Há pouco mais de um ano, a líder da Alternative für Deutschland (AFD), Alice Weidel concedeu a entrevista que podem ver acima a Mario Nawfal. Agora que a AFD parece ter entrado definitivamente no caminho para ser governo na Alemanha e pode, efectivamente, "rebentar" com a UE a partir de dentro, convém ouvir aquilo que diz a mulher que pode alterar radicalmente a nossa vida.
Confesso que esta entrevista me surpreendeu. É raro ouvirmos Alice Weidel a conceder entrevistas tão longas em língua inglesa. A impressão com que fiquei foi de uma mulher muito bem preparada, eloquente e inteligente. Isto ajuda também a explicar o sucesso crescente e estrondoso da AFD junto do eleitorado alemão, principalmente desde que Alice Weidel se tornou a líder da AFD.
Não concordando com todas as posições defendidas por Alice Weidel, creio que esta entrevista coloca bem a nu e expõe ao ridículo os argumentos daqueles que atacam a AFD e acusam a mesma de ser "nazi" ou "extremista".
Aquilo que é bem notório em tudo o que Alice Weidel afirma, é como ela está profundamente preocupada com a crescente ameaça às nossas liberdades, que está neste momento a ser impulsionada pela União Europeia e os "nossos" governos por toda a Europa. Em termos de repressão e censura, é um facto que a UE está hoje a transformar-se gradualmente numa nova URSS. Vou dar-vos um exemplo disto: A UE nos últimos anos, tratando-nos a todos como crianças, bloqueou vários jornais online e canais russos. Websites como a Strategic Culture Foundation, a RT, a Sputnik e a Southfront, foram bloqueados por serem considerados como sendo orgãos de "propaganda" e "desinformação" da Federação Russa. Em lugar de deixar que os cidadãos decidam por si aquilo que querem ver e ler, a UE arroga-se o direito de escolher por nós a informação ou desinformação a que podemos aceder. Isto para além de abrir um precedente muito perigoso, é absoluta e totalmente inadmissível que possa acontecer em democracia. Ademais, tudo isto ainda se torna mais grave, quando sabemos que os media do "sistema" recebem dinheiro dos governos da UE, de forma a cimentar e disseminar as narrativas pré-fabricadas, que Bruxelas nos quer à força meter na cabeça.
Obviamente, eu continuo a consultar os websites russos que a UE bloqueia e quanto mais os bloqueia e persegue, mais eu os visito e consulto. Todavia, só consigo aceder a estas fontes russas, utilizando proxys informáticos e uma VPN, de forma a "furar" o bloqueio e a censura da UE. Percebem o ponto a que estamos a chegar nesta União Europeia?... É assim que começa... primeiro vêm com pequenos actos de censura, depois começam a prender quem pensa diferente e quando dermos por nós, estamos a ser "despachados" para campos de reeducação. Orwell bem avisou para o perigo a que pode conduzir o poder excessivo nas mãos do Estado em 1984, é só lerem...
O crescente cerco às liberdades individuais que a UE está a promover, associada à censura e policiamento da linguagem nas redes sociais e nos media, só está a criar inimigos à própria UE por toda a Europa. Eu próprio, sou cada vez mais eurocéptico e neste momento, recuso por completo votar ou apoiar qualquer partido ou movimento que se afirme como "europeísta". Bruxelas transformou-se num perigo para toda a Europa e o Mundo, a partir do momento em que passou a ser dominada pelos interesses americanos e a agenda globalista. A CEE/UE, que foi criada para ser um suposto projecto de paz após a Segunda Guerra Mundal, está passo a passo a transformar-se numa entidade com ambições totalitárias, que ninguém sabe onde nos podem conduzir a médio/longo prazo.
Neste momento e tendo em conta o ponto a que chegámos, tudo aquilo que sirva para destruir o castelo de mentiras e corrupção em que se transformou a Europa é bem-vindo. Se a AFD e Alice Weidel ajudam a atingir este objectivo, veremos a seu tempo, mas a esperança está no horizonte...
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