A AFD (Alternative für Deutschland) venceu ontem as eleições na Saxónia-Anhalt, ficando muito perto da maioria absoluta, a ponto de a própria líder da AFD, a senhora Alice Weidel, já estar a falar em substituir Merz até ao Natal.
Não embarco na conversa do "pavor da extrema-direita", que é usada abusivamente pelo "sistema" e os seus serviçais, em relação a qualquer partido conservador, que seja anti-sistema. Este velho truque de colar o rótulo de "extremo" em tudo o que é inconveniente para o "sistema" e não alinha nas narrativas impostas, já não cola.
Também não há qualquer fundamento em acusar a AFD de ser um partido "neonazi". A líder do partido, Alice Weidel, é lésbica assumida e tem uma postura bastante liberal perante a sociedade. Não há aqui qualquer "nazismo" ou "neonazismo".
A AFD em termos económicos tem um programa adepto do Liberalismo, que defende inteiramente o mercado livre e que em determinados aspetos, vai até buscar influência ao Libertarianismo e Paleoconservadorismo americano. Curiosamente, a AFD defende a criação de «zonas económicas especiais», à semelhança daquilo que Deng Xiaoping fez na China nos anos 1980, com resultados espetaculares em termos de crescimento económico.
É inegável, que a vitória da AFD ontem ficou a dever-se, principalmente, aos temas da imigração, da segurança e da economia. As pessoas estão fartas. Os partidos do "sistema" recusam-se a ouvir o povo e andam há anos, a ignorar as queixas de muita gente sobre aquilo que já passou há muito dos limites. A imigração está completamente fora de controlo. A Alemanha, que foi em tempos um dos países mais seguros da Europa, está hoje a ser assolada por crimes e gangues, a ponto de estar a registar-se uma média de 80 ataques à faca por dia. Isto não existia na Alemanha dos anos 1970, 1980 e 1990. A imigração em massa é a grande responsável por isto, como é também a grande responsável pela vaga de violência nas escolas alemãs, praticada por alunos muçulmanos ou árabes e a vaga de violações em grupo, que aumentou de forma exponencial.
Em termos económicos, os alemães também já perceberam que quem os governa hoje na Alemanha, não está a defender os interesses do povo alemão. Friedrich Merz é um completo lacaio de Washington e desde o início da Guerra Russo-Ucraniana, a classe política que tem governado a Alemanha, tem prosseguido políticas que são inteiramente contrárias aos interesses da Alemanha. Em termos energéticos, a título de exemplo, os alemães só têm a perder em deixar de comprar gás à Rússia, sendo que era precisamente o gás russo, que tornou a economia alemã competitiva durante décadas. Agora, os alemães compram gás que é 4 a 5 vezes mais caro do que o russo, com as consequências para a economia que já são visíveis. O motor económico da Europa, que é a Alemanha, sem gás russo está condenado, pois o acesso a energia barata é essencial, para se ter competitividade económica no sistema internacional. Este foi, de resto, um dos principais objectivos dos EUA, quando provocaram a guerra na Ucrânia, ou seja, forçar a cessação de todas as ligações económicas da Alemanha com a Rússia e colocar os europeus na dependência exclusiva dos EUA.
A carga fiscal na Alemanha está também a um nível incomportável, sendo que muitos alemães estão revoltados e com razão, por terem de andar a pagar tantos impostos, que estão a ser canalizados para serem depois dados a subsidiodependentes, que não querem fazer nada e que se aproveitam do sistema instituído.
Não há um consenso total na AFD sobre Israel, porém, em linhas gerais, a AFD tem sido pró-Israel. Tendo em conta o passado da Alemanha, não é perceptível se estas posições pró-Israel são uma forma de a AFD se proteger de acusações de anti-semitismo, ou se, pelo contrário, devem-se ao facto de a AFD realmente ser um partido pró-sionista. O tempo dirá em que plano estamos... Também não há qualquer evidência de que a AFD seja, necessariamente, pró-russa e anti-ucraniana como alguns afirmam. O que parece ser certo é que a AFD é fortemente eurocéptica e defende os interesses da Alemanha. Em termos de geopolítica e geoestratégia pura, o programa da AFD é perfeitamente racional e pragmático. O que não é racional, nem normal, é a política externa completamente submissa a Washington, que os governos alemães têm seguido nos últimos anos, principalmente, desde que a Sra. Merkel saiu do poder.
Em conclusão, depois do fiasco que foi Bolsonaro no Brasil, Trump nos EUA e Meloni na Itália, torna-se difícil voltar a acreditar em qualquer outro partido que, à partida, vem de fora do "sistema". Já é mais do que evidente, que é o próprio "sistema" que está a criar estes partidos da dita "extrema-direita", que mais não são do que oposição controlada, que é usada pelo próprio "sistema" e pela elite globalista, para granjear mais tempo ao "sistema", no sentido de se reorganizar.
Esta oposição controlada, tem em comum o facto de ser sempre pró-sionista, pró-americana, anti-russa e anti-chinesa. Para além disto é também ferozmente islamofóbica a um ponto extremo e usa o discurso anti-imigração, para radicalizar as massas contra o Mundo Islâmico e em consequência, servir os interesses do Sionismo a nível internacional. Há toda uma teia internacional que liga Telavive a Bolsonaro, Trump, Meloni e até mesmo André Ventura em Portugal. Só não vê isto, quem não quer...
No caso particular da AFD, eu não posso afirmar ainda que se trata de oposição controlada. Pode ser. Provavelmente é. Porém, há também a hipótese de ser um partido que genuinamente quer mudar as coisas e isso deve ser respeitado. Não sei. O tempo dirá se a AFD é realmente uma força com a qual podemos contar a sério, ou se, pelo contrário, é mais outra marioneta do "sistema", completamente ao serviço de agendas ocultas e da elite globalista/sionista.

A eurodeputada Christine Anderson (AfD):
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Eleições na Alemanha e vitória da AfD: 'É um voto de protesto para os partidos clássicos alemães':
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