segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Algo de muito sinistro está a ser preparado...

 
 
  
Do inferno festivo ao colapso do Ocidente, assim se chama o último video publicado ontem pelo professor António C. A. Sousa Lara. Vejam com atenção, pois este homem tem razão em praticamente tudo o que diz:
 
 
 
Depois temos Glenn Beck, que deixa este alerta bastante assustador. É a primeira vez desde 2007 que Glenn Beck fala assim e é caso para preocupação séria:
 
 

Liguem os pontos e pensem... eu já não tenho qualquer dúvida de que estamos a caminho de um desastre civilizacional de proporções bíblicas no Ocidente. As elites globalistas e a cambada de mentecaptos que governam a UE neste momento, estão completamente ao serviço de interesses alheios aos reais interesses dos povos europeus. As crises económico-financeiras estão a ser artificialmente provocadas e a Europa e os EUA estão a ser empurrados para a guerra, a pretexto de "ameaças" e crises de segurança fabricadas, pelo complexo militar-industrial e o lobby sionista.  

Estamos nas mãos de gente satânica, que é capaz de tudo para se perpetuar no poder e que nos quer ver a todos reduzidos à condição de escravos ou exterminados. Comessem a preparar-se para o pior...

domingo, 1 de novembro de 2026

Uma sugestão de leitura para quem anda nas "acampadas"...

 

«Pode-se entrar no Socialismo através do voto, mas depois só saem do Socialismo lutando com balas.» - Autor desconhecido

Deixo aqui a sugestão de leitura que podem ver acima, para os rapazes e raparigas da esquerda de índole marxista, que andam por aí na moda das "acampadas". As Renatas Cambras, as Mortáguas, as Varelas e Pimentelas, os Antónios Filipes, os Fabian Figueiredos, as Evas Cruzeiros e todo o restante conjunto de revolucionários de pacotilha, só faziam bem em educar-se melhor, deixarem de mentir e pararem de vender "banha da cobra" às pessoas. 

Existiram ao todo até hoje, um total de cerca de 40 países que testaram o sistema comunista e TODOS falharam de forma catastrófica. Destes 40 regimes comunistas, restam apenas 5, que se converteram ou estão em processo de conversão ao Capitalismo, como é o caso da China, da Coreia do Norte, do Vietname e de Cuba, que também já está a liberalizar a sua economia em alta velocidade. 

É que aquilo que esta gente das "acampadas" e "assembleias populares" quer, sei eu muito bem o que é e também sei como acaba... A crise de habitação é apenas a desculpa que esta esquerda radical encontrou, para tentar inverter os desastres eleitorais que tem sofrido na Europa ao longo dos últimos anos. Todavia, o objectivo desta gente é e sempre foi o de criar uma "sociedade socialista", que no seu dizer, acabará com a dita "exploração do homem pelo homem". Ora, tudo isto é uma conversa muito linda e bonita, todavia, a história registada demonstra perfeitamente bem, que isto acaba sempre em desastre total e banho de sangue. 

Já pararam para pensar no motivo pelo qual a maioria dos europeus de leste, ganharam uma aversão extrema ao Comunismo, a ponto de países como a Polónia, terem até proibido a existência de partidos comunistas e até a exibição pública de qualquer símbolo comunista? Acham que isto acontece ao mero acaso?...

Calcula-se que as experiências comunistas ao redor do Mundo, provocaram um saldo que andará na ordem dos 100 milhões de mortos. Não houve nenhum fim à dita "exploração do homem pelo homem" nos regimes de inspiração marxista. O que houve, ao invés, foram massacres em larga escala, deportações de populações inteiras para regiões sem a mínima condição de sobrevivência, purgas violentas, a liquidação de toda a oposição política, muita fome e miséria artificialmente provocadas, que dizimaram indiscriminadamente milhões de pessoas e em última análise, a aniquilação total e completa de homens, mulheres, crianças, camponeses, religiosos, presos políticos e de todos aqueles que, pelas mais diversas razões, se atravessaram no caminho da implantação do que, paradoxalmente, havia nascido como uma promessa de redenção e esperança. 

Só no Cambodja, a título de exemplo, estima-se que os Khmer Rouge de Pol Pot - que foram em tempos defendidos pelos Garcias Pereiras, Anas Gomes e Fernandos Rosas da nossa praça, entre muitas outras luminárias da esquerda - terão levado ao extermínio de até um quarto da população do País. Não se fala praticamente do genocídio cambodjano nos dias de hoje, mas ele existiu, foi bem real, exterminou quase 2 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 25% da população do Cambodja e foi o resultado directo da aplicação prática das teorias de Karl Marx. 

Não existe "comunismo democrático", nem "socialismo popular". Tudo isto é conversa de demagogos para enganar parolos. Toda e qualquer construção social marxista é e será sempre um sistema com uma tendência totalitária por definição e o Totalitarismo, devido à sua própria natureza, conduz inevitavelmente ao terror de Estado e a tragédias como a que já vimos em todos os regimes comunistas. 

Ouvir uma manifestante da esquerda radical, como eu ouvi ontem, a berrar na televisão contra a "opressão" e a "violência" do Estado, é portanto, o cúmulo da hipocrisia e da ignorância eivada ao quadrado! O Capitalismo e o mercado livre têm os seus problemas e as suas contradições sistémicas, isto é mais do que evidente e ninguém o nega, porém, a solução para os problemas do Capitalismo nunca poderá ser a que foi receitada por Karl Marx e Friedrich Engels. Mais Estatismo, como a esquerda quer e exige, só conduz a mais despesismo público irracional, mais impostos, mais estagnação económica, mais pobreza, mais crime, mais repressão, e muito mais corrupção e compadrio.

sábado, 31 de outubro de 2026

A manipulação das narrativas históricas e o terrorismo social da esquerda wokista

 
 

É absolutamente arrasador o texto que João Pedro Marques publicou hoje no Observador, sobre a forma como uma certa esquerda radical wokista, intelectualmente enviesada e desonesta, está a tentar lavar cérebros através da manipulação grosseira da história:


Tudo isso está a ser cozinhado nos subterrâneos, longe da vista da maior parte das pessoas. Nos primeiros tempos a gente woke vinha a público fazer as suas reivindicações e defender frontalmente os seus pontos de vista, exercendo de forma aberta pressão sobre os ministros da educação. Nessa época era possível debater ideias com essas pessoas e contestá-las. Foi o que fiz com as ex-deputadas Beatriz Gomes Dias e Joacine Katar Moreira e, também, com a socióloga Cristina Roldão e o bem conhecido Mamadou Ba, entre muitos outros. Todavia, a partir de determinada altura, os activistas preferiram actuar pela calada através de acções de formação ou, para ser mais rigoroso, acções de deformação de professores, fazendo-o em vários palcos e contando, por vezes, com o apoio ou conivência de instituições prestigiadas como é o caso da Fundação Calouste Gulbenkian, cujo posicionamento e acção nesta área já por diversas vezes critiquei.



Vejamos esse artigo mais de perto. Marta Araújo afirma que “a chamada escravatura transatlântica foi um processo multisecular marcado por complexas relações políticas e comerciais entre diferentes potências europeias” (sic). Como certamente já repararam faltam nesta definição ou caracterização dois elementos importantíssimos. Em primeiro lugar, e acima de tudo, faltam a África e os africanos, que só entram nas concepções de Marta Araújo como vítimas, não como organizadores, agentes activos e parte beneficiada do horrível negócio. E faltam, também, os países americanos independentes — nomeadamente o Brasil — que já livres das suas antigas metrópoles continuaram a fazer o tráfico transatlântico de escravos. Marta Araújo apagou tudo isso do seu horizonte para atribuir em exclusivo à Europa o ónus pelo tráfico negreiro e é de supor que seja isso ou algo equiparável que transmite aos seus formandos.

Em termos de apagamento selectivo nem Estaline faria melhor até porque os apagamentos que Marta Araújo promove não ficam por aqui. Para ela a escravatura transatlântica “desenvolvida a partir da Europa” tem três características que a distinguem de outros processos de dominação, exploração e opressão”. Em primeiro lugar “a violência que lhe esteve associada”; em segundo lugar, “a progressiva desumanização dos escravizados, que eram considerados propriedade dos seus senhores e utilizados para tarefas frequentemente degradantes e penosas”; e, em terceiro lugar a “sua dimensão racial”. Como muita gente saberá destas três características supostamente distintivas só a última o é verdadeira e efectivamente. As outras duas são comuns a muitos outros sistemas escravistas que eram manifestamente violentos — pense-se, por exemplo, na violência e altíssima mortalidade nas castrações de rapazes negros a fim de serem vendidos a compradores de religião muçulmana — e em que os escravos para além de serem propriedade alienável dos seus senhores tinham tarefas degradantes e penosas, ou, mais do que isso, mortais, como sucedia, na Antiguidade, com os escravos que trabalhavam em minas ou remavam nos navios de guerra. Transmitir aos professores e outros formandos a ideia de que só a escravatura transatlântica foi violenta, ou que foi a mais violenta de todas, transmitir, também, que foi a única que implicou trabalhos penosos e degradantes, é uma óbvia falsificação dos factos. É extraordinário que Marta Araújo se insurja contra aquilo que designa por “apagamento de processos de violência” quando os manuais escolares abordam a expansão europeia para o mundo tropical, mas não se dê conta de que ela procede a um apagamento muito mais amplo quando anula ou não refere toda a violência de todas as outras formas de escravatura para além da transatlântica. Saberá Marta Araújo que os piratas barbarescos, por exemplo, terão capturado 1,25 milhões de cristãos nas costas da Europa, que depois venderam nos mercados do norte de África — Tunes, Argel, etc. — e que as condições de vida das pessoas assim escravizadas eram duríssimas? Saberá que quando a revolta de Espártaco foi esmagada os romanos crucificaram seis mil escravos ao longo da Via Ápia? Se isso não é violência então que nome lhe dá?

Por fim Marta Araújo congratula-se com o facto de os manuais escolares mais recentes já corresponderem melhor aos desejos da gente woke, mas nota que ainda subsistem neles “esquemas narrativos que podem contribuir para uma certa banalização do tema”. Marta Araújo gostaria que esses manuais se dissesse ou mostrasse uma suposta excepcionalidade da escravatura transatlântica que a tornaria diferente e pior do que todas as outras, e torce o nariz quando repara que, nos manuais escolares, “a escravização continua a ser explicada como uma necessidade económica da Expansão, ou seja, o contexto demográfico português carecia de mão de obra”. Também não gosta que se relacione a escravatura transatlântica com formas de servidão e de exploração do trabalho existentes em épocas anteriores. Ainda que não o escreva preto no branco é óbvio que Marta Araújo, perfeitamente em linha com a aberrante proposta aprovada na Assembleia-Geral da ONU em 25 de Março último, segundo a qual o tráfico transatlântico de escravos seria o mais grave crime contra a humanidade, concebe (e quer que se apresente) o sistema escravista transatlântico desenvolvido entre os séculos XV e XIX como algo único, nunca igualado na sua perversidade e nos seus malefícios, e nascido não de circunstancialismos económicos e demográficos, mas da maldade intrínseca dos portugueses e de outros povos europeus.

Ora é a este encadeado de asneiras, cegueiras e aldrabices que a actual e prestimosa direcção da Fundação Calouste Gulbenkian continua a dar palco e voz, num persistente esforço de difusão de ignorância histórica e de lavagem cerebral dos formandos. A Gulbenkian, que em 2024 já nos tinha dado a primeira dose desta receita e que no ano seguinte trouxe até Lisboa a exposição “Complexo Brasil” e a sanha acusatória de gente como a jornalista Eliane Brum — a tal que considera que “o que os homens portugueses começaram a fazer (no Brasil) tão logo colocaram as suas botas e seus corpos infetados no ventre de areia das praias, seus pénis sifilíticos nas vaginas das mulheres originárias, foi construir ruínas” —, prossegue a sua rota wokista em prol da chamada “descolonização” do ensino e do conhecimento. Tudo indica que quem dirige a Fundação acredita que isso será muito justo e benéfico e que não se dê conta — ou então que não se importe — de estar a patrocinar um chorrilho de erros e mentiras.»

Creio que podemos concluir, daquilo que João Pedro Marques escreveu, que anda por aí uma certa classe de gente tarada e mentalmente perturbada, que odeia o Ocidente e que está politicamente alinhada com a esquerda. Esta gente anda há anos a destilar ódio contra a Europa, o Ocidente, o seu passado e a sua cultura. Claro que a estas criaturas não interessa, o facto de ter sido precisamente o Ocidente e a filosofia de inspiração libertária/liberal, que levou à abolição da escravatura e à emancipação dos escravos. O que interessa, pelo contrário, a esta esquerda wokista é a disseminição da mentira e da história contada à maneira deles, que se resume em síntese a uma narrativa fraudulenta que coloca os europeus como os únicos culpados pela escravatura, criando até a ideia completamente estapafúrdia, de que só os europeus é que tiveram ou fizeram negócio com escravos ao longo da história. 

O que a esquerda wokista está a fazer é perigoso. É terrorismo social, que visa apenas atiçar ódios entre brancos e negros e criar um sentimento de culpa generalizado nos europeus, que os torne mais "maleáveis" às técnicas de manipulação de massas, que são empregues pelo Globalismo com o qual a esquerda wokista está completamente alinhada. 

O que vale é que as pessoas estão a abrir os olhos e cada vez menos alinham ou acreditam nestas patranhas que, diga-se de passagem, são produzidas em madrassas da esquerda como o Centro de Estudos Sociais (CES) de Coimbra, que é financiado com o dinheiro dos nossos impostos há décadas, para em troca só produzir teorias do esgoto e disseminar pseudo-intelectualidades.  

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

À atenção da malta das "assembleias populares"...


Andam por aí umas ditas "assembleias populares", feitas por malta ligada à esquerda marxista. Aqui há dias ouvia os berros de "fascismo nunca mais" na televisão, lá pelos lados do Rossio, associado ao sempre inevitável slogan do "povo unido, jamais será vencido". O resto é o blá, blá, blá a que já estamos habituados, com cravos e a palhaçada abrilex do costume, que já cheira a mofo (e muito charro...) e que há 52 anos mantém Portugal agrilhoado às políticas do atraso e da pobreza estrutural, sem fim à vista.  

A verdade é que esquerda que existe hoje em Portugal, não tem nada para oferecer ao País, a não ser mais atraso, mais miséria, mais corrupção e mais retrocesso civilizacional. 

Deixo, todavia, aqui e à atenção da malta das "assembleias populares", a reportagem que foi publicada no Daily Mail em 2012 e que mostra, com fotografias e boas descrições, como era o horror da prisão de Hohenschönhausen, em Berlim, que foi operada pela Stasi até 1990: 

https://www.dailymail.com/news/article-2235213/Cold-stark-images-Berlins-Stasi-prison-scene-unimaginable-horrors.html

Esta prisão era tão secreta que a sua localização durante a Guerra Fria, nem sequer surgia nos mapas oficiais e foi aqui que a Stasi, desenvolveu algumas das suas técnicas de interrogatório mais extremas. Muitos milhares de prisioneiros políticos, foram aqui detidos e torturados entre 1951 e 1989. É assim que acabam as tais "assembleias populares" de inspiração marxista/socialista, que andam por aí a ser branqueadas por luminárias do tipo Raquel Varela, Irene Pimentel e a "esquerda caviar" em peso, que já tem idade para ter juízo. 

Nós já tivemos uma amostra dos resultados directos desta insanidade revolucionária durante o PREC, que em apenas três anos arrasou a economia portuguesa, destruindo grande parte do tecido empresarial que tínhamos herdado do Estado Novo e dinamitando investimentos cruciais e estratégicos para o País, como a fábrica da Alfasud, um projecto industrial para montar automóveis da marca Alfa Romeo em Portugal, que Marcello Caetano já tinha aprovado secretamente em 1972 e que estava pronto para avançar. 

A esquerda já rebentou com Portugal nos idos de 74-77, voltaram a rebentar com o País com José Sócrates e de novo, repetiram a proeza com a Geringonça de António Costa, aliado ao PCP e BE. Creio que já chega. As evidências mostram que esta gente não é capaz de governar ou gerir seja o que for com responsabilidade e de cada vez que chegam ao poder, só fazem asneira e arrasam com o País. 

O terror de Estado foi a consequência directa de todas as revoluções marxistas, sendo que, não há um único exemplo histórico de uma revolução comunista no Mundo, que não tenha terminado com matança em massa, repressão, ditadura, campos de trabalhos forçados, censura e por fim, falência económica em toda a linha. 

A esquerda que anda por aí em "assembleias populares" e que defende fórmulas políticas do século XIX, que estão mais do que descredibilizadas, o que anda a fazer é a tentar vender "banha da cobra" aos mais ingénuos da sociedade. Estou cansado de ver tanta burrice e estupidez à solta. A sério, estou muito cansado disto.
 
 

Será o Brasil de Lula um verdadeiro Estado de direito democrático?...


48 horas depois de Lula e o Partido dos Trabalhadores venceram as presidenciais no Brasil, o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, viu o seu passaporte confiscado. De seguida, foi obrigado a fugir do País e a procurar asilo nos EUA, de forma a não sofrer o mesmo destino do pai, que já está a cumprir uma pena de 27 anos de prisão, por alegadamente ter tentado levar a cabo um golpe de Estado.

Ora, tudo isto seria aceitável e justificável, se o actual Presidente em exercício no Brasil e o partido que está no poder, não fossem eles próprios responsáveis pelos piores escândalos de corrupção da história do Brasil, como foi o caso do infame Mensalão, do Petrolão, do Caso Triplex e da Operação Lava Jato, entre muitos outros podres, a que Lula e os seus compagnons de route estão associados. 

Sejamos claros e directos: Lula da Silva é um criminoso que foi condenado a 12 anos de prisão em 2018, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sendo que, só não está ainda a cumprir pena atrás das grades, porque juízes simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT), estrategicamente instalados no Supremo Tribunal Federal, "cozinharam" um argumento jurídico-legal completamente descabido, de forma a declarar como nulo o julgamento e a consequente condenação de Lula. Foi graças a esta hábil manobra legal, engendrada pelo PT nos bastidores da justiça brasileira, que Lula saiu em liberdade, não foi por ele ter sido ilibado dos crimes gravíssimos pelos quais foi condenado ou por alguma vez ter conseguido provar a sua inocência. 

O PT de Lula da Silva é hoje um grupo de crime organizado, com tentáculos bem entranhados na sociedade e no Estado brasileiro, cúmplice dos cartéis do narcotráfico e corrupto até à medula. A família Bolsonaro está também imersa em escândalos de corrupção, não tenho dúvidas sobre isto e não tenho intenção de defender Bolsonaro. Todavia, o que está aqui em causa e isto tem de ficar muito claro, é o princípio da igualdade e da transparência legal num Estado de direito democrático. Lula nunca poderia ser libertado como foi, se o Estado de direito no Brasil não tivesse sido completamente subvertido pelo PT ao longo das últimas duas décadas. «Lula, o Metalúrgico», como a revista Playboy em tempos o descreveu, é um criminoso e deveria de estar a cumprir pena de prisão neste preciso momento, em lugar de estar a dirigir o Brasil. Se Jair Bolsonaro tem de cumprir a sua pena, então Lula também deveria de ser obrigado a cumprir pena, pelos crimes pelo qual foi condenado. Não pode haver excepções, nem privilegiados, caso contrário, é o Estado de direito e são as próprias instituições democráticas que ficam em causa e perdem credibilidade face à sociedade. 

Aquilo a que estamos a assistir hoje no Brasil, é à completa subversão das instituições democráticas e judiciais pelo PT, que após a vitória no domingo passado, está de forma revanchista a querer punir e humilhar o campo bolsonarista, esquecendo que 48,21% dos brasileiros, ou seja, praticamente metade do Brasil, votou em Bolsonaro. Isto só vai agravar as fracturas na sociedade brasileira e a divisão entre o Sul "bolsonarista" e o Norte "lulista". Não é assim que se une ou governa um País. 

É que a "escola" do Foro de São Paulo e o passado do PT não enganam: esta gente claramente estudou e aprendeu, com os exemplos da Venezuela e de Cuba, a subverter a democracia "de mansinho", através de métodos de manipulação, infiltração, chantagem, cooptação e lavagem cerebral, que foram desenvolvidos e aperfeiçoados na URSS pelo KGB e pela Stasi na Alemanha Oriental. A velha escola de subversão soviética, marxista-leninsta e por definição, anti-democrática e totalitária, está na génese do Partido dos Trabalhadores e de grande parte da esquerda mundial. A "ditadura" está-lhes no sangue e por isso é que quando esta gente chega ao poder, a tendência é sempre no sentido da repressão forçada da oposição, ou num sentido mais moderno e neomarxista, da "tolerância repressiva" em relação às forças da direita como advogava Herbert Marcuse. 

Neste momento e não tenho a menor dúvida em escrever isto, Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores são a maior ameaça à democracia e ao Estado de direito, que o Brasil irá enfrentar nos próximos quatro anos.  

A ignomínia que se está agora a passar na Terra de Vera Cruz, foi o que um certo José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, tentou em tempos fazer em Portugal, numa escala muito menor, mas com o mesmo objectivo: subverter as instituições democráticas, corromper a justiça e dominar a comunicação social, através da intimidação de jornalistas, como Manuela Moura Guedes, que foi ela própria perseguida pelo Partido Socialista de José Sócrates, por querer investigar e denunciar a podridão do regime. 

Esta presidência de Lula vai correr muito mal para o Brasil. Tal como já correu muito mal em Portugal com José Sócrates. Mas o povão não aprende e por isso é que vai sempre votando neste lixo. 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O único candidato realista


 

Foi um dos fundadores do Movimento Brasil Livre e é actualmente o líder do Partido Missão, que utiliza um jaguar como imagem de marca. Renan Santos foi para mim a única face decente e politicamente realista, que concorreu a estas presidenciais no Brasil. Tem ideias arrumadas, que são do domínio público e que foram publicadas no Livro Amarelo, é suficientemente convincente, não está ligado a cartéis criminosos, nem a escândalos de corrupção, nunca foi condenado por nada e tem uma costela bem portuguesa do lado paterno. 

Ao nível da política internacional, tem um plano, uma visão de futuro e um pensamento estruturado sobre o Brasil e o seu lugar no Mundo. Renan Santos teria sido também a melhor opção de uma perspectiva da defesa dos interesses de Portugal e da CPLP no Mundo. Infelizmente, porém, foi ignominiosamente censurado e afastado dos debates desta corrida eleitoral, de forma a favorecer a concentração de votos nos candidatos do "sistema", Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Como sempre, a esquerda e a direita portuguesas foram mais uma vez atrás da bandidagem, da contrafacção, do barulhento e do histriónico e por isso, desconhecem completamente Renan Santos, pois, para a generalidade da nossa classe política vendida ao "sistema", o que importa é um demagogo aos berros a prometer "banha da cobra" às massas ululantes e a dizer inanidades. 

Nestas presidenciais, Renan Santos conseguiu obter 2,24% dos votos, tendo ficado em quarto lugar no 1º turno. Se eu fosse brasileiro, teria votado muito provavelmente em Renan Santos, o único candidato verdadeiramente realista, pragmático e honesto quanto baste, que se apresentou a estas eleições presidenciais no Brasil.

 
 

É uma delícia...🌈🤡🍿

 
... no Brasil, à semelhança de Portugal, as massas acéfalas só têm aquilo que merecem e aquilo que pedem nas eleições. Ontem, para variar, tiveram a opção de poder escolher entre dois corruptos. O corrupto Lula da Silva e o corrupto Flávio Bolsonaro. Escolheram o corrupto com nome de cefalópode. Agora divirtam-se. Vão ser quatro anos de maravilhosa prosperidade socialista, narcoterrorismo e Wokismo delirante fora de controlo. 
 
Entretanto, esta manhã as acções das empresas brasileiras já começaram "a derreter" em Nova Iorque e o real brasileiro já afundou 10%. Isto desta vez promete. A utopia está a ser construída camaradas. ✊ 
 

domingo, 25 de outubro de 2026

Tá quietinho ou levas no focinho...

 
A ironia de tudo isto, é que os manifestantes que se queixam de hoje ter sido violentamente reprimidos pelo Estado, são os mesmos manifestantes, maioritariamente ligados à esquerda, que querem que o Estado tenha mais poderes e capacidade para "intervir".

Não é possível "ter Sol na eira e chuva no nabal"... se vocês querem um Estado, capaz de intervir em tudo e de vos dar «uma vida plena», como acabo de ouvir um manifestante de esquerda dizer na CNN, então depois não chorem, quando esse mesmo Estado decidir carregar em cima de vocês com todo o seu poder arbitrário. 

O resultado do Estatismo é isto e será sempre isto: violência, repressão, tortura, homicídio, censura e perseguição. 

As pessoas, tanto à esquerda, como à direita, que defendem o Estatismo como solução para todos os nossos problemas, pura e simplesmente, não têm noção de que o Estado tem sido sempre do ponto de vista histórico o maior opressor e assassino. Dar mais poderes ao Estado, é literalmente estar a colocar "a raposa a tomar conta do galinheiro". Isto porque o Estado é gerido por pessoas e as pessoas, tal como dita a natureza humana, são moral e eticamente falíveis.

Há uma crença quase "sobrenatural" nas hostes socialistas/marxistas, mas também em muitos nacionalistas e pessoas de direita, sobre as capacidades "mágicas" do Estado para resolver os nossos problemas. Ora, esta gente esquece ou ignora, que precisamente devido ao facto de o ser humano ser moral e eticamente falível, estes Estados poderosíssimos com que deliram, acabam por se transformar justamente na maior ameaça ao nosso bem-estar e à nossa Liberdade, sendo que têm todos a sua origem conceptual na Revolução Francesa de 1789 e no Terror que se lhe seguiu. 

Socialismo, Nazismo, Comunismo e Fascismo, são tudo "farinha do mesmo saco" totalitário. Estas doutrinas revolucionárias, têm todas a mesma génese ideológico-filosófica e partem todas da mesma premissa, ou seja, a de que há um determinismo histórico hegeliano que as impele, que justifica a violência, o terror e a repressão em massa, praticada pelo Estado, de forma a atingir um bem maior, uma utopia futura imaginária. É esta crença num futuro idealizado e historicamente determinado que justifica tudo - na óptica destas doutrinas totalitárias - que gerou os fanatismos tresloucados que descambaram depois em coisas como o holocausto, o terror vermelho e o horror das câmaras de tortura da Stasi na República Democrática Alemã.

Toda a conversa das forças políticas, sejam elas de esquerda ou de direita, que querem mais Estado e que prometem que "vão ser boazinhas", se as deixarem construir o tal Estado com poderes reforçados e arbitrários, violadores das liberdades individuais, é conversa para enganar tolos. Estas forças se chegarem ao poder, sejam elas de que cor forem, o que vão fazer é instalar-se confortavelmente, criar um aparelho repressivo muito pior do que aquele que existe hoje e de seguida, vão usar esse mesmo aparelho repressivo para se manterem no poder, à semelhança daquilo que qualquer nova elite ou aristocracia faz quando toma conta do aparelho estatal. Tal como disse Pierre Vergniaud em 1793, «a revolução devora os seus próprios filhos»... As pilhas de cadáveres produzidas pelos totalitarismos revolucionários do século XX são a prova disto mesmo. 

Os manifestantes que andam nas ruas a berrar contra o custo de vida e a exigir mais Estado - Estado esse que depois lhes vai dar com o bastão no lombo - deveriam de ter noção de que o principal culpado pela actual crise de habitação em Portugal, é precisamente o Estado português. Foi o Estado que criou este problema quando deixou entrar um milhão e meio de estrangeiros no País, quadruplicando a população imigrante em Portugal em apenas sete anos. Foi o Estado que criou o problema com os Planos Directores Municipais (PDM's) completamente ridículos e toda a burocracia e legislação, que sufoca a construção civil em Portugal. É o Estado que depois agrava o problema com a pesadíssima carga fiscal e todas as taxas e taxinhas, com que somos diariamente esmifrados. O Estado e a nova aristocracia que se instalou no seio do mesmo, após a Abrilada de 74, são os principais responsáveis por todo o atraso e o ciclo de empobrecimento crónico, em que Portugal está preso há décadas. 

Portugal nunca se vai desenvolver a sério, enquanto continuar agrilhoado à mentalidade Estatista e continuarmos a ter como "alternativa" política ao sistema, partidos políticos cuja única coisa que propõem em linhas gerais, é a repetição da asneira que tem sido praticada ao longo dos últimos 52 anos, ou seja, mais Estado, mais Estado e ainda mais Estado. Assim de repente, veio-me à cabeça este famoso clássico de 1982:
 
 

sábado, 24 de outubro de 2026

A receita "mágica" de uma certa esquerda para resolver a crise de habitação

  
 

Podem ver no video acima, uma simulação simplificada, muito fácil de entender para os mais leigos, sobre os resultados das políticas que uma certa esquerda propõe e advoga, como solução para a crise de habitação. A receita "mágica", basicamente, é a seguinte: 

  1. As rendas estão caras, então o Socialismo impõe o tabelamento das rendas, colocando, vamos supor, um tecto máximo de 500 euros às rendas. 
  2.  Com o novo preço fixado num máximo de 500 euros, dispara o número de pessoas que podem agora arrendar casa, o problema é que não há casas suficientes para todos e portanto, dezenas ou centenas de milhares, ficariam automaticamente excluídos de conseguir arrendar casa, mesmo podendo pagar os tais 500 euros. 
  3. Como há poucas casas, o Socialismo decide então construir novas casas. A solução parece perfeita, mas há um problema, que é a falta de capital da parte do Estado, para construir a quantidade de casas necessárias num curto espaço de tempo. 
  4. O Socialismo, na sua infinita sabedoria revolucionária, decide então "sacar" o dinheiro aos ricos, para investir na construção de novas habitações. Milionários, bilionários, banqueiros, grandes proprietários, empresários, as grandes fortunas, é tudo expropriado para bem do povo. 
  5. Agora o Socialismo acaba de criar um novo problema, pois assim que começa a expropriar fortunas, dá-se a inevitável fuga de empresas e capitais para o estrangeiro, à semelhança do que já aconteceu em Portugal durante o PREC. Desprovido agora destes rendimentos, o Estado não tem forma de fazer habitação pública e o sector privado, arrasado pelas reformas socialistas, também já não vai construir casas. 
  6. Perante esta situação, o Socialismo recorre então à expropriação forçada de casas. Todos aqueles que têm mais de uma casa, são alvo desta medida e vêem as suas casas expropriadas. Isto também não vai resolver a crise, pois as casas que podem ser expropriadas, apenas seriam suficientes para cobrir uma percentagem reduzida das reais necessidades de habitação.
  7. Chegamos então assim à utopia socialista: não há capital, não há empresários, não há ricos, não há empresas de construção privadas, sendo que fugiram todos do País e entretanto, continua a não haver casas e cada vez haverá menos e piores. Qualquer semelhança com o que se passa em Cuba ou na Venezuela não é mera coincidência. 

A esmagadora maioria das pessoas que defendem políticas ditas "de esquerda", de cariz marxista/socialista, não percebem rigorosamente nada sobre economia e gestão, por isso é que o resultado desta gente no poder tem sido sempre um desastre em toda a linha. 

Na URSS, Lenine viu-se forçado logo a seguir à Revolução Russa, a recorrer ao Capitalismo com a Nova Política Económica (NEP), para conseguir salvar o Socialismo. Estaline fez obra, mas convenhamos que foi em grande parte à custa de mão-de-obra escrava, deportações forçadas de milhões, gulags e terror em massa. Os próprios russos, que viveram no "paraíso" soviético, não querem maioritariamente este sistema de volta e a prova disso mesmo, é que nas recentes eleições presidenciais na Rússia, o Partido Comunista teve apenas 13,67% dos votos, o que significa, colocado em perspectiva, que 86,33% dos russos não querem o regresso da União Soviética ou do sistema Comunista. 

Os chineses seguiram o mesmo caminho da URSS até aos anos 1980, altura em que um certo Deng Xiaoping percebeu o desastre para onde a China estava a caminhar a passos largos e decidiu "meter o Socialismo na gaveta", reformando radicalmente a China, criando zonas económicas especiais e colocando o mercado livre e o Capitalismo ao serviço do povo chinês. O resultado desta política chinesa, está hoje bem à vista de todos. A China é uma superpotência mundial, transformou-se na "fábrica do Mundo" e é hoje uma das principais líderes mundiais ao nível da inovação tecnológica. A URSS, pelo contrário, como não se reformou, nem se quis reformar seriamente, apodreceu gradualmente até que colapsou e desapareceu. 

O Socialismo é um projecto económico falhado. Nunca funcionou, nem vai funcionar e a história demonstra perfeitamente bem, que todas as tentativas de construir uma sociedade socialista de inspiração marxista, acabam em desastre e banho de sangue. Não há volta a dar a isto. 

Ainda as "acampadas", como é que chegámos ao que chegámos e a derrocada histórica de Portugal

 
 

O historiador Rui Ramos, ontem no Observador foi directo ao ponto:

«Em Portugal, PCP e BE tentaram importar a insurreição francesa, embora a pretexto do tema espanhol da habitação. Faltam-lhes os subúrbios jihadistas de França, e por isso tiveram de poupar na violência. De resto, seguiram a velha receita leninista de criar um poder paralelo. Vimos assim os sovietes montados nas praças a exigir serem reconhecidos como pares e interlocutores de câmaras municipais democraticamente eleitas. Como se uma tenda no Rossio valesse tanto ou mais do que um voto.

Não terá sido um grande sucesso, mas serviu para constatar uma coisa: o desarmamento intelectual e político do regime. A imprensa, com poucas excepções, adoptou sem cuidado a linguagem dos activistas. Chamou “assembleia popular” às poucas centenas de profissionais de todas as manifestações, e tratou como genuína a preocupação pelo “direito à habitação” de quem, para defender esse direito, ergue bandeiras da Palestina. Rapidamente, a reportagem, a notícia e o comentário se focaram na acção policial, deixando-se encaixar na táctica destas movimentações, que é provocar a polícia e suscitar o que possa ser depois apresentado como “repressão” e motivo de mais revolta.

A polícia fez o que lhe competia num Estado de direito, mas os políticos não. A escassez e carestia da habitação nas maiores cidades sente-se desde a geringonça. Nesse tempo, porém, com PS, PCP e BE no poder, não era problema: é agora apenas porque já não são eles que lá estão. O PS, sem vergonha, fingiu ouvir a “voz do povo” no Rossio e atribuiu todas as dificuldades aos dois anos de “governação da direita”. À direita, ninguém mostrou capacidade para não se deixar condicionar. A gente do governo, cheia de medo de parecer socialmente “insensível” ou “fascista”, enalteceu a justeza da “causa”, e homenageou o “direito à manifestação”. O presidente da câmara de Lisboa declarou “solidariedade total” com os manifestantes; o do Porto dispôs-se a recebê-los. Apenas lhes pediram o favor de não acamparem. O Chega vacilou sobre a “lei das rendas”, parecendo mais uma vez, como na reforma laboral, confundir a opinião pública com as convulsões de rua da extrema-esquerda. A Iniciativa Liberal resolveu fazer de presidente da república e convidar os partidos para uma reunião. Todos pareceram muito inseguros. Já não confiam nas suas próprias ideias? Já não sentem que a democracia lhes dê autoridade?»

Tal como eu escrevi há dias, as manifestações que estão a ocorrer agora contra a crise de habitação em Portugal, nada têm de espontâneo ou de "orgânico". Pelo contrário, isto é tudo uma manobra política orquestrada nos bastidores pela esquerda radical, que está completamente desesperada face às sondagens arrasadoras e às derrotas eleitorais sucessivas, que estão a sofrer há vários anos, tanto em Portugal, como um pouco por toda a Europa. 

O que eu tenho a dizer, essencialmente, sobre tudo isto, é que considero que não é no Rossio que devem de andar a fazer "acampadas", a cometer actos de vandalismo e a colar cartazes, mas sim, em frente às sedes do PS, PSD, CDS-PP, PCP, BE e do Grande Oriente Lusitano, que são os principais responsáveis por termos chegado a este ponto em Portugal. 

O povo português decidiu passar os últimos 52 anos a eleger e a dar legitimidade a traidores à Pátria, oportunistas, vendidos, demagogos, vigaristas, mentirosos, bandalhos, corruptos, tarados, pedófilos, incompetentes, borregos e ignorantes. Foi este o tipo de tralha, em linhas gerais, que escolheram para nos governar colectivamente e para gerir o nosso destino comum ao longo das últimas cinco décadas. Agora bem que podem "limpar as mãos à parede", que o mal já está feito e vai levar décadas a reverter, se é que isto ainda tem reversão possível... 

E se ainda não perceberam porque é que estamos como estamos e como é que chegámos ao que chegámos, então leiam a obra 25 de Abril: Episódio do Projecto Global, de Fernando Pacheco de Amorim, que foi publicada em 1996. Deixo aqui este excerto da obra, que nos elucida bem sobre os verdadeiros motivos e a sinistra conspiração internacional - urdida tanto por soviéticos, como por americanos - que esteve por detrás da derrocada monumental de Portugal, nos idos de 74-75:

«O Senhor Dr. Freire Antunes, muito recentemente, em artigo publicado no jornal Diário de Notícias, diz-nos que, segundo René Pélissier, investigador da História Angolana, "a UPA não tinha, em 1961, uma estratégia nacional, mas uma estratégia meramente tribal para os povos de Bacong e Dembos".

Não nos diz o Senhor Dr. Antunes, nem o Senhor Pélissier, quem financiou este grupo terrorista, mas sabem, com certeza, que foi especialmente a Fundação Ford sob o alto patrocínio dessa sinistra figura que foi a Senhora Eleanora Roosevelt, a mulher do Presidente que entregou metade da Europa ao goulag soviético.

A partir de todos estes auxílios e após muitos anos de luta armada sem conseguirem os seus objectivos - os grupos terroristas estavam na iminência de depor as armas - compreenderam que só com uma acção em Lisboa, conseguiriam alcançá-los.

A dificuldade, porém, com que tinham deparado, noutras tentativas fracassadas, era a de não terem encontrado, nem terem conseguido promover, um descontentamento, que é sempre o ponto de partida para qualquer acção de subversão política. Tinham tentado criá-lo, várias vezes, ao longo de anos, mas sem êxito. O aproveitamento do descontentamento entre os oficiais veio dar-lhes a oportunidade de, a partir dele, conseguirem em Lisboa o que não tinham conseguido com o terrorismo no Ultramar.

[...] As Forças Armadas, por outro lado, estavam na sua quase totalidade, nos territórios ultramarinos. Na Metrópole estavam sobretudo generais na Reserva, oficiais instrutores e recrutas.

Vejamos o que nos diz um órgão da imprensa estrangeira, sobre esta franja não operacional das Forças Armadas.

"Resta apenas o problema da NATO: Spínola promove o contacto com o próprio Secretário da Nato, Joseph Luns, [através] de um dos seus amigos da Finança - o Director dos Estaleiros Navais Portugueses, Lisnave, Thorsten Anderson - que participa em Megève, França (de 19 a 21 de Abril) numa misteriosa reunião de importantes homens da política, da diplomacia e do mundo dos negócios internacionais reunidos num igualmente misterioso clube: o Clube de Bilderberg.

De 19 a 21 de Abril, Megève é zona vigiada pela polícia francesa como se o visitante fosse um Chefe de Estado. De facto, no Hotel Mont Arbois, propriedade de Edmond Rothschild, reúne-se a flor e a nata da política e das Finanças ocidentais. A reunião é discreta, à porta fechada: os jornalistas não falarão dela; mas é ali que será decidido o destino do mundo ocidental. Desde 1954, e do dia da primeira reunião no Hotel Bilderberg, na cidade holandesa de Oosterbeek, sob a presidência do Príncipe Bernardo da Holanda, que os homens mais influentes do Ocidente se reúnem anualmente para estudar a situação 'política e financeira e estudar ou aprovar programas para o futuro'.

Bastam os nomes dos participantes daquele ano na reunião do Clube para que possa compreender-se a sua importância. São os seguintes: Nelson Rockefeller, Governador do Estado de Nova York; Frederick Dant, Secretário Norte-Americano do Comércio; General Andrew Goodpaster, Comandante das Forças Aliadas na Europa; Denis Healey, Ministro da Fazenda inglês; Joseph Luns, Secretário Geral da NATO; Richard Foren, Presidente da General Electric na Europa; Helmut Schmidt, Ministro da Fazenda alemão, actualmente chanceler, após a demissão de Brandt; Franz Joseph Strauss, definido como homem de negócios alemão; Joseph Abs, Presidente do Deutsche Bank; Guido Carli, Governador do Banco de Itália; Giovanni Agnelli, Presidente da Fiat; Eugénio Cefis, Presidente da Montedison e além destes Thorsten Anderson, homem de negócios português que sonda Joseph Luns sobre as possíveis reacções da NATO perante a possível mudança de regime em Lisboa.

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Mortadelas, coxinhas, a "democracia" e as presidenciais no Brasil

 
 

Assisti há dias ao debate entre Lula e Bolsonaro e a sensação com que fiquei, foi a de que estava a assistir, literalmente, a uma discussão entre bêbados, que debatiam qual dos dois é o "maior ladrão" e o que "rouba mais". Perdi até a conta ao número de vezes que ouvi repetir as expressões "bandido", "segurança", "estuprador", "pedófilo", "marginal", "roubar", "crimes", "conta bancária" e "celular" neste debate. 

O Brasil é isto e infelizmente, parece não haver nada a fazer. De um lado temos o candidato da "esquerda mortadela" com voz de cachaça, Luís Inácio Lula da Silva, um octogenário que já esteve preso por corrupção e que representa uma esquerda que já cheira a mofo e que está completamente ultrapassada, no tempo e nas ideias. Isto é basicamente a versão brasileira dos "amanhãs a cantar" com cravos vermelhos que temos em Portugal, com toda a iconografia antiquada e os slogans gastos, em que já ninguém acredita seriamente, com excepção dos fanáticos do costume. 

Do outro lado temos Flávio Nantes Bolsonaro, o candidato da "direita coxinha", um milionário que é oriundo de uma família que se destacou por ter comprado mais de 50 imóveis em dinheiro vivo. Convenhamos que isto não é normal e ninguém compra uma casa em dinheiro vivo, muito menos 50 casas... A família Bolsonaro está imersa em toda a espécie de escândalos de corrupção, que não ficam atrás dos da "petralhada" e creio eu, só não tiveram ainda a mesma dimensão do infame Escândalo do Mensalão e da Operação Lava Jato, porque Bolsonaro não tem raízes tão profundas e entranhadas na sociedade brasileira, como as do PT de Lula da Silva. 

Que não hajam aqui ilusões e sejamos claros: nem Lula, nem Bolsonaro vão "salvar" o Brasil, ou representam algum tipo de solução real para os problemas do Brasil. 

A corrupção que grassa na política e sociedade brasileira, mais o crime selvagem provocado pelo narcotráfico e agravado pela pobreza e a falta de educação real, é o resultado directo do sistema político que se criou no Brasil, após o fim do regime militar em 1985. A "democracia" no Brasil, na prática é hoje uma kakistocracia plutocrata, onde quem manda é a pior escória da sociedade e quem tem mais dinheiro para fazer campanhas eleitorais, comprar votos e lavar cérebros com o auxílio dos media. O sistema político brasileiro, à semelhança do que acontece em praticamente todas as democracias do Ocidente, é altamente permeável à corrupção e por isso mesmo, falível em toda a linha. O mal começa nos partidos políticos que se transformaram num autêntico "cancro" social e cuja orgânica, atrai o tipo de gente mais imoral e sem escrúpulos que existe na sociedade. Os partidos políticos são, não tenho a menor dúvida, o sítio onde começam todos os males e toda a doença degenerativa, que depois vai corroendo e desgastando os sistemas "democráticos" de dentro para fora. 

De resto, a segunda volta das presidenciais do Brasil, que se realiza no próximo domingo, vai ser mais um espectáculo degradante que promete, ganhe quem ganhar. Vai haver muito "rasgar de vestes", muito drama e muito choro. Pessoalmente, a ter de optar entre Lula e Bolsonaro, venho o Diabo e escolha... acho que votava em branco e preferia antes correr o risco de morrer de enfarte, depois de comer um quilo da famosa batata do Marechal Hermes:  

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

As "acampadas" e o estertor da morte da esquerda radical

 

Anda por aí um movimento de profunda indignação em relação aos preços das casas em Portugal. É legitimo. As pessoas têm o direito a estar indignadas com o estado a que isto chegou neste "jardim à beira-mar plantado", onde o valor por metro quadrado da habitação, é hoje superior ao que é praticado em Berlim, Madrid ou Milão.

Escusado será dizer que não é admissível que num País onde o salário mínimo são uns míseros 920 euros brutos, a habitação esteja aos valores a que está. A situação a que chegámos é escabrosa, obscena, criminosa e revela apenas, mais uma vez, a total irresponsabilidade, incompetência e falta de preparação da classe política que nos governou ao longo das últimas décadas. 

É que isto não aconteceu ao acaso, nem por acidente, bem pelo contrário, a actual crise de habitação em Portugal é o resultado de décadas de más políticas e más decisões, que resultaram na tragédia que agora está à vista de todos e que está a massacrar as novas gerações, que se vêem impossibilitadas de ter um futuro com dignidade e constituir família, tudo isto num País em que a natalidade já é das mais baixas do Mundo. 

As causas da crise de habitação são várias e todos os partidos do "arco do poder" têm as mãos sujas, sendo que não há aqui inocentes. Tão culpada é a direita liberal que patrocinou vistos gold e a especulação imobiliária selvagem, como a esquerda que abriu as portas à insanidade da imigração descontrolada. Pelo meio, podemos somar a isto um País atolado em Planos Directores Municipais anacrónicos e completamente desfasados da realidade, que só atrasam o desenvolvimento do País. 

A incapacidade dos partidos do regime em industrializarem efectivamente o País nas últimas décadas, é outra grande responsável indirecta pela crise de habitação. Portugal é o País mais pobre da Europa Ocidental e não consegue escapar, nem vai conseguir escapar a esta maldição, enquanto não se desenvolver a sério em termos de indústria, pois apenas isso é que produz verdadeira riqueza. Se olharmos para os países mais desenvolvidos e/ou em desenvolvimento no Mundo, constatamos que apenas a indústria e principalmente, a indústria de alta tecnologia e de produção de maquinaria de todo o tipo, é que realmente traz prosperidade e desenvolvimento sem paralelo. Não é o turismo, nem o sector dos serviços, nem sequer a agricultura ou a pesca. Estes sectores são complementos importantes para a economia, quando devidamente explorados, todavia, a indústria deve ser sempre a principal aposta e prioridade. 

Ora, em Portugal e desde 1974, nunca houve uma política de industrialização do País pensada a longo prazo, para os próximos 20, 30 ou 50 anos, como deve ser. O que temos tido, ao invés, são políticas de "vistas curtas", pensadas apenas para os próximos 4 ou 5 anos, de forma a que os partidos possam ganhar o próximo ciclo eleitoral e mais nada. Este é um dos maiores problemas do modelo da democracia dos partidos, como o que temos em Portugal, ou seja, o de se cair naturalmente na tentação de servir apenas os interesses do partido A, B ou C e não os interesses reais e efectivos do País, que só podem ser devidamente defendidos, com políticas pensadas a longo e muito longo prazo. Claro que esta "brincadeira", vai necessariamente terminar no dia em que acabarem os fundos da UE, que é o que tem sustentado todo o circo da Terceira República ao longo dos últimos 52 anos... depois não sei, talvez a situação acabe com outro 28 de Maio de 1926, que coloque fim à República das Bananas em que nos transformámos...

Não me espanta, portanto, os protestos, o que me espanta, isso sim, é o facto de a esquerda representada pelo PCP e o BE, aparentemente, só ter acordado agora para isto, conforme noticia o Observador:

«[...]

O Observador foi olhar para a liderança dos principais movimentos pelo direito à habitação e — entre muitas plataformas inorgânicas, estruturas horizontais e organizações mais ou menos organizadas — é possível verificar que os protagonistas são, de facto, militantes, dirigentes ou antigos candidatos de Bloco de Esquerda e PCP. Apesar de a esmagadora maioria dos movimentos não divulgar nos respetivos sites a composição dos órgãos sociais ou a composição da coordenação, os dois partidos não escondem a ligação aos movimentos e até se têm feito representar ao mais alto nível nos protestos. Os organizadores do movimento garantem, no entanto, ao Observador que não recebem financiamento partidário e que, apenas ocasionalmente, pedem apoio a autarquias locais.»

É que eu, que por acaso não tenho memória curta, tenho registo de que esta crise começou já em 2016, em pleno governo da Geringonça, quando os preços da habitação começaram a disparar em Lisboa. O PCP e o BE, estavam na altura "enrolados" com o PS e não me recordo de ver indignação, nem manifestações, nem "acampadas". Recordo-me também, de como o PS, PCP e BE, de forma absolutamente criminosa, escancararam as fronteiras do País à imigração completamente descontrolada, permitindo toda a espécie de esquemas de tráfico humano, colocando em causa a segurança nacional e levando a que a população estrangeira em Portugal, tivesse quadruplicado entre 2017 e 2025, passando de 421 mil pessoas, para um total de 1,5 milhões de pessoas! 

Obviamente e como não podia deixar de ser, esta entrada abupta e completamente desregrada de estrangeiros em Portugal, só contribuiu para agravar e muito os problemas de habitação, para além de ter também colocado em stress agudo o Serviço Nacional de Saúde, que está agora rebentado e a caminho da falência sistémica, se nada entretanto mudar. 

Portanto, a mim, parece-me que apesar de serem inteiramente legítimos os protestos pela habitação, há também aqui um certo "Cavalo de Troia" do PCP e do BE, que estão desesperados, sendo que estão em vias de extinção em termos políticos e a entrar naquilo que podemos considerar, como sendo o "estertor da morte" da esquerda radical em Portugal. 

É que os números não enganam... A última sondagem da Aximage, realizada este mês, dava 1,8% de intenção de voto ao PCP e 1,7% ao Bloco de Esquerda, colocando simultaneamente o Chega como vencedor com 30,7% das intenções de voto, se as legislativas fossem agora. Creio que estes números, que são absolutamente devastadores para a esquerda, explicam porque é que duas semanas depois, passámos a ter as "acampadas" e manifestações "orgânicas", que apenas por "mera coincidência", são lideradas por pessoas que estão todas directa ou indirectamente ligadas ao PCP e ao BE. 

A esquerda está desesperada e tem razão para estar. Por todo o Ocidente o que vemos é que a esquerda de viés marxista/socialista/social-democrata está a ser arrasada nas urnas e a perder popularidade junto dos eleitorados a um ritmo estonteante. Os motivos para isto são, principalmente, o facto de as esquerdas ocidentais terem nas últimas décadas optado por seguir o caminho suicida da adesão ao Wokismo e a fórmulas neomarxistas, completamente estrambólicas e desligadas da realidade. As teorias e a obsessão com a imigração, as dezenas de "géneros" e as "pessoas racializadas", são o espelho desta nova esquerda. O constante ataque às identidades nacionais do Ocidente, ao "homem branco" e à história que a esquerda quer reescrever à sua maneira, associada à constante auto-flagelação pelo passado colectivo, alienaram grande parte do eleitorado da esquerda. 

Como eu ouvia um certo camionista, que se tornou famoso por fazer videos no youtube, dizer aqui há uns dias: «a esquerda só se preocupa com os imigrantes e está-se a cagar para os nacionais». Isto, gostem ou não, é o que grande parte das pessoas hoje pensam. Basta ligar-se a televisão ou ir aos websites da esquerda, para se constatar que não há ali uma mínima consideração pelas preocupações do povo real. Não vejo a esquerda falar de segurança e crime, que é uma das maiores preocupações dos portugueses. Nem apresentar qualquer plano realista para desenvolver a economia do País. A esquerda também não admite qualquer erro no que diz respeito a política de imigração, o que só revela como não aprenderam nada com o que fizeram a partir de 2016 e que, portanto, não estão minimamente aptos para governar seja o que for. 

Por fim, é preciso ter-se em conta que o registo histórico da esquerda em Portugal, é bastante negro no que a governação diz respeito. Só o Partido Socialista, desde 1974, já levou o País à bancarrota por três vezes, obrigando a sucessivas intervenções do FMI. 

Quanto à esquerda mais radical que é representada pelo PCP e o BE, esta só teve algum poder por duas vezes nos últimos 52 anos e também só fez asneiras que estamos hoje todos a pagar. A primeira vez foi logo nos idos de 74-75, ainda não existia o BE, mas existia o PCTP/MRPP de Arnaldo Matos e foi este partido, em conjunto com o PCP, que mais lutou em prol da "descolonização exemplar", de forma a fazer com que as províncias ultramarinas caíssem na órbita soviética. Nunca houve qualquer intenção de se realizar eleições democráticas ou qualquer referendo em Angola, Moçambique ou na Guiné. O que a esquerda da altura queria, de forma não confessada, era o colapso puro e simples da presença portuguesa em África, o mais rapidamente possível, de forma a que o Ultramar caísse na órbita soviética ou chinesa. O resultado deste crime, que configurou a maior traição à Pátria da história de Portugal, foi uma limpeza étnica da população branca em África, seguida por décadas de guerra civil em Angola e Moçambique e mais de dois milhões de mortos e feridos. Podemos incluir nesta "obra", o completo abandono de Timor e do seu povo à sua sorte e da Guiné Portuguesa, que foi reduzida a um completo Estado-falhado. Pelo caminho e no meio da loucura, só não deram também a "independência" aos Açores e à Madeira porque não calhou ou porque Moscovo já não fez essa exigência, como contrapartida para continuar a financiar o PCP... 

A segunda vez que a esquerda radical teve poder em Portugal, foi em 2015, quando António Costa formou a Geringonça com o PCP e o BE. O resultado deste desastre é hoje por demais conhecido, estamos a senti-lo na pele e vamos pagá-lo com "língua de palmo", sendo que está a ser continuado pelo PSD de Montenegro, que pouco ou nada tem feito para alterar o rumo que o País tomou nos últimos onze anos.  

A esquerda radical está, portanto, de parabéns e se ainda não percebeu porque é que mais de 95% dos portugueses a rejeitam nas urnas, então leiam de novo o que eu escrevi acima e talvez entendam... 

Advinham-se dias negros para a esquerda e esta só tem que se culpar a si própria pelo buraco em que se enfiou e de onde, muito dificilmente, conseguirá sair.