segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Coronel Lawrence Wilkerson: «Eu sei o que nós fizémos à Europa...»

 
 

O Coronel Lawrence Wilkerson, do Exército dos EUA, numa recente entrevista que deu a Glenn Diesen, "explicou por miúdos" o grande problema que a Europa e os povos europeus hoje enfrentam. Este homem, recordo, foi o Chefe de Gabinete de Colin Powell, durante a administração de George W. Bush e por isso, o seu testemunho, para além de constituir uma preciosa fonte histórica, é crucial para se poder perceber aquilo que os americanos fizeram na Europa ao longo das últimas duas décadas. Isto que aqui deixo transcrito e traduzido por mim e que foi dito sem rodeios, pelo Coronel Lawrence Wilkerson, se vivêssemos em verdadeira democracia, deveria de imediato e sem demora, dar origem a investigações criminais por toda a UE e também, a um inquérito profundo no Parlamento Europeu, suscitando a maior indignação e repúdio em todas as instituições democráticas dos governos da UE:

«Eu sei o que nós fizemos à Europa. 

Nós comprámos directores de redacções de jornais. 

Comprámos líderes sindicais. 

Comprámos deputados.

Comprámos dois secretários-gerais da NATO, Jens Stoltenberg e Mark Rutt.

Eu sei com que cuidado meticuloso a CIA, o SIS, o MI6 e, até certo ponto, a Mossad — embora não fossem parceiros dispostos ao início, tornaram-se parceiros quando viram as somas colossais investidas.

Como, para usar as palavras daquele académico asiático, nós "treinámos os cães".

Nós comprámos países inteiros, todo o seu aparato político e a sua influência.

A partir de 2002, começámos a trabalhar a sério, com milhares de milhões de dólares canalizados para a CIA e outros. 

A  USAID era apenas uma ferramenta. Eles transformaram a democracia liberal numa arma. 

A esse respeito, apoiei as medidas tomadas por Trump e Rubio em relação à USAID, na medida em que estavam a afastar as pessoas de escalões inferiores que se envolviam nesse tipo de prática. 

Eu não concordei com a demissão de altos funcionários.

Mas nós criámos deliberadamente a Europa que temos hoje, e creio que estamos agora a pagar o preço por isso, porque serão precisos mais seis a doze, talvez até dezoito meses, para nos livrarmos de alguns destes indivíduos.

E quanto aos parlamentos, só Deus sabe quanto tempo levará para erradicar os seus membros.  

Nós moldámos pacientemente a Europa à nossa imagem.»  

Eu como cidadão português, mas também europeu, tenho de dizer que me sinto profundamente indignado com tudo isto. Foi-nos prometida uma Europa com autonomia estratégica em matéria de política externa e ao invés, o que temos é uma Europa completamente reduzida a uma posição de humilhante vassalagem perante os EUA. Não é esta a Europa que eu quero e com a qual me identifico. Se a União Europeia é para isto, então Portugal deve começar seriamente a pensar em dar início à preparação da sua saída da UE. 

A União Europeia está hoje transformada numa união de malfeitores, psicopatas e corruptos. Eu não quero isto e os eleitores por toda a Europa, pouco a pouco, estão também a começar a rejeitar nas urnas esta Europa podre que nos querem impingir. O chumbo do projecto da Constituição Europeia, em referendos nacionais realizados na França e na Holanda em 2005, foi apenas o primeiro sinal de rejeição desta Europa distópica, governada por oligarcas e gente moralmente decadente, qual Sodoma e Gomorra. A vitória do Brexit em referendo em 2016, foi mais outro alerta sério do que estava a acontecer. As elites da UE, mesmo assim, não quiseram aprender nada com isto e insistiram em prosseguir no erro. A recente rejeição da Islândia em aderir à UE, foi mais outro sinal. Os islandeses disseram NÃO à Europa em referendo e isto não só foi uma valente bofetada à cleptocracia de Bruxelas, como também demonstra que a UE já não é aquele clube exclusivo, onde todos querem entrar e do qual todos gostam. A também recente vitória da AFD na Saxónia-Anhalt, é ainda mais outro indicador do sentimento geral das populações na Europa, que estão a rejeitar cada vez mais a indecorosa e criminosa tirania arrogante das elites da UE.

Se a União Europeia não se reformar seriamente dentro dos próximos anos, corre um sério risco de se desfazer em cacos, à semelhança do que aconteceu ao Império Soviético no final dos anos 1980 e inícios da década de 1990. Talvez não fosse má ideia regressar mesmo à CEE, limitando seriamente os poderes da actual UE e eliminando o Euro que só trouxe problemas a vários níveis. A CEE foi um projecto que funcionou bastante bem, até começarem com ideias de "maior integração" da Europa e delírios federalistas. A introdução do Euro a partir de 2002, foi um desastre completo, que só serviu para aumentar o custo de vida de forma drástica e esmagar ainda mais o poder de compra das classes médias

O recado que os eleitores estão a dar a Bruxelas em eleições e referendos por toda a Europa é muito simples e fácil de entender: ou os senhores da UE implementam reformas estruturais a sério e mudam a vossa política de vez, ou nós vamos ter de votar pela destruição definitiva da UE nas urnas. Não há outro caminho. Não existe outra alternativa. A UE ou muda, ou vai ter de morrer, da mesma forma que morreu o Império Soviético. Ponto final. 

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