Quando até Ângelo Correia já admite o óbvio, está tudo dito...
As migrações e vou repetir isto mais uma vez, transformaram-se hoje no maior e mais grave problema geopolítico, que Portugal e a Europa vão ter pela frente durante os próximos vinte anos, no mínimo. Isto, porque a imigração, da forma como entrou na Europa nas últimas décadas, em massa, sem controlo ou fiscalização adequada e sem qualquer plano obrigatório de direitos e deveres cívicos, tem capacidade para provocar um grau de desestabilização e descontentamento nas sociedades, que pode, no limite e com alta probabilidade, descambar em guerra civil de baixa/média intensidade.
Cada um pode ter a opinião que quiser sobre este tema das migrações, que é realmente melindroso, no entanto, há um facto que é indiscutível e que está no cerne de tudo isto: é que "mexer" com as identidades nacionais ou étnicas dos povos (ou ofender as mesmas...), seja na Europa, em África, na Ásia, ou nas Américas, é uma engenharia social extremamente perigosa. Quem percebe realmente de história sabe disto perfeitamente bem, pois os exemplos históricos de misturas étnicas/religiosas que correram muito mal, são abundantes. Desde o genocídio no Ruanda ao Holocausto, passando pelo genocídio dos povos indígenas nos Estados Unidos no século XIX, o que não falta são exemplos de como esta coisa das migrações e "misturas" acabou muito mal para muita gente.
Brincar às engenharias sociais, com culturas que muitas vezes são antagónicas por vários motivos e que se repelem mutuamente, é extremamente perigoso e irresponsável. As fronteiras que separam a Humanidade não surgiram ao acaso, mas sim, porque há por motivos essencialmente culturais e religiosos, necessidade de manter a Humanidade separada, da mesma forma que a água e o azeite, também são armazenadas de forma separada. As teorias internacionalistas/universalistas são todas muito bonitas e dóceis de se ouvir, mas são uma pura fantasia, completamente desligada da realidade prática e concreta do Mundo.
A AFD na Alemanha, o Chega em Portugal, a Rassemblement National em França, entre muitos outros partidos e movimentos que se dizem hoje "anti-sistema" na Europa, são uma consequência directa das engenharias sociais perigosas em matéria de imigração, que os partidos tradicionais do "arco do poder" na Europa, colocaram em prática desde pelo menos a década de 1970.
A substituição populacional não é um mito, mas uma realidade que já se vê por toda a Europa, onde as populações autóctones estão gradual e progressivamente a ser substituídas por asiáticos, africanos e sul-americanos. Perante isto, perante esta alteração radical da paisagem humana, uma parte significativa da população europeia sente-se claramente ameaçada, pressionada e acossada na sua própria terra, por esta invasão humana de gentes estranhas que parece não ter limites ou fim. Esta reacção é perfeitamente normal e já seria de esperar. O ser humano está biologicamente programado para reagir assim, quando vê a sua zona de conforto a ser alterada e a sua "tribo" a ser ameaçada por um invasor estrangeiro. É preciso termos noção de que nós somos animais e reagimos com instinto animal a muita coisa. Não há forma de eliminar esta realidade humana. Os gatos são parecidos a nós neste aspecto, experimentem alterar a zona de conforto do vosso gato, fazendo por exemplo mudanças em casa, obras ou instalando mobiliário novo e vão ver como ele muito provavelmente vai fcar nervoso, irrequeito, agressivo e no limite, pode até fugir e desparecer durante um ou vários dias. O ser humano, por mais que o negue e tente esconder, ainda tem muito em comum com a selva e o reino animal. Sempre assim foi e sempre assim o será.
Não sei o que aí vem no futuro, mas tenho a certeza de que vai, mais tarde ou mais cedo, ser necessário levar a cabo algum tipo de remigração, o que implicará a alteração, suspensão ou revisão de muitos documentos constitucionais e direitos fundamentais pela Europa fora. Se não se fizer nada para resolver este problema que é muito grave, no médio/longo prazo as consequências poderão vir a ser terríveis e custar muitas vidas, pois a pressão continuará a aumentar e no limite, pode dar-se uma violenta explosão social com consequências potencialmente catastróficas, à semelhança do que já vimos acontecer na Guerra Civil Libanesa ou na Jugoslávia nos anos 1990.
Imigração ilegal em Lisboa - «Lojas servem também de dormitório sem qualquer tipo de condições» :
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"Há pessoas que chegam ao aeroporto e vêm para o hospital":
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