quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Os alemães e a UE andam a "brincar com o fogo"...


Os alemães, ao que se constata, parece que querem colocar-se "a jeito" e já se esqueceram daquilo que lhes aconteceu, da última vez que quiseram lutar contra o Império Russo. João Gomes explica:

«[...]

A geografia tem uma memória que os políticos frequentemente esquecem. A Ucrânia voltou a ser o espaço onde se quiseram encontrar duas concepções antagónicas da segurança europeia: de um lado, a Rússia que considera a expansão das estruturas ocidentais para junto das suas fronteiras uma ameaça e que tem “cores nazistas”; do outro, uma Ucrânia corrupta q.b. que fez da aproximação à Europa e ao espaço euro-atlântico uma das bases da sua política externa e da sua identidade nacional interessada em criar condições que lhe permitam combater a Rússia. Do meu ponto de vista – e recordando a história mais recente do Euromaidan – é como se as forças nazis internas ucranianas assumissem o papel da Alemanha nazi de 1939.

Atrás está uma Alemanha que, depois de décadas de controle militar, voltou a assumir uma posição central numa “ajuda” que tem laivos do passado.

[...]

Durante décadas, a Alemanha procurou a Rússia através do comércio. A Ostpolitik e a interdependência económica assentavam na ideia de que seria possível construir estabilidade através das relações económicas. Hoje, essa lógica praticamente desapareceu. A Rússia deixou de ser, para Berlim, sobretudo um parceiro económico difícil e passou a ser apresentada como uma ameaça à “segurança europeia”. E a Ucrânia deixou de ser apenas um vizinho oriental da União Europeia para se transformar num “parceiro estratégico” da Alemanha. O seu proxy disfarçado!

Em Agosto de 2026, esta realidade é particularmente evidente: a Alemanha continua a ocupar uma posição central no apoio europeu à Ucrânia, enquanto Berlim assume uma linha cada vez mais dura perante Moscovo. Então a pergunta deixa de ser: “É a Alemanha de hoje igual à Alemanha de 1939?”. A pergunta verdadeiramente interessante é outra: “Onde encontramos hoje a repetição de determinados movimentos geopolíticos que antecederam a grande confrontação europeia do século XX?”

A resposta está no Leste. Em 1939, a Alemanha dirigiu o seu poder para Leste. Em 1941, tentou destruir a União Soviética. Em 2026, a Alemanha não envia exércitos para conquistar território russo. Mas participa ativamente no armamento e no financiamento no seu proxy que combate a Rússia.

Há uma diferença mas a pergunta histórica permanece. Porque, quando uma potência central europeia volta a considerar indispensável o rearmamento, quando a Rússia volta a ser apresentada como o principal adversário estratégico, quando a Ucrânia se transforma na linha avançada da confrontação e quando a indústria militar volta a ganhar uma dimensão que a Europa julgava ter deixado para trás, deve-se perguntar se estamos apenas perante uma nova guerra ou perante o renascimento de uma velha lógica europeia.

Uma lógica que diz: A segurança da Europa constrói-se contra a Rússia.

[...]

É como se a Alemanha tivesse passado de uma política de aproximação à Rússia para uma política de contenção da Rússia. E isso não é uma pequena mudança. É uma ruptura histórica.»

A Federação Russa não vai "invadir a Europa", nem precisa de invadir a Europa, para colocar fim à ameaça crescente que a UE/NATO representa para a sua segurança. A Rússia, só precisa de neutralizar/aniquilar as capacidades da indústria militar europeia e da estrutura política e militar, em termos de comando e controlo. Isto significa, que se o poder no Kremlin decidir que chegou a hora de realmente avançar com medidas "técnico-militares" contra algum ou alguns Estados-membros da UE e da NATO, aquilo a que provavelmente iremos assistir, será ao bombardeamento muito violento de bases militares, centros industriais e alvos políticos na Europa, através de uma combinação de drones de vários tipos, mísseis hipersónicos, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. 

Na Alemanha, a título de exemplo, os russos só precisam de bombardear as fábricas da Rheinmetall, Airbus, Hensoldt, Diehl, Krauss-Maffei Wegmann (KMW), Quantum Systems, Volkswagen, Mercedes e BMW, para colocar um fim à ameaça germânica e ver do novo os alemães de joelhos a pedir clemência. Ataques seletivos para decapitar as capacidades de comando e controlo alemãs, também seriam conduzidos com alta probabilidade. Isto significa o assassinato de generais, oficiais e qualquer político alemão que conduza ou ajude a conduzir o esforço de guerra contra Moscovo. Creio que duas semanas de bombardeamento sistemático e pesado contra a Alemanha, bastariam para quebrar a capacidade industrial alemã e afundar a economia de forma drástica. Esta é a guerra real. É nisto que irá consistir, na prática, um eventual confronto bélico contra a Rússia. A Rússia pode fazê-lo e a hipótese de que o vá fazer, realisticamente, está a aumentar a cada dia que passa, uma vez que a NATO dá sinais de não querer parar ou recuar na Europa de Leste, que é, em termos de geopolítica, a zona de influência estratégica da Rússia. 

Moscovo tem hoje capacidade militar que chega e sobra, para derrotar a NATO na Europa. Os EUA são militarmente incompetentes e já demonstraram isso, na guerra que levaram a cabo contra o Irão e que perderam de forma humilhante. As armas nucleares também não são uma opção, sendo que, a elite e o Deep State dos EUA, sabem perfeitamente bem que isso seria o fim de tudo. Seria o fim não só dos EUA, mas de todo o Ocidente colectivo e das elites em conjunto. 

Os alemães (e a UE em geral...) andam a "brincar com o fogo". Alguém devia de lhes relembrar, como é que acabou a última aventura contra a Rússia, para ver se ganham juízo:

3 comentários:

  1. https://cnnportugal.iol.pt/videos/tentativa-de-ataque-de-drones-no-aeroporto-de-leipzig-e-uma-historia-que-parece-mal-contada/6a988f470cf2f6a1a1e762e8

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  2. E temos a Alemanha nazi não assumida a garantir que a Rússia tentou atacar o Aeroporto de Leipizig com um drone explosivo, com toda a cafila desta União Europeia da desgraça a dizer que sim senhor.
    Meus filhos de uma grande puta selvagem de Babilônia. Se querem avançar para a guerra directa e total com a Rússia,estando se nas tintas para as nossas vidas façam no.
    Não temos maneira de o evitar.
    Mas parem de insultar a nossa inteligência.
    Se fosse a Rússia não seria um único drone que pouco estrago causaria. Seria o seu próprio avançar para a guerra total pelo que seriam dezenas ou centenas, não seria numa única cidade e talvez viessem também uns mísseis hipersonicos bem nutridos.
    Parem de insultar a nossa inteligência pois que se tivermos de perder as vidas nesta guerra pelo menos que não nos mintam. Que não nos comam por parvos.
    Vão ver se o mar da Kraken.

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  3. https://simplicius76.substack.com/p/dark-turn-zelensky-announces-major

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