que haja sequer uma maioria educada e informada que ameace o regime ou exija sequer uma mudança de política. É a distopia de George Orwell, mas ainda pior!»

A democracia há muito que está completamente morta nos EUA, só não vê isto quem não quer... as eleições mais não são do que um mero teatro para enganar os tolos, em que vocês podem realmente votar, mas não têm poder ou capacidade para mudar seja o que for. Tanto nos EUA, como na UE, o que vemos desde há várias décadas a esta parte, é que os políticos mudam, mas as políticas, em linhas gerais são sempre as mesmas e nada muda no essencial. Tanto faz ser Biden, Obama ou Trump a governar nos EUA. A política externa dos EUA, as "traves-mestras", mantêm-se sempre inalteradas e o Deep State faz o que quer e lhe apetece. 

Na UE e em Portugal, passa-se exactamente o mesmo, vocês votam, mas nada muda, nem pode mudar, pois nós estamos reduzidos à mera condição de vassalos do Império Anglo-Sionista e a nossa classe política, da direita à esquerda, está completamente corrompida e comprada. Não interessa se é o PS, PSD, o Chega, o Bloco de Esquerda ou outro partido qualquer a governar, eles vão todos acatar obedientemente as ordens do Império e vão continuar a fazer igual ou pior do que os que lá estavam antes. 

Ir a eleições, ou tentar mudar seja o que for através do voto, é em grande parte uma pura perda de tempo e esforço. Isto porque o "sistema" está todo "blindado" para impedir qualquer mudança real e efectiva do status quo, que possa colocar em causa os interesses da elite anglo-sionista/globalista, sendo que há várias barreiras de segurança, que foram ardilosamente criadas pelo "sistema" dito "democrático" que vigora nas nossas sociedades, de forma a garantir a perpetuação das actuais elites anglo-sionistas no poder. 

A primeira barreira de segurança desta "blindagem" criada pelo "sistema", são os media e as redes sociais, que difamam e atacam logo de forma visceral, qualquer cidadão ou grupo que surja, que possa minimamente representar uma ameaça. Este é o tal "cordão sanitário" de que por vezes se fala nos media. Como podem ver, eles já nem escondem os métodos sujos que utilizam e admitem abertamente, que fazem uso de "cordões sanitários" para isolar e em última análise, destruir qualquer oposição real ao "sistema".

A segunda barreira de segurança do "sistema" é o suborno e a chantagem. O próprio Coronel Lawrence Wilkerson, deu recentemente uma entrevista em que o mesmo explicou como os EUA, em parceria com os israelitas e os britânicos, compraram tudo o que é estratégico na UE. Políticos, directores de redacções, deputados, líderes sindicais, generais, oficiais, comentadores de televisão, está basicamente tudo comprado e cooptado em linhas gerais. Este é o motivo pelo qual vocês quando acedem aos media do "sistema", são automaticamente bombardeados com uma "narrativa" pré-feita, que nunca muda. Todos os jornais, televisões, websites e redes sociais ao serviço do "sistema" repetem a mesma "narrativa", com a mesma linguagem e o mesmo tom. Isto é lavagem cerebral em massa e muito agressiva, que tem forte impacto principalmente junto das pessoas menos bem preparadas intelectualmente e menos informadas, que caiem nesta "banha da cobra" pseudo-informativa. Foi assim que se conseguiu criar o consenso nas sociedades da UE, para lançar a guerra contra a Rússia, provocando a intervenção desta na Ucrânia em 2022. Idem para a invasão do Iraque em 2003, o ataque da NATO contra a Líbia em 2011 e a agressão contra a Sérvia nos anos 1990. As "narrativas" fabricadas e disseminadas pelos media ao serviço do "sistema", estiveram por detrás de todos estes conflitos, de forma a manipular as opiniões públicas desde o primeiro dia. A lavagem cerebral e a propaganda, são uma constante e um pilar essencial do poder do Império Anglo-Sionista. A própria "democracia" que hoje temos, é também ela mantida e sustentada por estas mentiras dos media, que criam a ilusão nas pessoas, de que estas podem realmente mudar alguma coisa através do voto. Esta, no fundo, é a "pedra angular" de toda a fraude do "sistema", ou seja, é preciso convencer os cidadãos de que eles realmente têm poder através do voto e da dita "participação democrática", quando na verdade, os cidadãos nada decidem e não têm qualquer poder de influência nas grandes decisões e na verdadeira estrutura de poder do "sistema". Aquilo que o "sistema" mais teme e esta é realmente uma tremenda ameaça ao poder do Império, é que as pessoas um dia acordem e percebam a gigantesca mentira em que andam colectivamernte a viver. Se o cidadão comum percebe isto, o "sistema" estará condenado... 

A terceira barreira de segurança do "sistema", é o sector jurídico-financeiro e económico. No caso de algum partido ou opositor conseguir "furar" as duas primeiras barreiras de segurança, dá-se então início à guerra económica e financeira total, com tentativas de arresto de bens, congelamento de activos bancários, acusações de corrupção e processos em tribunal, que visam provocar o máximo de danos ao adversário. O que fizeram ao fundador da Wikileaks, Julian Assange, é um bom exemplo disto. Apesar de ele nunca ter sido candidato a nada, Julian Assange e a sua organização tornaram-se uma ameaça bem grande ao "sistema", com os segredos do Deep State que foram divulgados, nomeadamente, emails que provam como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico receberam armas e foram apoiados pelos EUA, Israel e a União Europeia na Síria.  O resultado de todas estas verdades duras, divulgadas pela Wikileaks e que demonstram bem a fraude que são as "democracias" ocidentais nos EUA e na UE, foi a perseguição judicial contra Julian Assange durante anos a fio, movida pelas forças e os vários "tentáculos" infiltrados do Império Anglo-Sionista. Julian Assange só não morreu ou acabou preso para o resto da vida numa prisão de alta segurança nos EUA, por milagre. Nunca se esqueçam que aquilo que fizeram a este homem, pode acontecer a qualquer um de nós que "fale" demasiado e exponha a verdade que as elites querem esconder...

A quarta e última grande barreira de segurança do "sistema", são os golpes de Estado, as "revoluções coloridas", o assassinato e a guerra. No caso de algum opositor genuinamente anti-sistema conseguir furar todas as barreiras de segurança anteriores, a estrutura de poder do Império Anglo-Sionista, dá então início a tentativas de golpe de Estado e às famosas "revoluções coloridas" a que já estamos habituados. Tentaram várias vezes fazer isto com Viktor Orbán na Hungria, com Putin na Rússia, com Hugo Chávez e Maduro na Venezuela, com Lukashenko na Bielorrússia e mais recentemente, na República Islâmica do Irão. Por fim, se mesmo assim não conseguirem atingir o seu objectivo de manter o controlo e reduzir uma Nação e uma povo inteiro à submissão, resta-lhes o assassinato e a guerra em toda a linha, como estamos ainda hoje a ver no Irão e na Rússia. O Iraque de Saddam Hussein também proveu deste mesmo "remédio" em 2003, porque se recusou a vergar aos ditames dos anglo-sionistas.

Aquilo com que nós estamos a lidar hoje no Ocidente, é com a mais perversa e tenebrosa cabala que alguma vez tomou conta dos nossos países. Esta gente está completamente fora de controle, julga-se intocável, actua com perfídia e quanto mais a estrutura do Império é sacudida, ameaçada e enfraquecida, por via da tenaz resistência que alguns actores internacionais lhes estão a mover, mais ameaçadora e perigosa se torna a elite anglo-sionista. 

Os EUA e Israel, em conjunto com os seus vassalos da NATO e da UE, parecem estar cada vez mais apostados em provocar uma grande guerra com a Rússia na Europa. O cálculo e a equação estratégica que eu creio que os anglo-sionsitas estão a fazer, é a de que é possível arrastarem toda a Europa numa guerra contra a Rússia, sem o envolvimento directo dos EUA e de Israel. A elite anglo-sionista julga que vai ficar em segurança em Washington e Telavive, enquanto Moscovo, Paris, Berlim, Londres, Madrid, Lisboa, Varsóvia, Praga, etc... são arrasadas. Não. Lamento informar, mas não vai ser assim. A Federação Russa já implementou e preparou os planos necessários para arrasar também os EUA e erradicar o Estado de Israel do mapa, se a guerra que os anlgo-sionistas tanto querem, se vier mesmo a concretizar. As elites não irão ficar  a salvo e talvez, serão até as primeiras a ser incineradas no Apocalipse nuclear. A Rússia sabe onde estão os seus bunkers, os seus centros de comando, os seus nódulos de comunicação e como opera toda a rede de comando e controlo da NATO. O próprio Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, avisou recentemente que qualquer ataque da Europa ou da NATO contra a Rússia, resultará numa guerra muito diferente daquilo que todos têm visto até agora na Ucrânia, guerra esta que será muito «curta». O aviso está feito... As elites e os idiotas de serviço que comentam nos jornais e nas televisões, que engulam isto e percebam que estão neste preciso momento, a um passo de serem reduzidos colectivamente a cinzas radioactivas. 

A Rússia tem empregue apenas uma pequena parte do seu potencial militar na Ucrânia. Cerca de apenas 10% da capacidade militar total da Rússia, foi até agora usada na Ucrânia, precisamente porque Putin e o Estado-Maior das Forças Armadas da Federação Russa, sabem que a Ucrânia não passa de um mero proxy da NATO, que visa exactamente desgastar a Rússia. É por este motivo que a guerra se arrasta lentamente, principalmente, porque os russos estão a combater com um número mínimo de soldados que nunca vai além dos 150 a 200 mil efectivos, enquanto simultaneamente, combatem de forma a diminuir ao mínimo as baixas em homens e equipamento. Não acreditem na propaganda dos media ocidentais que fala em "ondas de carne" e baixas russas em números enormes. Isso é tudo mentira e desinformação. Nenhum exército no século XXI combate com "ondas de carne" ao estilo da Primeira Guerra Mundial. Só alguém que vive na mais completa ignorância, ou que é vítima de profunda lavagem cerebral, é que pode acreditar que as Forças Armadas da Federação Russa, que estão entre as mais modernas e capazes do Mundo e que contam com um enorme orçamento financeiro, combatem sem botas, colocam chips de máquinas de lavar nos mísseis, fazem assaltos contra trincheiras de picaretas e pás e lançam-se em "ondas de carne" contra os ucranianos entrincheirados. Esta estupidez, tem sido toda repetida exaustivamente nos jornais e media do "sistema" no Ocidente, para vos tentar levar ao engano e para vos manipular no sentido de julgarem que a Rússia é fraca. Isto faz parte do condicionamento psicológico da população. Eles estão a tentar preparar-nos psicologicamente a todos para uma guerra contra a Rússia e uma das formas de o fazer, é precisamente induzindo na população a crença errada de que a Rússia é um inimigo fraco e vulnerável. A psicologia demonstra que quando nós julgamos que um dado adversário é fraco, a hipótese de estarmos dispostos a lutar contra o mesmo, por via da redução do medo, é muito superior. Nada acontece ao acaso no Ocidente e os media e a classe de prostitutas jornalísticas que hoje trabalha na redacções dos jornais e televisões do "sistema", sabem muito bem o que estão a fazer...

Aquilo que a Rússia colocou em curso, de forma mais acelerada a partir de 2022 e em aliança aberta com o Irão, a Coreia do Norte e a China, é o plano final para provocar o colapso e desmantelamento total do Império Anglo-Sionista. O esforço colectivo destes países, gostem deles ou não, está a tentar quebrar o poder e cortar os "tentáculos" do monstro anglo-sionista, de forma "suave", para não provocar um colapso da economia mundial ou uma guerra nuclear que será sempre catastrófica, independentemente do desfecho final. Infelizmente, porém, parece cada vez mais provável a cada dia que passa que isto vai acabar tudo muito mal. A última esperança era que os povos no Ocidente abrissem os olhos para o que se está a passar e mudassem de vez os regimes e as elites reinantes na Europa e nos EUA. Isto ainda pode vir a acontecer, mas é difícil, porque a população está muito "anestesiada" e até mesmo estupidificada com toda a desinformação e propaganda que circula. O "sistema" também jogou por antecipação e criou ao longo dos últimos anos toda uma série de partidos e políticos de oposição controlada por toda a Europa, que visam apenas semear confusão e enganar os eleitorados. A elite anglo-sionista está a fazer tudo o que pode para se manter no poder custe aquilo que custar, e a última grande cartada, foram as migrações em massa para dentro da Europa, que só servem para enfraquecer a coesão social ainda mais e lançar mais confusão. A imigração em massa, é uma arma da elite anglo-sionista, utilizada para levar a que haja mais eleitores a votar nos partidos do "sistema", daí o quererem dar a nacionalidade e o direito de voto a imigrantes com a maior pressa possível. Conheço pessoalmente casos de imigrantes que se queixaram a mim, de ainda não terem sequer a documentação legal para poderem residir e trabalhar e já estarem a receber na caixa do correio informação e papelada para poderem ir votar...

O regime de terror anglo-sionista só vai terminar, portanto, de duas formas: 

1 - Através da implementação do programa de purga e "limpeza" em todas as estruturas de poder, que o Zé Oliveira Vidal propôs e que eu reproduzi acima. 

2 - Através de uma guerra total entre a NATO e a Rússia, que envolverá quase de certeza armas nucleares. 

Vamos ver o que vai acontecer, mas pelo sim, pelo não, mantenham os vossos carros abastecidos e uma reserva de gás e combustível em casa se puderem. Preparam kits de emergência nas vossas casas, preparem planos de emergência e se vivem em cidades, estejam prontos para evacuar as mesmas da forma mais rápida possível. Uma guerra entre a NATO e a Rússia rapidamente passará a um confronto nuclear e as cidades, principalmente todas as capitais da Europa, serão incineradas de forma muito célere...  Mantenham reservas de água potável e comida para vários dias e preparem-se para o pior. Se puderem, abastecem-se também com algum iodeto de potássio, pois ele vai ser necessário para vos proteger da radiação em caso de guerra nuclear. Não quero assustar ninguém, mas a realidade que temos neste momento na Europa é esta. Este é o caminho de loucura total para onde a classe política em que muitos de vocês votaram nos arrastou. Na UE já começaram os "jogos da fome" e isto daqui para a frente, só vai piorar enquanto as actuais elites não forem completamente varridas do poder. Stanislav Krapivnik explica: 

sábado, 19 de setembro de 2026

O último socialista com juízo na Europa...

  
 

Robert Fico, arrisco dizer, será talvez o último líder socialista com juízo que resta na Europa. As suas posições realistas e pragmáticas no que a geopolítica dizem respeito, fundamentadas num pensamento que revela claramente bastante maturidade, reflexão, responsabilidade e conhecimento dos factos passados e presentes, levaram-no a ser comummente descrito pela imprensa como sendo um líder "pró-russo" infiltrado no seio da Europa. Esta é, de resto, a triste sina de todas as almas caridosas que hoje falam em prol da paz na Europa e que defendem o caminho da cooperação e não o do belicismo suicida em relação a Moscovo. 

O actual Primeiro-Ministro da Eslováquia, que em tempos já foi comunista, sendo que até foi militante do extinto Partido Comunista da Checoslováquia, é desprezado por grande parte dos seus pares socialistas na Europa. Este desprezo chegou ao ponto de em 2023, António Costa, então líder do Partido Socialista em Portugal, ter escrito uma carta ao presidente do Partido Socialista Europeu, a pedir a expulsão de Robert Fico do grupo. O motivo para isto não foi apenas o facto de Robert Fico querer ter boas relações com a Rússia de Putin, mas também, o facto de Robert Fico ter feito um governo de coligação que inclui um partido de extrema-direita, o Partido Nacional Eslovaco, que é assumidamente russófilo, ultranacionalista, cristão e conservador. 

Robert Fico, tem colocado em prática na Eslováquia aquilo que eu próprio há muito penso sobre a actual situação em que estamos colocados na Europa. Isto é, não há outra solução para se poder derrotar o "sistema" e a elite globalista/anglo-sionista, a não ser através da união de todas as forças genuinamente anti-sistema que existem na Europa, sejam elas de direita, esquerda, extrema-direita, extrema-esquerda, terceira posição ou até mesmo anarquistas. Fico percebeu isto e foi por isso que não hesitou em fazer aquilo que para muita gente da esquerda é considerada a heresia suprema, ou seja, aliou-se à extrema-direita ou ultradireita, de forma a garantir a viabilidade do seu mandato, a estabilidade do País e acima de tudo, a defesa dos melhores interesses da Eslováquia e do seu povo. 

Pode Portugal aprender alguma coisa com o exemplo eslovaco? Tenho sérias dúvidas... o quadro político nacional está hoje dividido entre uma esquerda chalupa, delirante, dogmática e utópica, que nem sabe para onde está a rumar e uma nova direita, capitaneada pelo Chega de André Ventura, completamente submisso aos interesses e à agenda do Império Anglo-Sionista. O que temos actualmente em Portugal, do ponto de vista político, "não tem ponta por onde se lhe pegue" e como já é hábito e costume, é o povo português que vai, inevitavelmente, continuar a pagar a factura e a ser "comido de cebolada" por demagogos...

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A disforia de género é um problema de saúde pública

 
 

O que podemos ver no video acima, é um excelente exemplo dos graves problemas de saúde mental que estão a ser alimentados e agravados, por parte da indústria/lobby LGBT. Há médicos e clínicas que estão a fazer muito dinheiro com esta coisa das ditas "mudanças de sexo", que mais não são do que um perverso negócio que visa obter lucros milionários à custa do sofrimento e das perturbações psicológicas de outros seres humanos. 

A indústria farmacêutica também está a lucrar milhões atrás de milhões com tudo isto, sendo que a Pfizer, a Bayer e a Abbvie Pharmaceuticals, são algumas das maiores e mais conhecidas empresas farmacêuticas, que estão hoje a investir fortemente em toda esta "banha da cobra" das mudanças "transgénero": 

«Pfizer, the pharmaceutical powerhouse, is under the spotlight for its collaboration with the GenderCool Project, an organization that fervently champions the stories of transgender kids. This news comes amidst Pfizer's revenue stream from puberty blockers and cross-sex hormone therapies, as reported by the Daily Wire.

GenderCool is celebrated by woke progressives for its advocacy work, successfully getting its young ambassadors featured in prominent media outlets, including The New York Times and The Today Show. They also distribute books to young audiences, aimed at celebrating and normalizing the concept of gender diversity.

Though currently absent from GenderCool's list of sponsors, Pfizer is featured on a document obtained by the Daily Wire, detailing the different sponsorship levels. This arrangement involves an annual financial commitment ranging from $5,000 for copper sponsorship to $35,000 for platinum partners. In return, companies receive several perks, including support for employees with trans and non-binary children and access to GenderCool events.

While the specifics of Pfizer's sponsorship remain unclear, it's interesting to note the company's varied product range used by individuals transitioning to the opposite sex. Their portfolio includes Depo-Estradiol, a feminizing drug; Aldactone and Depo-Provera, used to block male hormones; and Depo-Testosterone and Synarel, used for masculinizing effects and puberty-blocking respectively.

Additionally, Pfizer has sponsored the Human Rights Campaign’s "health equity index," which encourages hospitals to provide gender-affirming care. Pfizer isn't alone in this arena, however; Abbvie Pharmaceuticals and Bayer Pharmaceuticals have also shown support for the GenderCool Project while profiting from drugs used in medical transitions.

[...]» 

Não me parece que os resultados que estão à vista sejam positivos. As taxas de pensamentos suicidas e tentativas de suicídio por parte da população transgénero são assustadoras. "Mudar de sexo" ou "género" não está a resolver o problema de disforia de género de que estas pessoas sofrem, mas sim, está a agravar o problema ainda mais, com resultados para o corpo e a mente que são irreversíveis. No caso das crianças e adolescentes, o perigo de as sujeitar a terapias com drogas ou cirurgias de "mudança de sexo", é brutal. Uma criança ou um adolescente que nem sequer pode ainda conduzir um carro ou votar em eleições, não tem maturidade ou noção para tomar decisões que a vão impactar para o resto da vida, com consequências que no limite, podem ser fatais. 

As pessoas que sofrem de disforia de género precisam de ajuda psiquiátrica e psicológica de qualidade. Isto é um problema de saúde pública e o Estado tem obrigação de ajudar estas pessoas. Antes de mais, a primeira coisa que deve ser feita é proibir mais mutilações e "tratamentos hormonais" por parte de médicos e clínicas de "mudança de sexo", que estão a lucrar com o sofrimento destas pessoas. 

Do ponto de vista biológico e científico não é possível mudar de sexo. Quem vos disser o contrário disto está a mentir. Ponto. Aquilo que as clínicas e os médicos dedicados às "mudanças de sexo" andam a fazer, é a disseminar uma fraude pseudo-científica e a mutilar seres humanos com químicos e cirurgias, para o resto da vida. A título de exemplo, como é possível permitir-se que uma rapariga jovem e fértil, possa mandar amputar os próprios seios só porque "sente que é um rapaz"? Ou um adolescente querer amputar os testículos porque "sente que é uma mulher"?! Estas coisas, há várias décadas eram diagnosticadas pela medicina como sendo disforia de género e eram tratadas com ajuda psicológica e psiquiátrica. O que aconteceu, foi que entretanto, a indústria médico-farmacêutica descobriu que pode lucrar biliões com o lobby LGBT e transgénero e é precisamente aqui que começa o problema. Não tenho dúvidas, de que uma sociedade que permite isto é uma sociedade profundamente doente, sem moral ou escrúpulos. Os políticos, médicos e empresários da indústria farmacêutica que lucram com isto, deveriam de estar todos na prisão por negligência médica e fraude

Já agora, o documentário What is a Woman? de Matt Walsh, deveria também de ser visto por todos, independentemente do que cada um possa pensar sobre este tema. Garanto-vos que não verão nada disto nos canais de televisão controlados pelo "sistema":
 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O Sindicalismo e algumas nótulas sobre a "extrema-direita", a Terceira Posição e a Era pós-ideológica

 

Recentemente, passou-se algo na Coreia do Sul, que demonstra na prática o poder e o impacto que os sindicatos podem ter, ao nível da melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Isto que está aqui, escrito pela mão de João Mendes do Aventar, deveria de ser lido atentamente, por todas aquelas "santas ignorâncias" que em Portugal, dizem que "os sindicatos não servem para nada":

«Na Coreia do Sul, algo raro aconteceu que merece a nossa atenção.

O caso passou despercebido por cá, e percebe-se porquê. Porque, numa decisão sem precedentes, a Samsung decidiu distribuir cerca de 23 mil milhões de euros pelos seus funcionários.

Sim, leste bem: 23 mil milhões de euros.

Não foi na ordem dos milhões.
Foi na ordem dos mil milhões.

A decisão resulta de uma ameaça de paralisação total por parte dos sindicatos. A greve teria um custo muito elevado que a empresa não quis pagar.

A distribuição não será igual para todos. E esse é um dos focos de tensão entre trabalhadores e sindicatos. Os 28 mil trabalhadores da divisão de semicondutores e chips para IA vão receber uma média de 350 mil euros de bónus. Os mais de 70 mil da divisão de bens de consumo poderão não ir além dos 5 mil euros. Pelo meio existem outras divisões com trabalhadores a receber entre 100 e 300 mil euros.

Ainda assim, é um marco histórico que revela a força e importância dos sindicatos e da negociação colectiva. A Samsung registou um crescimento notável nos últimos anos, os lucros relacionados com a inteligência artificial estão a explodir, e os trabalhadores exigiram a sua parte. E não será por isso que a empresa ficará mais pobre. Pelo contrário. Trabalhadores felizes tendem a produzir mais e melhor.

E repara que isto acontece num país que alterna entre o AD e o CH no poder. Não há o mínimo de resquício partidário de esquerda naquele país. E, ainda assim, os sindicatos são essenciais e bastante úteis aos seus associados, como se viu neste caso.

Muitos portugueses, contudo, foram convencidos pela propaganda financiada pelos insuspeitos do costume, de que pertencer a um sindicato ou lutar por mais e melhores direitos laborais é um crime de lesa-pátria que nos conduzirá a uma situação que estará ali entre a União Soviética e o regime cubano. É natural que a oligarquia invista no ataque aos sindicatos. Se as pessoas começam a descobrir como se conseguem os salários elevados do norte da Europa, a exploração que temos por cá poderá ter os dias contados.»

O grande mal, a grande doença que tem prejudicado o poder sindical em Portugal, estou em crer, é o facto de determinados sindicatos serem simultaneamente, "correias de transmissão" de alguns partidos políticos, que muitas vezes confundem os seus interesses com os dos trabalhadores. 

O sindicalismo também não é necessariamente um "quintal" que pertence à esquerda ou extrema-esquerda. Houve em Portugal, um célebre exemplo do sindicalismo da Terceira Posição, que foi protagonizado pelo Movimento Nacional-Sindicalista de Francisco Rolão Preto na década de 1930. 

Rolão Preto e os nacionais-sindicalistas, consideravam-se como estando «para além da democracia, do fascismo e do comunismo». Apesar de serem comummente considerados como sendo de "extrema-direita", isto é um erro, pois a verdadeira categorização científica que se deve dar a movimentos políticos como o de Rolão Preto é o da chamada Terceira Posição. Esta é a categoria científica em que se enquadram movimentos políticos que rejeitam tanto o Liberalismo, como o Socialismo/Comunismo e que por esse mesmo motivo, têm de ser colocados numa "prateleira" à parte. O termo "direita" ou "extrema-direita", não nos permite categorizar correctamente, do ponto de vista científico-ideológico, determinados movimentos de índole revolucionária, que são avessos tanto ao Capitalismo burguês, como ao Marxismo. O Fascismo Italiano é um exemplo disto. A insistência em categorizar o Fascismo de Mussolini como sendo de "extrema-direita", quando este é na verdade um movimento de Terceira Posição, constitui um erro crasso. Mussolini em toda a sua vida, nunca foi de direita ou de extrema-direita, pelo contrário, ele foi durante muito tempo um socialista bastante radical e bem ligado à esquerda, sendo que só em 1921, é que ele cria o Partido Nacional Fascista que, vejam bem, teve boas relações comerciais e diplomáticas com a própria URSS até ao eclodir da Segunda Guerra Mundial. Até 1941, data em que Hitler atacou a URSS, tanto fascistas, como comunistas, apesar da retórica e dos discursos inflamados, colaboravam entre si porque ambos queriam destruir a velha ordem burguesa, capitalista e demo-liberal da Europa. Para além da ideologia, os interesses comerciais também tinham um papel importante e a Itália Fascista, participou activamente na melhoria e preparação da máquina de guerra soviética. Estaline e Hitler, posteriormente, coordenaram entre si a invasão e anexação da Polónia em 1939, sendo que o próprio Estaline estava então confiante de que Hitler nunca atacaria a URSS. O ódio comum ao demo-liberalismo burguês foi o que uniu comunistas, nazis e fascistas até Junho de 1941. Tudo isto está hoje largamente esquecido e tem sido "varrido para debaixo do tapete", pois não convém a determinadas narrativas "bem-pensantes" e a certos partidos políticos, que se saibam destas coisas...

É preciso colocar os movimentos que rejeitam o Liberalismo e o Comunismo, noutra prateleira ideológica separada e é por isso que eu sempre os arrumei no campo da Terceira Posição, algo que é perfeitamente legitimo e sustentável do ponto de vista académico. Esta diferenciação ajuda não só a arrumar melhor as ideias, como também reduz a grande confusão que existe no campo ideológico da direita e da extrema-direita. 

O Nazismo ou Nacional-Socialismo alemão, é normalmente considerada uma ideologia de extrema-direita. Este argumento pode ser sustentado até certo ponto, mas é errado do ponto de vista de uma análise estritamente científica. O Nacional-Socialismo é também uma ideologia da Terceira Posição e tem até muito mais em comum com o campo ideológico da esquerda, do que da direita, sendo que se trata essencialmente de um movimento revolucionário, herdeiro da tradição de revolução violenta e sanguinária, que emergiu com a Revolução Francesa em 1789. O Nazismo rejeita de forma visceral, o Liberalismo e a sociedade burguesa e substitui a concepção marxista da luta de classes e da economia como sendo o "motor da história", pela luta de raças, que na concepção teórica de Adolf Hitler, seria o verdadeiro "motor da história". 

Agora, para se ter uma melhor noção da estupidez que por aí corre, veja-se o caso do partido Chega em Portugal. O Chega defende exactamente o oposto daquilo que o Nazismo e Hitler defendiam. Trata-se de um partido que defende o Liberalismo, o mercado livre e a livre iniciativa no seu pleno. Não é de forma alguma, um partido de índole revolucionária, herdeiro da tradição violenta de 1789, pelo contrário, é um partido burguês, moderadamente conservador e defensor do Capitalismo. Apesar de não ter absolutamente nada de verdadeiramente radical, o Chega é comummente designado como sendo de "extrema-direita". Isto não faz sentido nenhum. O Chega não defende rigorosamente nada que seja "extremo" do ponto de vista político e social. O facto de ter um programa político que propõe restrições moderadas à imigração, como se faz em grande parte do Mundo, não faz dele um partido "extremo". Não há qualquer indício de extremismo no Chega e muito menos qualquer indício de que seja um partido "fascista" ou "nazi". Há é muita idiotice, parco conhecimento de geopolítica, relações internacionais e economia real e ignorância em relação a determinados temas, tal como acontece em todos os partidos que existem hoje em Portugal. Afirmarem que o Chega é "populista" também não explica nada, sendo que esse termo é até uma aberração científica. Dizer-se que algo é "populista", significa apenas que se procura popularidade juntos das massas e tanto quanto eu seu, isso é o que todos os partidos tentam logicamente fazer em toda e qualquer campanha eleitoral...

O mais interessante para mim no Chega, é a forma como o Chega surgiu a partir do nada em 2019, logo com muito dinheiro e meios para fazer publicidade e a forma como tem sido "levado ao colo" pelos meios de comunicação social. É isto que me leva precisamente a crer que o Chega de André Ventura é um partido de oposição controlada. O discurso neocon de André Ventura, visceralmente pró-Israel, russófobo, islamofóbico, sinofóbico e completamente submisso aos interesses americanos e sionistas, é o que realmente me preocupa. Esta é que é a verdadeira questão.  

O "sistema" cria e promove partidos de oposição controlada, tanto de esquerda, como de direita, de forma não só a distrair as massas, como para também semear confusão. Os partidos de oposição controlada, funcionam como "válvulas redutoras de pressão" do "sistema", onde os eleitores descontentes e frustrados podem canalizar a sua raiva, votando naquilo que julgam ser uma "alternativa" ao "sistema". Na verdade, estão a ser enganados... Trump, Bolsonaro, Meloni, Salvini, etc... são tudo exemplos disto. Vamos ver o que vai suceder com a AFD na Alemanha, mas nada me leva a ter grande esperança, pois as ligações da AFD a Israel e ao Sionismo, são verdadeiramente alarmantes. 

Acredito e já digo isto há vários anos, que estamos a entrar, por via do esgotamento e descredibilização das velhas soluções ideológicas, numa Era pós-ideológica. As velhas "receitas" dos ideólogos dos séculos XVIII, XIX e XX, tanto socialistas, como marxistas, mas também liberais e fascistas, estão completamente esgotadas como alternativas políticas credíveis e fiáveis. As ideologias políticas, são essencialmente simplificações da realidade e é exactamente aqui que reside o problema das mesmas, pois estas nunca conseguem corresponder no longo prazo, às complexidades, dinâmicas e desafios de um Mundo em mudança e constante mutação. A revolução que se avizinha com o desenvolvimento da Inteligência Artificial e a "caixa de pandora" que a mesma vai abrir nas próximas décadas, vai inaugurar toda uma nova equação, para a qual as velhas ideologias não oferecem resposta ou soluções. A China maoista é um bom exemplo disto, onde o Partido Comunista que por lá governa, foi obrigado a reformar-se de forma drástica e a colocar o Marxismo parcialmente "na gaveta", se não quisesse acabar da mesma forma que acabou a famigerada União Soviética. 

Vamos assistir nas próximas décadas a uma grande alteração do pensamento político, no sentido em que ao que tudo indica, passará a ser o pragmatismo, os interesses nacionais e o realismo que vão moldar a política do futuro. O grande risco, é o de resvalarmos numa tecnocracia da Inteligência Artificial, sem face humana e onde as ciências sociais, a dimensão espiritual e as artes sejam desconsideradas por completo. Este vácuo estéril e distópico é o verdadeiro perigo em que a Humanidade e a Civilização não se podem deixar cair, sob pena de desaparecermos como espécie. 

Iuliia Mendel, Zelensky e a verdadeira face da UE

 
 

A jornalista ucraniana Iuliia Mendel, que ocupou o cargo de Secretária de Imprensa de Volodomyr Zelensky entre 2019 e 2021, foi ontem banida de entrar no Parlamento Europeu, onde era suposto a mesma dar um discurso, num evento que tinha sido organizado pela Alternative für Deutschland (AFD). Felizmente, foi tudo gravado em video, para que todos possam ver a cobardia, falta de vergonha e verdadeira javardice imoral, a que chegou a UE de Ursula von der Leyen, António Costa e Kaja Kallas: 

 
Qual é então o "crime" cometido por Iuliia Mendel, que levou a mesma a ser ostracizada desta forma pelas instituições corruptas da UE? Pois bem, parece que a jornalista em questão tem andado a dar discursos em prol da paz e a favor do fim da guerra na Ucrânia. Mais grave ainda, Iuliia Mendel tornou-se nos últimos anos uma feroz crítica de Zelensky e do que este e a UE estão a fazer à Ucrânia, em conluio com os EUA. 

Quando foi entrevistada por Tucker Carlson em Maio deste ano, Iuliia Mendel disse sem rodeios que «já não há qualquer democracia na Ucrânia» e acusou Zelensky de ser um ditador em privado, que «destrói» quem lhe faz frente e que o mesmo, se transformou hoje «no maior obstáculo à paz...»

Estas duras críticas de Iuliia Mendel ao regime de Zelensky, levaram a que a mesma acabasse acusada pelo Presidente ucraniano de ser uma "propagandista russa" que dissemina desinformação. Sistematicamente, uma vez após outra, esta tem sido a postura do regime de Zelensky, ou seja, a de rotular todo e qualquer crítico e opositor de ser pró-russo e de espalhar mentiras.

O cúmulo e aquilo que demonstra bem o tipo de monstros com que estamos aqui a lidar, é o facto de o regime de Zelensky ter recentemente aprovado um decreto-lei, que impõe sanções com uma duração mínima de dez anos, contra Iuliia Mendel. Este decreto congela por completo todos activos bancários de Iuliia Mendel na Ucrânia, ao passo que lhe impõe toda uma outra série de restrições financeiras e comerciais. Para a tentarem calar de vez, de forma muito "democrática", também lhe bloquearam todas as redes sociais dentro da Ucrânia e ainda a tentaram humilhar, retirando-lhe todas as honras de Estado a que tinha direito, por ter sido Secretária de Imprensa. Não esquecer que nós, contribuintes europeus, estamos a financiar tudo isto com os nossos impostos. É o nosso dinheiro que está a pagar a neonazis na Ucrânia, para manter o regime de repressão, perseguição e tortura, que a UE e os EUA ardilosamente criaram na Ucrânia desde 2014. A título de exemplo, o motivo pelo qual hoje não existem partidos de esquerda na Ucrânia, deve-se ao facto de terem sido todos gradualmente ilegalizados desde 2014, no entanto, isto não parece incomodar António Costa, nem o Partido Socialista em Portugal, ou o Livre, que de cara alegre continuam a apoiar Kiev e a prometer mais do nosso dinheiro, no sentido de continuar a financiar a repressão fascista na Ucrânia.

A UE é completamente conivente com os crimes contra a Humanidade, que estão a ser cometidos pelo regime de Zelensky, que já tem um longo historial de perseguição e assassinato de jornalistas, críticos e opositores. Em Janeiro de 2024, o jornalista e youtuber Gonzalo Lira, morreu nas masmorras de Zelensky, após meses de prisão e tortura às mãos dos seus capangas neonazis. Eu era um seguidor de Gonzalo Lira nas redes sociais e confesso que fiquei chocado com a sua morte. É imperdoável o que lhe fizeram e tudo isto, apenas porque Gonzalo Lira produzia a partir de casa, videos para os seus canais no youtube e publicava críticas a Zelensky na rede X. O assassinato de Gonzalo Lira foi completamente silenciado e censurado no Ocidente, a ponto de em Portugal não ter passado uma única notícia.

Estou em crer que Iuliia Mendel corre neste momento grave risco de vida e não deve, de forma alguma, regressar à Ucrânia. Na minha opinião, ela deve sair da UE o mais depressa possível, pois há o risco de ser presa e deportada de volta à Ucrânia, ou até mesmo assassinada em território da UE. O mais inteligente é procurar refúgio num País neutro como a Turquia e no limite, poderá mesmo ter de pedir asilo à Rússia de Putin, se quiser continuar viva e fora de alcance do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU). 

Toda esta história em torno de Iuliia Mendel, mais uma vez, só revela a verdadeira face da actual UE e a cabala criminosa que tomou conta da Europa. Ainda espero de ver Ursula von der Leyen, António Costa e Kaja Kallas no Tribunal de Haia. O rol de crimes e atrocidades, dos quais estes três psicopatas são cúmplices, não pára de aumentar a cada dia que passa. Quanto a Zelensky, esse ou vai acabar no exílio ou morto a mando da própria CIA ou do MI5, quando o conflito na Ucrânia entrar na fase terminal... o judeu sionista arvorado a Presidente da Ucrânia sabe demais e há certos poderes no Ocidente que não querem que o mesmo, eventualmente, possa cair nas mãos dos russos, onde certamente acabaria a "cantar" muitos segredos, que não são para serem revelados...

Artigo publicado também no blogue Estátua de Sal: https://estatuadesal.com/2026/09/18/iuliia-mendel-zelensky-e-a-verdadeira-face-da-ue/

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Angola, paraíso perdido...

  
 

Enviaram-me ontem o video que partilho acima e que, pela boca dos próprios angolanos, demonstra bem aquilo que têm sido os governos do MPLA ao longo dos últimos 51 anos. 

Portugal investiu somas avultadas no desenvolvimento de Angola durante o Estado Novo. Aliás, um dos motivos que levou a que na metrópole houvesse um desenvolvimento lento, comparativo ao resto da Europa, foi precisamente devido ao facto de o regime de Salazar, principalmente após a década de 1950, ter começado a canalizar enormes somas de dinheiro e recursos, para rasgar estradas, construir barragens, desenvolver a agricultura, a economia em geral e melhorar as condições de vida das populações em África. 

Angola podia ter sido transformada num paraíso na Terra, se não fosse a estupidez de certa gente nos idos de 1974-1975, que descontentes com a Primavera Marcelista, decidiram destruir 500 anos de presença portuguesa em África, de uma só assentada, sem qualquer consciência ou responsabilidade. Depois seguiu-se a censura e lavagem cerebral durante décadas, a censura nas universidades, nos media, no sistema de ensino em geral, onde a verdade histórica é amplamente distorcida, de forma a servir e encaixar na narrativa politicamente correcta de Abril. Todos os regimes políticos têm a sua mitologia. A mitologia da Terceira República é a fantasia da "democracia" que não existe, nem nunca existiu verdadeiramente, do "povo que saiu à rua em Abril para fazer a revolução" e das fábulas e cantigas dos "amanhãs a cantar". 

O 25 de Abril foi, essencialmente, um golpe corporativo, dado por militares que estavam insatisfeitos com a sua carreira e a forma como estavam a ser conduzidas as operações militares em África. A causa principal do golpe foi o decreto-Lei n.º 353/73, de 13 de julho de 1973, que alterava as regras de progressão e promoção dos oficiais das Forças Armadas, o que gerou um forte descontentamento entre os oficiais do quadro permanente. Foi este descontentamento que deu origem ao Movimento dos Capitães e à consequente Abrilada de 74. O que se passou depois, muitos simplesmente, foi que a extrema-esquerda em Portugal, que era uma correia de transmissão dos interesses soviéticos e chineses, assim que se apercebeu do golpe militar em curso, tomou conta das ruas, o que levou a que os militares em resultado, perdessem rapidamente e por completo o controlo da situação. Nem o General Spínola conseguiu mais ter controlo sobre nada. Seguiu-se o PREC, a "descolonização exemplar" e tudo o resto que sabemos...

Não deixa também de ser um facto, que há uma profunda injustiça histórica em tudo aquilo que fizeram ao Império Português e na forma como este foi destratado e desconsiderado na ONU. Os Estados Unidos podem ter um Império, construído com as terras que roubaram aos mexicanos e aos índios do faroeste que foram, pura e simplesmente, fisicamente exterminados na sua larga maioria. A China também pode ter o seu Império, com o Tibete que foi anexado à margem de qualquer mandato da ONU. A Rússia, idem. Os comunistas nunca se incomodaram com o Império Russo, que se estende pela Ásia fora até Vladivostok. A União Indiana também tem um Império, sem que isto suscite qualquer incómodo na comunidade internacional. Idem para o Brasil, onde tanto quanto eu sei, nunca perguntaram aos índios da Amazónia, se eles querem realmente fazer parte da República Federativa do Brasil... As forças da esquerda e da direita "bem-pensante" em Portugal, regra geral, não se incomodam com os impérios dos outros. Só o Império Português é que os incomodava e perturbava muito, a ponto de não terem descansado, enquanto não destruíram o mesmo, com as consequências que são bem conhecidas e estão amplamente documentadas.

A descolonização portuguesa é um excelente exemplo histórico, de como a propaganda e as operações psicológicas, podem virar todo um povo contra si próprio, que foi o que aconteceu na prática durante o PREC. O Estado Novo teve também graves responsabilidades em tudo isto, pois o regime de Salazar nunca investiu seriamente na guerra cultural, de propaganda e na contra-propaganda. O resultado desta política, foi uma ignorância generalizada das populações negras e brancas, tanto em África, como na metrópole, que nunca chegaram a compreender que a melhor forma de garantir a verdadeira prosperidade, paz e harmonia, era precisamente através da manutenção do Império, transformando o mesmo numa Federação ou Confederação de Estados Portugueses, com autonomia, direitos e oportunidades iguais para todos

Portugal podia ser hoje uma superpotência no Mundo, mas graças, principalmente, à esquerda lunática que varreu e destruiu o País durante o PREC, estamos hoje reduzidos a um mero "jardim à beira-mar plantado", governado por corruptos, escroques e sabujos de interesses estrangeiros e onde impera a traição e a pouca vergonha.  Isto, que eles tentam esconder e nem nos manuais escolares é referido ou exibido, porque eles sabem o que fizeram, sabem o imenso crime pelo qual são responsáveis, era Luanda nos anos 1960 e 1970, antes da "descolonização exemplar":  

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Coronel Lawrence Wilkerson: «Eu sei o que nós fizémos à Europa...»

 
 

O Coronel Lawrence Wilkerson, do Exército dos EUA, numa recente entrevista que deu a Glenn Diesen, "explicou por miúdos" o grande problema que a Europa e os povos europeus hoje enfrentam. Este homem, recordo, foi o Chefe de Gabinete de Colin Powell, durante a administração de George W. Bush e por isso, o seu testemunho, para além de constituir uma preciosa fonte histórica, é crucial para se poder perceber aquilo que os americanos fizeram na Europa ao longo das últimas duas décadas. Isto que aqui deixo transcrito e traduzido por mim e que foi dito sem rodeios, pelo Coronel Lawrence Wilkerson, se vivêssemos em verdadeira democracia, deveria de imediato e sem demora, dar origem a investigações criminais por toda a UE e também, a um inquérito profundo no Parlamento Europeu, suscitando a maior indignação e repúdio em todas as instituições democráticas dos governos da UE:

«Eu sei o que nós fizemos à Europa. 

Nós comprámos directores de redacções de jornais. 

Comprámos líderes sindicais. 

Comprámos deputados.

Comprámos dois secretários-gerais da NATO, Jens Stoltenberg e Mark Rutt.

Eu sei com que cuidado meticuloso a CIA, o SIS, o MI6 e, até certo ponto, a Mossad — embora não fossem parceiros dispostos ao início, tornaram-se parceiros quando viram as somas colossais investidas.

Como, para usar as palavras daquele académico asiático, nós "treinámos os cães".

Nós comprámos países inteiros, todo o seu aparato político e a sua influência.

A partir de 2002, começámos a trabalhar a sério, com milhares de milhões de dólares canalizados para a CIA e outros. 

A  USAID era apenas uma ferramenta. Eles transformaram a democracia liberal numa arma. 

A esse respeito, apoiei as medidas tomadas por Trump e Rubio em relação à USAID, na medida em que estavam a afastar as pessoas de escalões inferiores que se envolviam nesse tipo de prática. 

Eu não concordei com a demissão de altos funcionários.

Mas nós criámos deliberadamente a Europa que temos hoje, e creio que estamos agora a pagar o preço por isso, porque serão precisos mais seis a doze, talvez até dezoito meses, para nos livrarmos de alguns destes indivíduos.

E quanto aos parlamentos, só Deus sabe quanto tempo levará para erradicar os seus membros.  

Nós moldámos pacientemente a Europa à nossa imagem.»  

Eu como cidadão português, mas também europeu, tenho de dizer que me sinto profundamente indignado com tudo isto. Foi-nos prometida uma Europa com autonomia estratégica em matéria de política externa e ao invés, o que temos é uma Europa completamente reduzida a uma posição de humilhante vassalagem perante os EUA. Não é esta a Europa que eu quero e com a qual me identifico. Se a União Europeia é para isto, então Portugal deve começar seriamente a pensar em dar início à preparação da sua saída da UE. 

A União Europeia está hoje transformada numa união de malfeitores, psicopatas e corruptos. Eu não quero isto e os eleitores por toda a Europa, pouco a pouco, estão também a começar a rejeitar nas urnas esta Europa podre que nos querem impingir. O chumbo do projecto da Constituição Europeia, em referendos nacionais realizados na França e na Holanda em 2005, foi apenas o primeiro sinal de rejeição desta Europa distópica, governada por oligarcas e gente moralmente decadente, qual Sodoma e Gomorra. A vitória do Brexit em referendo em 2016, foi mais outro alerta sério do que estava a acontecer. As elites da UE, mesmo assim, não quiseram aprender nada com isto e insistiram em prosseguir no erro. A recente rejeição da Islândia em aderir à UE, foi mais outro sinal. Os islandeses disseram NÃO à Europa em referendo e isto não só foi uma valente bofetada à cleptocracia de Bruxelas, como também demonstra que a UE já não é aquele clube exclusivo, onde todos querem entrar e do qual todos gostam. A também recente vitória da AFD na Saxónia-Anhalt, é ainda mais outro indicador do sentimento geral das populações na Europa, que estão a rejeitar cada vez mais a indecorosa e criminosa tirania arrogante das elites da UE.

Se a União Europeia não se reformar seriamente dentro dos próximos anos, corre um sério risco de se desfazer em cacos, à semelhança do que aconteceu ao Império Soviético no final dos anos 1980 e inícios da década de 1990. Talvez não fosse má ideia regressar mesmo à CEE, limitando seriamente os poderes da actual UE e eliminando o Euro que só trouxe problemas a vários níveis. A CEE foi um projecto que funcionou bastante bem, até começarem com ideias de "maior integração" da Europa e delírios federalistas. A introdução do Euro a partir de 2002, foi um desastre completo, que só serviu para aumentar o custo de vida de forma drástica e esmagar ainda mais o poder de compra das classes médias

O recado que os eleitores estão a dar a Bruxelas em eleições e referendos por toda a Europa é muito simples e fácil de entender: ou os senhores da UE implementam reformas estruturais a sério e mudam a vossa política de vez, ou nós vamos ter de votar pela destruição definitiva da UE nas urnas. Não há outro caminho. Não existe outra alternativa. A UE ou muda, ou vai ter de morrer, da mesma forma que morreu o Império Soviético. Ponto final. 

domingo, 13 de setembro de 2026

Ângelo Correia: «A imigração destruiu uma paisagem humana para a Alemanha»

  

Quando até Ângelo Correia já admite o óbvio, está tudo dito...

As migrações e vou repetir isto mais uma vez, transformaram-se hoje no maior e mais grave problema geopolítico, que Portugal e a Europa vão ter pela frente durante os próximos vinte anos, no mínimo. Isto, porque a imigração, da forma como entrou na Europa nas últimas décadas, em massa, sem controlo ou fiscalização adequada e sem qualquer plano obrigatório de direitos e deveres cívicos, tem capacidade para provocar um grau de desestabilização e descontentamento nas sociedades, que pode, no limite e com alta probabilidade, descambar em guerra civil de baixa/média intensidade. 

Os governos da UE prosseguiram nas últimas décadas políticas universalistas que colocam em causa o interesse dos estados nacionais e a continuidade do próprio Estado de direito. O verdadeiro perigo reside no facto de as políticas das "portas abertas" em relação à imigração, terem começado a alterar a paisagem humana das sociedades europeias a um ponto tal, que isto começou por sua vez também a afectar e a ofender as velhas identidades nacionais da Europa. O que se passa hoje no Martim Moniz em Lisboa, é um excelente exemplo disto, entre muitos outros:
 
 

Cada um pode ter a opinião que quiser sobre este tema das migrações, que é realmente melindroso, no entanto, há um facto que é indiscutível e que está no cerne de tudo isto: é que "mexer" com as identidades nacionais ou étnicas dos povos (ou ofender as mesmas...), seja na Europa, em África, na Ásia, ou nas Américas, é uma engenharia social extremamente perigosa. Quem percebe realmente de história sabe disto perfeitamente bem, pois os exemplos históricos de misturas étnicas/religiosas que correram muito mal, são abundantes. Desde o genocídio no Ruanda ao Holocausto, passando pelo genocídio dos povos indígenas nos Estados Unidos no século XIX, o que não falta são exemplos de como esta coisa das migrações e "misturas" acabou muito mal para muita gente.   

Brincar às engenharias sociais, com culturas que muitas vezes são antagónicas por vários motivos e que se repelem mutuamente, é extremamente perigoso e irresponsável. As fronteiras que separam a Humanidade não surgiram ao acaso, mas sim, porque há por motivos essencialmente culturais e religiosos, necessidade de manter a Humanidade separada, da mesma forma que a água e o azeite, também são armazenadas de forma separada. As teorias internacionalistas/universalistas são todas muito bonitas e dóceis de se ouvir, mas são uma pura fantasia, completamente desligada da realidade prática e concreta do Mundo.   

A AFD na Alemanha, o Chega em Portugal, a Rassemblement National em França, entre muitos outros partidos e movimentos que se dizem hoje "anti-sistema" na Europa, são uma consequência directa das engenharias sociais perigosas em matéria de imigração, que os partidos tradicionais do "arco do poder" na Europa, colocaram em prática desde pelo menos a década de 1970. 

A substituição populacional não é um mito, mas uma realidade que já se vê por toda a Europa, onde as populações autóctones estão gradual e progressivamente a ser substituídas por asiáticos, africanos e sul-americanos. Perante isto, perante esta alteração radical da paisagem humana, uma parte significativa da população europeia sente-se claramente ameaçada, pressionada e acossada na sua própria terra, por esta invasão humana de gentes estranhas que parece não ter limites ou fim. Esta reacção é perfeitamente normal e já seria de esperar. O ser humano está biologicamente programado para reagir assim, quando vê a sua zona de conforto a ser alterada e a sua "tribo" a ser ameaçada por um invasor estrangeiro. É preciso termos noção de que nós somos animais e reagimos com instinto animal a muita coisa. Não há forma de eliminar esta realidade humana. Os gatos são parecidos a nós neste aspecto, experimentem alterar a zona de conforto do vosso gato, fazendo por exemplo mudanças em casa, obras ou instalando mobiliário novo e vão ver como ele muito provavelmente vai fcar nervoso, irrequeito, agressivo e no limite, pode até fugir e desparecer durante um ou vários dias. O ser humano, por mais que o negue e tente esconder, ainda tem muito em comum com a selva e o reino animal. Sempre assim foi e sempre assim o será. 

Não sei o que aí vem no futuro, mas tenho a certeza de que vai, mais tarde ou mais cedo, ser necessário levar a cabo algum tipo de remigração, o que implicará a alteração, suspensão ou revisão de muitos documentos constitucionais e direitos fundamentais pela Europa fora. Se não se fizer nada para resolver este problema que é muito grave, no médio/longo prazo as consequências poderão vir a ser terríveis e custar muitas vidas, pois a pressão continuará a aumentar e no limite, pode dar-se uma violenta explosão social com consequências potencialmente catastróficas, à semelhança do que já vimos acontecer na Guerra Civil Libanesa ou na Jugoslávia nos anos 1990. 

sábado, 12 de setembro de 2026

A economia real explicada às crianças petulantes da Europa...

Cheap Thrills, 2014, por Sleazeburger

 
Andrei Martyanov, sem "papas na língua", vai directo ao ponto sobre aquilo em que verdadeiramente consiste a economia real, de facto e em concreto:

«Real economics... that is economics which is based on producing REAL things and critical services, like math and physics, doesn't give a flying coitus about smartass speculators who are produced in bulk at Ivy League degree mills and then write books on how to become a millionaire by specu ... pardon me--investing. Keep in mind--none of them has any clue about real mechanism from which money derive power. Throw away good ol' tale about donkey loaded with gold which opens gates to any fortress. Not really, it is hit and miss.»

A classe dirigente do Ocidente, continua em delírio e completamente perdida, sem perceber porque é que apesar de já terem decretado mais de 23,9 mil sanções contra a Rússia e outras cerca de 10 mil contra o Irão, porque é que mesmo assim, estes países continuam com economias funcionais e aparentemente, capazes de aguentar um intenso esforço de guerra em várias frentes. 

Ora, o motivo pelo qual tanto a Rússia, como o Irão, apresentam economias tão resilientes às sanções do Ocidente, deve-se ao facto de estes países terem economias reais e integradas, baseadas primeiro numa forte componente teórica/académica, onde se destaca a físico-química, a matemática, as engenharias, a geografia e a história. Posteriormente, temos a componente física, composta por muita indústria civil e militar, terras raras, recursos energéticos abundantes e recursos minerais também em grande quantidade. Estes são os verdadeiros indicadores que quando combinados, devem de servir para averiguar a REAL capacidade económica de um País. 

No Ocidente, pelo contrário, a capacidade económica é medida através de indicadores que muitas vezes se limitam a analisar o desempenho de uma determinada economia, apenas através do Produto Interno Bruto (PIB). Isto é um erro, pois as comparações simplistas do PIB entre vários países, nunca têm em conta as taxas de câmbio internacionais e a Paridade do Poder de Compra (PPP). Este é um dos principais motivos que levou os EUA e a UE, a subestimarem a capacidade de resiliência da Rússia em 2022. As famosas «sanções do inferno» que os americanos anunciaram contra a Rússia em 2022 e que tinham como objectivo, levar ao colapso da economia russa em poucas semanas ou meses, acabaram por nunca surtir o efeito esperado. Os russos simplesmente adaptaram-se, contornaram as sanções ocidentais, reconverterem alguns sectores da sua economia e orientaram os mesmos na direção da Ásia. Muitos economistas ocidentais, doutrinados na neoliberal escola de Chicago nas faculdades de economia, têm um entendimento económico que se baseia meramente na especulação financeira dos mercados e em dinheiro fictício em formato eletrónico. Isto não é economia real. É fraude económico-financeira em larga escala, a ponto de hoje, o número de barris de petróleo que estão a ser negociados nos mercados financeiros, superar em dezenas de vezes a quantidade de petróleo físico que realmente existe disponível. Os espculadores de Wall Street e da City de Londres, pura e simplesmente, vivem e operam numa realidade alternativa à do Mundo real.  

Um dos melhores exemplos, que é indicativo de como tanto os americanos, como os europeus, não sabem do que estão a falar, quando falam da Rússia de Putin, é a forma como tem sido exaustivamente repetido nos media que a economia russa é equivalente à da Itália. Esta interpretação, para além de estar ideologicamente enviesada pelo pensamento neocon americano, é falsa. A Itália não coloca satélites em órbita, nem estações espaciais, nem envia cosmonautas para o espaço, nem possui uma poderosíssima industria militar, que produz mais armamento em apenas três meses, do que toda a NATO em conjunto consegue produzir num ano. A Itália também não tem o segundo exército mais poderoso do Mundo. Se a economia russa fosse realmente do tamanho da economia italiana, então os russos nunca teriam aguentado mais do que duas a três semanas de conflito na Ucrânia, na melhor da hipóteses. 

Mas vamos agora ver o que diz o sr. Putin. Isto, creio que basta para demonstrar o grau a que chegou a estupidez e impreparação da classe dirigente ocidental, em todo o seu esplendor:


Putin coloca o dedo na ferida e como se estivesse a falar para crianças, explica pacientemente aos europeus e com a calma que o caracteriza, como o preço do gás que a Europa hoje está a comprar, passou de 150 dólares por 1000 metros cúbicos, para 1000 dólares, pela mesma quantidade. Em breve, como a situação energética está a agravar-se a nível mundial e as reservas de gás na Europa estão praticamente vazias, o preço irá disparar para 1,500 dólares por cada 1000 metros cúbicos... Sim, os europeus vão perceber em breve em que consiste a economia real e como a mesma tem capacidade de "morder" a sério no tecido da sociedade. A Alemanha já é um bom exemplo disto, com inúmeras industrias a entrarem em grave crise devido à falta de energia barata, sendo o mais recente exemplo o anúncio da parte da Volkswagen, de que vai despedir 100 mil trabalhadores. Estou em crer que estes dados, ajudam a entender o motivo pelo qual a AFD disparou em termos de popularidade na Alemanha...

Os europeus, se não reverterem o caminho de hostilidade em relação à Rússia, em que decidiram entrar pela mão de uma classe política completamente corrupta e submissa aos interesses de Washington, vão acabar a pagar "com língua de palmo e ao cubo", por este erro crasso em termos estratégicos e geopolíticos. E ainda vos digo mais: Vladimir Putin foi o melhor amigo que o Ocidente teve em muito tempo. Putin e isto está perfeitamente documentado em inúmeros jornais, livros, reportagens e revistas publicadas ao longo das últimas duas décadas, quis ter boas relações com a Europa, quis ter parcerias a todos os níveis connosco e quis abrir a Rússia ao Ocidente após o fim do Comunismo soviético, a ponto de até ter proposto no ano 2000, a integração da Rússia na NATO. Foram os americanos, que sucessivamente, sabotaram todos estes esforços e corromperam por completo a classe política da UE, de forma a que esta se tornasse o mais hostil possível à Rússia, a ponto de hoje termos chegado ao ponto a que chegámos. 

Podem dizer o que quiserem do Presidente Putin, porém, nunca poderão apagar o facto de ele ter sido, de longe, o mais pró-ocidental de todos os líderes que a Rússia teve no último século. Sobre isto não tenham qualquer dúvida. O Ocidente não tem a mínima noção da oportunidade de ouro que perdeu, quando virou as costas à Rússia de Putin e a empurrou para os braços da China.

Os europeus, quais crianças petulantes, agora que se deitem na "caminha" que fizeram para eles mesmos. Não souberam aproveitar a oportunidade? Não têm gás? Não têm terras raras? O gasóleo e a gasolina estão caros? Os serviços públicos estão em falência? A comida no supermercado está a preços proibitivos?... Paciência! Aprendam a votar em gente decente e deixem de ser estúpidos. Sejam bem-vindos ao Mundo da economia real...