terça-feira, 15 de setembro de 2026

Angola, paraíso perdido...

  
 

Enviaram-me ontem o video que partilho acima e que, pela boca dos próprios angolanos, demonstra bem aquilo que têm sido os governos do MPLA ao longo dos últimos 51 anos. 

Portugal investiu somas avultadas no desenvolvimento de Angola durante o Estado Novo. Aliás, um dos motivos que levou a que na metrópole houvesse um desenvolvimento lento, comparativo ao resto da Europa, foi precisamente devido ao facto de o regime de Salazar, principalmente após a década de 1950, ter começado a canalizar enormes somas de dinheiro e recursos, para rasgar estradas, construir barragens, desenvolver a agricultura, a economia em geral e melhorar as condições de vida das populações em África. 

Angola podia ter sido transformada num paraíso na Terra, se não fosse a estupidez de certa gente nos idos de 1974-1975, que descontentes com a Primavera Marcelista, decidiram destruir 500 anos de presença portuguesa em África, de uma só assentada, sem qualquer consciência ou responsabilidade. Depois seguiu-se a censura e lavagem cerebral durante décadas, a censura nas universidades, nos media, no sistema de ensino em geral, onde a verdade histórica é amplamente distorcida, de forma a servir e encaixar na narrativa politicamente correcta de Abril. Todos os regimes políticos têm a sua mitologia. A mitologia da Terceira República é a fantasia da "democracia" que não existe, nem nunca existiu verdadeiramente, do "povo que saiu à rua em Abril para fazer a revolução" e das fábulas e cantigas dos "amanhãs a cantar". 

O 25 de Abril foi, essencialmente, um golpe corporativo, dado por militares que estavam insatisfeitos com a sua carreira e a forma como estavam a ser conduzidas as operações militares em África. A causa principal do golpe foi o decreto-Lei n.º 353/73, de 13 de julho de 1973, que alterava as regras de progressão e promoção dos oficiais das Forças Armadas, o que gerou um forte descontentamento entre os oficiais do quadro permanente. Foi este descontentamento que deu origem ao Movimento dos Capitães e à consequente Abrilada de 74. O que se passou depois, muitos simplesmente, foi que a extrema-esquerda em Portugal, que era uma correia de transmissão dos interesses soviéticos e chineses, assim que se apercebeu do golpe militar em curso, tomou conta das ruas, o que levou a que os militares em resultado, perdessem rapidamente e por completo o controlo da situação. Nem o General Spínola conseguiu mais ter controlo sobre nada. Seguiu-se o PREC, a "descolonização exemplar" e tudo o resto que sabemos...

Não deixa também de ser um facto, que há uma profunda injustiça histórica em tudo aquilo que fizeram ao Império Português e na forma como este foi destratado e desconsiderado na ONU. Os Estados Unidos podem ter um Império, construído com as terras que roubaram aos mexicanos e aos índios do faroeste que foram, pura e simplesmente, fisicamente exterminados na sua larga maioria. A China também pode ter o seu Império, com o Tibete que foi anexado à margem de qualquer mandato da ONU. A Rússia, idem. Os comunistas nunca se incomodaram com o Império Russo, que se estende pela Ásia fora até Vladivostok. A União Indiana também tem um Império, sem que isto suscite qualquer incómodo na comunidade internacional. Idem para o Brasil, onde tanto quanto eu sei, nunca perguntaram aos índios da Amazónia, se eles querem realmente fazer parte da República Federativa do Brasil... As forças da esquerda e da direita "bem-pensante" em Portugal, regra geral, não se incomodam com os impérios dos outros. Só o Império Português é que os incomodava e perturbava muito, a ponto de não terem descansado, enquanto não destruíram o mesmo, com as consequências que são bem conhecidas e estão amplamente documentadas.

A descolonização portuguesa é um excelente exemplo histórico, de como a propaganda e as operações psicológicas, podem virar todo um povo contra si próprio, que foi o que aconteceu na prática durante o PREC. O Estado Novo teve também graves responsabilidades em tudo isto, pois o regime de Salazar nunca investiu seriamente na guerra cultural, de propaganda e na contra-propaganda. O resultado desta política, foi uma ignorância generalizada das populações negras e brancas, tanto em África, como na metrópole, que nunca chegaram a compreender que a melhor forma de garantir a verdadeira prosperidade, paz e harmonia, era precisamente através da manutenção do Império, transformando o mesmo numa Federação ou Confederação de Estados Portugueses, com autonomia, direitos e oportunidades iguais para todos

Portugal podia ser hoje uma superpotência no Mundo, mas graças, principalmente, à esquerda lunática que varreu e destruiu o País durante o PREC, estamos hoje reduzidos a um mero "jardim à beira-mar plantado", governado por corruptos, escroques e sabujos de interesses estrangeiros e onde impera a traição e a pouca vergonha.  Isto, que eles tentam esconder e nem nos manuais escolares é referido ou exibido, porque eles sabem o que fizeram, sabem o imenso crime pelo qual são responsáveis, era Luanda nos anos 1960 e 1970, antes da "descolonização exemplar":  

 

1 comentário:

  1. Os Comandos Africanos de Portugal | A História:
    https://www.youtube.com/watch?v=qa_OvMaZQgs

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