Os alemães, ao que se constata, parece que querem colocar-se "a jeito" e já se esqueceram daquilo que lhes aconteceu, da última vez que quiseram lutar contra o Império Russo. João Gomes explica:
«[...]
A geografia tem uma memória que os
políticos frequentemente esquecem. A Ucrânia voltou a ser o espaço onde
se quiseram encontrar duas concepções antagónicas da segurança europeia:
de um lado, a Rússia que considera a expansão das estruturas ocidentais
para junto das suas fronteiras uma ameaça e que tem “cores nazistas”;
do outro, uma Ucrânia corrupta q.b. que fez da aproximação à Europa e ao
espaço euro-atlântico uma das bases da sua política externa e da sua
identidade nacional interessada em criar condições que lhe permitam
combater a Rússia. Do meu ponto de vista – e recordando a história mais
recente do Euromaidan – é como se as forças nazis internas ucranianas
assumissem o papel da Alemanha nazi de 1939.
Atrás está uma Alemanha que, depois de
décadas de controle militar, voltou a assumir uma posição central numa
“ajuda” que tem laivos do passado.
[...]
Durante décadas, a Alemanha procurou a
Rússia através do comércio. A Ostpolitik e a interdependência económica
assentavam na ideia de que seria possível construir estabilidade através
das relações económicas. Hoje, essa lógica praticamente desapareceu. A
Rússia deixou de ser, para Berlim, sobretudo um parceiro económico
difícil e passou a ser apresentada como uma ameaça à “segurança
europeia”. E a Ucrânia deixou de ser apenas um vizinho oriental da União
Europeia para se transformar num “parceiro estratégico” da Alemanha. O
seu proxy disfarçado!
Em Agosto de 2026, esta realidade é
particularmente evidente: a Alemanha continua a ocupar uma posição
central no apoio europeu à Ucrânia, enquanto Berlim assume uma linha
cada vez mais dura perante Moscovo. Então a pergunta deixa de ser: “É a
Alemanha de hoje igual à Alemanha de 1939?”. A pergunta verdadeiramente
interessante é outra: “Onde encontramos hoje a repetição de determinados
movimentos geopolíticos que antecederam a grande confrontação europeia
do século XX?”
A resposta está no Leste. Em 1939, a
Alemanha dirigiu o seu poder para Leste. Em 1941, tentou destruir a
União Soviética. Em 2026, a Alemanha não envia exércitos para conquistar
território russo. Mas participa ativamente no armamento e no
financiamento no seu proxy que combate a Rússia.
Há uma diferença mas a pergunta histórica
permanece. Porque, quando uma potência central europeia volta a
considerar indispensável o rearmamento, quando a Rússia volta a ser
apresentada como o principal adversário estratégico, quando a Ucrânia se
transforma na linha avançada da confrontação e quando a indústria
militar volta a ganhar uma dimensão que a Europa julgava ter deixado
para trás, deve-se perguntar se estamos apenas perante uma nova guerra
ou perante o renascimento de uma velha lógica europeia.
Uma lógica que diz: A segurança da Europa constrói-se contra a Rússia.
[...]
É como se a Alemanha tivesse passado de uma política de aproximação à
Rússia para uma política de contenção da Rússia. E isso não é uma
pequena mudança. É uma ruptura histórica.»
A Federação Russa não vai "invadir a Europa", nem precisa de invadir a Europa, para colocar fim à ameaça crescente que a UE/NATO representa para a sua segurança. A Rússia, só precisa de neutralizar/aniquilar as capacidades da indústria militar europeia e da estrutura política e militar, em termos de comando e controlo. Isto significa, que se o poder no Kremlin decidir que chegou a hora de realmente avançar com medidas "técnico-militares" contra algum ou alguns Estados-membros da UE e da NATO, aquilo a que provavelmente iremos assistir, será ao bombardeamento muito violento de bases militares, centros industriais e alvos políticos na Europa, através de uma combinação de drones de vários tipos, mísseis hipersónicos, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos.
Na Alemanha, a título de exemplo, os russos só precisam de bombardear as fábricas da Rheinmetall, Airbus, Hensoldt, Diehl, Krauss-Maffei Wegmann (KMW), Quantum Systems, Volkswagen, Mercedes e BMW, para colocar um fim à ameaça germânica e ver do novo os alemães de joelhos a pedir clemência. Ataques seletivos para decapitar as capacidades de comando e controlo alemãs, também seriam conduzidos com alta probabilidade. Isto significa o assassinato de generais, oficiais e qualquer político alemão que conduza ou ajude a conduzir o esforço de guerra contra Moscovo. Creio que duas semanas de bombardeamento sistemático e pesado contra a Alemanha, bastariam para quebrar a capacidade industrial alemã e afundar a economia de forma drástica. Esta é a guerra real. É nisto que irá consistir, na prática, um eventual confronto bélico contra a Rússia. A Rússia pode fazê-lo e a hipótese de que o vá fazer, realisticamente, está a aumentar a cada dia que passa, uma vez que a NATO dá sinais de não querer parar ou recuar na Europa de Leste, que é, em termos de geopolítica, a zona de influência estratégica da Rússia.
Moscovo tem hoje capacidade militar que chega e sobra, para derrotar a NATO na Europa. Os EUA são militarmente incompetentes e já demonstraram isso, na guerra que levaram a cabo contra o Irão e que perderam de forma humilhante. As armas nucleares também não são uma opção, sendo que, a elite e o Deep State dos EUA, sabem perfeitamente bem que isso seria o fim de tudo. Seria o fim não só dos EUA, mas de todo o Ocidente colectivo e das elites em conjunto.
Os alemães (e a UE em geral...) andam a "brincar com o fogo". Alguém devia de lhes relembrar, como é que acabou a última aventura contra a Rússia, para ver se ganham juízo:
https://cnnportugal.iol.pt/videos/tentativa-de-ataque-de-drones-no-aeroporto-de-leipzig-e-uma-historia-que-parece-mal-contada/6a988f470cf2f6a1a1e762e8
ResponderEliminarE temos a Alemanha nazi não assumida a garantir que a Rússia tentou atacar o Aeroporto de Leipizig com um drone explosivo, com toda a cafila desta União Europeia da desgraça a dizer que sim senhor.
ResponderEliminarMeus filhos de uma grande puta selvagem de Babilônia. Se querem avançar para a guerra directa e total com a Rússia,estando se nas tintas para as nossas vidas façam no.
Não temos maneira de o evitar.
Mas parem de insultar a nossa inteligência.
Se fosse a Rússia não seria um único drone que pouco estrago causaria. Seria o seu próprio avançar para a guerra total pelo que seriam dezenas ou centenas, não seria numa única cidade e talvez viessem também uns mísseis hipersonicos bem nutridos.
Parem de insultar a nossa inteligência pois que se tivermos de perder as vidas nesta guerra pelo menos que não nos mintam. Que não nos comam por parvos.
Vão ver se o mar da Kraken.
https://simplicius76.substack.com/p/dark-turn-zelensky-announces-major
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