domingo, 6 de setembro de 2026

A aristocracia da "esquerda caviar" que nos enterrou como País nos últimos 52 anos...


 

Há gente que, pura e simplesmente, não tem a mínima noção do ridículo. As pessoas que podem observar no pequeno video acima, são um bom exemplo disto. A Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, pelos vistos terá julgado que lhe ficaria bem ir armar-se em "pedreira do povo", com a sua comitiva e começar a meter massa, como se a luminária em causa percebesse alguma coisa de tal arte. 

Esta gente não se enxerga. Acredito que podem até ter tido boas intenções, mas estas figuras, são mais uma vez, apenas demonstrativas de uma só coisa: a "esquerda caviar" em que o Partido Socialista (PS) há muito se transformou, está completamente desfasada do País real e do povo real. Esta esquerda não sabe o que é a vida para um pedreiro que tem de se levantar às 5 ou 6 da manhã, para ir para uma obra trabalhar no duro, faça chuva ou faça sol. Não sabem o que é chegar ao fim de um dia de trabalho e nem sentirmos o corpo da cintura para baixo, tal é o grau de exaustão. Não sabem o que é chegar ao fim do mês e receber um salário mísero, de 920 euros brutos, que não dá para nada. Não sabem o que é estar 12 horas num hospital à espera de uma consulta, ou ter de andar em transportes públicos sobrelotados e a cheirar mal. Não sabem o que é o desespero do desemprego, porque eles próprios nunca estiveram desempregados na vida. Não sabem, nem nunca vão saber, porque a larga maioria dos nossos governantes, não passam de uns "betinhos", que tiveram papás com dinheiro que lhes pagaram cursos e de seguida pularam dos cursos, directamente para os gabinetes climatizados onde, por norma, só se relacionam com mais "betinhos" e gente "chique", que nunca teve um calo na vida. Vejam por vós o currículo de Ana Abrunhosa:

«Filha de pais portugueses, nasceu em Angola e viveu até aos 15 anos com a família em Mêda, na Beira Alta.

Frequentou a Escola Secundária Afonso de Albuquerque, na Guarda, e posteriormente mudou-se para Coimbra para frequentar a Universidade, onde vive desde então.

É licenciada, mestre e doutorada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). A sua tese de doutoramento centrou-se na temática da inovação e desenvolvimento regional. Durante o período académico, participou em diversos projetos de investigação e publicou artigos em revistas científicas nacionais e internacionais.

Iniciou a sua carreira profissional em 1994 na área de auditoria da empresa Ernst & Young, onde trabalhou até 1995.

Em 1995, Ana Abrunhosa iniciou a sua carreira como docente na FEUC, lecionando disciplinas como Introdução à Economia, Microeconomia I, Economia Regional, Economia Europeia, Introdução à Gestão e Seminário de Gestão da Inovação. Além das atividades letivas, colaborou regularmente com outras faculdades da Universidade de Coimbra. Paralelamente, foi investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, onde integrou projetos relacionados com políticas públicas e desenvolvimento territorial.

Entre 2008 e 2010, exerceu o cargo de vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), sendo responsável pelas áreas de Desenvolvimento Regional, Apoio Jurídico à Administração Local, Comunicação e Gestão Administrativa e Financeira.

De 2010 a 2014, foi vogal executiva da Comissão Diretiva do Programa Operacional Regional do Centro – Mais Centro, onde geriu fundos comunitários destinados ao desenvolvimento da região Centro de Portugal.

Assumiu a presidência da CCDRC em 2014, cargo que ocupou até 2019. Durante esse período, liderou a entidade responsável pela definição e execução de políticas públicas na região Centro, incluindo a coordenação pela reconstrução das áreas afetadas pelos incêndios florestais de 2017 em Pedrogão Grande.

[...]

Foi presidente do Comité de Investimento do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020), no período entre 2016 e 2019, altura em que geriu investimentos destinados à reabilitação urbana. Além disso, presidiu ao Conselho Geral do Fundo de Dívida e Garantias da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), de 2017 a 2018, e ao Conselho Geral do Fundo de Capital e Quase-Capital da IFD em 2019.

Em 2019, foi nomeada Ministra da Coesão Territorial no XXII Governo Constitucional, liderado pelo Primeiro-Ministro António Costa, cargo que ocupou até abril de 2024.

Durante o seu mandato, implementou o Programa de Apoio à Produção Nacional, que apoiou 1.700 projetos e manteve 20 mil postos de trabalho. Além disso, promoveu a criação da Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho em 88 municípios no interior.

Foi eleita deputada à Assembleia da República pelo círculo de Coimbra, em março de 2024, onde representou o Partido Socialista na XVI Legislatura.

Enquanto Deputada, foi Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde.

Em fevereiro de 2025, Ana Abrunhosa foi escolhida pelo Partido Socialista (PS) como candidata à presidência da Câmara Municipal de Coimbra nas eleições autárquicas desse ano. A sua nomeação foi aprovada por larga maioria pela Comissão Política Concelhia do PS de Coimbra.

Nestas eleições, Ana Abrunhosa venceu a Câmara Municipal, encabeçando a coligação "Viver Coimbra" composta pelo Partido Socialista, Livre e PAN, conquistando 29.511 votos (correspondendo a 42.14% do total) e derrotando o incumbente José Manuel Silva da coligação liderada pelo PSD "Juntos Somos Coimbra".»

Portanto aí está meus caros... Ana Abrunhosa, possivelmente, nunca sequer tinha pegado numa colher de pedreiro na vida ou cheirado de perto cimento fresco acabado de fazer, mas lá foi toda pipi, de lenço vermelho ao pescoço, fazer de conta que é "do povo", enquanto se deixava filmar a fazer as figuras que aí estão para todos verem. E depois é este tipo de gente que vai para a Assembleia da República, dizer ao povo real que está tudo bem e dar-nos lições de moral, ou para "a Europa", fazer lobby pelos interesses de Washington e de Israel, como o ex-Primeiro-Ministro António Costa, que está "a mamar" ao erário público 38,3 mil euros por mês em Bruxelas.

O 25 de Abril arrancou do poder uma velha ordem conservadora e autoritária que estava muito desgastada, mas que pelo menos era patriótica, nacionalista e defendia os interesses de Portugal e dos Portugueses pelo Mundo fora. Esta velha ordem foi substituída por uma nova aristocracia da "esquerda caviar", que minou completamente o País ao longo das últimas cinco décadas. Os desmandos não foram apenas a loucura que se viu no PREC e que rebentou com a economia nacional, logo em 1977 quando o FMI teve de cá vir pela primeira vez. Houve muitos mais erros cometidos, nomeadamente, no processo de adesão à CEE, que já era uma ideia do tempo do governo de Marcelo Caetano. A grande diferença entre o que Marcelo Caetano queria e aquilo que depois foi feito no pós-25 de Abril, é que Marcelo Caetano queria colocar Portugal na CEE, mas como um País respeitado internacionalmente e com a questão melindrosa do Ultramar resolvida de vez. Ao invés, o que acabou por acontecer foi a adesão de Portugal à CEE em 1986, em moldes humilhantes, porque nós estávamos então de mão estendida à caridade internacional, em consequência das bancarrotas de 1977 e 1983. O resultado directo deste rebaixamento de Portugal, foi a sujeição do País a todas as exigências de Bruxelas, muitas das quais nunca foram propriamente do nosso interesse. Hoje, veja-se o resultado de tudo isto, estamos transformados num País de cafés, supermercados, centros comerciais e turismo de massas, com cada vez menor qualidade. Sim, fizeram-se hospitais, escolas e muitas estradas, com as famosas "políticas do betão" ao longo das últimas décadas, mas onde é que está a indústria pesada? Onde está a indústria naval? Onde está a indústria ferroviária? Onde está a indústria militar? Onde está a siderurgia? Onde está a produção de alta tecnologia? Onde estão as pescas e a agricultura? Pois é, não estão... o pouco que resta é marginal em termos de impacto real na economia e o resultado é o que agora está à vista. Em cinquenta anos foi-se gradualmente desmantelando tudo e deixando morrer sectores vitais para a economia nacional. Andamos a comprar fragatas aos italianos, quando podíamos perfeitamente ser nós, com a tradição marítima que temos, a fabricar as nossas próprias fragatas e submarinos, se tivessem sido feitos os investimentos certos, na altura certa. A situação chegou a um ponto tal, que Portugal hoje não fabrica sequer uma única munição, sendo que até os cartuchos para a caça, têm de ser importados do estrangeiro. Creio que estamos, portanto, conversados sobre o ponto a que isto chegou. 

Sem economia e capacidade industrial, não há soberania, resta portanto e apenas, a humilhação da servidão e da indigência, de mão estendida ao globalismo apátrida... esta é, infelizmente, a situação em que Portugal se encontra hoje e há responsáveis por isto. 

É vê-los por aí, nos governos que vão entrando e saindo, nas câmaras municipais, nas direções, nas universidades, nos institutos e observatórios, em tudo o que é função pública, "a mamar tacho" do bom e do belo. Os filhos deles, regra geral, nunca ficam desempregados, nunca parecem ter dificuldades em conseguir lugar nas melhores empresas ou em quadros do Estado, como "consultores", ou "secretários" de qualquer coisa e vá-se lá a saber porquê, têm sempre várias casas e muitas vezes de luxo, num País em que o típico português de classe média, nem um T0 ou T1 em Lisboa ou no Algarve já consegue arrendar.

Deixo um conselho aos meninos e meninas do regime: no próximo 25 de Abril, em vez de levarem cravos vermelhos ao peito para o Parlamento, levem antes garrafas de champagne Moët & Chandon e latas de caviar gourmet, de preferência da marca Imperia ou Petrossian e deleitem-se a comer e a beber à grande, com o dinheiro dos contribuintes. Esqueçam os enfadonhos discursos "de Abril" em que já ninguém acredita e deixem-se de fantochadas pindéricas, grande parte do País já sabe o que vocês fazem às escondidas e aqui já não há inocentes, portanto, acabem com as hipocrisias de vez... e se alguém se queixar e disser que é tudo uma vergonha, respondam como a Maria Antonieta terá respondido aos franceses, que estalavam de fome nas vésperas da Revolução de 1789 e digam, meus caros portugueses, «se não têm pão, comam brioches...»
 

O Mundo inteiro vai pagar pela política de Donald Trump no Médio Oriente


 

Ontem de manhã, os EUA, inflamados de arrogância e julgando que ainda são uma potência que pode agir com total impunidade, no concerto das nações, decidiram atacar três petroleiros que pertenciam ao Irão. A resposta não se fez esperar e horas depois, os persas atacaram três navios ligados aos interesses ianques e três petroleiros, que pertencem a países aliados dos EUA:

«The Islamic Revolution Guards Corps (IRGC)’s Navy announces striking three United States-linked vessels and three trespassing oil tankers in retaliation for earlier American attacks on Iranian tankers.

“This morning, the terrorist and aggressor US military, in a brutal act born of desperation from the closure of the Strait of Hormuz, attacked three oil tankers belonging to the Islamic Republic, causing damage,” the force said in a statement on Saturday.

In response, “the fighters of the IRGC Navy targeted three oil tankers traveling along an unauthorized route through the Strait of Hormuz, as well as three vessels affiliated with the child-killing United States, in other areas,” it added.»

Trump e os sionistas que controlam a sua administração, vão aprender, a bem ou a mal (provavelmente será a mal...), que a grande potência regional no Médio Oriente hoje, é de facto, a República Islâmica do Irão e é esta, que tem o poder para decidir quem é que pode transitar ou não, no Estreito de Ormuz. Independentemente daquilo que o direito internacional diz e estipula, em termos de liberdade de navegação nos mares e direitos de navegação, a geopolítica e a realidade normativa dos factos, são quem verdadeiramente manda e dita a realpolitik no sistema internacional. No caso do Estreio de Ormuz e tendo em conta as actuais capacidades militares do Irão, que são bastante robustas, o que fica claro é que naquela região do Mundo, quem manda são os persas. Ponto final. 

O Irão, hoje, é a potência hegemónica no Médio Oriente e tem capacidade que lhe chega e sobra, para fazer impor a sua vontade a nível regional. Não há nada que os EUA ou Israel possam fazer para alterar esta equação estratégica. 

O Mundo inteiro, infelizmente, vai pagar pela política agressiva de Donald Trump e de Israel em relação ao Irão. O aumento do preço dos combustíveis, a falta de gasóleo no mercado internacional e o consequente encarecimento acentuado do custo de vida, só vão piorar. O Irão nunca irá recuar, nem pode recuar, por uma questão de sobrevivência nacional. Esta situação só poderá ser resolvida quando os EUA decidirem cumprir as exigências que o Irão colocou em cima da mesa e isto implica fazer cedências, entre as quais se incluem o reconhecimento do controlo e da soberania do Irão sobre o Estreito de Ormuz, a retirada total das Forças Armadas dos EUA da região do Médio Oriente, o levantamento de todas as sanções contra Teerão e o fim da guerra em definitivo, no Líbano e na Palestina. Há quem diga que os EUA nunca irão ceder a estas exigências, entre muitas outras da parte do Irão. Vamos ver... a administração Trump pode dizer o que quiser, todavia, os números falam por si e nem a economia americana, nem as economias europeias, vão conseguir sobreviver durante muito tempo, a uma escassez extrema de diesel e jet fuel no mercado internacional. A situação presente é muito mais crítica do que aquilo que muitos julgam e há, um risco real e efectivo, de um colapso económico mundial e de uma grande depressão. 

Sem petróleo, não há indústria química e fertilizantes e isto significa, num Planeta com mais de 8 biliões de pessoas, futura escassez alimentar que pode, certamente, gerar mais conflitos, vagas de migrantes e luta desesperada por recursos. 

Posso estar enganado, mas "cheira-me" que Trump vai ser completamente humilhado nas eleições intercales de Novembro e se este cenário se vier a concretizar, é mais do que merecido. A administração Trump, transformou-se na encarnação da podridão tóxica e decadência periclitante, a que chegou o Império Anglo-Sionista e o Ocidente colectivo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mário Soares, a NATO e a Rússia de Putin


Não me recordo exactamente da data, mas sei que foi por volta do Outono de 2006 ou 2007. Na altura, eu era ainda um jovem estudante em Coimbra e recebi um convite para assistir a uma palestra que Mário Soares iria dar antes da hora do jantar. 

O tema da palestra em causa era a situação internacional e política na Europa e eu acabei quase arrastado para a ocasião, por uns colegas de curso que não queriam perder a oportunidade de ver Mário Soares "ao vivo e a cores".  

A palestra, que decorreu no auditório da Faculdade de Direito, onde eu costumava ter aulas de Economia Política, lá começou e durante longos minutos Mário Soares discursou sobre coisas sem grande interesse para mim até que, de repente, o antigo Presidente da República parou, observou o público no auditório com ar grave e disse uma frase da qual eu nunca me vou esquecer: «Putin tem uns olhos pequenos e um olhar frio, mas por detrás daqueles olhos pequenos e daquele olhar, está um cérebro que pensa!»

De seguida, Mario Soares começou a deixar alertas sobre os perigos do alargamento da NATO em direção às fronteiras russas e da ameaça que os EUA representavam para a soberania da Europa. Confesso que, na altura, não dei grande importância a nada disto, porque eu era então muito jovem e não tinha os conhecimentos que possuo actualmente sobre história e geopolítica. Hoje, ao invés e olhando em retrospetiva, tenho de conceder que Mário Soares tinha razão de sobra sobre tudo o que afirmou na altura em relação à Rússia de Putin e à NATO. Tudo isto já foi também exposto pelo jornal Expresso, como podem ver:

«Pulido Valente antecipou em 2015 que “os movimentos preliminares da III Guerra Mundial estão (estavam) em curso. Para o Ocidente ver – ou não ver”. Sete anos antes, em 2008, tinha sido Mário Soares a lançar num artigo na Visão um grito de alerta: “A NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia que a pode tornar agressiva. Um perigo!”.

O ex-Presidente criticava a Aliança Atlântica, que acusava de se ter tornado “um verdadeiro braço armado dos EUA” e de estar a “fazer estragos noutras regiões do mundo, Cáucaso, zonas do Cáspio e do Mar Negro e países limítrofes da Rússia Ocidental”. E apontava o dedo ao vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, que “em fim de mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia”. Conclusão, pela pena de Soares: “A NATO, criada como organização defensiva, no início da guerra fria, está a tornar-se, por pressão dos neo-conservadores americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia!”

Ora, o que está acima exposto deveria de ser esfregado na cara dos dirigentes do actual Partido Socialista (PS) - incluindo o ex-primeiro-ministro António Costa - que nos querem arrastar a todos para a loucura da guerra contra a Rússia, a mando dos interesses dos EUA. 

Gostem ou não de Mário Soares, é um facto que os seus avisos sobre as consequências irresponsáveis dos alargamentos da NATO na Europa de Leste, sem ter em conta os interesses e a segurança da Federação Russa, foram absolutamente premonitórios. Idem para os alertas de Mário Soares, sobre o facto de a NATO se ter tornado «um verdadeiro braço armado dos EUA», que está a «fazer estragos» no Mundo e que constitui «uma ameaça à paz». Sim, isso mesmo, leram bem, em 2008 Mário Soares já dizia abertamente que a NATO constituía «uma ameaça à paz» no Mundo e alertava que o facto de se estar «cercando a Rússia», instalando bases de mísseis na Polónia e na República Checa, era uma péssima ideia que acabaria por empurrar Moscovo para a guerra. 

É por demais evidente, que a Guerra Russo-Ucraniana é o resultado directo de muita irresponsabilidade e incúria, da parte da actual classe política que temos na Europa. Esta guerra nunca teria sequer começado, se a geração política a que Mário Soares pertenceu, continuasse a governar a Europa. Homens como Felipe González, François Mitterrand, Willy Brandt, Bruno Kreisky, Helmut Kohl, Jacques Chirac, Gerhard Schröder, entre outras figuras que se destacaram na política europeia entre as décadas de 1970 e 1990, nunca teriam permitido que a desgraça da guerra regressasse à Europa. 

A União Europeia virou uma "nave dos loucos", sem rumo e sem futuro a continuar pelo actual caminho, sendo que Bruxelas se transformou numa mera "correia de transmissão" dos interesses do Imperialismo Anglo-Sionista. Ursula von der Leyen, António Costa e Kaja Kallas são gente perigosa, estúpida, narcisista e ignorante. As acções e as palavras destes líderes ao longo dos últimos anos, demonstram em pleno que não conhecem, nem dominam, noções básicas de geopolítica e relações internacionais, assim como não têm também noção de quais as reais capacidades e limites da NATO. Vladimir Putin, digam o que disserem dele, tem mostrado enorme contenção até aqui e o facto de ainda não ter atacado nenhum País da UE/NATO, apesar de todas as provocações e investidas terroristas dirigidas contra Moscovo, é um verdadeiro milagre. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Os alemães e a UE andam a "brincar com o fogo"...


Os alemães, ao que se constata, parece que querem colocar-se "a jeito" e já se esqueceram daquilo que lhes aconteceu, da última vez que quiseram lutar contra o Império Russo. João Gomes explica:

«[...]

A geografia tem uma memória que os políticos frequentemente esquecem. A Ucrânia voltou a ser o espaço onde se quiseram encontrar duas concepções antagónicas da segurança europeia: de um lado, a Rússia que considera a expansão das estruturas ocidentais para junto das suas fronteiras uma ameaça e que tem “cores nazistas”; do outro, uma Ucrânia corrupta q.b. que fez da aproximação à Europa e ao espaço euro-atlântico uma das bases da sua política externa e da sua identidade nacional interessada em criar condições que lhe permitam combater a Rússia. Do meu ponto de vista – e recordando a história mais recente do Euromaidan – é como se as forças nazis internas ucranianas assumissem o papel da Alemanha nazi de 1939.

Atrás está uma Alemanha que, depois de décadas de controle militar, voltou a assumir uma posição central numa “ajuda” que tem laivos do passado.

[...]

Durante décadas, a Alemanha procurou a Rússia através do comércio. A Ostpolitik e a interdependência económica assentavam na ideia de que seria possível construir estabilidade através das relações económicas. Hoje, essa lógica praticamente desapareceu. A Rússia deixou de ser, para Berlim, sobretudo um parceiro económico difícil e passou a ser apresentada como uma ameaça à “segurança europeia”. E a Ucrânia deixou de ser apenas um vizinho oriental da União Europeia para se transformar num “parceiro estratégico” da Alemanha. O seu proxy disfarçado!

Em Agosto de 2026, esta realidade é particularmente evidente: a Alemanha continua a ocupar uma posição central no apoio europeu à Ucrânia, enquanto Berlim assume uma linha cada vez mais dura perante Moscovo. Então a pergunta deixa de ser: “É a Alemanha de hoje igual à Alemanha de 1939?”. A pergunta verdadeiramente interessante é outra: “Onde encontramos hoje a repetição de determinados movimentos geopolíticos que antecederam a grande confrontação europeia do século XX?”

A resposta está no Leste. Em 1939, a Alemanha dirigiu o seu poder para Leste. Em 1941, tentou destruir a União Soviética. Em 2026, a Alemanha não envia exércitos para conquistar território russo. Mas participa ativamente no armamento e no financiamento no seu proxy que combate a Rússia.

Há uma diferença mas a pergunta histórica permanece. Porque, quando uma potência central europeia volta a considerar indispensável o rearmamento, quando a Rússia volta a ser apresentada como o principal adversário estratégico, quando a Ucrânia se transforma na linha avançada da confrontação e quando a indústria militar volta a ganhar uma dimensão que a Europa julgava ter deixado para trás, deve-se perguntar se estamos apenas perante uma nova guerra ou perante o renascimento de uma velha lógica europeia.

Uma lógica que diz: A segurança da Europa constrói-se contra a Rússia.

[...]

É como se a Alemanha tivesse passado de uma política de aproximação à Rússia para uma política de contenção da Rússia. E isso não é uma pequena mudança. É uma ruptura histórica.»

A Federação Russa não vai "invadir a Europa", nem precisa de invadir a Europa, para colocar fim à ameaça crescente que a UE/NATO representa para a sua segurança. A Rússia, só precisa de neutralizar/aniquilar as capacidades da indústria militar europeia e da estrutura política e militar, em termos de comando e controlo. Isto significa, que se o poder no Kremlin decidir que chegou a hora de realmente avançar com medidas "técnico-militares" contra algum ou alguns Estados-membros da UE e da NATO, aquilo a que provavelmente iremos assistir, será ao bombardeamento muito violento de bases militares, centros industriais e alvos políticos na Europa, através de uma combinação de drones de vários tipos, mísseis hipersónicos, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. 

Na Alemanha, a título de exemplo, os russos só precisam de bombardear as fábricas da Rheinmetall, Airbus, Hensoldt, Diehl, Krauss-Maffei Wegmann (KMW), Quantum Systems, Volkswagen, Mercedes e BMW, para colocar um fim à ameaça germânica e ver do novo os alemães de joelhos a pedir clemência. Ataques seletivos para decapitar as capacidades de comando e controlo alemãs, também seriam conduzidos com alta probabilidade. Isto significa o assassinato de generais, oficiais e qualquer político alemão que conduza ou ajude a conduzir o esforço de guerra contra Moscovo. Creio que duas semanas de bombardeamento sistemático e pesado contra a Alemanha, bastariam para quebrar a capacidade industrial alemã e afundar a economia de forma drástica. Esta é a guerra real. É nisto que irá consistir, na prática, um eventual confronto bélico contra a Rússia. A Rússia pode fazê-lo e a hipótese de que o vá fazer, realisticamente, está a aumentar a cada dia que passa, uma vez que a NATO dá sinais de não querer parar ou recuar na Europa de Leste, que é, em termos de geopolítica, a zona de influência estratégica da Rússia. 

Moscovo tem hoje capacidade militar que chega e sobra, para derrotar a NATO na Europa. Os EUA são militarmente incompetentes e já demonstraram isso, na guerra que levaram a cabo contra o Irão e que perderam de forma humilhante. As armas nucleares também não são uma opção, sendo que, a elite e o Deep State dos EUA, sabem perfeitamente bem que isso seria o fim de tudo. Seria o fim não só dos EUA, mas de todo o Ocidente colectivo e das elites em conjunto. 

Os alemães (e a UE em geral...) andam a "brincar com o fogo". Alguém devia de lhes relembrar, como é que acabou a última aventura contra a Rússia, para ver se ganham juízo: