Estes politicouros deviam ter vergonha destas palhaçadas. pic.twitter.com/KfPcygUzIC
— Sarzuelas (@sarzuelas) September 5, 2026
Há gente que, pura e simplesmente, não tem a mínima noção do ridículo. As pessoas que podem observar no pequeno video acima, são um bom exemplo disto. A Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, pelos vistos terá julgado que lhe ficaria bem ir armar-se em "pedreira do povo", com a sua comitiva e começar a meter massa, como se a luminária em causa percebesse alguma coisa de tal arte.
Esta gente não se enxerga. Acredito que podem até ter tido boas intenções, mas estas figuras, são mais uma vez, apenas demonstrativas de uma só coisa: a "esquerda caviar" em que o Partido Socialista (PS) há muito se transformou, está completamente desfasada do País real e do povo real. Esta esquerda não sabe o que é a vida para um pedreiro que tem de se levantar às 5 ou 6 da manhã, para ir para uma obra trabalhar no duro, faça chuva ou faça sol. Não sabem o que é chegar ao fim de um dia de trabalho e nem sentirmos o corpo da cintura para baixo, tal é o grau de exaustão. Não sabem o que é chegar ao fim do mês e receber um salário mísero, de 920 euros brutos, que não dá para nada. Não sabem o que é estar 12 horas num hospital à espera de uma consulta, ou ter de andar em transportes públicos sobrelotados e a cheirar mal. Não sabem o que é o desespero do desemprego, porque eles próprios nunca estiveram desempregados na vida. Não sabem, nem nunca vão saber, porque a larga maioria dos nossos governantes, não passam de uns "betinhos", que tiveram papás com dinheiro que lhes pagaram cursos e de seguida pularam dos cursos, directamente para os gabinetes climatizados onde, por norma, só se relacionam com mais "betinhos" e gente "chique", que nunca teve um calo na vida. Vejam por vós o currículo de Ana Abrunhosa:
Portanto aí está meus caros... Ana Abrunhosa, possivelmente, nunca sequer tinha pegado numa colher de pedreiro na vida ou cheirado de perto cimento fresco acabado de fazer, mas lá foi toda pipi, de lenço vermelho ao pescoço, fazer de conta que é "do povo", enquanto se deixava filmar a fazer as figuras que aí estão para todos verem. E depois é este tipo de gente que vai para a Assembleia da República, dizer ao povo real que está tudo bem e dar-nos lições de moral, ou para "a Europa", fazer lobby pelos interesses de Washington e de Israel, como o ex-Primeiro-Ministro António Costa, que está "a mamar" ao erário público 38,3 mil euros por mês em Bruxelas.
O 25 de Abril arrancou do poder uma velha ordem conservadora e autoritária que estava muito desgastada, mas que pelo menos era patriótica, nacionalista e defendia os interesses de Portugal e dos Portugueses pelo Mundo fora. Esta velha ordem foi substituída por uma nova aristocracia da "esquerda caviar", que minou completamente o País ao longo das últimas cinco décadas. Os desmandos não foram apenas a loucura que se viu no PREC e que rebentou com a economia nacional, logo em 1977 quando o FMI teve de cá vir pela primeira vez. Houve muitos mais erros cometidos, nomeadamente, no processo de adesão à CEE, que já era uma ideia do tempo do governo de Marcelo Caetano. A grande diferença entre o que Marcelo Caetano queria e aquilo que depois foi feito no pós-25 de Abril, é que Marcelo Caetano queria colocar Portugal na CEE, mas como um País respeitado internacionalmente e com a questão melindrosa do Ultramar resolvida de vez. Ao invés, o que acabou por acontecer foi a adesão de Portugal à CEE em 1986, em moldes humilhantes, porque nós estávamos então de mão estendida à caridade internacional, em consequência das bancarrotas de 1977 e 1983. O resultado directo deste rebaixamento de Portugal, foi a sujeição do País a todas as exigências de Bruxelas, muitas das quais nunca foram propriamente do nosso interesse. Hoje, veja-se o resultado de tudo isto, estamos transformados num País de cafés, supermercados, centros comerciais e turismo de massas, com cada vez menor qualidade. Sim, fizeram-se hospitais, escolas e muitas estradas, com as famosas "políticas do betão" ao longo das últimas décadas, mas onde é que está a indústria pesada? Onde está a indústria naval? Onde está a indústria ferroviária? Onde está a indústria militar? Onde está a siderurgia? Onde está a produção de alta tecnologia? Onde estão as pescas e a agricultura? Pois é, não estão... o pouco que resta é marginal em termos de impacto real na economia e o resultado é o que agora está à vista. Em cinquenta anos foi-se gradualmente desmantelando tudo e deixando morrer sectores vitais para a economia nacional. Andamos a comprar fragatas aos italianos, quando podíamos perfeitamente ser nós, com a tradição marítima que temos, a fabricar as nossas próprias fragatas e submarinos, se tivessem sido feitos os investimentos certos, na altura certa. A situação chegou a um ponto tal, que Portugal hoje não fabrica sequer uma única munição, sendo que até os cartuchos para a caça, têm de ser importados do estrangeiro. Creio que estamos, portanto, conversados sobre o ponto a que isto chegou.
Sem economia e capacidade industrial, não há soberania, resta portanto e apenas, a humilhação da servidão e da indigência, de mão estendida ao globalismo apátrida... esta é, infelizmente, a situação em que Portugal se encontra hoje e há responsáveis por isto.
É vê-los por aí, nos governos que vão entrando e saindo, nas câmaras municipais, nas direções, nas universidades, nos institutos e observatórios, em tudo o que é função pública, "a mamar tacho" do bom e do belo. Os filhos deles, regra geral, nunca ficam desempregados, nunca parecem ter dificuldades em conseguir lugar nas melhores empresas ou em quadros do Estado, como "consultores", ou "secretários" de qualquer coisa e vá-se lá a saber porquê, têm sempre várias casas e muitas vezes de luxo, num País em que o típico português de classe média, nem um T0 ou T1 em Lisboa ou no Algarve já consegue arrendar.

Polémica em Coimbra: Ana Abrunhosa faz acusações a jornalista, PCP acusa-a de “prepotência”:
ResponderEliminarhttps://www.jornaldenegocios.pt/empresas/media/detalhe/polemica-em-coimbra-ana-abrunhosa-retira-confianca-a-jornalista-pcp-acusa-a-de-prepotencia