quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O que falhou em França?

 
 

França tem estado nas "bocas do Mundo" ao longo dos últimos dias, pelos piores motivos e a pergunta sobre o que se está a passar, é inevitável: o que falhou em França?

A verdade, que me parece mais do que óbvia, é que estamos a assistir ao início da inexorável implosão de todo o modelo social, que a esquerda e a direita "bem-pensantes", irresponsavelmente criaram ao longo das últimas décadas, contra todas as advertências da parte de quem já há muito previa este caos. 

As políticas de integração em França e na Europa, em linhas gerais, têm sido um completo desastre e estão pejadas de erros. Isto aplica-se também a todas as políticas migratórias que têm sido praticadas nas últimas décadas na Europa em geral, que para além de serem completamente insanas, irracionais e contrárias ao interesse dos estados europeus, constituem também uma tremenda ameaça à segurança nacional.

A integração de estrangeiros num determinado Estado, não se faz através da rendição desse Estado aos estrangeiros, mas sim, exactamente ao contrário. São os estrangeiros que têm de se adaptar e esforçar para se integrar. Quem não gosta, ou não quer, tem de ir embora. Ponto final. 

Há sete regras, baseadas no mais elementar bom senso, que já deveriam de ter sido implementadas há décadas, no que a matéria migratória diz respeito. A aplicação atempada destas sete regras basilares, teria bastado para evitar que chegássemos ao momento actual, a saber:

1º - Da mesma forma que uma empresa selecciona quem quer contratar, os estados também devem de seleccionar os imigrantes que acolhem, com base em determinados critérios de preferência que devem de ser pré-estabelecidos. 

2º - Todo e qualquer imigrante, para poder obter visto de residência, deveria de ter de fazer prova de um contrato de trabalho válido, que lhe garanta meios de subsistência suficientes para poder viver com dignidade. 

3º - Todos os imigrantes, sem excepção, deveriam de ser obrigados a assinar um contrato de direitos e deveres para com o Estado. Neste contrato estariam garantidos direitos básicos essenciais, mas também deveres cívicos básicos, como o dever de respeitar a cultura e o modo de vida do País para onde imigram. 

4º - Não deve ser permitida a entrada e residência a imigrantes que tenham registo criminal. 

5º - A nenhum imigrante deve ser permitido o direito de voto, sem ter primeiro a nacionalidade do País em que reside e trabalha. 

6º - A obtenção da nacionalidade, a ser permitida, só o deve ser ao fim de um período mínimo de vinte anos de residência, sem antecedentes criminais e apenas mediante prestação de serviço cívico obrigatório e juramento da bandeira. O princípio aqui é claro: não é qualquer um que pode ser francês ou português, a nacionalidade é algo muito especial e que por isso mesmo, só deve ser cedida a quem realmente a merece.

7º - Qualquer imigrante ou estrangeiro que cometa crimes, deve ser deportado sem demora, após o cumprimento da respectiva sentença.  

Tenho a certeza absoluta, que se em França e na UE em geral, tivessem sido aplicadas as sete regras acima enumeradas, não estaríamos neste momento na situação em que estamos. Infelizmente, porém, o mal agora está feito e só tem tendência a piorar daqui para a frente, até porque, eu acredito que há determinados actores externos, a quem interessa bastante que o caos completo tome conta da Europa. 

Muito sinceramente, penso que a actual situação em que estamos metidos, irá ser extremamente difícil, para não dizer mesmo impossível de se resolver em democracia. Isto porque a situação já ultrapassou há algum tempo "o ponto de não retorno". A médio/longo prazo e devido ao inevitável degradar da situação social e securitária na Europa, estou em crer que mais tarde ou mais cedo, os militares vão ter de intervir e tomar conta da situação, caso contrário, estaremos colectiva e irremediavelmente perdidos.

 
 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

O turismo de saúde e o colapso do SNS

 
 

Parece que só agora, quando a situação chegou a um ponto que é complemente insustentável para o erário público e se tornou impossível continuar a ignorar o problema, é que os senhores jornalistas acordaram para a realidade, que está a devastar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal. Tiago Caeiro fez ontem um bom retrato no Observador, que ajuda a perceber porque é que o SNS está no caos em que está:

«O diagnóstico está feito, o problema está identificado e agravou-se nos últimos anos: além da população residente, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é obrigado a dar resposta a milhares de pessoas que vêm a Portugal propositadamente para acederem a cuidados de saúde de forma gratuita. O fenómeno, conhecido como turismo de saúde — e que gera grande desconforto na comunidade médica e no seio dos administradores hospitalares — está concentrado nas zonas com maior proporção de população migrante, como a Grande Lisboa, o Litoral Alentejano e o Algarve. E afeta sobretudo uma área do SNS particularmente pressionada pela falta de recursos humanos — a obstetrícia.

“As grávidas vêm no fim da gravidez, com gravidezes não vigiadas, para terem as crianças. Toda a gente sabe”, diz ao Observador o médico João Gamelas, que foi, durante dois anos, diretor clínico de uma das maiores Unidades Locais de Saúde (ULS) da zona de Lisboa, a ULS de Lisboa Ocidental. “Antigamente, era mais residual, vinham dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa], agora vêm da Ásia, sobretudo da Índia e do Bangladesh“, detalha. O médico conta um episódio, ocorrido recentemente, em que uma equipa do INEM se deparou, acidentalmente, com uma casa no centro de Lisboa em que estariam a viver mais de 20 grávidas vindas da Ásia e que chegaram a Portugal através de uma rede organizada, com o objetivo de receberem cuidados obstétricos e realizarem os partos em Portugal.

O acesso de estrangeiros não residentes ao SNS não é, contudo, uma realidade circunscrita à obstetrícia, estendendo-se ainda à área oncológica e a outras especialidades, como a neurocirurgia, apontam os médicos ouvidos pelo Observador.

No caso da obstetrícia, a grande fatia das mulheres não residentes que chegam ao SNS são provenientes do sul da Ásia (Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal), mas também de África, sobretudo dos países de língua oficial portuguesa, segundo as informações recolhidas pelo Observador. “Vêm mulheres, sobretudo de Angola e da Guiné-Bissau. Ficam durante algum tempo e depois voltam para os seus países. Dão moradas onde já não estão e depois ninguém paga”, revela uma médica obstetra de um dos hospitais da Península de Setúbal, que pediu para não ser identificada.

No caso das restantes especialidades, como a oncologia, os não residentes que mais acedem aos cuidados são os cidadãos originários dos PALOP, e que não vêm ao abrigo dos protocolos de assistência médica existentes, salientam os médicos.

[...]

“O maior problema são as grávidas”, diz também o médico e ex-ministro da Saúde Fernando Leal da Costa, alertando que, regra geral, os hospitais portugueses já “têm dificuldades em responder” à população residente e que o problema é agravado pelo uso abusivo dos estrangeiros não residentes. “No SNS, temos casos de mulheres que têm os bebés, têm alta e na consulta do 5.º dia já não estão no país”, assinala o médico João Gamelas, detalhando o caso, que lhe foi transmitido no ano passado, de um apartamento cheio de “camaratas para grávidas” na zona do Intendente, em Lisboa (uma zona muito próxima da Maternidade Alfredo da Costa, onde cerca de metade dos partos já são de mães estrangeiras). 

Quando a equipa do INEM chegou ao referido apartamento, deparou-se com uma situação de “tráfico de grávidas”, diz João Gamelas, com cerca de 20 mulheres, oriundas do sul da Ásia, no mesmo espaço. “Era uma casa de grávidas, e é só uma das que existem”, garante o médico. Já em 2024, uma reportagem do canal Now revelou que as redes que trazem essas mulheres até Portugal são controladas por cidadãos estrangeiros, que cobram centenas de euros por mês pelo alojamento de cada uma das mulheres, em locais geralmente próximos das maternidades do SNS. 

Para o ex-diretor clínico do hospital São Francisco Xavier, com décadas de carreira no SNS, o fenómeno do turismo de saúde “é cada vez mais importante” e pode colocar em causa, em determinadas áreas (como a obstetrícia), a capacidade de resposta dos hospitais. “Isto sobrecarrega os serviços“, alerta, uma opinião secundada por outros médicos.

“Perdemos o controlo desta situação. São muitas, muitas mulheres que vêm ter os filhos aos nossos hospitais e isto acaba por ser uma sobrecarga para nós”, diz uma obstetra de um dos hospitais da margem sul do Tejo. “Há grávidas que vêm para os hospitais do Barreiro e para o Garcia de Orta só parir. Muitas vezes, ficam em casa de familiares e usam cartões de utente de outras pessoas. Chegam com as malas diretamente do avião, muitas já com contrações”, diz a mesma especialista, acrescentando que esta situação já acontece na obstetrícia “há anos”, mas tem sofrido um agravamento progressivo.

“Nos últimos quatro ou cinco anos, tem sido brutal. Não há serviços que aguentem este volume”, alerta a médica, apontando ainda que há outras mulheres que vêm a Portugal só para fazer uma Interrupção Voluntária da Gravidez. “Basta trazerem uma ecografia e um cartão de utente e podem fazer uma IVG. Têm direito e acesso a tudo”, vinca. Em 2025, 44% das IVG realizadas em Portugal foram pedidas por mulheres estrangeiras.

[...]

No entanto, garante, há mulheres que viajam desde outros países da União Europeia (como a Bélgica ou a Alemanha, com mais recursos do que Portugal) para acederem a cuidados de saúde de forma gratuita, aos quais não conseguem aceder nesses países. “São mulheres estrangeiras que estão emigradas na Alemanha, Luxemburgo, na Bélgica. E elas próprias dizem que vêm porque ‘aqui não se paga nada'”, sublinha a médica, destacando que, em determinados dias, não há “uma única portuguesa em trabalho de parto” no hospital onde exerce. Com muitas das utentes que chegam ao hospital, a primeira barreira é a comunicação. “É difícil. Muitas mulheres não falam português nem se tentam integrar, não procuram sequer falar português”, afirma a médica obstetra, apontando o aumento de grávidas estrangeiras (e as dificuldades de comunicação e complicações associadas) como um dos fatores que têm levado à saída de obstetras do SNS.» 

É nisto que o povo português tem votado. É portanto isto que recebem de volta. Não há aqui nada que enganar. Os portugueses têm votado sistematicamente desde 1974 em políticos e partidos, tanto à direita, como à esquerda, que estão ao serviço de agendas ocultas e de interesses estrangeiros. A única excepção a esta regra, em 52 anos de Terceira República, terá sido talvez Francisco Sá Carneiro, que acabou assassinado pela CIA. Portanto, o resultado está à vista... a crise do SNS é apenas a tradução da vontade do povo português expressa através do voto. Só estão a receber de volta, aquilo que pediram e para o qual se meteram a jeito. Nada mais. 

domingo, 4 de outubro de 2026

A Rússia está a preparar-se para erradicar a NATO do mapa em caso de guerra

 
 

Passou largamente ignorado pelos media do "sistema" no Ocidente, mas nos últimos dias teve lugar o exercício estratégico de comando e Estado-Maior Centro-2026, o maior do ciclo anual de exercícios militares realizados pelas Forças Armadas da Federação Russa. Em sincronia, foi realizado também o exercício Interaction-2026, da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), a aliança militar da Euroásia, que é liderada pela Rússia. Marco Coutinho do blogue GRU! Geopolítica em Ação, descreve bastante bem aquilo que estes exercícios implicaram em termos reais: 

«Dados conhecidos do exercício

- Mais de 47 mil militares mobilizados

- 11 áreas de treinamento no Distrito Militar Central, além de operações no Mar Cáspio.

- Mais de 6 mil militares na fase ativa, no campo de Chebarkul, nos Urais

- 7 países contribuíram com contingentes: Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, China, Mongólia e Paquistão

- Observadores de 51 países acompanharam as manobras

Objetivos declarados

Segundo o Kremlin, o exercício visou aprimorar a capacidade dos comandantes em todos os níveis para repelir agressão externa e responder a conflitos fronteiriços. As missões foram executadas com base na experiência acumulada na "operação militar especial" na Ucrânia, com emprego de novos equipamentos e armamento. Forças do Distrito Militar Central, Forças Aeroespaciais, Tropas Aerotransportadas e a Flotilha do Cáspio participaram dos treinamentos.

Sinalização estratégica

O presidente Vladimir Putin acompanhou a fase ativa em Chebarkul, no dia 2 de outubro. A presença de contingentes chineses, paquistaneses e da OTSC, somada ao convite estendido aos países da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), reforça a mensagem de Moscou de consolidação de um eixo de segurança eurasiano. O exercício também projeta capacidade de resposta coordenada em um cenário de tensão elevada com a Otan, em meio ao contexto da guerra na Ucrânia e das disputas na região do Báltico.

Leitura analítica

O Centro-2026 combina três mensagens: dissuasão convencional, integração militar com parceiros eurasiáticos e demonstração de que a Rússia mantém capacidade de conduzir operações em larga escala mesmo com o desgaste do esforço de guerra. A sincronia com a OTSC e a participação chinesa indicam que Moscou busca institucionalizar um arranjo de defesa coletiva alternativo às estruturas ocidentais.»

Que consequências tem isto para a NATO? Tem inúmeras... e não foi ao acaso que estes exercícios militares foram largamente censurados pela imprensa ocidental. É que aquilo que os russos demonstraram nos mesmos, não foram apenas novas tecnologias militares, que estão muito à frente de tudo aquilo que a NATO possui actualmente, mas também um poder de fogo avassalador, para o qual a NATO não tem resposta, nem vai ter durante pelo menos os próximos vinte anos, no mínimo, devido aos motivos que eu já expliquei aqui:

https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/08/quem-quer-lutar-contra-russia.html

Há muitos europeus que estão mortinhos por uma guerra contra a Rússia e eu como português, tenho de dizer que me incomoda profundamente o facto de a Rússia já ter singularizado Portugal por diversas vezes, destacando o nosso País como sendo «um dos mais hostis da Europa». Isto é o resultado de anos a fio de lavagem cerebral, da parte dos media do "sistema" em Portugal e da parte da propaganda da maioria dos partidos políticos, tanto à direita, como à esquerda, que não cessam de injectar na população portuguesa ódio irracional contra a Rússia, sem explicarem às pessoas quais são, em concreto, os motivos históricos, geopolíticos e geoestratégicos, que na realidade estiveram por detrás de todo o conflito que vemos hoje na Ucrânia. 

Se amanhã ou depois, rebentar uma guerra entre a Rússia e a NATO e algum submarino russo, a passar aqui ao largo de Portugal, decidir erradicar as cidades de Lisboa e Porto do mapa com duas ogivas nucleares, depois não se queixem... os portugueses, mal governados e pessimamente aconselhados, andam mesmo a meter-se a jeito para levar "nas trombas" como nunca levaram...

E caso ainda não tenham percebido a "caldeirada" em que podemos estar potencialmente metidos e para a qual fomos arrastados, pela classe política absolutamente execrável que temos em Portugal, deixo-vos aqui com aquilo que disse o Larch445 no blogue Reminiscence of the Future, a propósito das novas capacidades que a Federação Russa está a exibir:

«The video of the Center 2026 Exercises is scarry wild. Killer munitions from every 360 degree angle.

We can assume the Europeans will last fifteen to twnety minutes in such an environment before the French-made White Flags are waved.

However, given the desire for Europeans to push into Kaliningrad or Belarus or across the Baltic or Finnish border, at about the ten minute mark in this folly from Brussels, several capitals of the former NATO/EU will cease to function as governance nodes.

What Stalin didn't completely finish, Gerasimov will certain do.

Denazification is but a ten minute missile ride, available 24/7. Just press STUPID WAY TO DIE on your remote control, Mr. Rutte and the gang of retards.

27 million ghosts of Russia have a surprise for you.

Russia is not my enemy.
Our enemy is the Epstein Class.»

Creio que fica bem claro que a Rússia está seriamente a preparar-se, para erradicar a NATO do mapa em caso de guerra e conseguir, em última análise, sobreviver a uma guerra nuclear. Não sei o que estará a passar na cabeça de gente como António Costa ou Ursula von der Leyen, mas sei e tenho a certeza, de que se as coisas realmente chegaram "a vias de facto" nos próximos meses ou anos, como cada vez parece ser mais provável, há um risco elevado de António Costa e toda a eurocracia corrupta em Bruxelas, ser pura e simplesmente vaporizada ou reduzida a cinzas. Como reza um certo provérbio popular: "quem semeia ventos, colhe tempestades..."

Chouriços, berbigões e uma sociedade completamente enlouquecida...

 
 

Podem ver acima um pequeno "aperitivo" para o "prato principal" que segue mais abaixo... 

Como é que este tipo de gente, do estilo de Isabel Moreira, conseguiu ser eleita e chegar onde chegou? Como é que esta gente pode ser levada a sério na sociedade portuguesa?! A resposta a isto, remonta ao que aconteceu em 1974, o ano em "magicamente" se fizeram brotar cravos dos canos das espingardas e em que se abriu as portas, a que todo o tipo de insanidade e depravações político-ideológicas tomassem conta de Portugal. 

O actual estado de miséria moral em que a Terceira República se encontra, não me espanta minimamente. Antes pelo contrário, isto já era perfeitamente de esperar, uma vez que a actual República, inspirada no Reviralhismo bacoco, é nada mais, nada menos, do que uma cópia retocada do desastre da Primeira República maçónica e dominada pela cristofobia, que tivemos entre 1910 e 1926. Desta gente não seria de esperar outra coisa, a não ser a destruição completa do País e da sociedade, mas com uma agravante: é que os republicanos que governaram entre 1910 e 1926, pelo menos preservaram a integridade territorial de Portugal e defenderam o Ultramar com unhas e dentes, sendo que até um dos motivos que os levou a entrar na Primeira Guerra Mundial, foi precisamente para defender o Império em África.

Mas adiante... a história logo fará o devido julgamento de toda esta rábula a seu tempo...

Fica aqui então o "prato principal" de hoje, que dá para digerir durante vários dias, da autoria do jurista Paulo Gonçalves, com quem até já tive o prazer de trabalhar no passado. Temos aqui o testemunho de vários médicos reconhecidos e especialistas em disforia de género, que expõem a gravidade da situação que temos hoje nas mãos. Isto que aqui está, é verdadeiro serviço público:
 

É um facto que há uma classe de gente mentalmente putrefacta e perigosa em Portugal, que anda a querer mexer com a cabeça das nossas crianças e quer à força mutilar e drogar as mesmas. Não quero aqui entrar em esoterismos, mas eu acredito que esta gente é consciente ou inconscientemente satânica e tudo aquilo em que tocam ou fazem, só gera caos, morte, sofrimento e destruição. Todos sabemos quais são em Portugal os principais partidos políticos que dão cobertura a esta gente. Basta ver-se quais foram os partidos que votaram contra a reversão da lei da autodeterminação de género, que foi aprovada a 20 de Março deste ano:

  • Partido Socialista (PS)
  • Iniciativa Liberal (IL)
  • Livre (L)
  • Partido Comunista Português (PCP)
  • Bloco de Esquerda (BE)
  • Pessoas-Animais-Natureza (PAN)
  • Juntos Pelo Povo (JPP)

Os partidos acima e dei-me ao trabalho de os nomear um por um, para que sejam todos bem identificados, querem que seja legal a administração de bloqueadores pubertários a menores de idade, com as consequências gravíssimas e irreversíveis que tal implica para a saúde e desenvolvimento de qualquer jovem adolescente. A última destas luminárias, foi a de chumbarem no Parlamento a proposta do Chega, que propôs ao governo a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC), na lista europeia de organizações terroristas internacionais. O que é que leva todos os partidos do "sistema", com excepção do Chega, a proteger uma organização narcoterrorista internacional como o PCC? Cada um que tire as suas devidas ilações e não se esqueçam, de que tudo isto envolve muita cocaína... Haver ainda por aí, quem dê crédito a este tipo de partidos políticos e vote nos mesmos, só demonstra o tipo de sociedade enlouquecida em que estamos a viver. 

sábado, 3 de outubro de 2026

Deve o Ocidente pagar "reparações" aos países africanos, pelo tráfico transatlântico de escravos?



Em Março deste ano, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução — proposta pela República do Gana e que contou com a abstenção de Portugal — reconhecendo o tráfico transatlântico de escravos como tendo sido «o maior crime contra a Humanidade» e exigindo discussões sobre eventuais "reparações".

Esta conversa sobre "reparações" por causa do tráfico de escravos africanos que ocorreu há séculos, não é nova e não faz qualquer sentido, sendo que tem como objectivo ideológico apenas o de diabolizar a Europa, singularizando e responsabilizando unicamente os europeus pela escravatura, como se mais nenhum povo no planeta tivesse praticado a escravatura e cometido actos, que à luz da moral de hoje, são inaceitáveis. 

Recordo que o Império Romano, quando ocupou a Península Ibérica também fez por cá muitos escravos. Durante o longo e violento processo de conquista da Península Ibérica (entre os séculos III a.C. e I a.C.), a escravização dos povos nativos — incluindo os lusitanos — foi uma prática comum e altamente lucrativa para o Império Romano. É bem possível, que muitos portugueses e espanhóis tenham algures algum antepassado, que foi escravizado pelos romanos e não é por isso que nós portugueses, ou os espanhóis, vamos agora exigir a Itália e ao governo de Giorgia Meloni, que nos paguem "reparações" pela ocupação romana da Península Ibérica.  

A história é aquilo que é e não há forma de alterar este facto. A escravatura foi também praticada por chineses, mongóis, árabes, turcos, maias, etc... Os azetecas na América do Sul, até tinham por hábito sacrificar alguns dos seus escravos em rituais religiosos sangrentos. Quanto aos africanos, está por demais documentado e comprovado, como a escravatura já existia entre os próprios africanos muito antes da chegada dos europeus. Nós europeus, nem sequer conseguimos penetrar em profundidade no território africano até ao século XIX, devido ao simples facto de que morríamos das doenças tropicais. O território africano era extremamente difícil e foi apenas graças aos avanços da medicina e da ciência, a partir do século XIX, que se começou realmente a conseguir entrar em África. Foi por este motivo que a presença portuguesa no continente africano, até meados do século XIX, se limitava basicamente a entrepostos comerciais e a concentrações humanas/urbanas ao longo da costa. O Reino do Congo, a título de exemplo, participou activamente com Portugal no comércio de escravos, fornecendo cativos que eram, na sua maioria, prisioneiros de guerra ou pessoas capturadas em conflitos regionais. Portanto, aqui não há inocentes, nem há nada de novo. 

O que é novo em toda esta história da escravatura, isto sim, é esta vontade recente de querer culpar única e exclusivamente os europeus pela escravatura, algo que a meu ver, tem uma agenda ideológica sinistra por detrás, que visa apenas disseminar ódio contra o Ocidente e o legado cultural europeu no Mundo, como muito bem expôs Rui Ramos esta semana, no excelente artigo que publicou no Observador:

«O tráfico de escravos e a escravidão não singularizam as nações europeias na história da humanidade: o que as singularizou foi terem sido elas, antes de qualquer outra civilização, a proibir o tráfico e a abolir a escravidão. Poderiam, por isso, esperar algum reconhecimento. Mas não. É ao contrário: a assembleia geral da ONU, a 25 de Março, identificou os europeus como os únicos culpados do tráfico de escravos, e exige-lhes, duzentos anos depois, “reparações”.


O objectivo é político e muito claro: culpar o Ocidente. O método também é óbvio. A resolução da ONU classifica o tráfico de escravos africanos no Atlântico pelos europeus como “o mais grave crime contra a humanidade” na história do mundo. É fácil de ver onde se quer chegar, ao usar termos outrora reservados ao extermínio dos judeus pela Alemanha nazi: tratar os europeus como se todos tivessem sido sempre nazis e tudo o que fizeram no mundo equivalesse ao holocausto. O infante D. Henrique teria sido um Himmler, Vasco da Gama um Goering, Camões um Goebbels, e o ultramar português um campo de extermínio como Auschwitz. Aos europeus, restaria uma maneira de se redimirem: renegarem o seu passado, e aceitarem que são os únicos povos que no mundo não têm direito à continuidade histórica nem à soberania política.


Mas não é só a esquerda revolucionária. Ao seu lado, estão os idiotas úteis de um eurocentrismo às avessas, convencidos de que o destino da Europa é agora expiar todos os pecados do mundo, e uma velha oligarquia cobarde e oportunista, que trata as “reparações” como uma simples e manhosa concessão ao “ar do tempo”, para facilitar traficâncias com ditadores. De facto, não nos devemos indignar com quem exige desculpas e reparações, mas com quem não é capaz de as recusar, como os Estados europeus que se abstiveram na votação da ONU e agora andarão a negociar com o Gana. O governo português já negou estar a negociar. Mas Portugal foi um dos Estados que se absteve na ONU, isto é, que não teve a sabedoria e a coragem de defender o seu passado e os seus valores. Nada ameaça tanto a democracia e o Estado de direito no Ocidente como estas oligarquias moral e intelectualmente desarmadas, e por isso incapazes de guardar e valorizar a história das nações ocidentais.»

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Como poderia ser uma Federação de Estados Portugueses em 2380?...


Se gostam de exercícios de história alternativa e têm curiosidade em saber, então vejam por vós a lembrança eterna do futuro imaginado que poderíamos ter tido, caso as coisas se tivessem passado de outra forma. Esta é a reminiscência da utopia lusotropicalista em imagens. E sim, o Quinto Império podia mesmo ter-se materializado:

https://imperiumlusitanus.blogspot.com

Alice Weidel: A Europa está a transformar-se numa nova União Soviética

 
 

Há pouco mais de um ano, a líder da Alternative für Deutschland (AFD), Alice Weidel concedeu a entrevista que podem ver acima a Mario Nawfal. Agora que a AFD parece ter entrado definitivamente no caminho para ser governo na Alemanha e pode, efectivamente, "rebentar" com a UE a partir de dentro, convém ouvir aquilo que diz a mulher que pode alterar radicalmente a nossa vida. 

Confesso que esta entrevista me surpreendeu. É raro ouvirmos Alice Weidel a conceder entrevistas tão longas em língua inglesa. A impressão com que fiquei foi de uma mulher muito bem preparada, eloquente e inteligente. Isto ajuda também a explicar o sucesso crescente e estrondoso da AFD junto do eleitorado alemão, principalmente desde que Alice Weidel se tornou a líder da AFD. 

Não concordando com todas as posições defendidas por Alice Weidel, creio que esta entrevista coloca bem a nu e expõe ao ridículo os argumentos daqueles que atacam a AFD e acusam a mesma de ser "nazi" ou "extremista". 

Aquilo que é bem notório em tudo o que Alice Weidel afirma, é como ela está profundamente preocupada com a crescente ameaça às nossas liberdades, que está neste momento a ser impulsionada pela União Europeia e os "nossos" governos por toda a Europa. Em termos de repressão e censura, é um facto que a UE está hoje a transformar-se gradualmente numa nova URSS. Vou dar-vos um exemplo disto: A UE nos últimos anos, tratando-nos a todos como crianças, bloqueou vários jornais online e canais russos. Websites como a Strategic Culture Foundation, a RT, a Sputnik e a Southfront, foram bloqueados por serem considerados como sendo orgãos de "propaganda" e "desinformação" da Federação Russa. Em lugar de deixar que os cidadãos decidam por si aquilo que querem ver e ler, a UE arroga-se o direito de escolher por nós a informação ou desinformação a que podemos aceder. Isto para além de abrir um precedente muito perigoso, é absoluta e totalmente inadmissível que possa acontecer em democracia. Ademais, tudo isto ainda se torna mais grave, quando sabemos que os media do "sistema" recebem dinheiro dos governos da UE, de forma a cimentar e disseminar as narrativas pré-fabricadas, que Bruxelas nos quer à força meter na cabeça. 

Obviamente, eu continuo a consultar os websites russos que a UE bloqueia e quanto mais os bloqueia e persegue, mais eu os visito e consulto. Todavia, só consigo aceder a estas fontes russas, utilizando proxys informáticos e uma VPN, de forma a "furar" o bloqueio e a censura da UE. Percebem o ponto a que estamos a chegar nesta União Europeia?... É assim que começa... primeiro vêm com pequenos actos de censura, depois começam a prender quem pensa diferente e quando dermos por nós, estamos a ser "despachados" para campos de reeducação. Orwell bem avisou para o perigo a que pode conduzir o poder excessivo nas mãos do Estado em 1984, é só lerem... 

O crescente cerco às liberdades individuais que a UE está a promover, associada à censura e policiamento da linguagem nas redes sociais e nos media, só está a criar inimigos à própria UE por toda a Europa. Eu próprio, sou cada vez mais eurocéptico e neste momento, recuso por completo votar ou apoiar qualquer partido ou movimento que se afirme como "europeísta". Bruxelas transformou-se num perigo para toda a Europa e o Mundo, a partir do momento em que passou a ser dominada pelos interesses americanos e a agenda globalista. A CEE/UE, que foi criada para ser um suposto projecto de paz após a Segunda Guerra Mundal, está passo a passo a transformar-se numa entidade com ambições totalitárias, que ninguém sabe onde nos podem conduzir a médio/longo prazo. 

Neste momento e tendo em conta o ponto a que chegámos, tudo aquilo que sirva para destruir o castelo de mentiras e corrupção em que se transformou a Europa é bem-vindo. Se a AFD e Alice Weidel ajudam a atingir este objectivo, veremos a seu tempo, mas a esperança está no horizonte... 

Os Navegadores: Uma Viagem Pelo Império Perdido de Portugal

 

A Porto Editora lançou recentemente uma publicação imperdível, para quem gosta de história da Expansão Portuguesa. A obra, adequadamente intitulada Os Navegadores: Uma Viagem Pelo Império Perdido de Portugal, está muito bem escrita e é de qualidade bastante elevada. Basicamente e tal como nos indica o título, o livro consiste numa viagem contemporânea por aquilo que resta do património e da herança cultural, que Portugal deixou um pouco por todo o Mundo, em resultado de mais de 500 anos de exploração e expansão através dos mares. 

O mais surpreendente e diria até "refrescante", é que a autora da obra é uma antropóloga e escritora norueguesa, o que nos permite ter uma perspectiva estrangeira e neste caso bastante positiva, sem ser ideologicamente motivada ou enviesada, do nosso legado histórico global. Escrever sobre Imperialismo e Colonialismo no século XXI é um desafio difícil e muitas vezes melindroso, pois o tema ainda mexe com muitos sentimentos, emoções, memórias, traumas e feridas que nunca sararam. Erika Fatland está de parabéns. Fiquem aqui com a sinopse deste fantástico manuscrito:

«Em 1415, os portugueses ancoraram na costa norte de Marrocos, a fim de conquistar Ceuta. Essa expedição, comandada pelo infante D. Henrique, posteriormente conhecido como o Navegador, marcaria o início da expansão portuguesa. O primeiro império colonial global, que se estendia de Cabo Verde a Goa, da Guiné-Bissau a Timor-Leste, de Nagasáqui ao Amazonas, foi, paradoxalmente, também o último, tendo terminado com a entrega de Macau à China, em 1999. 

Decorridos mais de quinhentos anos, que vestígios do poder colonial português ainda permanecem nesses territórios? Esta é a pergunta a que Erika Fatland pretende responder, levando-nos numa viagem ousada na esteira dos navegadores por quatro continentes e três oceanos, atravessando o deserto e a floresta tropical, passando por aldeias remotas e metrópoles agitadas. Ao longo deste vasto itinerário, ficaremos a conhecer as histórias dos exploradores dos séculos XV e XVI, mas também de imperadores e religiosos, combatentes pela liberdade e escravos, cada uma constituindo uma pequena parte da grande narrativa do imperialismo ocidental.»