terça-feira, 15 de setembro de 2026

Angola, paraíso perdido...

  
 

Enviaram-me ontem o video que partilho acima e que, pela boca dos próprios angolanos, demonstra bem aquilo que têm sido os governos do MPLA ao longo dos últimos 51 anos. 

Portugal investiu somas avultadas no desenvolvimento de Angola durante o Estado Novo. Aliás, um dos motivos que levou a que na metrópole houvesse um desenvolvimento lento, comparativo ao resto da Europa, foi precisamente devido ao facto de o regime de Salazar, principalmente após a década de 1950, ter começado a canalizar enormes somas de dinheiro e recursos, para rasgar estradas, construir barragens, desenvolver a agricultura, a economia em geral e melhorar as condições de vida das populações em África. 

Angola podia ter sido transformada num paraíso na Terra, se não fosse a estupidez de certa gente nos idos de 1974-1975, que descontentes com a Primavera Marcelista, decidiram destruir 500 anos de presença portuguesa em África, de uma só assentada, sem qualquer consciência ou responsabilidade. Depois seguiu-se a censura e lavagem cerebral durante décadas, a censura nas universidades, nos media, no sistema de ensino em geral, onde a verdade histórica é amplamente distorcida, de forma a servir e encaixar na narrativa politicamente correcta de Abril. Todos os regimes políticos têm a sua mitologia. A mitologia da Terceira República é a fantasia da "democracia" que não existe, nem nunca existiu verdadeiramente, do "povo que saiu à rua em Abril para fazer a revolução" e das fábulas e cantigas dos "amanhãs a cantar". 

O 25 de Abril foi, essencialmente, um golpe corporativo, dado por militares que estavam insatisfeitos com a sua carreira e a forma como estavam a ser conduzidas as operações militares em África. A causa principal do golpe foi o decreto-Lei n.º 353/73, de 13 de julho de 1973, que alterava as regras de progressão e promoção dos oficiais das Forças Armadas, o que gerou um forte descontentamento entre os oficiais do quadro permanente. Foi este descontentamento que deu origem ao Movimento dos Capitães e à consequente Abrilada de 74. O que se passou depois, muitos simplesmente, foi que a extrema-esquerda em Portugal, que era uma correia de transmissão dos interesses soviéticos e chineses, assim que se apercebeu do golpe militar em curso, tomou conta das ruas, o que levou a que os militares em resultado, perdessem rapidamente e por completo o controlo da situação. Nem o General Spínola conseguiu mais ter controlo sobre nada. Seguiu-se o PREC, a "descolonização exemplar" e tudo o resto que sabemos...

Não deixa também de ser um facto, que há uma profunda injustiça histórica em tudo aquilo que fizeram ao Império Português e na forma como este foi destratado e desconsiderado na ONU. Os Estados Unidos podem ter um Império, construído com as terras que roubaram aos mexicanos e aos índios do faroeste que foram, pura e simplesmente, fisicamente exterminados na sua larga maioria. A China também pode ter o seu Império, com o Tibete que foi anexado à margem de qualquer mandato da ONU. A Rússia, idem. Os comunistas nunca se incomodaram com o Império Russo, que se estende pela Ásia fora até Vladivostok. A União Indiana também tem um Império, sem que isto suscite qualquer incómodo na comunidade internacional. Idem para o Brasil, onde tanto quanto eu sei, nunca perguntaram aos índios da Amazónia, se eles querem realmente fazer parte da República Federativa do Brasil... As forças da esquerda e da direita "bem-pensante" em Portugal, regra geral, não se incomodam com os impérios dos outros. Só o Império Português é que os incomodava e perturbava muito, a ponto de não terem descansado, enquanto não destruíram o mesmo, com as consequências que são bem conhecidas e estão amplamente documentadas.

A descolonização portuguesa é um excelente exemplo histórico, de como a propaganda e as operações psicológicas, podem virar todo um povo contra si próprio, que foi o que aconteceu na prática durante o PREC. O Estado Novo teve também graves responsabilidades em tudo isto, pois o regime de Salazar nunca investiu seriamente na guerra cultural, de propaganda e na contra-propaganda. O resultado desta política, foi uma ignorância generalizada das populações negras e brancas, tanto em África, como na metrópole, que nunca chegaram a compreender que a melhor forma de garantir a verdadeira prosperidade, paz e harmonia, era precisamente através da manutenção do Império, transformando o mesmo numa Federação ou Confederação de Estados Portugueses, com autonomia, direitos e oportunidades iguais para todos

Portugal podia ser hoje uma superpotência no Mundo, mas graças, principalmente, à esquerda lunática que varreu e destruiu o País durante o PREC, estamos hoje reduzidos a um mero "jardim à beira-mar plantado", governado por corruptos, escroques e sabujos de interesses estrangeiros e onde impera a traição e a pouca vergonha.  Isto, que eles tentam esconder e nem nos manuais escolares é referido ou exibido, porque eles sabem o que fizeram, sabem o imenso crime pelo qual são responsáveis, era Luanda nos anos 1960 e 1970, antes da "descolonização exemplar":  

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Coronel Lawrence Wilkerson: «Eu sei o que nós fizémos à Europa...»

 
 

O Coronel Lawrence Wilkerson, do Exército dos EUA, numa recente entrevista que deu a Glenn Diesen, "explicou por miúdos" o grande problema que a Europa e os povos europeus hoje enfrentam. Este homem, recordo, foi o Chefe de Gabinete de Colin Powell, durante a administração de George W. Bush e por isso, o seu testemunho, para além de constituir uma preciosa fonte histórica, é crucial para se poder perceber aquilo que os americanos fizeram na Europa ao longo das últimas duas décadas. Isto que aqui deixo transcrito e traduzido por mim e que foi dito sem rodeios, pelo Coronel Lawrence Wilkerson, se vivêssemos em verdadeira democracia, deveria de imediato e sem demora, dar origem a investigações criminais por toda a UE e também, a um inquérito profundo no Parlamento Europeu, suscitando a maior indignação e repúdio em todas as instituições democráticas dos governos da UE:

«Eu sei o que nós fizemos à Europa. 

Nós comprámos directores de redacções de jornais. 

Comprámos líderes sindicais. 

Comprámos deputados.

Comprámos dois secretários-gerais da NATO, Jens Stoltenberg e Mark Rutt.

Eu sei com que cuidado meticuloso a CIA, o SIS, o MI6 e, até certo ponto, a Mossad — embora não fossem parceiros dispostos ao início, tornaram-se parceiros quando viram as somas colossais investidas.

Como, para usar as palavras daquele académico asiático, nós "treinámos os cães".

Nós comprámos países inteiros, todo o seu aparato político e a sua influência.

A partir de 2002, começámos a trabalhar a sério, com milhares de milhões de dólares canalizados para a CIA e outros. 

A  USAID era apenas uma ferramenta. Eles transformaram a democracia liberal numa arma. 

A esse respeito, apoiei as medidas tomadas por Trump e Rubio em relação à USAID, na medida em que estavam a afastar as pessoas de escalões inferiores que se envolviam nesse tipo de prática. 

Eu não concordei com a demissão de altos funcionários.

Mas nós criámos deliberadamente a Europa que temos hoje, e creio que estamos agora a pagar o preço por isso, porque serão precisos mais seis a doze, talvez até dezoito meses, para nos livrarmos de alguns destes indivíduos.

E quanto aos parlamentos, só Deus sabe quanto tempo levará para erradicar os seus membros.  

Nós moldámos pacientemente a Europa à nossa imagem.»  

Eu como cidadão português, mas também europeu, tenho de dizer que me sinto profundamente indignado com tudo isto. Foi-nos prometida uma Europa com autonomia estratégica em matéria de política externa e ao invés, o que temos é uma Europa completamente reduzida a uma posição de humilhante vassalagem perante os EUA. Não é esta a Europa que eu quero e com a qual me identifico. Se a União Europeia é para isto, então Portugal deve começar seriamente a pensar em dar início à preparação da sua saída da UE. 

A União Europeia está hoje transformada numa união de malfeitores, psicopatas e corruptos. Eu não quero isto e os eleitores por toda a Europa, pouco a pouco, estão também a começar a rejeitar nas urnas esta Europa podre que nos querem impingir. O chumbo do projecto da Constituição Europeia, em referendos nacionais realizados na França e na Holanda em 2005, foi apenas o primeiro sinal de rejeição desta Europa distópica, governada por oligarcas e gente moralmente decadente, qual Sodoma e Gomorra. A vitória do Brexit em referendo em 2016, foi mais outro alerta sério do que estava a acontecer. As elites da UE, mesmo assim, não quiseram aprender nada com isto e insistiram em prosseguir no erro. A recente rejeição da Islândia em aderir à UE, foi mais outro sinal. Os islandeses disseram NÃO à Europa em referendo e isto não só foi uma valente bofetada à cleptocracia de Bruxelas, como também demonstra que a UE já não é aquele clube exclusivo, onde todos querem entrar e do qual todos gostam. A também recente vitória da AFD na Saxónia-Anhalt, é ainda mais outro indicador do sentimento geral das populações na Europa, que estão a rejeitar cada vez mais a indecorosa e criminosa tirania arrogante das elites da UE.

Se a União Europeia não se reformar seriamente dentro dos próximos anos, corre um sério risco de se desfazer em cacos, à semelhança do que aconteceu ao Império Soviético no final dos anos 1980 e inícios da década de 1990. Talvez não fosse má ideia regressar mesmo à CEE, limitando seriamente os poderes da actual UE e eliminando o Euro que só trouxe problemas a vários níveis. A CEE foi um projecto que funcionou bastante bem, até começarem com ideias de "maior integração" da Europa e delírios federalistas. A introdução do Euro a partir de 2002, foi um desastre completo, que só serviu para aumentar o custo de vida de forma drástica e esmagar ainda mais o poder de compra das classes médias

O recado que os eleitores estão a dar a Bruxelas em eleições e referendos por toda a Europa é muito simples e fácil de entender: ou os senhores da UE implementam reformas estruturais a sério e mudam a vossa política de vez, ou nós vamos ter de votar pela destruição definitiva da UE nas urnas. Não há outro caminho. Não existe outra alternativa. A UE ou muda, ou vai ter de morrer, da mesma forma que morreu o Império Soviético. Ponto final. 

domingo, 13 de setembro de 2026

Ângelo Correia: «A imigração destruiu uma paisagem humana para a Alemanha»

  

Quando até Ângelo Correia já admite o óbvio, está tudo dito...

As migrações e vou repetir isto mais uma vez, transformaram-se hoje no maior e mais grave problema geopolítico, que Portugal e a Europa vão ter pela frente durante os próximos vinte anos, no mínimo. Isto, porque a imigração, da forma como entrou na Europa nas últimas décadas, em massa, sem controlo ou fiscalização adequada e sem qualquer plano obrigatório de direitos e deveres cívicos, tem capacidade para provocar um grau de desestabilização e descontentamento nas sociedades, que pode, no limite e com alta probabilidade, descambar em guerra civil de baixa/média intensidade. 

Os governos da UE prosseguiram nas últimas décadas políticas universalistas que colocam em causa o interesse dos estados nacionais e a continuidade do próprio Estado de direito. O verdadeiro perigo reside no facto de as políticas das "portas abertas" em relação à imigração, terem começado a alterar a paisagem humana das sociedades europeias a um ponto tal, que isto começou por sua vez também a afectar e a ofender as velhas identidades nacionais da Europa. O que se passa hoje no Martim Moniz em Lisboa, é um excelente exemplo disto, entre muitos outros:
 
 

Cada um pode ter a opinião que quiser sobre este tema das migrações, que é realmente melindroso, no entanto, há um facto que é indiscutível e que está no cerne de tudo isto: é que "mexer" com as identidades nacionais ou étnicas dos povos (ou ofender as mesmas...), seja na Europa, em África, na Ásia, ou nas Américas, é uma engenharia social extremamente perigosa. Quem percebe realmente de história sabe disto perfeitamente bem, pois os exemplos históricos de misturas étnicas/religiosas que correram muito mal, são abundantes. Desde o genocídio no Ruanda ao Holocausto, passando pelo genocídio dos povos indígenas nos Estados Unidos no século XIX, o que não falta são exemplos de como esta coisa das migrações e "misturas" acabou muito mal para muita gente.   

Brincar às engenharias sociais, com culturas que muitas vezes são antagónicas por vários motivos e que se repelem mutuamente, é extremamente perigoso e irresponsável. As fronteiras que separam a Humanidade não surgiram ao acaso, mas sim, porque há por motivos essencialmente culturais e religiosos, necessidade de manter a Humanidade separada, da mesma forma que a água e o azeite, também são armazenadas de forma separada. As teorias internacionalistas/universalistas são todas muito bonitas e dóceis de se ouvir, mas são uma pura fantasia, completamente desligada da realidade prática e concreta do Mundo.   

A AFD na Alemanha, o Chega em Portugal, a Rassemblement National em França, entre muitos outros partidos e movimentos que se dizem hoje "anti-sistema" na Europa, são uma consequência directa das engenharias sociais perigosas em matéria de imigração, que os partidos tradicionais do "arco do poder" na Europa, colocaram em prática desde pelo menos a década de 1970. 

A substituição populacional não é um mito, mas uma realidade que já se vê por toda a Europa, onde as populações autóctones estão gradual e progressivamente a ser substituídas por asiáticos, africanos e sul-americanos. Perante isto, perante esta alteração radical da paisagem humana, uma parte significativa da população europeia sente-se claramente ameaçada, pressionada e acossada na sua própria terra, por esta invasão humana de gentes estranhas que parece não ter limites ou fim. Esta reacção é perfeitamente normal e já seria de esperar. O ser humano está biologicamente programado para reagir assim, quando vê a sua zona de conforto a ser alterada e a sua "tribo" a ser ameaçada por um invasor estrangeiro. É preciso termos noção de que nós somos animais e reagimos com instinto animal a muita coisa. Não há forma de eliminar esta realidade humana. Os gatos são parecidos a nós neste aspecto, experimentem alterar a zona de conforto do vosso gato, fazendo por exemplo mudanças em casa, obras ou instalando mobiliário novo e vão ver como ele muito provavelmente vai fcar nervoso, irrequeito, agressivo e no limite, pode até fugir e desparecer durante um ou vários dias. O ser humano, por mais que o negue e tente esconder, ainda tem muito em comum com a selva e o reino animal. Sempre assim foi e sempre assim o será. 

Não sei o que aí vem no futuro, mas tenho a certeza de que vai, mais tarde ou mais cedo, ser necessário levar a cabo algum tipo de remigração, o que implicará a alteração, suspensão ou revisão de muitos documentos constitucionais e direitos fundamentais pela Europa fora. Se não se fizer nada para resolver este problema que é muito grave, no médio/longo prazo as consequências poderão vir a ser terríveis e custar muitas vidas, pois a pressão continuará a aumentar e no limite, pode dar-se uma violenta explosão social com consequências potencialmente catastróficas, à semelhança do que já vimos acontecer na Guerra Civil Libanesa ou na Jugoslávia nos anos 1990. 

sábado, 12 de setembro de 2026

A economia real explicada às crianças petulantes da Europa...

Cheap Thrills, 2014, por Sleazeburger

 
Andrei Martyanov, sem "papas na língua", vai directo ao ponto sobre aquilo em que verdadeiramente consiste a economia real, de facto e em concreto:

«Real economics... that is economics which is based on producing REAL things and critical services, like math and physics, doesn't give a flying coitus about smartass speculators who are produced in bulk at Ivy League degree mills and then write books on how to become a millionaire by specu ... pardon me--investing. Keep in mind--none of them has any clue about real mechanism from which money derive power. Throw away good ol' tale about donkey loaded with gold which opens gates to any fortress. Not really, it is hit and miss.»

A classe dirigente do Ocidente, continua em delírio e completamente perdida, sem perceber porque é que apesar de já terem decretado mais de 23,9 mil sanções contra a Rússia e outras cerca de 10 mil contra o Irão, porque é que mesmo assim, estes países continuam com economias funcionais e aparentemente, capazes de aguentar um intenso esforço de guerra em várias frentes. 

Ora, o motivo pelo qual tanto a Rússia, como o Irão, apresentam economias tão resilientes às sanções do Ocidente, deve-se ao facto de estes países terem economias reais e integradas, baseadas primeiro numa forte componente teórica/académica, onde se destaca a físico-química, a matemática, as engenharias, a geografia e a história. Posteriormente, temos a componente física, composta por muita indústria civil e militar, terras raras, recursos energéticos abundantes e recursos minerais também em grande quantidade. Estes são os verdadeiros indicadores que quando combinados, devem de servir para averiguar a REAL capacidade económica de um País. 

No Ocidente, pelo contrário, a capacidade económica é medida através de indicadores que muitas vezes se limitam a analisar o desempenho de uma determinada economia, apenas através do Produto Interno Bruto (PIB). Isto é um erro, pois as comparações simplistas do PIB entre vários países, nunca têm em conta as taxas de câmbio internacionais e a Paridade do Poder de Compra (PPP). Este é um dos principais motivos que levou os EUA e a UE, a subestimarem a capacidade de resiliência da Rússia em 2022. As famosas «sanções do inferno» que os americanos anunciaram contra a Rússia em 2022 e que tinham como objectivo, levar ao colapso da economia russa em poucas semanas ou meses, acabaram por nunca surtir o efeito esperado. Os russos simplesmente adaptaram-se, contornaram as sanções ocidentais, reconverterem alguns sectores da sua economia e orientaram os mesmos na direção da Ásia. Muitos economistas ocidentais, doutrinados na neoliberal escola de Chicago nas faculdades de economia, têm um entendimento económico que se baseia meramente na especulação financeira dos mercados e em dinheiro fictício em formato eletrónico. Isto não é economia real. É fraude económico-financeira em larga escala, a ponto de hoje, o número de barris de petróleo que estão a ser negociados nos mercados financeiros, superar em dezenas de vezes a quantidade de petróleo físico que realmente existe disponível. Os espculadores de Wall Street e da City de Londres, pura e simplesmente, vivem e operam numa realidade alternativa à do Mundo real.  

Um dos melhores exemplos, que é indicativo de como tanto os americanos, como os europeus, não sabem do que estão a falar, quando falam da Rússia de Putin, é a forma como tem sido exaustivamente repetido nos media que a economia russa é equivalente à da Itália. Esta interpretação, para além de estar ideologicamente enviesada pelo pensamento neocon americano, é falsa. A Itália não coloca satélites em órbita, nem estações espaciais, nem envia cosmonautas para o espaço, nem possui uma poderosíssima industria militar, que produz mais armamento em apenas três meses, do que toda a NATO em conjunto consegue produzir num ano. A Itália também não tem o segundo exército mais poderoso do Mundo. Se a economia russa fosse realmente do tamanho da economia italiana, então os russos nunca teriam aguentado mais do que duas a três semanas de conflito na Ucrânia, na melhor da hipóteses. 

Mas vamos agora ver o que diz o sr. Putin. Isto, creio que basta para demonstrar o grau a que chegou a estupidez e impreparação da classe dirigente ocidental, em todo o seu esplendor:


Putin coloca o dedo na ferida e como se estivesse a falar para crianças, explica pacientemente aos europeus e com a calma que o caracteriza, como o preço do gás que a Europa hoje está a comprar, passou de 150 dólares por 1000 metros cúbicos, para 1000 dólares, pela mesma quantidade. Em breve, como a situação energética está a agravar-se a nível mundial e as reservas de gás na Europa estão praticamente vazias, o preço irá disparar para 1,500 dólares por cada 1000 metros cúbicos... Sim, os europeus vão perceber em breve em que consiste a economia real e como a mesma tem capacidade de "morder" a sério no tecido da sociedade. A Alemanha já é um bom exemplo disto, com inúmeras industrias a entrarem em grave crise devido à falta de energia barata, sendo o mais recente exemplo o anúncio da parte da Volkswagen, de que vai despedir 100 mil trabalhadores. Estou em crer que estes dados, ajudam a entender o motivo pelo qual a AFD disparou em termos de popularidade na Alemanha...

Os europeus, se não reverterem o caminho de hostilidade em relação à Rússia, em que decidiram entrar pela mão de uma classe política completamente corrupta e submissa aos interesses de Washington, vão acabar a pagar "com língua de palmo e ao cubo", por este erro crasso em termos estratégicos e geopolíticos. E ainda vos digo mais: Vladimir Putin foi o melhor amigo que o Ocidente teve em muito tempo. Putin e isto está perfeitamente documentado em inúmeros jornais, livros, reportagens e revistas publicadas ao longo das últimas duas décadas, quis ter boas relações com a Europa, quis ter parcerias a todos os níveis connosco e quis abrir a Rússia ao Ocidente após o fim do Comunismo soviético, a ponto de até ter proposto no ano 2000, a integração da Rússia na NATO. Foram os americanos, que sucessivamente, sabotaram todos estes esforços e corromperam por completo a classe política da UE, de forma a que esta se tornasse o mais hostil possível à Rússia, a ponto de hoje termos chegado ao ponto a que chegámos. 

Podem dizer o que quiserem do Presidente Putin, porém, nunca poderão apagar o facto de ele ter sido, de longe, o mais pró-ocidental de todos os líderes que a Rússia teve no último século. Sobre isto não tenham qualquer dúvida. O Ocidente não tem a mínima noção da oportunidade de ouro que perdeu, quando virou as costas à Rússia de Putin e a empurrou para os braços da China.

Os europeus, quais crianças petulantes, agora que se deitem na "caminha" que fizeram para eles mesmos. Não souberam aproveitar a oportunidade? Não têm gás? Não têm terras raras? O gasóleo e a gasolina estão caros? Os serviços públicos estão em falência? A comida no supermercado está a preços proibitivos?... Paciência! Aprendam a votar em gente decente e deixem de ser estúpidos. Sejam bem-vindos ao Mundo da economia real... 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Nos 25 Anos do 11 de Setembro de 2001


Parece que foi ontem e já se passaram vinte e cinco anos... Recordo-me bem do estado de choque em que fiquei e dos arrepios que senti, quando ao início da tarde do dia 11 de Setembro de 2001, comecei a ver as primeiras imagens da tragédia horrenda e indescritível, que se estava então a desenrolar nos EUA. Na altura, eu era apenas um miúdo com 13 anos, mas o assunto tocou-me pessoalmente, pois eu havia passado a minha infância nos EUA, país onde fiz a escola primária e onde o inglês, se tornou a primeira língua que aprendi a ler e a escrever. Apesar de muito jovem, tive noção imediata da gravidade do que estava a acontecer em directo e ainda me lembro, de como na altura me vieram até à cabeça imagens dos filmes do Rambo, cheias de tiros e explosões. Na minha ingenuidade típica de um miúdo de 13 anos, eu imaginava que aquilo que estava a ver, era o início de alguma guerra mundial... Alguns dias depois, entrou na minha mente todo um novo vocabulário, até então totalmente desconhecido, quando comecei a ouvir falar de Osama bin Laden, talibãs, Al-Qaeda, Islão... o que era realmente isso do Islão?! Eu sabia que o meu pai tinha uma edição de luxo do Alcorão em casa, guardada na sala de estar, que lhe tinha sido oferecida por um colega da Saudi Arabian Airlines nos Estados Unidos, mas eu não sabia quase nada sobre o Islão ou o Médio Oriente. Em 2001, para mim o Médio Oriente era apenas um sítio misterioso onde havia deserto, muita areia, palmeiras e gente com roupas estranhas e tapetes voadores, como o que vemos no filme Aladdin da Disney. Foi o 11 de Setembro de 2001 e a Guerra ao Terror que se lhe seguiu, que despoletou verdadeiramente o meu interesse pelo Médio Oriente, que dura até hoje e que até me impeliu, mais de uma década depois, a escrever uma dissertação de mestrado em história contemporânea, sobre um tema ligado ao Médio Oriente. 

Parece-me inquestionável que o 11 de Setembro de 2001 e a consequente Guerra ao Terror, lançada pela administração de George W. Bush, acelerou de forma drástica o fim da hegemonia americana no Mundo e descredibilizou em definitivo, a tese neoliberal de Francis Fukuyama, sobre o alegado "fim da história". A imagem da invencibilidade americana, foi estilhaçada no dia 11 de Setembro de 2001. A posterior derrota, mais do que merecida, que a NATO e os EUA sofreram às mãos dos talibã no Afeganistão, em conjunto com as mais recentes humilhações infligidas na Guerra Russo-Ucraniana e no Estreito de Ormuz, marcam o fim definitivo da ordem unipolar no sistema internacional. O "século americano" que começou em 1917, quando os EUA saíram do seu isolacionismo e entraram na Primeira Guerra Mundial, está morto e enterrado. 

Não vou entrar aqui em explicações detalhadas sobre aquilo que eu considero que foi o 11 de Setembro e porque é que o mesmo aconteceu. Cada um que faça o seu juízo sobre este dia fatídico e as causas e consequências do mesmo. Todavia, deixo aqui onze perguntas para reflexão, que até hoje carecem de resposta adequada da parte do governo americano:

1º - Porque é que vários cidadãos israelitas, foram apanhados a filmar e a celebrar os ataques contra as torres gémeas em Nova Iorque?

2º - Porque é que nas semanas a seguir aos ataques do 11 de Setembro, foram detidos mais de 60 cidadãos israelitas nos EUA e posteriormente, os mesmos foram libertados sem explicações?

3º - Porque é que vários destes cidadãos israelitas detidos, estavam ligados aos serviços de inteligência do Estado de Israel?

4º - Porque é que entre os detidos em questão, havia também membros activos das Forças de Defesa de Israel?

5º - Porque é que o senhor Colin Powell, se recusou a responder, quando questionado publicamente sobre o facto de terem sido detidos membros da Mossad pelo FBI, no rescaldo dos ataques do 11 de Setembro de 2001?

6º - Porque é que estes israelitas detidos, regressaram imediatamente para Israel, assim que o FBI os deixou sair em liberdade?

7º - Porque é que alguns destes israelitas, aquando do tempo em que estiveram detidos, chumbaram nos testes do polígrafo a que foram sujeitos pelo FBI?

8º - Porque é que a investigação do FBI, sobre a extensa rede de espionagem israelita nos EUA, continua a ser completamente censurada pelos media até hoje?

9º - Porque é que os ataques do 11 de Setembro de 2001, foram despoletados exactamente quando o FBI se preparava para desmantelar a rede de espionagem israelita nos EUA, estando até já a fazer detenções ainda antes da ocorrência dos ataques?

10º - Porque é que Israel dedica tantos recursos e esforços, para levar a cabo espionagem intensiva nos EUA?

11º - O que tinha o Estado de Israel a ganhar com os ataques de 11 de Setembro de 2001 e a consequente Guerra ao Terror? 

Se "ligarem os pontos" e forem capazes de ir além da propaganda governamental e da narrativa oficial sobre aquilo que foi o 11 de Setembro, vão perceber que nada nesta história é aquilo que parece à primeira vista e os responsáveis por toda esta tragédia, os verdadeiros assassinos, nada têm a ver com o Islão ou talibãs de barba, mas sim, com um certo parasita internacional, que foi quem mais beneficiou com toda esta orgia de morte e destruição...

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Os Arquivos do 11 de Setembro, por Tucker Carlson

Fica aqui a excelente série documental em cinco partes, que Tucker Carlson produziu sobre o 11 de Setembro. Foi há 25 anos... o tempo voou, estamos todos um quarto de século mais velhos, mas as dúvidas em torno daquilo que foi o mais mortífero e espectacular ataque terrorista da história, permanecem vivas. A explicação oficial dada pelo governo americano, simplesmente não convence e vai até contra todas as evidências científicas, provas e indícios disponíveis. Vejam por vós: 

 

 

 

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Será que a AFD tem noção de onde se vai meter?...


A Europa sofreu um terramoto político nos últimos dias, como já não sofria há muito. Os responsáveis por este "abanão" são uns certos alemães de um curioso partido, que propõe em linhas gerais uma "alternativa para a Alemanha", alegadamente patriótica, soberanista e defensora dos interesses nacionais da Alemanha e do povo alemão. João Ferreira ajuda-nos a desdobrar isto um pouco melhor:

«A AfD considera mesmo necessária a saída da Alemanha da atual União Europeia caso esta não possa ser profundamente transformada, propondo em sua substituição uma nova comunidade europeia de Estados soberanos. É aqui que talvez devamos começar a pronunciar uma expressão que, há poucos anos, provocaria gargalhadas nos corredores de Bruxelas: o princípio do fim?

Não necessariamente o fim da Europa. Muito pelo contrário. Talvez o princípio do fim desta União Europeia. Da UE centralizadora. Da UE progressivamente federal. Da UE que transfere competências dos Estados para instituições supranacionais e depois se surpreende quando os cidadãos começam a exigir essas competências de volta. E também o princípio de uma discussão que inevitavelmente chegará à arquitetura militar europeia e à própria NATO.

Convém ser rigoroso: a AfD não propõe simplesmente abandonar amanhã a NATO. Defende que a pertença alemã corresponde aos interesses do país enquanto a NATO permanecer uma verdadeira aliança defensiva. Defende simultaneamente a retirada das tropas estrangeiras estacionadas na Alemanha, incluindo armas nucleares, rejeita um exército europeu e reclama uma aproximação estratégica à Rússia. Por outras palavras: o que ontem era considerado absolutamente impensável começa hoje a entrar no debate político alemão através de milhões de votos.»

Tenho sérias dúvidas de que a AFD, mesmo que chegue ao poder na Alemanha com ou sem maioria absoluta, consiga implementar o programa acima exposto. Primeiro, porque suspeito fortemente de que a AFD vai ser mais um caso de "a montanha pariu um rato", à semelhança de Meloni na Itália. Em segundo lugar, porque, mesmo que a AFD tenha genuinamente intenções de quebrar o "sistema" de vez, esta vai-se ver confrontada de imediato com a tremenda rede internacional de inteligência, desinformação, espionagem e chantagem, que o Deep State e o complexo militar-industrial americano, montaram na Europa nas últimas décadas. Esta rede, acrescente-se, está já interligada com a Mossad e os restantes serviços de espionagem e inteligência de Israel, um Estado pária e genocida, que de "democrata" não tem rigorosamente nada e que, no limite, é capaz de partir para o assassinato e tentativas de golpe de Estado, sendo que já o fez inúmeras vezes no passado e certamente, vai voltar a fazê-lo no futuro. 

Se a AFD quiser realmente reformar a NATO e a UE nos moldes que afirma e forçar a retirada das tropas americanas, que estão estacionadas na Alemanha desde 1945, então a AFD vai ter de necessariamente se preparar para enfrentar todo o poder e jogo sujo, que as forças combinadas do Império Anglo-Sionista são capazes de reunir. 

Tudo isto significa, logo para começar, enfrentar difamação em massa em todos os media do "sistema" e ter de combater uma brutal campanha de contra-desinformação e contra-propaganda 24/7. Certamente, os anglo-sionistas irão recorrer ao velho truque do suborno e vão tentar comprar a AFD, como provavelmente fizeram com Meloni em Itália e até mesmo, com Delcy Rodriguez na Venezuela. Se os líderes da AFD não se renderem ao suborno, serão numa primeira fase discretamente ameaçados e posteriormente, perseguidos a todos os níveis, desde o judicial ao financeiro. Por fim, se mesmo assim continuarem sem vergar, há uma elevada possibilidade de lhes acontecer o mesmo que aconteceu a John F. Kennedy ou a Francisco Sá Carneiro...

Recordo que houve um certo líder de um País do Médio Oriente, chamado Saddam Hussein, que aqui há cerca de duas décadas recusou render-se aos ditames de Washington. Os americanos tentaram comprá-lo várias vezes e de várias formas, porém, Saddam recusou sempre as ofertas americanas e ignorou as ameaças. No fim, o ditador iraquiano acabou enforcado na ponta de uma corda, depois de ver o seu País completamente invadido pelos EUA... convém ter estas coisas em conta, se querem fazer frente aos interesses de Washington e Israel... 

Acredito que os russos vão discretamente tentar fazer tudo o que puderem para proteger "os flancos" à AFD, isto se a AFD for realmente oposição genuína ao "sistema" e não oposição controlada. Moscovo tem muitas ferramentas ao seu dispor e acima de tudo, tem muitos aliados e amigos dentro da UE, que estão um pouco por todo o lado e que estão completamente fartos de ter os americanos a mandar na Europa. Todavia, se os líderes da AFD não forem extremamente cuidadosos e hábeis e gente de carácter com um elevado grau de ética e espartanismo, podem ter a certeza de que estarão condenados a fracassar e a ser moralmente esfrangalhados, pelas forças combinadas do Império Anglo-Sionista, isto é, todo o aparelho mediático, judicial, financeiro, policial, militar e de inteligência, da UE, NATO, EUA e Israel combinados. 

Alice Weidel e os seus compagnons de route, se forem realmente gente de bem, vão ser obrigados a comer nos próximos meses e anos "o pão que o diabo amassou"... Ganhar eleições é a parte mais fácil em tudo isto, o pior é o que vem depois...

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Alternative für Deutschland

 

A AFD (Alternative für Deutschland) venceu ontem as eleições na Saxónia-Anhalt, ficando muito perto da maioria absoluta, a ponto de a própria líder da AFD, a senhora Alice Weidel, já estar a falar em substituir Merz até ao Natal

Não embarco na conversa do "pavor da extrema-direita", que é usada abusivamente pelo "sistema" e os seus serviçais, em relação a qualquer partido conservador, que seja anti-sistema. Este velho truque de colar o rótulo de "extremo" em tudo o que é inconveniente para o "sistema" e não alinha nas narrativas impostas, já não cola. 

Também não há qualquer fundamento em acusar a AFD de ser um partido "neonazi". A líder do partido, Alice Weidel, é lésbica assumida e tem uma postura bastante liberal perante a sociedade. Não há aqui qualquer "nazismo" ou "neonazismo". 

A AFD em termos económicos tem um programa adepto do Liberalismo, que defende inteiramente o mercado livre e que em determinados aspetos, vai até buscar influência ao Libertarianismo e Paleoconservadorismo americano. Curiosamente, a AFD defende a criação de «zonas económicas especiais», à semelhança daquilo que Deng Xiaoping fez na China nos anos 1980, com resultados espetaculares em termos de crescimento económico. 

É inegável, que a vitória da AFD ontem ficou a dever-se, principalmente, aos temas da imigração, da segurança e da economia. As pessoas estão fartas. Os partidos do "sistema" recusam-se a ouvir o povo e andam há anos, a ignorar as queixas de muita gente sobre aquilo que já passou há muito dos limites. A imigração está completamente fora de controlo. A Alemanha, que foi em tempos um dos países mais seguros da Europa, está hoje a ser assolada por crimes e gangues, a ponto de estar a registar-se uma média de 80 ataques à faca por dia. Isto não existia na Alemanha dos anos 1970, 1980 e 1990. A imigração em massa é a grande responsável por isto, como é também a grande responsável pela vaga de violência nas escolas alemãs, praticada por alunos muçulmanos ou árabes e a vaga de violações em grupo, que aumentou de forma exponencial. 

Em termos económicos, os alemães também já perceberam que quem os governa hoje na Alemanha, não está a defender os interesses do povo alemão. Friedrich Merz é um completo lacaio de Washington e desde o início da Guerra Russo-Ucraniana, a classe política que tem governado a Alemanha, tem prosseguido políticas que são inteiramente contrárias aos interesses da Alemanha. Em termos energéticos, a título de exemplo, os alemães só têm a perder em deixar de comprar gás à Rússia, sendo que era precisamente o gás russo, que tornou a economia alemã competitiva durante décadas. Agora, os alemães compram gás que é 4 a 5 vezes mais caro do que o russo, com as consequências para a economia que já são visíveis. O motor económico da Europa, que é a Alemanha, sem gás russo está condenado, pois o acesso a energia barata é essencial, para se ter competitividade económica no sistema internacional. Este foi, de resto, um dos principais objectivos dos EUA, quando provocaram a guerra na Ucrânia, ou seja, forçar a cessação de todas as ligações económicas da Alemanha com a Rússia e colocar os europeus na dependência exclusiva dos EUA.

A carga fiscal na Alemanha está também a um nível incomportável, sendo que muitos alemães estão revoltados e com razão, por terem de andar a pagar tantos impostos, que estão a ser canalizados para serem depois dados a subsidiodependentes, que não querem fazer nada e que se aproveitam do sistema instituído. 

Não há um consenso total na AFD sobre Israel, porém, em linhas gerais, a AFD tem sido pró-Israel. Tendo em conta o passado da Alemanha, não é perceptível se estas posições pró-Israel são uma forma de a AFD se proteger de acusações de anti-semitismo, ou se, pelo contrário, devem-se ao facto de a AFD realmente ser um partido pró-sionista. O tempo dirá em que plano estamos... Também não há qualquer evidência de que a AFD seja, necessariamente, pró-russa e anti-ucraniana como alguns afirmam. O que parece ser certo é que a AFD é fortemente eurocéptica e defende os interesses da Alemanha. Em termos de geopolítica e geoestratégia pura, o programa da AFD é perfeitamente racional e pragmático. O que não é racional, nem normal, é a política externa completamente submissa a Washington, que os governos alemães têm seguido nos últimos anos, principalmente, desde que a Sra. Merkel saiu do poder. 

Em conclusão, depois do fiasco que foi Bolsonaro no Brasil, Trump nos EUA e Meloni na Itália, torna-se difícil voltar a acreditar em qualquer outro partido que, à partida, vem de fora do "sistema". Já é mais do que evidente, que é o próprio "sistema" que está a criar estes partidos da dita "extrema-direita", que mais não são do que oposição controlada, que é usada pelo próprio "sistema" e pela elite globalista, para granjear mais tempo ao "sistema", no sentido de se reorganizar. 

Esta oposição controlada, tem em comum o facto de ser sempre pró-sionista, pró-americana, anti-russa e anti-chinesa. Para além disto é também ferozmente islamofóbica a um ponto extremo e usa o discurso anti-imigração, para radicalizar as massas contra o Mundo Islâmico e em consequência, servir os interesses do Sionismo a nível internacional. Há toda uma teia internacional que liga Telavive a Bolsonaro, Trump, Meloni e até mesmo André Ventura em Portugal. Só não vê isto, quem não quer...

No caso particular da AFD, eu não posso afirmar ainda que se trata de oposição controlada. Pode ser. Provavelmente é. Porém, há também a hipótese de ser um partido que genuinamente quer mudar as coisas e isso deve ser respeitado. Não sei. O tempo dirá se a AFD é realmente uma força com a qual podemos contar a sério, ou se, pelo contrário, é mais outra marioneta do "sistema", completamente ao serviço de agendas ocultas e da elite globalista/sionista. 

domingo, 6 de setembro de 2026

A aristocracia da "esquerda caviar" que nos enterrou como País nos últimos 52 anos...


 

Há gente que, pura e simplesmente, não tem a mínima noção do ridículo. As pessoas que podem observar no pequeno video acima, são um bom exemplo disto. A Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, pelos vistos terá julgado que lhe ficaria bem ir armar-se em "pedreira do povo", com a sua comitiva e começar a meter massa, como se a luminária em causa percebesse alguma coisa de tal arte. 

Esta gente não se enxerga. Acredito que podem até ter tido boas intenções, mas estas figuras, são mais uma vez, apenas demonstrativas de uma só coisa: a "esquerda caviar" em que o Partido Socialista (PS) há muito se transformou, está completamente desfasada do País real e do povo real. Esta esquerda não sabe o que é a vida para um pedreiro que tem de se levantar às 5 ou 6 da manhã, para ir para uma obra trabalhar no duro, faça chuva ou faça sol. Não sabem o que é chegar ao fim de um dia de trabalho e nem sentirmos o corpo da cintura para baixo, tal é o grau de exaustão. Não sabem o que é chegar ao fim do mês e receber um salário mísero, de 920 euros brutos, que não dá para nada. Não sabem o que é estar 12 horas num hospital à espera de uma consulta, ou ter de andar em transportes públicos sobrelotados e a cheirar mal. Não sabem o que é o desespero do desemprego, porque eles próprios nunca estiveram desempregados na vida. Não sabem, nem nunca vão saber, porque a larga maioria dos nossos governantes, não passam de uns "betinhos", que tiveram papás com dinheiro que lhes pagaram cursos e de seguida pularam dos cursos, directamente para os gabinetes climatizados onde, por norma, só se relacionam com mais "betinhos" e gente "chique", que nunca teve um calo na vida. Vejam por vós o currículo de Ana Abrunhosa:

«Filha de pais portugueses, nasceu em Angola e viveu até aos 15 anos com a família em Mêda, na Beira Alta.

Frequentou a Escola Secundária Afonso de Albuquerque, na Guarda, e posteriormente mudou-se para Coimbra para frequentar a Universidade, onde vive desde então.

É licenciada, mestre e doutorada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). A sua tese de doutoramento centrou-se na temática da inovação e desenvolvimento regional. Durante o período académico, participou em diversos projetos de investigação e publicou artigos em revistas científicas nacionais e internacionais.

Iniciou a sua carreira profissional em 1994 na área de auditoria da empresa Ernst & Young, onde trabalhou até 1995.

Em 1995, Ana Abrunhosa iniciou a sua carreira como docente na FEUC, lecionando disciplinas como Introdução à Economia, Microeconomia I, Economia Regional, Economia Europeia, Introdução à Gestão e Seminário de Gestão da Inovação. Além das atividades letivas, colaborou regularmente com outras faculdades da Universidade de Coimbra. Paralelamente, foi investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, onde integrou projetos relacionados com políticas públicas e desenvolvimento territorial.

Entre 2008 e 2010, exerceu o cargo de vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), sendo responsável pelas áreas de Desenvolvimento Regional, Apoio Jurídico à Administração Local, Comunicação e Gestão Administrativa e Financeira.

De 2010 a 2014, foi vogal executiva da Comissão Diretiva do Programa Operacional Regional do Centro – Mais Centro, onde geriu fundos comunitários destinados ao desenvolvimento da região Centro de Portugal.

Assumiu a presidência da CCDRC em 2014, cargo que ocupou até 2019. Durante esse período, liderou a entidade responsável pela definição e execução de políticas públicas na região Centro, incluindo a coordenação pela reconstrução das áreas afetadas pelos incêndios florestais de 2017 em Pedrogão Grande.

[...]

Foi presidente do Comité de Investimento do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020), no período entre 2016 e 2019, altura em que geriu investimentos destinados à reabilitação urbana. Além disso, presidiu ao Conselho Geral do Fundo de Dívida e Garantias da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), de 2017 a 2018, e ao Conselho Geral do Fundo de Capital e Quase-Capital da IFD em 2019.

Em 2019, foi nomeada Ministra da Coesão Territorial no XXII Governo Constitucional, liderado pelo Primeiro-Ministro António Costa, cargo que ocupou até abril de 2024.

Durante o seu mandato, implementou o Programa de Apoio à Produção Nacional, que apoiou 1.700 projetos e manteve 20 mil postos de trabalho. Além disso, promoveu a criação da Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho em 88 municípios no interior.

Foi eleita deputada à Assembleia da República pelo círculo de Coimbra, em março de 2024, onde representou o Partido Socialista na XVI Legislatura.

Enquanto Deputada, foi Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde.

Em fevereiro de 2025, Ana Abrunhosa foi escolhida pelo Partido Socialista (PS) como candidata à presidência da Câmara Municipal de Coimbra nas eleições autárquicas desse ano. A sua nomeação foi aprovada por larga maioria pela Comissão Política Concelhia do PS de Coimbra.

Nestas eleições, Ana Abrunhosa venceu a Câmara Municipal, encabeçando a coligação "Viver Coimbra" composta pelo Partido Socialista, Livre e PAN, conquistando 29.511 votos (correspondendo a 42.14% do total) e derrotando o incumbente José Manuel Silva da coligação liderada pelo PSD "Juntos Somos Coimbra".»

Portanto aí está meus caros... Ana Abrunhosa, possivelmente, nunca sequer tinha pegado numa colher de pedreiro na vida ou cheirado de perto cimento fresco acabado de fazer, mas lá foi toda pipi, de lenço vermelho ao pescoço, fazer de conta que é "do povo", enquanto se deixava filmar a fazer as figuras que aí estão para todos verem. E depois é este tipo de gente que vai para a Assembleia da República, dizer ao povo real que está tudo bem e dar-nos lições de moral, ou para "a Europa", fazer lobby pelos interesses de Washington e de Israel, como o ex-Primeiro-Ministro António Costa, que está "a mamar" ao erário público 38,3 mil euros por mês em Bruxelas.

O 25 de Abril arrancou do poder uma velha ordem conservadora e autoritária que estava muito desgastada, mas que pelo menos era patriótica, nacionalista e defendia os interesses de Portugal e dos Portugueses pelo Mundo fora. Esta velha ordem foi substituída por uma nova aristocracia da "esquerda caviar", que minou completamente o País ao longo das últimas cinco décadas. Os desmandos não foram apenas a loucura que se viu no PREC e que rebentou com a economia nacional, logo em 1977 quando o FMI teve de cá vir pela primeira vez. Houve muitos mais erros cometidos, nomeadamente, no processo de adesão à CEE, que já era uma ideia do tempo do governo de Marcelo Caetano. A grande diferença entre o que Marcelo Caetano queria e aquilo que depois foi feito no pós-25 de Abril, é que Marcelo Caetano queria colocar Portugal na CEE, mas como um País respeitado internacionalmente e com a questão melindrosa do Ultramar resolvida de vez. Ao invés, o que acabou por acontecer foi a adesão de Portugal à CEE em 1986, em moldes humilhantes, porque nós estávamos então de mão estendida à caridade internacional, em consequência das bancarrotas de 1977 e 1983. O resultado directo deste rebaixamento de Portugal, foi a sujeição do País a todas as exigências de Bruxelas, muitas das quais nunca foram propriamente do nosso interesse. Hoje, veja-se o resultado de tudo isto, estamos transformados num País de cafés, supermercados, centros comerciais e turismo de massas, com cada vez menor qualidade. Sim, fizeram-se hospitais, escolas e muitas estradas, com as famosas "políticas do betão" ao longo das últimas décadas, mas onde é que está a indústria pesada? Onde está a indústria naval? Onde está a indústria ferroviária? Onde está a indústria militar? Onde está a siderurgia? Onde está a produção de alta tecnologia? Onde estão as pescas e a agricultura? Pois é, não estão... o pouco que resta é marginal em termos de impacto real na economia e o resultado é o que agora está à vista. Em cinquenta anos foi-se gradualmente desmantelando tudo e deixando morrer sectores vitais para a economia nacional. Andamos a comprar fragatas aos italianos, quando podíamos perfeitamente ser nós, com a tradição marítima que temos, a fabricar as nossas próprias fragatas e submarinos, se tivessem sido feitos os investimentos certos, na altura certa. A situação chegou a um ponto tal, que Portugal hoje não fabrica sequer uma única munição, sendo que até os cartuchos para a caça, têm de ser importados do estrangeiro. Creio que estamos, portanto, conversados sobre o ponto a que isto chegou. 

Sem economia e capacidade industrial, não há soberania, resta portanto e apenas, a humilhação da servidão e da indigência, de mão estendida ao globalismo apátrida... esta é, infelizmente, a situação em que Portugal se encontra hoje e há responsáveis por isto. 

É vê-los por aí, nos governos que vão entrando e saindo, nas câmaras municipais, nas direções, nas universidades, nos institutos e observatórios, em tudo o que é função pública, "a mamar tacho" do bom e do belo. Os filhos deles, regra geral, nunca ficam desempregados, nunca parecem ter dificuldades em conseguir lugar nas melhores empresas ou em quadros do Estado, como "consultores", ou "secretários" de qualquer coisa e vá-se lá a saber porquê, têm sempre várias casas e muitas vezes de luxo, num País em que o típico português de classe média, nem um T0 ou T1 em Lisboa ou no Algarve já consegue arrendar.

Deixo um conselho aos meninos e meninas do regime: no próximo 25 de Abril, em vez de levarem cravos vermelhos ao peito para o Parlamento, levem antes garrafas de champagne Moët & Chandon e latas de caviar gourmet, de preferência da marca Imperia ou Petrossian e deleitem-se a comer e a beber à grande, com o dinheiro dos contribuintes. Esqueçam os enfadonhos discursos "de Abril" em que já ninguém acredita e deixem-se de fantochadas pindéricas, grande parte do País já sabe o que vocês fazem às escondidas e aqui já não há inocentes, portanto, acabem com as hipocrisias de vez... e se alguém se queixar e disser que é tudo uma vergonha, respondam como a Maria Antonieta terá respondido aos franceses, que estalavam de fome nas vésperas da Revolução de 1789 e digam, meus caros portugueses, «se não têm pão, comam brioches...»
 

O Mundo inteiro vai pagar pela política de Donald Trump no Médio Oriente


 

Ontem de manhã, os EUA, inflamados de arrogância e julgando que ainda são uma potência que pode agir com total impunidade, no concerto das nações, decidiram atacar três petroleiros que pertenciam ao Irão. A resposta não se fez esperar e horas depois, os persas atacaram três navios ligados aos interesses ianques e três petroleiros, que pertencem a países aliados dos EUA:

«The Islamic Revolution Guards Corps (IRGC)’s Navy announces striking three United States-linked vessels and three trespassing oil tankers in retaliation for earlier American attacks on Iranian tankers.

“This morning, the terrorist and aggressor US military, in a brutal act born of desperation from the closure of the Strait of Hormuz, attacked three oil tankers belonging to the Islamic Republic, causing damage,” the force said in a statement on Saturday.

In response, “the fighters of the IRGC Navy targeted three oil tankers traveling along an unauthorized route through the Strait of Hormuz, as well as three vessels affiliated with the child-killing United States, in other areas,” it added.»

Trump e os sionistas que controlam a sua administração, vão aprender, a bem ou a mal (provavelmente será a mal...), que a grande potência regional no Médio Oriente hoje, é de facto, a República Islâmica do Irão e é esta, que tem o poder para decidir quem é que pode transitar ou não, no Estreito de Ormuz. Independentemente daquilo que o direito internacional diz e estipula, em termos de liberdade de navegação nos mares e direitos de navegação, a geopolítica e a realidade normativa dos factos, são quem verdadeiramente manda e dita a realpolitik no sistema internacional. No caso do Estreio de Ormuz e tendo em conta as actuais capacidades militares do Irão, que são bastante robustas, o que fica claro é que naquela região do Mundo, quem manda são os persas. Ponto final. 

O Irão, hoje, é a potência hegemónica no Médio Oriente e tem capacidade que lhe chega e sobra, para fazer impor a sua vontade a nível regional. Não há nada que os EUA ou Israel possam fazer para alterar esta equação estratégica. 

O Mundo inteiro, infelizmente, vai pagar pela política agressiva de Donald Trump e de Israel em relação ao Irão. O aumento do preço dos combustíveis, a falta de gasóleo no mercado internacional e o consequente encarecimento acentuado do custo de vida, só vão piorar. O Irão nunca irá recuar, nem pode recuar, por uma questão de sobrevivência nacional. Esta situação só poderá ser resolvida quando os EUA decidirem cumprir as exigências que o Irão colocou em cima da mesa e isto implica fazer cedências, entre as quais se incluem o reconhecimento do controlo e da soberania do Irão sobre o Estreito de Ormuz, a retirada total das Forças Armadas dos EUA da região do Médio Oriente, o levantamento de todas as sanções contra Teerão e o fim da guerra em definitivo, no Líbano e na Palestina. Há quem diga que os EUA nunca irão ceder a estas exigências, entre muitas outras da parte do Irão. Vamos ver... a administração Trump pode dizer o que quiser, todavia, os números falam por si e nem a economia americana, nem as economias europeias, vão conseguir sobreviver durante muito tempo, a uma escassez extrema de diesel e jet fuel no mercado internacional. A situação presente é muito mais crítica do que aquilo que muitos julgam e há, um risco real e efectivo, de um colapso económico mundial e de uma grande depressão. 

Sem petróleo, não há indústria química e fertilizantes e isto significa, num Planeta com mais de 8 biliões de pessoas, futura escassez alimentar que pode, certamente, gerar mais conflitos, vagas de migrantes e luta desesperada por recursos. 

Posso estar enganado, mas "cheira-me" que Trump vai ser completamente humilhado nas eleições intercales de Novembro e se este cenário se vier a concretizar, é mais do que merecido. A administração Trump, transformou-se na encarnação da podridão tóxica e decadência periclitante, a que chegou o Império Anglo-Sionista e o Ocidente colectivo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mário Soares, a NATO e a Rússia de Putin


Não me recordo exactamente da data, mas sei que foi por volta do Outono de 2006 ou 2007. Na altura, eu era ainda um jovem estudante em Coimbra e recebi um convite para assistir a uma palestra que Mário Soares iria dar antes da hora do jantar. 

O tema da palestra em causa era a situação internacional e política na Europa e eu acabei quase arrastado para a ocasião, por uns colegas de curso que não queriam perder a oportunidade de ver Mário Soares "ao vivo e a cores".  

A palestra, que decorreu no auditório da Faculdade de Direito, onde eu costumava ter aulas de Economia Política, lá começou e durante longos minutos Mário Soares discursou sobre coisas sem grande interesse para mim até que, de repente, o antigo Presidente da República parou, observou o público no auditório com ar grave e disse uma frase da qual eu nunca me vou esquecer: «Putin tem uns olhos pequenos e um olhar frio, mas por detrás daqueles olhos pequenos e daquele olhar, está um cérebro que pensa!»

De seguida, Mario Soares começou a deixar alertas sobre os perigos do alargamento da NATO em direção às fronteiras russas e da ameaça que os EUA representavam para a soberania da Europa. Confesso que, na altura, não dei grande importância a nada disto, porque eu era então muito jovem e não tinha os conhecimentos que possuo actualmente sobre história e geopolítica. Hoje, ao invés e olhando em retrospetiva, tenho de conceder que Mário Soares tinha razão de sobra sobre tudo o que afirmou na altura em relação à Rússia de Putin e à NATO. Tudo isto já foi também exposto pelo jornal Expresso, como podem ver:

«Pulido Valente antecipou em 2015 que “os movimentos preliminares da III Guerra Mundial estão (estavam) em curso. Para o Ocidente ver – ou não ver”. Sete anos antes, em 2008, tinha sido Mário Soares a lançar num artigo na Visão um grito de alerta: “A NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia que a pode tornar agressiva. Um perigo!”.

O ex-Presidente criticava a Aliança Atlântica, que acusava de se ter tornado “um verdadeiro braço armado dos EUA” e de estar a “fazer estragos noutras regiões do mundo, Cáucaso, zonas do Cáspio e do Mar Negro e países limítrofes da Rússia Ocidental”. E apontava o dedo ao vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, que “em fim de mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia”. Conclusão, pela pena de Soares: “A NATO, criada como organização defensiva, no início da guerra fria, está a tornar-se, por pressão dos neo-conservadores americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia!”

Ora, o que está acima exposto deveria de ser esfregado na cara dos dirigentes do actual Partido Socialista (PS) - incluindo o ex-primeiro-ministro António Costa - que nos querem arrastar a todos para a loucura da guerra contra a Rússia, a mando dos interesses dos EUA. 

Gostem ou não de Mário Soares, é um facto que os seus avisos sobre as consequências irresponsáveis dos alargamentos da NATO na Europa de Leste, sem ter em conta os interesses e a segurança da Federação Russa, foram absolutamente premonitórios. Idem para os alertas de Mário Soares, sobre o facto de a NATO se ter tornado «um verdadeiro braço armado dos EUA», que está a «fazer estragos» no Mundo e que constitui «uma ameaça à paz». Sim, isso mesmo, leram bem, em 2008 Mário Soares já dizia abertamente que a NATO constituía «uma ameaça à paz» no Mundo e alertava que o facto de se estar «cercando a Rússia», instalando bases de mísseis na Polónia e na República Checa, era uma péssima ideia que acabaria por empurrar Moscovo para a guerra. 

É por demais evidente, que a Guerra Russo-Ucraniana é o resultado directo de muita irresponsabilidade e incúria, da parte da actual classe política que temos na Europa. Esta guerra nunca teria sequer começado, se a geração política a que Mário Soares pertenceu, continuasse a governar a Europa. Homens como Felipe González, François Mitterrand, Willy Brandt, Bruno Kreisky, Helmut Kohl, Jacques Chirac, Gerhard Schröder, entre outras figuras que se destacaram na política europeia entre as décadas de 1970 e 1990, nunca teriam permitido que a desgraça da guerra regressasse à Europa. 

A União Europeia virou uma "nave dos loucos", sem rumo e sem futuro a continuar pelo actual caminho, sendo que Bruxelas se transformou numa mera "correia de transmissão" dos interesses do Imperialismo Anglo-Sionista. Ursula von der Leyen, António Costa e Kaja Kallas são gente perigosa, estúpida, narcisista e ignorante. As acções e as palavras destes líderes ao longo dos últimos anos, demonstram em pleno que não conhecem, nem dominam, noções básicas de geopolítica e relações internacionais, assim como não têm também noção de quais as reais capacidades e limites da NATO. Vladimir Putin, digam o que disserem dele, tem mostrado enorme contenção até aqui e o facto de ainda não ter atacado nenhum País da UE/NATO, apesar de todas as provocações e investidas terroristas dirigidas contra Moscovo, é um verdadeiro milagre.