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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O que falhou em França?

 
 

França tem estado nas "bocas do Mundo" ao longo dos últimos dias, pelos piores motivos e a pergunta sobre o que se está a passar, é inevitável: o que falhou em França?

A verdade, que me parece mais do que óbvia, é que estamos a assistir ao início da inexorável implosão de todo o modelo social, que a esquerda e a direita "bem-pensantes", irresponsavelmente criaram ao longo das últimas décadas, contra todas as advertências da parte de quem já há muito previa este caos. 

As políticas de integração em França e na Europa, em linhas gerais, têm sido um completo desastre e estão pejadas de erros. Isto aplica-se também a todas as políticas migratórias que têm sido praticadas nas últimas décadas na Europa em geral, que para além de serem completamente insanas, irracionais e contrárias ao interesse dos estados europeus, constituem também uma tremenda ameaça à segurança nacional.

A integração de estrangeiros num determinado Estado, não se faz através da rendição desse Estado aos estrangeiros, mas sim, exactamente ao contrário. São os estrangeiros que têm de se adaptar e esforçar para se integrar. Quem não gosta, ou não quer, tem de ir embora. Ponto final. 

Há sete regras, baseadas no mais elementar bom senso, que já deveriam de ter sido implementadas há décadas, no que a matéria migratória diz respeito. A aplicação atempada destas sete regras basilares, teria bastado para evitar que chegássemos ao momento actual, a saber:

1º - Da mesma forma que uma empresa selecciona quem quer contratar, os estados também devem de seleccionar os imigrantes que acolhem, com base em determinados critérios de preferência que devem de ser pré-estabelecidos. 

2º - Todo e qualquer imigrante, para poder obter visto de residência, deveria de ter de fazer prova de um contrato de trabalho válido, que lhe garanta meios de subsistência suficientes para poder viver com dignidade. 

3º - Todos os imigrantes, sem excepção, deveriam de ser obrigados a assinar um contrato de direitos e deveres para com o Estado. Neste contrato estariam garantidos direitos básicos essenciais, mas também deveres cívicos básicos, como o dever de respeitar a cultura e o modo de vida do País para onde imigram. 

4º - Não deve ser permitida a entrada e residência a imigrantes que tenham registo criminal. 

5º - A nenhum imigrante deve ser permitido o direito de voto, sem ter primeiro a nacionalidade do País em que reside e trabalha. 

6º - A obtenção da nacionalidade, a ser permitida, só o deve ser ao fim de um período mínimo de vinte anos de residência, sem antecedentes criminais e apenas mediante prestação de serviço cívico obrigatório e juramento da bandeira. O princípio aqui é claro: não é qualquer um que pode ser francês ou português, a nacionalidade é algo muito especial e que por isso mesmo, só deve ser cedida a quem realmente a merece.

7º - Qualquer imigrante ou estrangeiro que cometa crimes, deve ser deportado sem demora, após o cumprimento da respectiva sentença.  

Tenho a certeza absoluta, que se em França e na UE em geral, tivessem sido aplicadas as sete regras acima enumeradas, não estaríamos neste momento na situação em que estamos. Infelizmente, porém, o mal agora está feito e só tem tendência a piorar daqui para a frente, até porque, eu acredito que há determinados actores externos, a quem interessa bastante que o caos completo tome conta da Europa. 

Muito sinceramente, penso que a actual situação em que estamos metidos, irá ser extremamente difícil, para não dizer mesmo impossível de se resolver em democracia. Isto porque a situação já ultrapassou há algum tempo "o ponto de não retorno". A médio/longo prazo e devido ao inevitável degradar da situação social e securitária na Europa, estou em crer que mais tarde ou mais cedo, os militares vão ter de intervir e tomar conta da situação, caso contrário, estaremos colectiva e irremediavelmente perdidos.