quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Ângelo Kawendimba: «O colonialista português que esteve em Angola 500 anos a nos colonizar, fez um trabalho excelente»

 
 

Ângelo Kawendimba, sem papas na língua, diz a verdade que muitos em Portugal ignoram ou fingem não saber. O processo da descolonização portuguesa, foi um imenso crime que levou ao abandono de milhões de pretos em África, que eram mais portugueses e patriotas do que muitos brancos. As novas gerações não sabem o que por lá se passou, nem têm a mínima noção de coisíssima nenhuma, pois desde o dia 25 de Abril de 1974, o sistema de ensino passou a ser saneado em favor da narrativa da esquerda, que passou a dominar o discurso corrente sobre o que foi o Colonialismo e o Império. 

Esta foto de tropas do Exército Português em África em 1972, resume tudo:
 

 

Isto, meus caros, era o que tornava o Império Português único no Mundo. As Forças Armadas de Portugal eram compostas por militares de todas as cores, unidos em torno da mesma bandeira. O Lusotropicalismo não era um mito, mas uma realidade prática. Os  governantes pós-25 de Abril trocaram isto pelas fantasias da CEE/UE, porém, esqueceram-se de que nós não temos nada a ver em termos de mentalidade ou carácter com alemães, franceses, belgas ou holandeses. Com a maioria dos habitantes da Europa de Leste, ainda temos menos a ver... e é por isso que a UE no longo prazo está completamente condenada ao fracasso, pois ninguém na Europa vai combater pela UE ou "dar a vida" por uma guerra em defesa da UE. A UE não passa de um projeto de secretaria hedonista que só vai continuar a funcionar enquanto houver subsídios para distribuir. 
 
O português tinha uma forma única de ser e estar no Mundo até 1974 e isto era a inveja das grandes potências, tanto que não descansaram enquanto não nos reduziram geograficamente às fronteiras medievais. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ceuta

O caos migratório que se tem verificado em Ceuta nos últimos dias, não é fruto do acaso e ao que tudo indica, tem uma certa "mão invisível" por detrás. Vejamos, o senhor muito bem vestido da foto abaixo é o atual Rei de Marrocos, Mohammed VI:
 

 

O Rei Mohammed VI, conhecido também como «o Rei ausente», não é um tirano qualquer, ele é o Rei mais rico de África e alegadamente, será a quinta pessoa mais rica do continente africano. Diz-se que tem o hábito de passar longas temporadas a viver num sumptuoso palácio em Paris, o que explica na perfeição o cognome que o próprio povo marroquino lhe deu. 

Mohammed VI é mais um sátrapa corrupto ao estilo do Terceiro Mundo, que vive a banhar-se no luxo e na opulência. É também um lacaio e protegido dos EUA e de Israel. Trata-se de uma figurinha repugnante. 

Agora vejam isto que Angelo Giuliano publicou no dia 1 de Agosto na sua conta da rede X:

https://x.com/angeloinchina/status/2083643594011791590

Conseguem perceber?... As peças do "puzzle" encaixam todas na perfeição... mais uma vez os migrantes estão a ser usados como uma arma geopolítica pelos anglo-sionistas. Israel tem contas por acertar com o governo de Pedro Sánchez por causa do apoio deste à causa palestiniana e está a usar Marrocos para fazer o trabalho sujo. Abundam na net os videos em que se pode ver as autoridades marroquinas a facilitarem o transporte e a passagem de milhares de homens em direção a Ceuta, o que torna o governo de Marrocos inteiramente cúmplice de tudo o que se está a passar. 

Em simultâneo com o assalto lançado contra Ceuta, de forma concertada começaram também os ataques violentos contra o governo de Pedro Sánchez por parte da direita sionista que temos na UE. Manfred Weber, Georgia Meloni, André Ventura, Alice Wiedel e Jordan Bardella, não tardaram todos a dar início à ofensiva contra o governo espanhol. A forma como estes líderes reagiram de forma muito organizada e bem preparada, só por si demonstra como a mão do Deep State americano e o lobby sionista estão por detrás de toda esta trama. Como não podia deixar de ser, Trump e Israel também se lançaram abertamente no apoio a Marrocos, com os EUA a darem vários sinais públicos e bem explícitos de que apoiam a tomada de Ceuta e de Mellila por parte de Marrocos. 

Algo está a ser preparado nos corredores do poder em Washington e Telavive. Tudo leva a crer que o Império Anglo-Sionista quer controlar por completo o Estreito de Gibraltar, à semelhança do que o Irão está a fazer no Estreito de Ormuz. Esta poderá, eventualmente, ser uma das formas de retaliar contra a Rússia e a China, pelo apoio que estes países têm fornecido ao Irão na sua guerra contra o Império Anglo-Sionista.

Acrescento que o governo espanhol (e Portugal se também vier a ser caso disso...) deve de tomar imediatamente medidas adequadas para travar e reverter esta invasão migrante, nomeadamente, começando por fechar as fronteiras de forma séria com o apoio do Exército e deportando todos os migrantes e ilegais de forma exemplar. De seguida, é apresentar ao Rei de Marrocos a fatura pelas despesas em cuidados de saúde, alimentação e repatriamento. 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Mohammad Marandi demonstra como se destrói um sionista

  
 

O professor Mohammad Marandi teve há dias um debate épico com o ex-advogado de Jeffrey Epstein, o sionista Alan Dershowitz. Claramente, Dershowitz não está habituado a ouvir as verdades e é visível o pânico e a aflição em que a criatura entra, enquanto Marandi o bombardeia com facto atrás de facto. Genocídio na Palestina, crimes de guerra cometidos por Israel no Líbano, crianças mortas à fome em Gaza, as armas químicas fornecidas pelo Ocidente ao regime de Saddam Hussein nos anos 1980, Dershowitz ouviu-as todas e muito mais. Marandi é imbatível.  

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Os russos estão a 5 km de Slavyansk e Kramatorsk...

 

 

A  Ucrânia e a esmagadora maioria dos media ocidentais, passaram os últimos meses a falar das grandes "vitórias" contra a Rússia. Era drones para aqui e drones para ali, ataques em profundidade, refinarias a arder, falta de combustível em massa na Federação Russa, tudo isto foi apregoado (mais uma vez...) como a "prova"  do iminente colapso russo. Claro que o facto de isto ser tudo propaganda criada pelos ucranianos e pela NATO, raramente passa pela cabeça de muitos ocidentais, mas a verdade não tarda a vir ao de cima...

Agora sabe-se que Zelensky está desesperado e está desesperado, porque o Exército Russo está neste momento a apenas 5 km de Slavyansk e Kramatorsk, as últimas duas cidades-fortaleza que restam à Ucrânia no Donbass.  Em mais um último acto de manobras diplomáticas inúteis, Zelensky veio agora propor mais um cessar-fogo aos russos, na linha de conflito atual. Moscovo, obviamente, vai rejeitar.

A guerra na Ucrânia vai prosseguir até à derrota total das Forças Armadas da Ucrânia. Isto significa a destruição de todo o aparelho militar que a NATO e a UE construíram na Ucrânia desde 2014 e em consequência, o desmantelamento do regime e do Estado Ucraniano, tal como ele hoje existe. Há uma possibilidade cada vez mais real, de a Ucrânia simplesmente sumir como País e nada restar. 

Ando a dizer isto desde 2022 e não me canso de insistir: esta guerra só vai terminar da mesma forma que terminou a Segunda Guerra Mundial para os alemães em 1945, ou seja, com a capitulação total e incondicional da Ucrânia. Posteriormente, se a NATO mesmo assim não entender a mensagem e continuar a tentar ameaçar e desestabilizar a Federação Russa nas suas fronteiras, serão tomadas mais medidas técnico-militares contra outros Estados, na zona do Báltico, na Polónia, Roménia, Moldávia, ou até mesmo possivelmente na Finlândia. 

domingo, 2 de agosto de 2026

John Mearsheimer e o Realismo Ofensivo

   

 «O Mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade.» - Fernando Pessoa (1888 - 1935)

O professor John Mearsheimer, que é "apenas" um dos maiores especialistas em relações internacionais no activo, lançou há poucos dias o seu novo canal de youtube. Vale a pena seguirem se gostam de geopolítica, diplomacia e relações internacionais. Posso dizer que sou discípulo do John Mearsheimer já há vários anos e foi com ele que aprendi muito daquilo que hoje defendo e escrevo. 

O realismo ofensivo (offensive realism), é uma tese desenvolvida por Mearsheimer (offensive realism), que busca explicar o comportamento das grandes potências no sistema internacional. No fundo, trata-se de perceber porque é que os Estados-Civilização como a Índia, a Rússia, a China, os EUA e até mesmo o Irão, agem da forma como agem no concerto das nações. 

Sucintamente, o realismo ofensivo defende quatro ideias principais:

  • O sistema internacional é anárquico (não existe uma autoridade global acima dos Estados).
  • Os Estados nunca podem ter a certeza das intenções futuras dos outros.
  • Pelo motivo acima descrito, as grandes potências procuram maximizar o seu poder, de forma a garantir a sua própria sobrevivência.
  • Sempre que possível, as grandes potências tentam alcançar a hegemonia regional e/ou global, porque isso reduz ameaças à sua segurança.  

Compreender o realismo ofensivo e as teses de Mearsheimer, é meio caminho andado para se entender porque é que o Mundo hoje está no caos em que está. As várias ideologias e religiões podem enfraquecer ou fortalecer os Estados, dependendo da sua tipologia e formas de implementação, porém, não alteram no essencial o padrão comportamental das grandes potências mundiais. No meio de tudo isto, o direito internacional reduz-se a um mero elemento decorativo e de retórica oca. 

Não há esquerdas, nem direitas, nem amigos no sistema internacional em que operam as grandes potências mundiais. O que há são interesses, competição e parcerias estratégicas. É assim que o Mundo funciona e sempre funcionou. Ponto. Se não forem capazes de compreender isto, então não compreendem nada...

No caso particular de Portugal, vale a pena notar que um dos motivos que levou Salazar e o Estado Novo a lutarem pelo Ultramar, foi precisamente a noção de que sem o Ultramar, Portugal ficaria desprovido de "espaço de manobra" no sistema internacional, que foi precisamente o que veio à acontecer com a dita "descolonização" após 1974. A URSS tratou logo de estabelecer a sua hegemonia nas ex-províncias ultramarinas, que foram transformadas em satélites soviéticos. Os soviéticos defenderam o seu Império, como é próprio e natural de qualquer grande potência mundial, nós portugueses é que falhámos na defesa do nosso. A culpa disto foi em parte do próprio Estado Novo, que não se soube adaptar às circunstâncias da época e cristalizou no tempo, não tendo sido capaz de perceber os "ventos de mudança" que nos bateram à porta a partir da década de 1950 e que o Império Português, tal como Spínola defendeu em Portugal e o Futuro, só podia ser salvo através da transformação do mesmo numa Federação ou até mesmo numa Confederação de Estados Portugueses. A insistência de Salazar na descabida política do condicionamento industrial, só agravou os problemas económicos do Império ainda mais e serviu para manter o atraso estrutural. 

O 25 de Abril, ao ter reduzido Portugal às suas fronteiras medievais, anulou por completo e em simultâneo, toda a capacidade de projeção real de poder no sistema internacional, que Portugal tinha até 1974. A alternativa estratégica apresentada pelos poderes que nos governaram nos últimos 52 anos, foi a integração de Portugal na CEE/UE, algo que trouxe realmente bastante desenvolvimento material e dinheiro para Portugal, porém, eu pessoalmente não antevejo um bom fim para a UE, pois esta é do ponto de vista internacional um Frankenstein das nações, colado com cuspo e preso por fios. Este tipo de projetos internacionalistas, à semelhança da ex-Jugoslávia e apesar de serem ambiciosos, têm uma certa tendência para acabar mal. 

sábado, 1 de agosto de 2026

Algumas nótulas sobre o momento geopolítico actual...

 

 

Os EUA e o Ocidente são governados neste momento por uma elite que não entende o que é a guerra real e o que é que esta implica tanto em termos de necessidades (recursos naturais, indústria, stocks de munições, logística, modelos matemáticos, mentalidade, demografia, cultura académica, etc...), como em termos de consequências. A concepção que as elites ocidentais e grande parte da população têm hoje da guerra, é uma concepção muito rudimentar, Hollywoodesca até, laboriosamente construída por décadas de propaganda e lavagem cerebral. 

O mito da "invencibilidade americana", apesar de ter sido completamente estilhaçado pela República Islâmica do Irão nos últimos meses, ainda continua a dominar as análises de grande parte dos jornalistas e da intelligentsia ocidental. A verdade, porém, é que esta gente é pura e simplesmente incompetente. A CIA, os conselheiros que rodeiam Trump, inúmeros "analistas" ao serviço de Washington e da NATO, esta gente não ocupa os cargos que atualmente ocupa por serem os melhores, mas sim, porque dizem aquilo que o Deep State e a elite reinante querem que esta gente diga, quais papagaios de serviço. Esta é a grande diferença entre a América de hoje e a América que tínhamos até aos anos 1980. Comparem a administração de Ronald Reagan com a administração patética que temos hoje com Trump. Reagan, digam o que disserem dele, tinha especialistas e académicos realmente capazes a aconselhá-lo. Numa altura em que o Mundo ainda vivia em plena Guerra Fria, a administração Reagan tinha ao seu serviço a "nata da nata" daquilo que o Ocidente produzia em termos de analistas sobre a URSS e o Mundo Comunista. A administração de Reagan era hostil à URSS e ao Comunismo, isso é inquestionável, porém, esta administração era simultaneamente realista e tinha uma noção minimamente pragmática da realpoltik. Hoje, ao invés, tanto a administração de Trump, como a de muitos países europeus, estão pejadas de ideólogos neocons, extremamente agressivos e caracterizados por uma postura de superioridade arrogante em relação ao resto do Mundo. Um bom exemplo disto mesmo foram as infelizes palavras do antigo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrel, quando este afirmou num discurso em 2022 que a Europa é «um jardim» e o resto do Mundo «uma selva». 

O que permitiu que evitássemos durante décadas a loucura de uma guerra nuclear global que teria tido resultados catastróficos para a Humanidade, foi uma profunda noção realista e uma postura pragmática, da parte dos líderes que o Ocidente teve até ao fim da Guerra Fria. Esta mentalidade realista e pragmática, era também reforçada pelo facto de praticamente todos os estadistas ocidentais da Guerra Fria, terem sido eles próprios militares durante a Segunda Guerra Mundial e por isso mesmo, sabiam o que era a guerra real e tinham noção das consequências da mesma. Truman, Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford, Carter, Reagan e até mesmo Bush (pai), todos estes líderes eram avessos ao sistema socialista proposto pela URSS, porém, eles sabiam o que era a guerra real e foi por isso mesmo que o Mundo conseguiu sobreviver à Guerra Fria. Independentemente das preferências ideológicas de cada um, temos de reconhecer esta evidência. Os líderes dos EUA, da CEE e da URSS, cada um à sua maneira e apesar de todas as guerras por procuração, golpes de Estado, assassinatos, jogos de espionagem e manobras diplomáticas em que andaram envolvidos, apesar disto tudo, tiveram o discernimento necessário para conseguir evitar a escalada final rumo ao Apocalipse Nuclear. 

Ora, passa-se que nos dias que correm, ao invés de tudo o que eu acima descrevi, estamos entregues à maior irresponsabilidade no Ocidente com os Trumps, as Von der Leyens e as Kaja Kallas que por aí pululam. Esta gente nunca esteve na guerra ou cumpriu sequer qualquer serviço militar. Não sabem o que é a guerra real, são mal aconselhados e são completamente ignorantes sobre a Rússia, a China ou o Irão e é precisamente por esse motivo, que nos arrastaram a todos para o "bróculo" geopolítico que vivemos atualmente no concerto das nações. 

O momento atual é grave... gravíssimo para dizer o mínimo e arrisco dizer que 99% da população ocidental não tem a mínima noção disto.  

O Mundo está neste momento a viver uma nova guerra Mundial, disputada entre o Eixo Moscovo-Teerão-Pequim e aquilo que podemos designar pelo Império Anglo-Sionista. De uma lado temos a maioria da população mundial, os BRICS, o Sul Global e grande parte dos recursos naturais e industriais do planeta, incluindo terras raras. Do outro, temos os EUA e Israel com os seus vassalos da NATO e da UE. 

O Império Anglo-Sionista, que é comandado a partir de Telavive e Washington e que os russos costumam designar por «ocidente coletivo», não possui recursos naturais suficientes e muito menos humanos para poder derrotar ou sequer travar a Rússia, a China e o Irão juntos. O que isto significa, traduzido para os mais leigos nesta matéria, é que chegou a hora do Ocidente começar a negociar de boa fé para salvar o que lhe resta e deixar-se de fantasias sobre domínio mundial (os anos 1990 já terminaram há muito...), caso contrário, iremos inevitavelmente assistir nos próximos anos a um cerco e ataque cerrado cada vez mais intenso a nível global, tanto em relação aos interesses ocidentais, como em relação à NATO. O que se está a passar neste preciso momento na Ucrânia, no Médio Oriente e em África, onde a China e a Rússia estão a dominar cada vez mais, está a expor perante o Mundo a fragilidade ocidental em todo o seu esplendor. 

Quanto mais o Ocidente adiar as negociações e continuar a sua política de hostilidade em relação à Rússia, o Irão e a China, pior será o desfecho final de toda esta situação para todas as partes envolvidas. Têm dúvidas sobre isto que eu afirmo?! Então experimentem ler a imprensa russa, chinesa e iraniana que está disponível online e traduzida para quem se interessar... o que por lá se escreve e demonstra, expõe completamente ao ridículo as narrativas e fantasias ocidentais sobre vitórias imaginárias na Ucrânia ou no Estreito de Ormuz. Para agravar tudo, é notório como o Irão, a Rússia e a China estão a solidificar as suas alianças em termos de defesa coletiva e com a participação da Coreia do Norte. O que isto significa é que será de prever que nos próximos anos a NATO vá ser alvo de um cerco gradual que já começou na Europa, onde Putin traçou a linha vermelha na Ucrânia e no Médio Oriente, onde o Irão está gradualmente a destruir toda a infraestrutura militar americana com mísseis e drones

Putin deixou claro no fim de 2021 que a NATO iria ser empurrada para trás a bem ou a mal... Em Dezembro de 2021, a Rússia entregou ao Ocidente vários documentos e propostas de acordo, onde avançava com uma renegociação de toda a arquitetura de segurança internacional e o compromisso escrito por parte dos EUA, de nunca deixarem a Ucrânia aderir à NATO. O Ocidente, de forma totalmente arrogante e agressiva, recusou integralmente as propostas de paz russas e ainda se riu na cara dos russos e fez troça da linha diplomática seguida por Moscovo. Sei muito bem de tudo isto, pois escrevi sobre esta questão na altura em vários artigos e recordo-me até de por volta de alturas do Natal de 2021, eu ter escrito um artigo em que advertia que aquele seria o último Natal em paz na Europa durante muito tempo, pois a guerra estava ao virar da esquina... Os factos demonstram como não me enganei e dois meses depois em Fevereiro de 2022, a Rússia, após anos de promessas falhadas por parte do Ocidente e já não podendo tolerar mais os sucessivos alargamentos da NATO em direção às suas fronteiras, foi obrigada a tomar medidas técnico-militares que se traduziram na Operação Militar Especial que dura até hoje na Ucrânia.

O Ocidente, nomeadamente os EUA, a UE e a NATO, são inteiramente culpados e responsáveis pelo conflito que grassa hoje na Ucrânia e os americanos especialmente, ao que tudo indica, provocaram-no tendo em conta três grandes objetivos estratégicos, a saber:

  1.  Sancionar a Rússia de forma muito violenta, de forma a tentar provocar o colapso do governo de Putin e se possível, substituir Putin por um fantoche qualquer ao serviço do Ocidente.
  2. Cumprido o ponto 1, aproveitar o caos das sanções e da guerra, para tentar provocar o colapso do Estado Russo e a consequente fragmentação da Rússia. A CIA e os vários serviços secretos ocidentais, já estavam preparados para fornecer armamento e inteligência a quaisquer grupos que lutassem contra Moscovo.  
  3. Através das sanções contra a Rússia, cortar as ligações económicas entre a UE e a Rússia, com consequências muito negativas para a UE. Os EUA passam assim a ser os grandes fornecedores de bens e armamento à Europa. Washington ganha em literalmente tudo e os europeus, conduzidos por políticos serviçais do Império Anglo-Sionista, ficam a ver os navios a passar...

Apenas compreendendo a vileza e violência do ataque que foi organizado contra a Rússia por parte do Ocidente coletivo, é que podemos entender porque é que os russos tomaram as medidas que tomaram na Ucrânia e porque é que Putin está disposto a ir até ao fim com a Operação Militar Especial, custe aquilo que custar. Estou certo de que a guerra em curso ainda irá durar algum tempo, porém, esta irá decorrer até que a Ucrânia seja totalmente desmilitarizada, desnazificada e em última análise, desmantelada para todo o sempre. Isto significa que o Estado Ucraniano com grande probabilidade irá deixar de existir, a Rússia irá absorver as terras que foram suas durante séculos e não haverá mais Zelensky, nem juntas pró-UE em Kiev, nem NATO na Ucrânia. 

Recordo que tudo isto, este desfecho que eu sei que para muitos é absolutamente trágico, poderia ter sido todo evitado se o Ocidente em 2021, simplesmente, tivesse aceitado dar aos russos as garantias escritas que os russos então pediram. Agora, infelizmente, será muito pior e podem ter a certeza de que Moscovo não quer mais "negociações" com o Ocidente sobre a Ucrânia. A única "negociação" que a Federação Russa vai ter daqui para a frente com o Ocidente, vai ser para assinar a capitulação total e incondicional da Ucrânia nesta guerra, à semelhança do que aconteceu com a Alemanha Nacional-Socialista em 1945. 

O ambiente geopolítico atual é dos mais perigosos das últimas décadas. Se o Ocidente não entender a mensagem com a derrota na Ucrânia que lhe irá ser imposta pela Federação Russa, o próximo passo será ainda mais drástico, poderá envolver diretamente as Forças Armadas da República Popular da China e as consequências são completamente imprevisíveis. Depois não digam que não foram avisados... 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Portugal é um País Corrupto

 

 

Porque será que isto não me surpreende?... Quem conhece a sociedade portuguesa, sabe perfeitamente bem que Portugal é um Pais corrupto. Somos um dos piores na Europa e não há como negar este facto. Quem quer ter um bom emprego em Portugal, seja no sector público ou privado, regra geral, tem de ter uma "cunha" ou um "padrinho". Os esquemas abundam de Norte a Sul do País e é triste que Portugal, que há trinta anos era um País que se destacava por estar significativamente à frente de países como a Roménia ou a Polónia, hoje, está já ao mesmo nível e com tendência para ser ultrapassado no médio/longo prazo por toda a Europa de Leste. 

A sociedade portuguesa é uma sociedade que premeia a mediocridade e sufoca a inovação e o talento dinâmico. Em Portugal, qualquer um que saia "fora da caixa" e apresente ideias novas, ou tente fazer as coisas de forma diferente, é logo olhado de lado e visto como uma ameaça que tem de ser abatida a todo o custo. Só assim se explica o porquê de haver portugueses que em Portugal nunca passam da "cepa torta", porém, quando imigram para o estrangeiro, muitas das vezes tornam-se dos melhores nas suas respetivas áreas de trabalho.

Devia de envergonhar profundamente os nossos governantes, o facto de um português ganhar mais a trabalhar numa fábrica na Noruega a embalar bacalhau ou na Suíça a limpar sanitas, do que em Portugal a trabalhar como professor ou enfermeiro. 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Caros amigos, visitantes e demais aventureiros que por aqui passem...

Sejam bem-vindos ao meu blogue pessoal. Nasci no final da Guerra Fria no dia 7 de Abril de 1988 em São Brás de Alportel. Sou Licenciado em História e Mestre em História da Época Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tornei-me Mestre em História com a dissertação A Diplomacia Portuguesa na Turquia Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), orientada pelo Doutor João Paulo Avelãs Nunes. 

Ao longo dos anos colaborei com vários jornais e revistas onde tenho diversa obra publicada, nomeadamente, o Diário de Notícias, o Correio do Porto e o Catálogo do Museu do Traje de São Brás de Alportel. 

Fui também colaborador do Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra.  

A nível profissional trabalhei durante nove anos no setor da aviação civil em Lisboa e desde 2024 que trabalho no Algarve como professor do Grupo 200 e Grupo 400 no Ensino Básico e Secundário.

Este blogue é um espaço livre e independente, desligado de qualquer seita, loja, templo ou partido. Como devem de compreender, o que irá ser publicado neste espaço deu trabalho a escrever e muitas vezes é o resultado de inúmeras horas de pesquisa, leitura e investigação dedicada ao longo dos anos, agradeço por isso a quem quiser republicar os meus artigos em outros locais, que o faça, mas mencionando sempre a sua origem e o seu devido autor.

De resto, acrescento que este blog não insere publicidade e por isso o seu autor não retira daqui quaisquer lucros, sendo que o mantém por dever crítico como cidadão, gosto pela escrita e hobby pessoal.