A Lobo Media publicou um artigo interessante, que expõe uma das facetas menos conhecidas do pós-25 de Abril, ou seja, como o PSD e também o CDS-PP, foram a "direita" que resultou da ditadura que a esquerda em Portugal tratou logo de tentar implantar, assim que se deu o golpe do 25 de Abril de 1974:
«25 ocasiões em que os fundadores e líderes do PSD rejeitaram que o partido fosse de ‘direita’»
É um facto que Portugal deixou de ter uma direita conservadora, nacionalista e patriótica, no dia 25 de Abril de 1974, quando Marcelo Caetano se rendeu no Quartel do Carmo (uma história que está ainda muito mal contada...).
A Acção Nacional Popular, que resultou da redenominação e reorganização da União Nacional fundada originalmente por Salazar, foi real e efectivamente, o último partido genuinamente nacional e da direita conservadora/nacionalista que governou em Portugal, até ser dissolvido no dia 25 de Abril de 1974.
Repare-se na ironia e na hipocrisia: os golpistas de 74, prometeram a "democracia" em Portugal, todavia, a primeira coisa que fizeram assim que tomaram o poder pela força, foi ilegalizar partidos políticos e começar a perseguir e prender tudo o que era opositor considerado de "direita". O infame Relatório das Sevícias, é bem demonstrativo do que Portugal passou às mãos da extrema-esquerda entre 1974 e 1976, com inúmeros casos documentados de prisões arbitrárias, espancamentos, tortura, raptos, saneamentos, etc... No ano seguinte, em 1977, já cá tínhamos o FMI a intervir em Portugal, pois os "revolucionários" do PREC dos "amanhãs a cantar" e de cravos vermelhos ao peito, não tardaram a estafar o País e rebentaram com a economia nacional.
E pelo meio, aprovaram a Constituição de 1976, num parlamento que estava sob cerco da esquerda radical, Constituição esta que continua em vigor até hoje, sem nunca ter sido sujeita a qualquer referendo popular. Recordo que, até no regime de Salazar, a Constituição de 1933 tinha sido sujeita a um plebiscito popular... como se faz em grande parte dos países, quando se quer ver aprovado um novo documento ou carta constitucional.
O que aconteceu no pós-25 de Abril é o que, por norma, acontece quando se metem miúdos de vinte e poucos anos de idade e até adolescentes, a fazer "revoluções" e a mandar num País, sem saberem minimamente o que estão a fazer e sem terem quaisquer bases sólidas. Muitos dos "revolucionários" do PREC eram miúdos que falavam de Marx, Engels e de Fascismo e Capitalismo, mas que na realidade não sabiam rigorosamente nada sobre isto. Nunca tinham lido o Das Kapital de Marx, não conheciam as obras dos liberais da Escola de Chicago ou da Escola Austríaca, não percebiam "um corno" daquilo que é realmente o Fascismo, mas chamavam "fascista" a todos os que os contrariavam... a ignorância e a burrice, associada ao chico-espertismo tipicamente português, é o que depois dá em episódios lamentáveis, como aqueles a que o País inteiro assistiu durante o PREC. Neste caso, o saldo foi catastrófico: Portugal acabou economicamente arrasado, foi neutralizado como potência mundial, perdeu praticamente toda a sua capacidade de projecção de poder em termos estratégicos e geopolíticos, viu-se amputado dos seus territórios em África, sem qualquer consulta popular e com um custo humano de mais de um milhão de mortos e feridos, que resultaram da dita "descolonização exemplar". A esquerda, realmente, está "de parabéns" por esta obra... daqui por 50 ou 100 anos, logo veremos o que os livros de história vão dizer sobre a "malta" da "revolução" de 74 e aquilo que fizeram a Portugal...
Uma coisa parece-me certa, é que mais de meio século após o fim do governo de Marcelo Caetano, continua a não existir em Portugal nenhum partido genuinamente patriótico, identitário e nacionalista. O Chega de André Ventura, é um partido liberal-conservador, pró-sionista, pró-europeísta e pró-atlantista. Nem Marcelo Caetano, nem Salazar, nem os integralistas lusitanos e muito menos os nacionais-sindicalistas de Rolão Preto, alguma vez dariam aprovação a um partido com a linha político-ideológica do Chega.
Todavia, é saudável para a Nação haver diferenças de opiniões e debate, sendo que neste sentido, o Chega tem sido útil, pois veio quebrar o monopólio político da esquerda em Portugal. Estou cansado de viver na "lanterna vermelha" da Europa, minada por ideias do século XIX e com partidos políticos que já cheiram a bolor, sempre com o mesmo discurso "velho e relho" de cravos, cantigas e abriladas falidas em que já muito poucos acreditam.
https://x.com/Le_Crapaud47/status/2105187419708375059
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