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sábado, 12 de setembro de 2026

A economia real explicada às crianças petulantes da Europa...

Cheap Thrills, 2014, por Sleazeburger

 
Andrei Martyanov, sem "papas na língua", vai directo ao ponto sobre aquilo em que verdadeiramente consiste a economia real, de facto e em concreto:

«Real economics... that is economics which is based on producing REAL things and critical services, like math and physics, doesn't give a flying coitus about smartass speculators who are produced in bulk at Ivy League degree mills and then write books on how to become a millionaire by specu ... pardon me--investing. Keep in mind--none of them has any clue about real mechanism from which money derive power. Throw away good ol' tale about donkey loaded with gold which opens gates to any fortress. Not really, it is hit and miss.»

A classe dirigente do Ocidente, continua em delírio e completamente perdida, sem perceber porque é que apesar de já terem decretado mais de 23,9 mil sanções contra a Rússia e outras cerca de 10 mil contra o Irão, porque é que mesmo assim, estes países continuam com economias funcionais e aparentemente, capazes de aguentar um intenso esforço de guerra em várias frentes. 

Ora, o motivo pelo qual tanto a Rússia, como o Irão, apresentam economias tão resilientes às sanções do Ocidente, deve-se ao facto de estes países terem economias reais e integradas, baseadas primeiro numa forte componente teórica/académica, onde se destaca a físico-química, a matemática, as engenharias, a geografia e a história. Posteriormente, temos a componente física, composta por muita indústria civil e militar, terras raras, recursos energéticos abundantes e recursos minerais também em grande quantidade. Estes são os verdadeiros indicadores que quando combinados, devem de servir para averiguar a REAL capacidade económica de um País. 

No Ocidente, pelo contrário, a capacidade económica é medida através de indicadores que muitas vezes se limitam a analisar o desempenho de uma determinada economia, apenas através do Produto Interno Bruto (PIB). Isto é um erro, pois as comparações simplistas do PIB entre vários países, nunca têm em conta as taxas de câmbio internacionais e a Paridade do Poder de Compra (PPP). Este é um dos principais motivos que levou os EUA e a UE, a subestimarem a capacidade de resiliência da Rússia em 2022. As famosas «sanções do inferno» que os americanos anunciaram contra a Rússia em 2022 e que tinham como objectivo, levar ao colapso da economia russa em poucas semanas ou meses, acabaram por nunca surtir o efeito esperado. Os russos simplesmente adaptaram-se, contornaram as sanções ocidentais, reconverterem alguns sectores da sua economia e orientaram os mesmos na direção da Ásia. Muitos economistas ocidentais, doutrinados na neoliberal escola de Chicago nas faculdades de economia, têm um entendimento económico que se baseia meramente na especulação financeira dos mercados e em dinheiro fictício em formato eletrónico. Isto não é economia real. É fraude económico-financeira em larga escala, a ponto de hoje, o número de barris de petróleo que estão a ser negociados nos mercados financeiros, superar em dezenas de vezes a quantidade de petróleo físico que realmente existe disponível. Os espculadores de Wall Street e da City de Londres, pura e simplesmente, vivem e operam numa realidade alternativa à do Mundo real.  

Um dos melhores exemplos, que é indicativo de como tanto os americanos, como os europeus, não sabem do que estão a falar, quando falam da Rússia de Putin, é a forma como tem sido exaustivamente repetido nos media que a economia russa é equivalente à da Itália. Esta interpretação, para além de estar ideologicamente enviesada pelo pensamento neocon americano, é falsa. A Itália não coloca satélites em órbita, nem estações espaciais, nem envia cosmonautas para o espaço, nem possui uma poderosíssima industria militar, que produz mais armamento em apenas três meses, do que toda a NATO em conjunto consegue produzir num ano. A Itália também não tem o segundo exército mais poderoso do Mundo. Se a economia russa fosse realmente do tamanho da economia italiana, então os russos nunca teriam aguentado mais do que duas a três semanas de conflito na Ucrânia, na melhor da hipóteses. 

Mas vamos agora ver o que diz o sr. Putin. Isto, creio que basta para demonstrar o grau a que chegou a estupidez e impreparação da classe dirigente ocidental, em todo o seu esplendor:


Putin coloca o dedo na ferida e como se estivesse a falar para crianças, explica pacientemente aos europeus e com a calma que o caracteriza, como o preço do gás que a Europa hoje está a comprar, passou de 150 dólares por 1000 metros cúbicos, para 1000 dólares, pela mesma quantidade. Em breve, como a situação energética está a agravar-se a nível mundial e as reservas de gás na Europa estão praticamente vazias, o preço irá disparar para 1,500 dólares por cada 1000 metros cúbicos... Sim, os europeus vão perceber em breve em que consiste a economia real e como a mesma tem capacidade de "morder" a sério no tecido da sociedade. A Alemanha já é um bom exemplo disto, com inúmeras industrias a entrarem em grave crise devido à falta de energia barata, sendo o mais recente exemplo o anúncio da parte da Volkswagen, de que vai despedir 100 mil trabalhadores. Estou em crer que estes dados, ajudam a entender o motivo pelo qual a AFD disparou em termos de popularidade na Alemanha...

Os europeus, se não reverterem o caminho de hostilidade em relação à Rússia, em que decidiram entrar pela mão de uma classe política completamente corrupta e submissa aos interesses de Washington, vão acabar a pagar "com língua de palmo e ao cubo", por este erro crasso em termos estratégicos e geopolíticos. E ainda vos digo mais: Vladimir Putin foi o melhor amigo que o Ocidente teve em muito tempo. Putin e isto está perfeitamente documentado em inúmeros jornais, livros, reportagens e revistas publicadas ao longo das últimas duas décadas, quis ter boas relações com a Europa, quis ter parcerias a todos os níveis connosco e quis abrir a Rússia ao Ocidente após o fim do Comunismo soviético, a ponto de até ter proposto no ano 2000, a integração da Rússia na NATO. Foram os americanos, que sucessivamente, sabotaram todos estes esforços e corromperam por completo a classe política da UE, de forma a que esta se tornasse o mais hostil possível à Rússia, a ponto de hoje termos chegado ao ponto a que chegámos. 

Podem dizer o que quiserem do Presidente Putin, porém, nunca poderão apagar o facto de ele ter sido, de longe, o mais pró-ocidental de todos os líderes que a Rússia teve no último século. Sobre isto não tenham qualquer dúvida. O Ocidente não tem a mínima noção da oportunidade de ouro que perdeu, quando virou as costas à Rússia de Putin e a empurrou para os braços da China.

Os europeus, quais crianças petulantes, agora que se deitem na "caminha" que fizeram para eles mesmos. Não souberam aproveitar a oportunidade? Não têm gás? Não têm terras raras? O gasóleo e a gasolina estão caros? Os serviços públicos estão em falência? A comida no supermercado está a preços proibitivos?... Paciência! Aprendam a votar em gente decente e deixem de ser estúpidos. Sejam bem-vindos ao Mundo da economia real... 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O que é que o Ocidente está a apoiar na Ucrânia?...

 Os amigos e aliados da NATO na Ucrânia...
 
Não é novidade, mas convém sempre recordar o tipo de regime que os EUA e a UE, instalaram na Ucrânia em 2014, quando apoiaram um golpe de Estado liderado por grupos neonazis, para derrubar Viktor Yanukovych, o Presidente que até então liderava a Ucrânia e que tinha sido democraticamente eleito em 2010:

«[...]

The forbidden truth is that the West has engineered –through a carefully staged covert operation– the formation of a proxy regime integrated by Neo-Nazis.

Confirmed by Assistant Secretary of State Victoria Nuland, key organizations in the Ukraine including the Neo-Nazi party Svoboda were generously supported by Washington: “We have invested more than 5 billion dollars to help Ukraine to achieve these and other goals. … We will continue to promote Ukraine to the future it deserves.”

The Western media has casually avoided to analyze the composition and ideological underpinnings of the government coalition. The word “Neo-Nazi” is a taboo. It has been excluded from the dictionary of mainstream media commentary. It will not appear in the pages of the New York Times, the Washington Post or The Independent. Journalists have been instructed not to use the term “Neo-Nazi” to designate Svoboda and the Right Sector.

[...]

It is important to reflect on the fact that the West, formally committed to democratic values, has not only spearheaded the demise of an elected president, it has instated a political regime integrated by Neo-Nazis.

This is a proxy government which enables the US, NATO and the EU to interfere in Ukraine’s internal affairs and dismantle its bilateral relations with the Russian Federation. It should be understood, however, that the Neo-Nazis do not ultimately call the shots. The composition of the Cabinet broadly coincides with U.S. Assistant Secretary of State Victoria Nuland ” recommendations” contained in the leaked telephone call to the U.S. ambassador to Ukraine.

Washington has chosen to spearhead Neo-Nazis into positions of authority. Under a “regime of indirect rule”, however,  they take their orders on crucial military and foreign policy issues –including the deployment of troops directed against the Russian federation– from the the US State Department, the Pentagon and NATO.

The World is at a dangerous crossroads: The structures and composition of this proxy government installed by the West do not favor dialogue with the Russian government and military.»  

Quem no Ocidente está muito indignado com a intervenção russa na Ucrânia, deveria de primeiro ter noção de quatro factos básicos, que têm sido propositadamente ignorados por grande parte do pseudo-jornalismo ocidental:

  1. Morreram cerca de 27 milhões de soviéticos a combater contra a Alemanha Nacional-Socialista. Este foi o preço que a URSS/Rússia pagou para manter a sua soberania e independência. 
  2. As Forças Armadas da União Soviética, sozinhas, foram responsáveis pela destruição de cerca de 75% a 80% da Wehrmacht. Podem não gostar do Comunismo, de Estaline ou dos russos à vontade, porém, ninguém pode apagar o facto de terem sido os soviéticos que realmente derrotaram a máquina de guerra alemã. 80% dos militares alemães que morreram na Segunda Guerra Mundial, morreram a combater na Frente Leste.  
  3.  A Rússia, depois daquilo que sofreu na Segunda Guerra Mundial às mãos do Nazismo, jamais, repito, jamais, vai voltar a permitir a existência de um regime ou governo proto-nazi, encostado às suas fronteiras e apoiado militarmente pela NATO e por grande parte do Ocidente. Isto é um princípio que para Moscovo, nem sequer é aberto a qualquer negociação ou discussão. Curto e grosso: não vai haver governos neonazis na zona de influência estratégica da Rússia. Ponto. 
  4. A Ucrânia, historicamente, tem sido sempre o território que é utilizado por todos aqueles que tentaram invadir a Rússia. Foi parcialmente através da Ucrânia que Napoleão invadiu a Rússia e foi através das planícies da Ucrânia, que Hitler lançou o Grupo de Exércitos Sul da Wehrmacht. A Ucrânia é um corredor de acesso à Rússia e a geografia do território em causa, composta por vastas planícies (terreno ideal para a guerra mecanizada...) e a sua enorme dimensão, tornam este uma peça essencial para garantir a própria segurança e defesa da Rússia, daí que Moscovo tenha tolerância zero para qualquer presença da NATO no território em questão. 

Estes quatro factos básicos que acabei de enumerar, são o motivo pelo qual a Rússia está disposta a lutar até ao fim na Ucrânia, custe aquilo que custar e demore o tempo que demorar. 

Vale a pena também recordar, que no dia 21 de Fevereiro de 2022, ou seja, três dias antes do início da Operação Militar Especial, Putin afirmou que «a utilização da Ucrânia como instrumento de confronto com o nosso país representa uma ameaça grave, muito grande para nós». Esta afirmação do Presidente russo, deveria de ter sido logo entendida no Ocidente como um aviso final e se tivéssemos políticos responsáveis e decentes nos EUA ou na Europa, este teria sido o momento para entender que a Rússia não iria tolerar mais alargamentos da NATO na Europa de Leste e que era a hora de renegociar de boa fé, a arquitectura de segurança na Europa e dar garantias escritas a Moscovo, de que a Ucrânia nunca entraria na NATO. Teria bastado isto para evitar a intervenção russa na Ucrânia.  

No início de 2022, a NATO estava a preparar-se para integrar, de facto e de jure, a Ucrânia na aliança atlântica. Ora, só quem seja mesmo muito ingénuo ou não saiba mesmo nada da história dos últimos 50 anos, é que alguma vez pode acreditar nas "boas intenções" americanas e na conversa esfarrapada de Washington, de que a NATO é apenas uma "aliança defensiva". O Mundo inteiro já viu em que consiste esta tal "defesa" e "bondade" da NATO, quando em 1999 atacaram de forma completamente bárbara e ilegal a Sérvia, ou em 2011, quando a NATO destruiu a Líbia de Gaddafi à bomba e apoiando grupos terroristas ligados à Al-Qaeda

O historial negro dos EUA/NATO/UE e o seu rol de crimes, são precisamente aquilo que hoje motiva e dá determinação à tropa russa na linha da frente. A Guerra Russo-Ucraniana, tornou-se existencial para a maioria do povo russo, que continua a apoiar firmemente as acções tomadas por Putin, porque eles não esquecem o que aconteceu há 75 anos e estão totalmente determinados, em garantir que nunca, nunca, nunca, nunca, mas nunca mais, se vai voltar a repetir uma Operação Barbarossa ou haverá nazis a ocupar território russo.

Isto, que podem ver na imagem abaixo, é aquilo que os russos estão hoje a combater na Ucrânia, armado, financiado e treinado pelo Ocidente colectivo. Esta é, de resto, a verdadeira essência não assumida da NATO no século XXI, ou seja, o Imperialismo sanguinário, genocida e sem a mínima vergonha na cara:

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Quem quer lutar contra a Rússia?...

 

No início de 2015, no Donbass e cerca de um ano após o início da Guerra Russo-Ucraniana que decorre até hoje, deram-se violentos combates entre as forças do Exército da Ucrânia e o famoso Batalhão Somália, da então recém-formada República Popular de Donetsk. Podem ver aqui, o que aconteceu aos militares ucranianos, que sobreviveram ao confronto com as forças do Batalhão Somália, liderado pelo Coronel Mikhail Tolstykh ("Givi" para os amigos...). 

Numa altura em que ainda se registam tantas vozes na UE e dentro da NATO, a favor de continuar a apoiar a Ucrânia militarmente, convinha que vissem todos o video cujo link partilhei acima e posteriormente, que pensassem longa e profundamente, nas consequências da guerra e porque é que a mesma deve ser evitada a todo o custo. De seguida, perguntem a vocês mesmos se acreditam que a actual Geração Z, mimada, habituada ao facilitismo, dominada pelo hedonismo materialista e com a cabeça carcomida por tik toks e smartphones, se acreditam mesmo que esta nova geração, aguentaria mais de 5 minutos em combate contra a tropa russa?... 

Há um fosso civilizacional muito profundo, que separa o Oriente do Ocidente. Uma das facetas deste fosso, é a forma como os russos são preparados e treinados desde miúdos, para enfrentar uma brutalidade e um nível de espartanismo, para os quais a Europa Ocidental não está minimamente preparada. Enquanto que nos países da Europa Ocidental, anda-se a perder tempo com futilidades e a ensinar coisas aos miúdos que muitas vezes não têm qualquer utilidade prática, na Rússia, os putos são educados assim:  

 
E para as raparigas existem clubes militares exclusivos, onde recebem treino e preparação para a defesa da "Mãe Rússia". Não existe nada na NATO ou UE a este nível, os russos simplesmente, estão a operar noutro universo em termos de preparação castrense e enquadramento da juventude:
 
 

Percebem a diferença?... Conseguem agora entender melhor, qual a grande diferença em termos de padrão civilizacional (e espiritual...), que separa a UE/NATO da Federação Russa? Ao passo que na UE/NATO a juventude está cada vez mais reduzida a "florzinhas de estufa", que entram em pânico se ficarem sem smartphone mais de 15 minutos, na Rússia preparam-se soldados a sério para o futuro e patriotas dispostos a lutar e morrer em defesa do seu País. Este é o principal motivo, pelo qual eu acredito que durante pelo menos as próximas duas décadas, a NATO não terá a mínima hipótese de vencer num eventual conflito contra a Rússia, que implique o envio de "botas" para o terreno. Uma sociedade para fazer a guerra, tem de estar física, psicológica e espiritualmente preparada para tal e a Europa Ocidental, pura e simplesmente, não reúne nenhum destes critérios na actualidade, nem sequer de perto. Idem para os EUA, que estão a entrar em decadência militar acelerada. 

Ninguém, nenhum País, nem nenhum Exército, Marinha ou Força Aérea na NATO, está hoje minimamente preparado para enfrentar as Forças Armadas da Federação Russa, num eventual choque bélico. As deficiências não são apenas ao nível da falta de "carne" em quantidade e condições para combater, mas também ao nível da indústria, da doutrina militar (está completamente ultrapassada...) e da economia real. 

Nada disto é propriamente novidade e é do domínio público, porém, a larga desinformação que está a ser disseminada por muitos jornalistas desonestos, "comentadores" e "opinadores" da praça pública, continua a levar muitos ao engano. Andrei Martyanov, que é de longe, um dos melhores analistas militares da actualidade, publicou em 2018 um livro profético, que já antevia e denunciava, todos os problemas de que a NATO e a máquina militar dos EUA, estão a sofrer hoje. Esta obra, intitulada Losing Military Supremacy: The Myopia of American Strategic Planning, deveria ser leitura obrigatória para todos os militares da NATO, jornalistas, comentadores, políticos e demais cidadãos, que desejem opinar sobre guerra ou sobre as tais "capacidades da NATO", que só existem nos filmes de Hollywood. A leitura, o estudo e a reflexão profunda, quer queiram, quer não, serão sempre o único remédio eficaz contra a ignorância e a estupidez. Este livro, se tivesse sido amplamente divulgado e distribuído no Ocidente, podia-nos ter salvo a todos do actual debacle na Ucrânia:

domingo, 23 de agosto de 2026

A Guerra na Ucrânia, o Projecto Globalista e a Esquerda


Isto não foi por falta de aviso e agora quem o confirma é o próprio ex-primeiro-ministro da Ucrânia, Nikolay Azarov:

«The EU keeps providing “loans” to Ukraine despite knowing that its government will never repay them, the country’s former prime minister, Nikolay Azarov, has said.

[...]

In an interview with RT on Saturday, Azarov said that “loans and Western assistance that amounts to about three-fourths of the state budget of Ukraine are covering the budget deficit, funding arms purchases and sponsoring the Nazi terrorist and corrupt regime.”

When the European Commission and major EU countries, who have been the main supporters of Ukraine after US President Donald significantly reduced American aid to Kiev, “grant these loans, they know that they won’t get this money back,” he said.

“And this causes some irritation among EU bureaucrats because they understand that the money of the American and European taxpayers is being embezzled in a very outrageous manner,” the former prime minister said.

Inside the Ukrainian government, there is “an organized criminal group that embezzled the funds that Ukraine received as part of these loans,” he said.

[...]

The claims that Kiev will reimburse the US and EU because “Russia will pay some kind of reparations someday... are just fairy tales. You have to be really short-sighted to believe these fairy tales,” Azarov stressed.

“No one will give this money back to the West. There’s $275 billion of Ukrainian debt, you cannot pay it back,” he added.»

Eu ando a advertir há anos, que a Ucrânia irá ficar na história como um dos maiores rombos financeiros de sempre no Ocidente. Os EUA e a UE, têm injectado biliões atrás de biliões, em dinheiro e armamento para tentar salvar uma aberração de País, que não tem salvação possível. Ademais, aquilo que nunca ou muito raramente é falado nos media ocidentais, é que várias empresas e grupos de investimento com tentáculos profundos e muito poderosos, entre as quais se destacam a BlackRock e a Goldman Sachs, ambicionavam poder colocar a mão nos recursos naturais da Ucrânia, que se estimam ser na ordem dos 7,5 triliões de dólares. 

A corrupção grassa na Ucrânia e é a um nível que ultrapassa muitos países africanos, porém, nada disto impede Bruxelas de continuar a despejar o dinheiro dos contribuintes, ou seja, o nosso dinheiro, neste projecto de País completamente falido e disfuncional:

«E apesar de tudo isto, a máquina de dinheiro europeia continua a despejar milhares de milhões.

Daí surge esta pequena pergunta grosseira que ninguém nos salões de Bruxelas parece disposto a fazer: se sabiam, porque continuaram a pagar?

Há duas respostas possíveis. E nenhuma delas é particularmente gloriosa.

Primeira hipótese: certos europeus têm interesse em manter a boca de Zelensky fechada. Desde 2022, Kiev tornou-se a Lourdes da burocracia ocidental: presidentes, ministros, comissários e parlamentares acorrem ao local para tirar fotografias em frente à bandeira e receber os seus certificados de virtude geopolítica. A ideia de que alguns possam ter beneficiado direta ou indiretamente deste gigantesco ecossistema financeiro seria explosiva. Mas, atualmente, não existem provas públicas concretas que sustentem a alegação de que os líderes europeus receberam pessoalmente benefícios financeiros de Kiev. Sem provas, esta continua a ser uma hipótese, não um facto.

A segunda explicação é quase mais grotesca: sabiam muito bem, mas não se importaram. Porque a prioridade era derrotar a Rússia.

Assim, a corrupção ucraniana tornou-se uma espécie de franquia diplomática. Exigem-se “reformas”, Kiev promete “reformas”, Bruxelas aplaude as “reformas”, surge então um novo escândalo e todos pedem… mais reformas.

E, acima de tudo, mais dinheiro.

Uma magnífica máquina burocrática onde o insucesso se torna precisamente a justificação para o próximo pagamento.

O problema é que esses milhares de milhões não pertencem nem a von der Leyen, nem a Merz, nem a Macron. É dinheiro dos contribuintes europeus. A ajuda foi-lhes vendida como necessária para financiar a resistência ucraniana, e não para alimentar redes de influência, comissões secretas ou potenciais bens de luxo.

Se as instituições europeias estavam conscientes dos riscos e, mesmo assim, continuavam a desembolsar somas avultadas sem garantias suficientes, a questão em breve deixará de ser apenas: “Quem roubou em Kiev?”

Passará a ser: “Quem é que em Bruxelas sabia?” Depois: “Desde quando?”

E, por fim, a pergunta mais incómoda: “Porque é que continuaram a fazer isso?”

Porque quando se transferem milhares de milhões sabendo que há rombos nos cofres, não se pode para sempre fazer-se de vítima surpreendid quando o dinheiro desaparece.

Em Bruxelas, isto chama-se apoio à Ucrânia. Numa empresa, chamar-se-ia má gestão. E numa esquadra de polícia, podiam começar por perguntar quem tinha as chaves do cofre.»

A Guerra na Ucrânia, desde o início, nada teve a ver com "democracia", "liberdade", "direitos humanos" ou "valores europeus", mas sim, com dinheiro, ganância e poder. Esta guerra foi totalmente provocada pelo Ocidente, principalmente pelos EUA e pelas elites israelitas que controlam o governo americano, como a senhoria Victoria Nuland, que em 2014 até andou a distribuir bolachinhas na Praça Maidan em Kiev. Caso não saibam, Victoria Nuland foi uma das principais figuras da administração Obama e esta senhora, tem desde o início graves responsabilidades em tudo aquilo que hoje está a acontecer na Ucrânia. É também judia sionista de nascimento e nutre um ódio visceral e histórico contra a Rússia, à semelhança de muitos outros judeus sionistas (não foi ao acaso que Estaline os perseguiu severamente na URSS, todavia, os livros de história normalmente "esquecem-se" deste facto...).  

Já ninguém pode negar, tendo em conta o ponto a que hoje se chegou, que Israel e os EUA actuam no concerto das nações como se fossem o mesmo País, pelo simples motivo de que as elites sionistas/globalistas que governam em Telavive, são precisamente as mesmas elites que governam em Washington e Bruxelas. A grande ambição destas elites, que operam a partir das sombras, manipulando eleições, os media, a alta finança, os partidos políticos e praticamente toda a classe política, é o domínio mundial. Isto é aquilo que comummente é designado por "sistema" ou Deep State nos EUA. 

Ora, acontece que os anos 1990, após o colapso da URSS, criaram a ilusão na cabeça desta gente, de que realmente podiam mesmo ser os donos do Mundo. A fraqueza em que a Rússia se encontrava na década de 1990, ajudou a cimentar esta crença artificial de superioridade do Ocidente. A vitória americana na Guerra do Golfo em 1991, só ajudou a reforçar este credo fantasioso, passando os EUA a ser os "polícias do Mundo" e a hiperpotência que liderava uma Nova Ordem Mundial unipolar. A posterior intervenção militar contra a Sérvia em 1999, completamente injusta e ilegal, cimentou o papel da NATO como o "braço armado" do projecto globalista e dos interesses sionistas. Os dados estavam oficialmente lançados para o que se iria seguir...

A par e passo, acelerou-se a construção da futura "Federação Europeia", com a introdução do Euro e a abolição das fronteiras, entre muitas outras medidas de cariz internacionalista e apátrida, que visam apenas de mansinho e pela calada, ir desmantelando as antigas nações da Europa. Claro que tudo isto nunca foi admitido publicamente pelos senhores que nos governam, da mesma forma que as elites também não admitem, que a entrada maciça de imigrantes do Terceiro Mundo na Europa ao longo das últimas décadas, tem como função principal acelerar a diluição das identidades e culturas nacionais da Europa, fundindo tudo num grande caldeirão multicultural, rumo à construção de um "homem novo", passo essencial para se chegar à sonhada Federação Europeia ou Estados Unidos Unidos da Europa, que são o verdadeiro objetivo final da elite sionista/globalista. A concretização prática do Plano Kalergi, que durante muito tempo foi considerado como sendo uma mera "teoria da conspiração", está hoje plenamente exposta perante os nossos olhos e só não vê, nem percebe o que se está a passar, quem não quer. 

A única coisa que faltava, porém, para realmente se abrir o caminho rumo a um Governo Mundial, era o controlo da Rússia, da China e do Irão. Esta é uma pedra angular essencial, para se entender a actual guerra mundial que grassa entre os EUA/Israel/NATO/UE e o Eixo que une Teerão, Moscovo e Pequim. Do ponto de vista da geopolítica pura, é um facto estabelecido que quem controlar o continente euroasiático, tem a capacidade para controlar e dominar o resto do Mundo. A tentativa de subjugar a Rússia e o Irão, são portanto, um passo perfeitamente natural e lógico para a elite sionista/globalista e é precisamente aqui, que reside o motivo pelo qual se despoletou a guerra na Ucrânia, como forma de tentar levar ao colapso o governo de Putin e posteriormente, à fragmentação da própria Rússia, algo que as elites ocidentais ambicionam e tentam levar a cabo há vários séculos. Não foi ao acaso, nem apenas em busca de "glória" ou para derrotar o Bolchevismo, que Napoleão e Hitler invadiram a Rússia, mas sim, porque pretendiam colocar a mão nos recursos naturais da Rússia e usar posteriormente a mesma, como plataforma para a criação de um vasto Império Global. Os russos sabem perfeitamente bem que o Ocidente sempre foi um inimigo existencial e é exactamente por esse motivo, que querem a NATO bem longe das suas fronteiras e estão dispostos a ir à guerra, para atingir este objectivo estratégico como se pode constatar na Ucrânia. É também, precisamente pelo motivo acima exposto, que a guerra na Ucrânia é uma guerra existencial para a Federação Russa e por extensão, para a própria República Popular da China e a República Islâmica do Irão. 

Dominar o Irão e fragmentá-lo em pedaços, à semelhança do que se fez na Síria, é claramente outro objectivo da elite globalista/sionista e viu-se nos últimos dois anos como Trump e Netanyahu, tentaram por todos os meios colocar esta manobra em prática, porém, esqueceram-se de que os persas nunca foram propriamente "pêra doce" e acabaram por sofrer uma derrota às mãos de Teerão, que ficará sem dúvida nos anais da história, como uma das maiores humilhações militares que alguma vez foi infligida aos EUA e a Israel

Em relação à China, eu creio que havia uma certa ingenuidade da parte das elites ocidentais, que parecem ter acreditado algures nos anos 1990 e início dos anos 2000, que seria possível "converter" o Partido Comunista da China (PCC) ao credo globalista ocidental e que de alguma forma, a China iria acabar à semelhança da Europa, através da infiltração, suborno e corrupção, por ser também ela dominada pela elite sionista/globalista. Xi Jinping veio colocar um fim defintivo a este plano e tomou medidas no sentido de reforçar o sentido patriótico e nacionalista do PCC. Os comunistas chineses perceberam que o Nacionalismo é a única forma de manter a sociedade verdadeiramente unida e coesa e hoje, o PCC é sem sombra de dúvida, um partido com um programa genuinamente nacional e social, que faria corar de vergonha muitos partidos da dita "extrema-esquerda" e "extrema-direita" na Europa, que não passam de oposição controlada e de lacaios vendidos ao sistema. Ademais, o PCC deixou de lado os velhos dogmas do Marxismo-Leninismo que afundaram a URSS e colocou o mercado livre e o Capitalismo ao serviço dos interesses da China. Como dizia Deng Xiaoping, «não interessa se o gato é branco ou preto, o que interessa é que o gato consiga caçar os ratos». Este pragmatismo do PCC e a sua fusão com a filosofia Confucionista, tornaram a China comunista uma potência imbatível no Mundo, a todos os níveis. A China era um País pobre e onde se passava fome até à decada de 1980. Em quatro décadas e graças à governação do PCC, 800 milhões de chineses foram retirados da pobreza extrema. É mentira que o Comunismo não funciona e a China do século XXI é a prova disto mesmo. O que não funciona e acaba por inevitavelmente levar à estagnação económica e pobreza generalizada, é o incompetente modelo soviético que foi copiado por dezenas de países no Mundo com resultados desastrosos. O PCC decidiu seguir o seu próprio caminho, adaptando a teoria socialista à realidade prática e hoje o resultado está à vista em pleno. O Vietname é outro bom exemplo contemporâneo, de um País que também deixou para trás o modelo soviético e abraçou o mercado livre e o Capitalismo de Estado ao estilo chinês. Hoje, o Vietname é o País do sudoeste asiático que mais está a crescer economicamente e nada disto é ao acaso, mas sim, fruto da boa governação e de uma política pragmática e bem pensada, da parte do Partido Comunista do Vietname (PCV).  

A esquerda no Ocidente, regra geral, ainda não entendeu, nem consegue entender, nada daquilo que os partidos comunistas na Ásia estão a fazer, nem sequer a essência dos mesmos. Por outro lado, é preciso ter em conta que a esquerda como força política nos EUA e na UE, foi nas últimas décadas praticamente toda cooptada por agentes ao serviço do globalismo. Gramsci, a Escola de Frankfurt e o Marxismo Cultural em geral, foram a maior maldição que aconteceu aos partidos de esquerda no Ocidente. O Bloco de Esquerda em Portugal, ou o Livre, são bons exemplos desta aberração política neomarxista. Basta, aliás, ver-se como inúmeros partidos e organizações de esquerda, recebem dinheiro da rede de fundações e ONG's, ligadas ao bilionário judeu George Soros... 

A impunidade total de Israel e da elite sionista/globalista a nível internacional e a forma como tudo tem sido gerido em torno do escândalo de Jeffrey Epstein, só por si, demonstra bem o "calibre" dos monstros com que estamos aqui a lidar... 

Os verdadeiros inimigos do Ocidente, hoje, não são nem Putin, nem Xi Jingping, nem o Ayatollah Mojtaba Khamenei. Pelo contrário, os maiores inimigos do Ocidente residem nos dias que correm, nas próprias capitais da Europa e dos EUA, fazem-se passar por "democratas" respeitáveis e através da arte do engano, da fraude e da mentira, continuam a laborar intensivamente em prol da nossa destruição colectiva. 

sábado, 1 de agosto de 2026

Algumas nótulas sobre o momento geopolítico actual...

 

 

Os EUA e o Ocidente são governados neste momento por uma elite que não entende o que é a guerra real e o que é que esta implica tanto em termos de necessidades (recursos naturais, indústria, stocks de munições, logística, modelos matemáticos, mentalidade, demografia, cultura académica, etc...), como em termos de consequências. A concepção que as elites ocidentais e grande parte da população têm hoje da guerra, é uma concepção muito rudimentar, Hollywoodesca até, laboriosamente construída por décadas de propaganda e lavagem cerebral. 

O mito da "invencibilidade americana", apesar de ter sido completamente estilhaçado pela República Islâmica do Irão nos últimos meses, ainda continua a dominar as análises de grande parte dos jornalistas e da intelligentsia ocidental. A verdade, porém, é que esta gente é pura e simplesmente incompetente. A CIA, os conselheiros que rodeiam Trump, inúmeros "analistas" ao serviço de Washington e da NATO, esta gente não ocupa os cargos que atualmente ocupa por serem os melhores, mas sim, porque dizem aquilo que o Deep State e a elite reinante querem que esta gente diga, quais papagaios de serviço. Esta é a grande diferença entre a América de hoje e a América que tínhamos até aos anos 1980. Comparem a administração de Ronald Reagan com a administração patética que temos hoje com Trump. Reagan, digam o que disserem dele, tinha especialistas e académicos realmente capazes a aconselhá-lo. Numa altura em que o Mundo ainda vivia em plena Guerra Fria, a administração Reagan tinha ao seu serviço a "nata da nata" daquilo que o Ocidente produzia em termos de analistas sobre a URSS e o Mundo Comunista. A administração de Reagan era hostil à URSS e ao Comunismo, isso é inquestionável, porém, esta administração era simultaneamente realista e tinha uma noção minimamente pragmática da realpoltik. Hoje, ao invés, tanto a administração de Trump, como a de muitos países europeus, estão pejadas de ideólogos neocons, extremamente agressivos e caracterizados por uma postura de superioridade arrogante em relação ao resto do Mundo. Um bom exemplo disto mesmo foram as infelizes palavras do antigo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrel, quando este afirmou num discurso em 2022 que a Europa é «um jardim» e o resto do Mundo «uma selva». 

O que permitiu que evitássemos durante décadas a loucura de uma guerra nuclear global que teria tido resultados catastróficos para a Humanidade, foi uma profunda noção realista e uma postura pragmática, da parte dos líderes que o Ocidente teve até ao fim da Guerra Fria. Esta mentalidade realista e pragmática, era também reforçada pelo facto de praticamente todos os estadistas ocidentais da Guerra Fria, terem sido eles próprios militares durante a Segunda Guerra Mundial e por isso mesmo, sabiam o que era a guerra real e tinham noção das consequências da mesma. Truman, Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford, Carter, Reagan e até mesmo Bush (pai), todos estes líderes eram avessos ao sistema socialista proposto pela URSS, porém, eles sabiam o que era a guerra real e foi por isso mesmo que o Mundo conseguiu sobreviver à Guerra Fria. Independentemente das preferências ideológicas de cada um, temos de reconhecer esta evidência. Os líderes dos EUA, da CEE e da URSS, cada um à sua maneira e apesar de todas as guerras por procuração, golpes de Estado, assassinatos, jogos de espionagem e manobras diplomáticas em que andaram envolvidos, apesar disto tudo, tiveram o discernimento necessário para conseguir evitar a escalada final rumo ao Apocalipse Nuclear. 

Ora, passa-se que nos dias que correm, ao invés de tudo o que eu acima descrevi, estamos entregues à maior irresponsabilidade no Ocidente com os Trumps, as Von der Leyens e as Kaja Kallas que por aí pululam. Esta gente nunca esteve na guerra ou cumpriu sequer qualquer serviço militar. Não sabem o que é a guerra real, são mal aconselhados e são completamente ignorantes sobre a Rússia, a China ou o Irão e é precisamente por esse motivo, que nos arrastaram a todos para o "bróculo" geopolítico que vivemos atualmente no concerto das nações. 

O momento atual é grave... gravíssimo para dizer o mínimo e arrisco dizer que 99% da população ocidental não tem a mínima noção disto.  

O Mundo está neste momento a viver uma nova guerra Mundial, disputada entre o Eixo Moscovo-Teerão-Pequim e aquilo que podemos designar pelo Império Anglo-Sionista. De uma lado temos a maioria da população mundial, os BRICS, o Sul Global e grande parte dos recursos naturais e industriais do planeta, incluindo terras raras. Do outro, temos os EUA e Israel com os seus vassalos da NATO e da UE. 

O Império Anglo-Sionista, que é comandado a partir de Telavive e Washington e que os russos costumam designar por «ocidente coletivo», não possui recursos naturais suficientes e muito menos humanos para poder derrotar ou sequer travar a Rússia, a China e o Irão juntos. O que isto significa, traduzido para os mais leigos nesta matéria, é que chegou a hora do Ocidente começar a negociar de boa fé para salvar o que lhe resta e deixar-se de fantasias sobre domínio mundial (os anos 1990 já terminaram há muito...), caso contrário, iremos inevitavelmente assistir nos próximos anos a um cerco e ataque cerrado cada vez mais intenso a nível global, tanto em relação aos interesses ocidentais, como em relação à NATO. O que se está a passar neste preciso momento na Ucrânia, no Médio Oriente e em África, onde a China e a Rússia estão a dominar cada vez mais, está a expor perante o Mundo a fragilidade ocidental em todo o seu esplendor. 

Quanto mais o Ocidente adiar as negociações e continuar a sua política de hostilidade em relação à Rússia, o Irão e a China, pior será o desfecho final de toda esta situação para todas as partes envolvidas. Têm dúvidas sobre isto que eu afirmo?! Então experimentem ler a imprensa russa, chinesa e iraniana que está disponível online e traduzida para quem se interessar... o que por lá se escreve e demonstra, expõe completamente ao ridículo as narrativas e fantasias ocidentais sobre vitórias imaginárias na Ucrânia ou no Estreito de Ormuz. Para agravar tudo, é notório como o Irão, a Rússia e a China estão a solidificar as suas alianças em termos de defesa coletiva e com a participação da Coreia do Norte. O que isto significa é que será de prever que nos próximos anos a NATO vá ser alvo de um cerco gradual que já começou na Europa, onde Putin traçou a linha vermelha na Ucrânia e no Médio Oriente, onde o Irão está gradualmente a destruir toda a infraestrutura militar americana com mísseis e drones

Putin deixou claro no fim de 2021 que a NATO iria ser empurrada para trás a bem ou a mal... Em Dezembro de 2021, a Rússia entregou ao Ocidente vários documentos e propostas de acordo, onde avançava com uma renegociação de toda a arquitetura de segurança internacional e o compromisso escrito por parte dos EUA, de nunca deixarem a Ucrânia aderir à NATO. O Ocidente, de forma totalmente arrogante e agressiva, recusou integralmente as propostas de paz russas e ainda se riu na cara dos russos e fez troça da linha diplomática seguida por Moscovo. Sei muito bem de tudo isto, pois escrevi sobre esta questão na altura em vários artigos e recordo-me até de por volta de alturas do Natal de 2021, eu ter escrito um artigo em que advertia que aquele seria o último Natal em paz na Europa durante muito tempo, pois a guerra estava ao virar da esquina... Os factos demonstram como não me enganei e dois meses depois em Fevereiro de 2022, a Rússia, após anos de promessas falhadas por parte do Ocidente e já não podendo tolerar mais os sucessivos alargamentos da NATO em direção às suas fronteiras, foi obrigada a tomar medidas técnico-militares que se traduziram na Operação Militar Especial que dura até hoje na Ucrânia.

O Ocidente, nomeadamente os EUA, a UE e a NATO, são inteiramente culpados e responsáveis pelo conflito que grassa hoje na Ucrânia e os americanos especialmente, ao que tudo indica, provocaram-no tendo em conta três grandes objetivos estratégicos, a saber:

  1.  Sancionar a Rússia de forma muito violenta, de forma a tentar provocar o colapso do governo de Putin e se possível, substituir Putin por um fantoche qualquer ao serviço do Ocidente.
  2. Cumprido o ponto 1, aproveitar o caos das sanções e da guerra, para tentar provocar o colapso do Estado Russo e a consequente fragmentação da Rússia. A CIA e os vários serviços secretos ocidentais, já estavam preparados para fornecer armamento e inteligência a quaisquer grupos que lutassem contra Moscovo.  
  3. Através das sanções contra a Rússia, cortar as ligações económicas entre a UE e a Rússia, com consequências muito negativas para a UE. Os EUA passam assim a ser os grandes fornecedores de bens e armamento à Europa. Washington ganha em literalmente tudo e os europeus, conduzidos por políticos serviçais do Império Anglo-Sionista, ficam a ver os navios a passar...

Apenas compreendendo a vileza e violência do ataque que foi organizado contra a Rússia por parte do Ocidente coletivo, é que podemos entender porque é que os russos tomaram as medidas que tomaram na Ucrânia e porque é que Putin está disposto a ir até ao fim com a Operação Militar Especial, custe aquilo que custar. Estou certo de que a guerra em curso ainda irá durar algum tempo, porém, esta irá decorrer até que a Ucrânia seja totalmente desmilitarizada, desnazificada e em última análise, desmantelada para todo o sempre. Isto significa que o Estado Ucraniano com grande probabilidade irá deixar de existir, a Rússia irá absorver as terras que foram suas durante séculos e não haverá mais Zelensky, nem juntas pró-UE em Kiev, nem NATO na Ucrânia. 

Recordo que tudo isto, este desfecho que eu sei que para muitos é absolutamente trágico, poderia ter sido todo evitado se o Ocidente em 2021, simplesmente, tivesse aceitado dar aos russos as garantias escritas que os russos então pediram. Agora, infelizmente, será muito pior e podem ter a certeza de que Moscovo não quer mais "negociações" com o Ocidente sobre a Ucrânia. A única "negociação" que a Federação Russa vai ter daqui para a frente com o Ocidente, vai ser para assinar a capitulação total e incondicional da Ucrânia nesta guerra, à semelhança do que aconteceu com a Alemanha Nacional-Socialista em 1945. 

O ambiente geopolítico atual é dos mais perigosos das últimas décadas. Se o Ocidente não entender a mensagem com a derrota na Ucrânia que lhe irá ser imposta pela Federação Russa, o próximo passo será ainda mais drástico, poderá envolver diretamente as Forças Armadas da República Popular da China e as consequências são completamente imprevisíveis. Depois não digam que não foram avisados...