domingo, 6 de setembro de 2026

A aristocracia da "esquerda caviar" que nos enterrou como País nos últimos 52 anos...


 

Há gente que, pura e simplesmente, não tem a mínima noção do ridículo. As pessoas que podem observar no pequeno video acima, são um bom exemplo disto. A Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, pelos vistos terá julgado que lhe ficaria bem ir armar-se em "pedreira do povo", com a sua comitiva e começar a meter massa, como se a luminária em causa percebesse alguma coisa de tal arte. 

Esta gente não se enxerga. Acredito que podem até ter tido boas intenções, mas estas figuras, são mais uma vez, apenas demonstrativas de uma só coisa: a "esquerda caviar" em que o Partido Socialista (PS) há muito se transformou, está completamente desfasada do País real e do povo real. Esta esquerda não sabe o que é a vida para um pedreiro que tem de se levantar às 5 ou 6 da manhã, para ir para uma obra trabalhar no duro, faça chuva ou faça sol. Não sabem o que é chegar ao fim de um dia de trabalho e nem sentirmos o corpo da cintura para baixo, tal é o grau de exaustão. Não sabem o que é chegar ao fim do mês e receber um salário mísero, de 920 euros brutos, que não dá para nada. Não sabem o que é estar 12 horas num hospital à espera de uma consulta, ou ter de andar em transportes públicos sobrelotados e a cheirar mal. Não sabem o que é o desespero do desemprego, porque eles próprios nunca estiveram desempregados na vida. Não sabem, nem nunca vão saber, porque a larga maioria dos nossos governantes, não passam de uns "betinhos", que tiveram papás com dinheiro que lhes pagaram cursos e de seguida pularam dos cursos, directamente para os gabinetes climatizados onde, por norma, só se relacionam com mais "betinhos" e gente "chique", que nunca teve um calo na vida. Vejam por vós o currículo de Ana Abrunhosa:

«Filha de pais portugueses, nasceu em Angola e viveu até aos 15 anos com a família em Mêda, na Beira Alta.

Frequentou a Escola Secundária Afonso de Albuquerque, na Guarda, e posteriormente mudou-se para Coimbra para frequentar a Universidade, onde vive desde então.

É licenciada, mestre e doutorada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). A sua tese de doutoramento centrou-se na temática da inovação e desenvolvimento regional. Durante o período académico, participou em diversos projetos de investigação e publicou artigos em revistas científicas nacionais e internacionais.

Iniciou a sua carreira profissional em 1994 na área de auditoria da empresa Ernst & Young, onde trabalhou até 1995.

Em 1995, Ana Abrunhosa iniciou a sua carreira como docente na FEUC, lecionando disciplinas como Introdução à Economia, Microeconomia I, Economia Regional, Economia Europeia, Introdução à Gestão e Seminário de Gestão da Inovação. Além das atividades letivas, colaborou regularmente com outras faculdades da Universidade de Coimbra. Paralelamente, foi investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, onde integrou projetos relacionados com políticas públicas e desenvolvimento territorial.

Entre 2008 e 2010, exerceu o cargo de vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), sendo responsável pelas áreas de Desenvolvimento Regional, Apoio Jurídico à Administração Local, Comunicação e Gestão Administrativa e Financeira.

De 2010 a 2014, foi vogal executiva da Comissão Diretiva do Programa Operacional Regional do Centro – Mais Centro, onde geriu fundos comunitários destinados ao desenvolvimento da região Centro de Portugal.

Assumiu a presidência da CCDRC em 2014, cargo que ocupou até 2019. Durante esse período, liderou a entidade responsável pela definição e execução de políticas públicas na região Centro, incluindo a coordenação pela reconstrução das áreas afetadas pelos incêndios florestais de 2017 em Pedrogão Grande.

[...]

Foi presidente do Comité de Investimento do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020), no período entre 2016 e 2019, altura em que geriu investimentos destinados à reabilitação urbana. Além disso, presidiu ao Conselho Geral do Fundo de Dívida e Garantias da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), de 2017 a 2018, e ao Conselho Geral do Fundo de Capital e Quase-Capital da IFD em 2019.

Em 2019, foi nomeada Ministra da Coesão Territorial no XXII Governo Constitucional, liderado pelo Primeiro-Ministro António Costa, cargo que ocupou até abril de 2024.

Durante o seu mandato, implementou o Programa de Apoio à Produção Nacional, que apoiou 1.700 projetos e manteve 20 mil postos de trabalho. Além disso, promoveu a criação da Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho em 88 municípios no interior.

Foi eleita deputada à Assembleia da República pelo círculo de Coimbra, em março de 2024, onde representou o Partido Socialista na XVI Legislatura.

Enquanto Deputada, foi Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde.

Em fevereiro de 2025, Ana Abrunhosa foi escolhida pelo Partido Socialista (PS) como candidata à presidência da Câmara Municipal de Coimbra nas eleições autárquicas desse ano. A sua nomeação foi aprovada por larga maioria pela Comissão Política Concelhia do PS de Coimbra.

Nestas eleições, Ana Abrunhosa venceu a Câmara Municipal, encabeçando a coligação "Viver Coimbra" composta pelo Partido Socialista, Livre e PAN, conquistando 29.511 votos (correspondendo a 42.14% do total) e derrotando o incumbente José Manuel Silva da coligação liderada pelo PSD "Juntos Somos Coimbra".»

Portanto aí está meus caros... Ana Abrunhosa, possivelmente, nunca sequer tinha pegado numa colher de pedreiro na vida ou cheirado de perto cimento fresco acabado de fazer, mas lá foi toda pipi, de lenço vermelho ao pescoço, fazer de conta que é "do povo", enquanto se deixava filmar a fazer as figuras que aí estão para todos verem. E depois é este tipo de gente que vai para a Assembleia da República, dizer ao povo real que está tudo bem e dar-nos lições de moral, ou para "a Europa", fazer lobby pelos interesses de Washington e de Israel, como o ex-Primeiro-Ministro António Costa, que está "a mamar" ao erário público 38,3 mil euros por mês em Bruxelas.

O 25 de Abril arrancou do poder uma velha ordem conservadora e autoritária que estava muito desgastada, mas que pelo menos era patriótica, nacionalista e defendia os interesses de Portugal e dos Portugueses pelo Mundo fora. Esta velha ordem foi substituída por uma nova aristocracia da "esquerda caviar", que minou completamente o País ao longo das últimas cinco décadas. Os desmandos não foram apenas a loucura que se viu no PREC e que rebentou com a economia nacional, logo em 1977 quando o FMI teve de cá vir pela primeira vez. Houve muitos mais erros cometidos, nomeadamente, no processo de adesão à CEE, que já era uma ideia do tempo do governo de Marcelo Caetano. A grande diferença entre o que Marcelo Caetano queria e aquilo que depois foi feito no pós-25 de Abril, é que Marcelo Caetano queria colocar Portugal na CEE, mas como um País respeitado internacionalmente e com a questão melindrosa do Ultramar resolvida de vez. Ao invés, o que acabou por acontecer foi a adesão de Portugal à CEE em 1986, em moldes humilhantes, porque nós estávamos então de mão estendida à caridade internacional, em consequência das bancarrotas de 1977 e 1983. O resultado directo deste rebaixamento de Portugal, foi a sujeição do País a todas as exigências de Bruxelas, muitas das quais nunca foram propriamente do nosso interesse. Hoje, veja-se o resultado de tudo isto, estamos transformados num País de cafés, supermercados, centros comerciais e turismo de massas, com cada vez menor qualidade. Sim, fizeram-se hospitais, escolas e muitas estradas, com as famosas "políticas do betão" ao longo das últimas décadas, mas onde é que está a indústria pesada? Onde está a indústria naval? Onde está a indústria ferroviária? Onde está a indústria militar? Onde está a siderurgia? Onde está a produção de alta tecnologia? Onde estão as pescas e a agricultura? Pois é, não estão... o pouco que resta é marginal em termos de impacto real na economia e o resultado é o que agora está à vista. Em cinquenta anos foi-se gradualmente desmantelando tudo e deixando morrer sectores vitais para a economia nacional. Andamos a comprar fragatas aos italianos, quando podíamos perfeitamente ser nós, com a tradição marítima que temos, a fabricar as nossas próprias fragatas e submarinos, se tivessem sido feitos os investimentos certos, na altura certa. A situação chegou a um ponto tal, que Portugal hoje não fabrica sequer uma única munição, sendo que até os cartuchos para a caça, têm de ser importados do estrangeiro. Creio que estamos, portanto, conversados sobre o ponto a que isto chegou. 

Sem economia e capacidade industrial, não há soberania, resta portanto e apenas, a humilhação da servidão e da indigência, de mão estendida ao globalismo apátrida... esta é, infelizmente, a situação em que Portugal se encontra hoje e há responsáveis por isto. 

É vê-los por aí, nos governos que vão entrando e saindo, nas câmaras municipais, nas direções, nas universidades, nos institutos e observatórios, em tudo o que é função pública, "a mamar tacho" do bom e do belo. Os filhos deles, regra geral, nunca ficam desempregados, nunca parecem ter dificuldades em conseguir lugar nas melhores empresas ou em quadros do Estado, como "consultores", ou "secretários" de qualquer coisa e vá-se lá a saber porquê, têm sempre várias casas e muitas vezes de luxo, num País em que o típico português de classe média, nem um T0 ou T1 em Lisboa ou no Algarve já consegue arrendar.

Deixo um conselho aos meninos e meninas do regime: no próximo 25 de Abril, em vez de levarem cravos vermelhos ao peito para o Parlamento, levem antes garrafas de champagne Moët & Chandon e latas de caviar gourmet, de preferência da marca Imperia ou Petrossian e deleitem-se a comer e a beber à grande, com o dinheiro dos contribuintes. Esqueçam os enfadonhos discursos "de Abril" em que já ninguém acredita e deixem-se de fantochadas pindéricas, grande parte do País já sabe o que vocês fazem às escondidas e aqui já não há inocentes, portanto, acabem com as hipocrisias de vez... e se alguém se queixar e disser que é tudo uma vergonha, respondam como a Maria Antonieta terá respondido aos franceses, que estalavam de fome nas vésperas da Revolução de 1789 e digam, meus caros portugueses, «se não têm pão, comam brioches...»
 

1 comentário:

  1. Polémica em Coimbra: Ana Abrunhosa faz acusações a jornalista, PCP acusa-a de “prepotência”:

    https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/media/detalhe/polemica-em-coimbra-ana-abrunhosa-retira-confianca-a-jornalista-pcp-acusa-a-de-prepotencia

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