segunda-feira, 31 de agosto de 2026

As prioridades do Bloco de Esquerda...

 
 

6,4 milhões dos nossos impostos, para estudar géneros, sexos na terceira idade, LGBT's na Antiguidade Clássica e mais não sei quantos delírios, inventados pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. Estas são as prioridades do Bloco de Esquerda, num País em que tudo falha e o povo estala com salários de miséria de 920 euros brutos. O jornalismo independente e alternativo da Lobo Media está de parabéns, que nunca lhes doam os dedos:

«Instituto ligado a líder do Bloco de Esquerda recebeu €6,4 milhões dos contribuintes desde 2020»

O CES em Coimbra é há muito uma das madrassas da Escola de Frankfurt/Neomarxismo/Marxismo Cultural em Portugal. Cortar os fundos públicos a esta instituição de investigação pseudo-científica já era para ontem, pois isto não tem qualquer utilidade pública para as ciências sociais em Portugal e só serve é para andar a disseminar mentiras e narrativas ideologicamente enviesadas. Sei bem do que estou a falar, porque eu próprio conheci bem este Mundo quando estudei em Coimbra e vi com os meus olhos, como o CES só aceita, dá bolsas e premeia investigadores, que sejam oriundos do espectro ideológico da esquerda. Se estou a mentir, então por favor mostrem-me um único trabalho ou investigador que não esteja alinhado com a esquerdinha bem-pensante, que alguma vez tenha sido agraciado com uma bolsa ou um prémio da parte do CES... tanto quanto eu sei, não há e não há porque o senhor Boaventura de Sousa Santos, geriu durante anos o CES como um autêntico ditador, purgando e "cortando as pernas" a quem não alinhava nas cantigas e narrativas estúpidas, desta esquerda que tomou conta de grande parte das academias em Portugal. 

A esquerda que é representada pelo Bloco de Esquerda e que manda no CES, é a mesma esquerda que anda há anos a tentar criar em Portugal um clima repressivo e de pensamento único, diretamente inspirado nas teses da "tolerância repressiva" de Herbert Marcuse. 

As ideias loucas que nos últimos 20 anos passaram a intoxicar cada vez mais a nossa sociedade, desde as teorias aprovadas por alguns académicos que dizem que precisamos da "imigração em massa" sem limites ou qualquer fiscalização adequada, até às ideias criminosas de se querer permitir que crianças possam mudar de género e andar a fazer cirurgias de mudança de sexo, que as mutilam para o resto da vida, todo este caldo de insanidade está interligado e tem um longo rasto que vem do estrangeiro e tem passado muitas vezes pelo CES, onde obtém aprovação académica.

Portugal era um País onde há 50 anos nem sequer se falava de géneros, raças ou racismos. Depois a nova esquerda neomarxista, muito adepta das teorias da Escola de Frankfurt e de Gramsci, começou a importar para o nosso País a partir dos anos 1990, principalmente, ideias e teorias dignas de doentes mentais, que mais não fizeram do que fomentar ódios em Portugal e criar divisões na sociedade. Foi assim que surgiu toda uma nova linguagem, tipicamente associada a esta esquerda bem-pensante, que nos veio falar de "pessoas racializadas" e "homens trans que menstruam", entre mais não sei quantas alarvidades propaldas por esta gente. A par e passo com esta nova linguagem de pau, vieram os tiques totalitários tipicamente associados a esta esquerda, com o cada vez maior policiamento das redes sociais e a perseguição e censura a quem os contraria. 

Diga-se de passagem e em jeito de conclusão, já agora, que este tipo de ideias neomarxistas, como as que foram defendidas pela Escola de Frankfurt e Gramsci e às quais a direita costuma dar o nome de "Marxismo Cultural", nem sequer são propriamente marxistas no verdadeiro sentido científico do termo. Karl Marx considerava que o "motor da história" era a economia e consequentemente, a sua análise essencialmente económica, parte da tese central de que são os factores económicos que realmente impulsionam as transformações sociais, desde a pré-história, até aos dias de hoje. O que os adeptos do neomarxismo defendem, pelo contrário, é uma completa inversão das ideias de Marx e do Comunismo Ortodoxo, como explicou Gary North:

«Na década de 1960, os marxistas da URSS tratavam o movimento conhecido como ‘marxismo cultural’ com o mesmo grau de ceticismo que os cristãos seguidores da Bíblia tratam o modernismo teológico.  Em outras palavras, eles negavam veementemente que aquilo representasse o verdadeiro marxismo.

Quando você abandona os princípios fundamentais de uma determinada ideologia, mas ainda tenta manter o nome dessa ideologia — porque há muitos seguidores dela –, você será tratado pelos defensores da ideologia original como um invasor.

O marxismo cultural está para o marxismo assim como o modernismo está para o cristianismo.  Qualquer indivíduo que considere que marxismo cultural é marxismo não entende nada de marxismo.  No entanto, tal postura é muito comum em círculos conservadores.  Trata-se de um grande erro estratégico porque representa, acima de tudo, um erro conceitual.

O coração, a mente e a alma do socialismo marxista ortodoxo é um só: o conceito de determinismo econômico. Marx argumentou que o socialismo é historicamente inevitável porque haverá uma inevitável transformação do modo de produção da sociedade. Ele argumentou que o modo de produção é a subestrutura de uma sociedade, e que a cultura geral é a superestrutura. Segundo ele, as pessoas se apegam a uma visão específica das leis, da ética e da política de uma sociedade somente por causa de seu comprometimento a um modo específico de produção. Se esse modo de produção for alterado, o apego das pessoas às leis, à ética e à política será alterado. 

[...]

Gramsci argumentou, e a Escola de Frankfurt seguiu seu caminho, que a maneira de os marxistas transformarem o Ocidente era por meio da revolução cultural: daí surgiu a ideia do relativismo cultural. Esse argumento está correto, mas o argumento não era e nem nunca foi marxista. O argumento era hegeliano. Tal argumentou virava o marxismo do avesso, assim como Marx havia virado do avesso as ideias de Hegel. Em seus primórdios, toda a ideia do marxismo era baseada na rejeição do lado espiritual do hegelianismo. O marxismo original estabelecia que o modo de produção deveria ser o núcleo da análise da cultura capitalista. 

[...]

Os marxistas culturais dividiram o campo marxista. Seus ataques à cultura podem ser interpretados como uma tática, mas eram mais do que uma tática: eram uma estratégia. Eram uma estratégia baseada no abandono do marxismo original.»  

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