domingo, 30 de agosto de 2026

A China que os media escondem, a democracia e o "Marxismo Paleoconservador" do PCC

 
 

Há cerca de um ano, o famoso youtuber conhecido como Nômade Raiz, andou a viajar pela China e produziu uma série de videos de bastante boa qualidade, que mostram como é realmente a verdadeira China que os media ocidentais, regra geral, não mostram. A segurança sem paralelo com qualquer cidade europeia ou americana contemporânea, o desenvolvimento e a alta tecnologia integrada, a tranquilidade, a limpeza generalizada das ruas, tudo isto é a China do século XXI. Não verão nada disto a ser exibido no Ocidente, pois há toda uma "agenda" e narrativa anti-chinesa, que hoje esta a ser impulsionada por Washington e que tem objetivos geoestratégicos muito claros e bem definidos. Uma das ferramentas desta política americana, é o soft power exercido através da propaganda e desinformação, que é comummente disseminada por muitos meios e órgãos de comunicação, ao serviço de tudo, menos da verdade e dos factos. A suposta "perseguição aos uigurs" na China, é um bom exemplo disto. Existem mais muçulmanos na China, do que na Arábia Saudita, sendo que o número de mesquitas na China, poderá chegar a 39,000. No entanto, os media ocidentais continuam a falar de "perseguição à população uigur", sem qualquer fundamento ou prova sólida que sustente as acusações. Idem para o caso do Tibete, onde hoje a população está perfeitamente integrada no sistema chinês. Não creio estar a exagerar, em afirmar que a esmagadora maioria dos ocidentais são ignorantes no que diz respeito à China e não sabem rigorosamente nada, ou sabem muito pouco, sobre a realidade política e social deste Estado-Civilização milenar. 

A China não é uma "democracia" nos moldes ocidentais. Isso não é. Por outro lado, é preciso entender-se, que o modelo dito "democrático" que temos no Ocidente colectivo, é uma gigantesca fraude, montada de raiz apenas para criar a ilusão de "democracia". Esta, genuinamente, é a "alma" dos sistemas políticos ocidentais. O que interessa é criar a percepção nas massas, de que estas vivem numa "democracia". Manter esta percepção, esta ilusão de poder, é verdadeiramente o pilar nevrálgico da "democracia" como a temos hoje no Ocidente. Seja nos EUA, ou na Europa, o poder hoje está nas mãos de oligarquias, onde existe muito compadrio e conluio com os mainstream media e toda uma rede imensa de interesses económicos instalados, onde tem destaque o complexo militar-industrial, a alta finança, a banca e a Big Pharma. Sim, os cidadãos podem ir de quatro em quatro anos colocar um papelinho numa urna, mas na prática, não se consegue alterar nada, pois o "sistema" está completamente viciado. O que temos, no Ocidente, a tal "democracia" que tanto dizem que temos de defender e em que querem que acreditemos piamente, é efectivamente, um sistema corrupto em que os partidos e políticos que estão no poder vão alternando, mas as políticas são sempre as mesmas e no essencial, nada muda. Desculpem, mas isto não é "democracia". É uma fraude. É também precisamente por este motivo e muitos outros, que os chineses não aceitam lições do Ocidente em matéria de democracias e/ou de direitos humanos. 

Uma coisa parece-me ser certa: o único modelo de governo comunista que realmente funciona e traz prosperidade, justiça social e riqueza em grande quantidade, é aquele que foi testado na República Popular da China ao longo das últimas quatro décadas. Este modelo político fundado por Mao Tsé-Tung e reformulado por Deng Xiaoping a partir dos anos 1980, com profundas reformas económicas e sociais, é uma espécie de "Marxismo Paleoconservador", como eu o passei a designar. Na China, fez-se e continua-se a fazer e a aperfeiçoar - agora sob a liderança de Xi Jingping - um cocktail ideológico paradoxal e muito pragmático, que funde Marxismo, Liberalismo Económico, Conservadorismo, Nacionalismo, Tradicionalismo e Confucionismo, tudo isto numa fusão exótica, de características únicas no Mundo. O resultado desta política está à vista de todos e é inegável. Há até já quem fale no século XXI como sendo o "século chinês". Comparem isto, este modo de governar e trazer progresso e prosperidade, que foi colocado em prática pelo Partido Comunista da China (PCC), com a podridão decadente que grande parte das esquerdas e direitas no Ocidente hoje propõem como alternativa política e verão a diferença. 

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