A classe dirigente do Ocidente, continua em delírio e completamente perdida, sem perceber porque é que apesar de já terem decretado mais de 23,9 mil sanções contra a Rússia e outras cerca de 10 mil contra o Irão, porque é que mesmo assim, estes países continuam com economias funcionais e aparentemente, capazes de aguentar um intenso esforço de guerra em várias frentes.
Ora, o motivo pelo qual tanto a Rússia, como o Irão, apresentam economias tão resilientes às sanções do Ocidente, deve-se ao facto de estes países terem economias reais e integradas, baseadas primeiro numa forte componente teórica/académica, onde se destaca a físico-química, a matemática, as engenharias, a geografia e a história. Posteriormente, temos a componente física, composta por muita indústria civil e militar, terras raras, recursos energéticos abundantes e recursos minerais também em grande quantidade. Estes são os verdadeiros indicadores que quando combinados, devem de servir para averiguar a REAL capacidade económica de um País.
No Ocidente, pelo contrário, a capacidade económica é medida através de indicadores que muitas vezes se limitam a analisar o desempenho de uma determinada economia, apenas através do Produto Interno Bruto (PIB). Isto é um erro, pois as comparações simplistas do PIB entre vários países, nunca têm em conta as taxas de câmbio internacionais e a Paridade do Poder de Compra (PPP). Este é um dos principais motivos que levou os EUA e a UE, a subestimarem a capacidade de resiliência da Rússia em 2022. As famosas «sanções do inferno» que os americanos anunciaram contra a Rússia em 2022 e que tinham como objectivo, levar ao colapso da economia russa em poucas semanas ou meses, acabaram por nunca surtir o efeito esperado. Os russos simplesmente adaptaram-se, contornaram as sanções ocidentais, reconverterem alguns sectores da sua economia e orientaram os mesmos na direção da Ásia. Muitos economistas ocidentais, doutrinados na neoliberal escola de Chicago nas faculdades de economia, têm um entendimento económico que se baseia meramente na especulação financeira dos mercados e em dinheiro fictício em formato eletrónico. Isto não é economia real. É fraude económico-financeira em larga escala, a ponto de hoje, o número de barris de petróleo que estão a ser negociados nos mercados financeiros, superar em dezenas de vezes a quantidade de petróleo físico que realmente existe disponível. Os espculadores de Wall Street e da City de Londres, pura e simplesmente, vivem e operam numa realidade alternativa à do Mundo real.
Um dos melhores exemplos da gigantesca fraude económico-financeira e esquema Ponzi, em que o Ocidente vive imerso, é a propaganda dos media ocidentais, sempre alinhada com a narrativa bem-pensante, que nos garante a todos que a economia russa é equivalente à da Itália. Esta interpretação, para além de estar ideologicamente enviesada pelo pensamento neocon americano, é falsa. A Itália não coloca satélites em órbita, nem estações espaciais, nem envia cosmonautas para o espaço, nem possui uma poderosíssima industria militar, que produz mais armamento em apenas três meses, do que toda a NATO em conjunto consegue produzir num ano. A Itália também não tem o segundo exército mais poderoso do Mundo. Se a economia russa fosse realmente do tamanho da economia italiana, então os russos nunca teriam aguentado mais do que duas a três semanas de conflito na Ucrânia, na melhor da hipóteses.
Mas vamos agora ver o que diz o sr. Putin. Isto, creio que basta para demonstrar o grau a que chegou a estupidez e impreparação da classe dirigente ocidental, em todo o seu esplendor:
🇷🇺🇪🇺 Vladimir Putin with a message to Europeans:
— Megatron (@Megatron_ron) September 12, 2026
“We used to sell you (Europeans) gas at $150 per 1,000 cubic meters. 'That’s too expensive,' you said. Now you’re paying $1,000. And since storage facilities are empty, the price will hit $1,500 this winter... You got what you… pic.twitter.com/3k9uGc5FNI
Os europeus, se não reverterem o caminho de hostilidade em relação à Rússia, em que decidiram entrar pela mão de uma classe política completamente corrupta e submissa aos interesses de Washington, vão acabar a pagar "com língua de palmo e ao cubo", por este erro crasso em termos estratégicos e geopolíticos. E ainda vos digo mais: Vladimir Putin foi o melhor amigo que o Ocidente teve em muito tempo. Putin e isto está perfeitamente documentado em inúmeros jornais, livros, reportagens e revistas publicadas ao longo das últimas duas décadas, quis ter boas relações com a Europa, quis ter parcerias a todos os níveis connosco e quis abrir a Rússia ao Ocidente após o fim do Comunismo soviético, a ponto de até ter proposto no ano 2000, a integração da Rússia na NATO. Foram os americanos, que sucessivamente, sabotaram todos estes esforços e corromperam por completo a classe política da UE, de forma a que esta se tornasse o mais hostil possível à Rússia, a ponto de hoje termos chegado ao ponto a que chegámos.
Podem dizer o que quiserem do Presidente Putin, porém, nunca poderão apagar o facto de ele ter sido, de longe, o mais pró-ocidental de todos os líderes que a Rússia teve no último século. Sobre isto não tenham qualquer dúvida. O Ocidente não tem a mínima noção da oportunidade de ouro que perdeu, quando virou as costas à Rússia de Putin e o empurrou para os braços da China.
Os europeus, quais crianças petulantes, agora que se deitem na "caminha" que fizeram para eles mesmos. Não souberam aproveitar a oportunidade? Não têm gás? Não têm terras raras? O gasóleo e a gasolina estão caros? Os serviços públicos estão em falência? A comida no supermercado está a preços proibitivos?... Paciência! Aprendam a votar em gente decente e deixem de ser estúpidos. Sejam bem-vindos ao Mundo da economia real...

guest Professor Richard Wolff. America's Sick Obsession with Sanctions:
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=WDDyE6Waqtc