Este arroto mental, que podem ler abaixo, é um excelente exemplo da mentalidade da direita neocon "portuguesa", que infesta as redes sociais e os próprios media:
Os cidadãos dos países da União Europeia terão que interiorizar a necessidade de um sacrifício, circunstancial e temporário, necessário ao combate contra um verdadeiro Império do Mal personificado por Vladimir Putin (com o apoio do Activo chamado Donald Trump).»
O autor, da posta transcrita acima, é um certo Orlando Braga, que já tem quase 70 anos de idade ou até já passou dos 70. Em caso de guerra, não vai ser certamente ele a colocar "o sítio onde o Sol não brilha" na linha da frente. Todavia, o sujeito está todo empolgado e escreve que temos todos que nos preparar e armar para uma guerra contra a Rússia. Temos que nos preparar para «a necessidade de um sacrifício», que é como quem diz, os filhos dos outros têm que se preparar para ficar sem pernas ou morrer com as tripas de fora, a combater contra a fúria do Vento Leste que vem de Moscovo, enquanto eu, Orlando Braga, fico em casa a gozar a reforma e a beber cházinho quente...
Já dizem os brasileiros que "pimenta no cu dos outros é refresco..."
Mais uma vez fica evidente que a geração de baby boomers à qual Orlando Braga pertence, para além de não primar em muitos casos pela inteligência, constitui um dos maiores perigos que a Europa tem hoje a nível interno. Os baby boomers, ou a "peste grisalha" como hoje já podem ser designados, são sistematicamente quem mais tem apoiado as políticas da guerra contra a Rússia a todo o custo e isto é de uma hipocrisia intolerável, uma vez que os baby boomers, devido à idade avançada, não vão ser "despachados" para a linha da frente em caso de guerra. O que estes estafermos ao estilo do Orlando Braga querem, é mandar as gerações mais novas para a linha da frente, enquanto eles ficam no conforto a gozar as reformazinhas e a passear.
Constato também, que há um certo revanchismo contra a Rússia, na atitude de muita gente da direita que apoia as políticas de hostilidade contra Moscovo. Uns porque são retornados do Ultramar e portanto, vêem na guerra contra a Rússia, uma oportunidade histórica de "ajustar contas" contra os mauzões dos russos que lhes roubaram a casa em África. Outros porque, simplesmente estão mal informados, foram vítimas de intensa lavagem cerebral ou são ignorantes e portanto, continuam a ver a Rússia como sendo um País comunista que tem de ser derrotado a todo o custo.
Ora, tudo isto não passa de estupidez pura. Nem a Rússia, nem Putin são comunistas e nas últimas eleições, o Partido Comunista da Rússia teve apenas 13,67% dos votos. Colocando isto no seu devido contexto em termos percentuais, isto significa que 86,33% dos russos não votaram no Comunismo, nem querem o regresso da União Soviética. O próprio Vladimir Putin, já criticou severamente muitas das políticas que foram praticadas durante o regime soviético e em 2017, proibiu até qualquer comemoração oficial do centenário da Revolução Russa. Ademais, Putin responsabiliza e com razão, a figura de Lenine pelo desastre que hoje está a decorrer na Ucrânia. Foi Lenine que desenhou o mapa da Ucrânia após a revolução comunista na Rússia, tendo nessa altura retirado terras à Rússia, para as integrar na nova Ucrânia socialista. Mais tarde, em 1991, quando a Ucrânia se tornou independente, estes territórios e os seus habitantes em lugar de serem devidamente devolvidos à Rússia, ficaram incorporados no novo Estado Ucraniano, resultando na tragédia que está hoje à vista de todos...
A Ucrânia que foi criada por Lenine e que se tornou independente em 1991, em termos geográficos, é uma invenção soviética sem fundamento histórico. A ironia aqui e o paradoxo, é que o Ocidente, liderado pelos EUA, apoia a manutenção da integridade territorial desta Ucrânia criada por Lenine, porque tal faz todo o sentido do ponto de vista americano, em termos geopolíticos e geoestratégicos. A NATO, que é na prática o "braço armado" do Imperialismo Anglo-Sionista, quer a continuação geográfica da Ucrânia marxista-leninista, porque esta retira o Donbass, Odessa e a Crimeia aos russos, facilitando assim o impedimento do acesso da Rússia ao Mar Negro e diminuindo a capacidade de projecção de poder de Moscovo no mesmo.
O facto é que Putin conseguiu, em duas décadas, levantar um Estado-Civilização que se encontrava à beira do precipício e isto é algo que o establishment ocidental, liderado por Washington, não lhe perdoa de forma alguma. Nem os globalistas, nem o lixo neocon que hoje infesta tudo o que é think tanks e institutos pseudo-conservadores, perdoam a Putin o facto de este ter criado uma nova Rússia, onde está a renascer o Cristianismo Ortodoxo e onde se vive e respira um verdadeiro espírito de Conservadorismo Nacionalista, que está a anos-luz de tudo aquilo que hoje existe no Ocidente em decadência terminal acelerada.
Entretanto, em Portugal a última sondagem já coloca o Chega como favorito para vencer as próximas legislativas. André Ventura quer-se apresentar como o novo grande patriota conservador, que vai liderar a "libertação" de Portugal e mudar o regime. Eu digo que isto é tudo conversa da treta. As posições defendidas por Ventura, são em tudo as de um alinhado com a agenda neocon do Império Anglo-Sionista. O objectivo destes partidos pseudo-conservadores e pseudo-nacionalistas como o Chega, é o de servirem os interesses estratégicos e geopolíticos do Estado de Israel e do Sionismo Internacional.
A fórmula do "sistema" é simples, mas eficaz: cria-se um problema, depois oferece-se a solução. Primeiro o "sistema" criou o problema com a imigração em massa completamente descontrolada para dentro da Europa e as políticas wokistas de auto-flagelação nacional. Agora, o "sistema" apresenta a "solução", na forma de partidos como o Chega, que de mansinho e com discursos islamofóbicos, procuram abrir espaço à legitimação do "Grande Israel" e do terrorismo global, que há décadas é patrocinado pelo Império Anglo-Sionista e a NATO.
É um facto conhecido que tanto o Estado Islâmico, como a Al Qaeda, receberam apoio a vários níveis da parte dos EUA, de Israel e da NATO, que fizeram uso deste tipo de jihadismo wahhabita durante anos, para servir de proxy no Médio Oriente. Se recuarmos a 2001, os indícios que apontam para o 11 de Setembro como tendo sido obra da Mossad e do Deep State abundam. Agora, em 2026 está finalmente a vir também ao de cima que Netanyahu foi previamente avisado do 7 de Outubro, mas preferiu ignorar todos os avisos, pois os ataques iriam dar-lhe o pretexto para cometer o genocídio que está em curso em Gaza.
E já agora, alguém deveria de relembrar a André Ventura que Salazar só aderiu à NATO por mero interesse estratégico, sendo que nunca simpatizou com o Império Ianque ou o Estado de Israel. Portugal nem sequer teve quaisquer relações diplomáticas oficiais com o Estado Sionista até 1977, algo que só reforça e prova como o Estado Novo nunca se vergou ao internacionalismo globalista exportado por Washington. Podem não gostar de Salazar, nem de Marcelo Caetano à vontade, mas é um facto que enquanto estes homens estiveram à frente dos destinos da Nação Lusa, a Portugalidade sempre foi defendida no Mundo e o Estado Português era internacionalmente respeitado e fazia questão de se dar ao respeito.
Hoje, ao invés e desde 1974, em termos geopolíticos e geoestratégicos, estamos basicamente entregues à sorte alheia. Não há um projecto de longo prazo para o País, não há um desígnio nacional e limitamo-nos a obedecer aos ditames que vêm do estrangeiro. Foi para isto, para esta humilhação nacional, que abdicaram do Ultramar com a "descolonização exemplar"?! Haja juízo e não mintam mais às pessoas... Portugal está esmifrado, é um País economicamente inviável, subsídiodependente, financeiramente "preso por arames", demográficamente em extinção, com a matriz cultural em processo de desaparecimento, com a soberania feita em farrapos e completamente submetido a Bruxelas. Se isto é que é a "grande obra" que os defensores da Terceira República têm para apresentar às gerações futuras, então esperem aí que eu vou ali e já volto...
Não sei se o Chega vai realmente vencer as próximas legislativas, o que sei é que André Ventura não me inspira a mínima confiança, pelo simples motivo de que eu não consigo confiar em qualquer político que se apresente a eleições, com uma agenda abertamente pró-Israel e que defende a continuação de Portugal, como um Estado-vassalo do Império Anglo-Sionista.

https://x.com/knightcore___/status/2107298326613790722
ResponderEliminar🚨os globalistas arrasaram a Europa e as resultados estão à vista:
ResponderEliminarhttps://x.com/joanamaraldias/status/2108469840121901131
‘Return to the Bay of Pigs’ - IRGC vows ultimate defeat of Western civilization in rebuke to Rubio’s rhetoric:
ResponderEliminarhttps://www.presstv.co.uk/Detail/2026/10/11/778120/Return-to-the-Bay-of-Pigs-IRGC-vows-ultimate-defeat-of-Western-civilization-in-rebuke-to-Rubio-rhetoric
O mundo dos boomers:
ResponderEliminarhttps://observador.pt/opiniao/o-mundo-dos-boomers/