quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O que é que o Ocidente está a apoiar na Ucrânia?...

 Os amigos e aliados da NATO na Ucrânia...
 
Não é novidade, mas convém sempre recordar o tipo de regime que os EUA e a UE, instalaram na Ucrânia em 2014, quando apoiaram um golpe de Estado liderado por grupos neonazis, para derrubar Viktor Yanukovych, o Presidente que até então liderava a Ucrânia e que tinha sido democraticamente eleito em 2010:

«[...]

The forbidden truth is that the West has engineered –through a carefully staged covert operation– the formation of a proxy regime integrated by Neo-Nazis.

Confirmed by Assistant Secretary of State Victoria Nuland, key organizations in the Ukraine including the Neo-Nazi party Svoboda were generously supported by Washington: “We have invested more than 5 billion dollars to help Ukraine to achieve these and other goals. … We will continue to promote Ukraine to the future it deserves.”

The Western media has casually avoided to analyze the composition and ideological underpinnings of the government coalition. The word “Neo-Nazi” is a taboo. It has been excluded from the dictionary of mainstream media commentary. It will not appear in the pages of the New York Times, the Washington Post or The Independent. Journalists have been instructed not to use the term “Neo-Nazi” to designate Svoboda and the Right Sector.

[...]

It is important to reflect on the fact that the West, formally committed to democratic values, has not only spearheaded the demise of an elected president, it has instated a political regime integrated by Neo-Nazis.

This is a proxy government which enables the US, NATO and the EU to interfere in Ukraine’s internal affairs and dismantle its bilateral relations with the Russian Federation. It should be understood, however, that the Neo-Nazis do not ultimately call the shots. The composition of the Cabinet broadly coincides with U.S. Assistant Secretary of State Victoria Nuland ” recommendations” contained in the leaked telephone call to the U.S. ambassador to Ukraine.

Washington has chosen to spearhead Neo-Nazis into positions of authority. Under a “regime of indirect rule”, however,  they take their orders on crucial military and foreign policy issues –including the deployment of troops directed against the Russian federation– from the the US State Department, the Pentagon and NATO.

The World is at a dangerous crossroads: The structures and composition of this proxy government installed by the West do not favor dialogue with the Russian government and military.»  

Quem no Ocidente está muito indignado com a intervenção russa na Ucrânia, deveria de primeiro ter noção de quatro factos básicos, que têm sido propositadamente ignorados por grande parte do pseudo-jornalismo ocidental:

  1. Morreram cerca de 27 milhões de soviéticos a combater contra a Alemanha Nacional-Socialista. Este foi o preço que a URSS/Rússia pagou para manter a sua soberania e independência. 
  2. As Forças Armadas da União Soviética, sozinhas, foram responsáveis pela destruição de cerca de 75% a 80% da Wehrmacht. Podem não gostar do Comunismo, de Estaline ou dos russos à vontade, porém, ninguém pode apagar o facto de terem sido os soviéticos que realmente derrotaram a máquina de guerra alemã. 80% dos militares alemães que morreram na Segunda Guerra Mundial, morreram a combater na Frente Leste.  
  3.  A Rússia, depois daquilo que sofreu na Segunda Guerra Mundial às mãos do Nazismo, jamais, repito, jamais, vai voltar a permitir a existência de um regime ou governo proto-nazi, encostado às suas fronteiras e apoiado militarmente pela NATO e por grande parte do Ocidente. Isto é um princípio que para Moscovo, nem sequer é aberto a qualquer negociação ou discussão. Curto e grosso: não vai haver governos neonazis na zona de influência estratégica da Rússia. Ponto. 
  4. A Ucrânia, historicamente, tem sido sempre o território que é utilizado por todos aqueles que tentaram invadir a Rússia. Foi parcialmente através da Ucrânia que Napoleão invadiu a Rússia e foi através das planícies da Ucrânia, que Hitler lançou o Grupo de Exércitos Sul da Wehrmacht. A Ucrânia é um corredor de acesso à Rússia e a geografia do território em causa, composta por vastas planícies (terreno ideal para a guerra mecanizada...) e a sua enorme dimensão, tornam este uma peça essencial para garantir a própria segurança e defesa da Rússia, daí que Moscovo tenha tolerância zero para qualquer presença da NATO no território em questão. 

Estes quatro factos básicos que acabei de enumerar, são o motivo pelo qual a Rússia está disposta a lutar até ao fim na Ucrânia, custe aquilo que custar e demore o tempo que demorar. 

Vale a pena também recordar, que no dia 21 de Fevereiro de 2022, ou seja, três dias antes do início da Operação Militar Especial, Putin afirmou que «a utilização da Ucrânia como instrumento de confronto com o nosso país representa uma ameaça grave, muito grande para nós». Esta afirmação do Presidente russo, deveria de ter sido logo entendida no Ocidente como um aviso final e se tivéssemos políticos responsáveis e decentes nos EUA ou na Europa, este teria sido o momento para entender que a Rússia não iria tolerar mais alargamentos da NATO na Europa de Leste e que era a hora de renegociar de boa fé, a arquitectura de segurança na Europa e dar garantias escritas a Moscovo, de que a Ucrânia nunca entraria na NATO. Teria bastado isto para evitar a intervenção russa na Ucrânia.  

No início de 2022, a NATO estava a preparar-se para integrar, de facto e de jure, a Ucrânia na aliança atlântica. Ora, só quem seja mesmo muito ingénuo ou não saiba mesmo nada da história dos últimos 50 anos, é que alguma vez pode acreditar nas "boas intenções" americanas e na conversa esfarrapada de Washington, de que a NATO é apenas uma "aliança defensiva". O Mundo inteiro já viu em que consiste esta tal "defesa" e "bondade" da NATO, quando em 1999 atacaram de forma completamente bárbara e ilegal a Sérvia, ou em 2011, quando a NATO destruiu a Líbia de Gaddafi à bomba e apoiando grupos terroristas ligados à Al-Qaeda

O historial negro dos EUA/NATO/UE e o seu rol de crimes, são precisamente aquilo que hoje motiva e dá determinação à tropa russa na linha da frente. A Guerra Russo-Ucraniana, tornou-se existencial para a maioria do povo russo, que continua a apoiar firmemente as acções tomadas por Putin, porque eles não esquecem o que aconteceu há 75 anos e estão totalmente determinados, em garantir que nunca, nunca, nunca, nunca, mas nunca mais, se vai voltar a repetir uma Operação Barbarossa ou haverá nazis a ocupar território russo.

Isto, que podem ver na imagem abaixo, é aquilo que os russos estão hoje a combater na Ucrânia, armado, financiado e treinado pelo Ocidente colectivo. Esta é, de resto, a verdadeira essência não assumida da NATO no século XXI, ou seja, o Imperialismo sanguinário, genocida e sem a mínima vergonha na cara:

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Quem quer lutar contra a Rússia?...

 

No início de 2015, no Donbass e cerca de um ano após o início da Guerra Russo-Ucraniana que decorre até hoje, deram-se violentos combates entre as forças do Exército da Ucrânia e o famoso Batalhão Somália, da então recém-formada República Popular de Donetsk. Podem ver aqui, o que aconteceu aos militares ucranianos, que sobreviveram ao confronto com as forças do Batalhão Somália, liderado pelo Coronel Mikhail Tolstykh ("Givi" para os amigos...). 

Numa altura em que ainda se registam tantas vozes na UE e dentro da NATO, a favor de continuar a apoiar a Ucrânia militarmente, convinha que vissem todos o video cujo link partilhei acima e posteriormente, que pensassem longa e profundamente, nas consequências da guerra e porque é que a mesma deve ser evitada a todo o custo. De seguida, perguntem a vocês mesmos se acreditam que a actual Geração Z, mimada, habituada ao facilitismo, dominada pelo hedonismo materialista e com a cabeça carcomida por tik toks e smartphones, se acreditam mesmo que esta nova geração, aguentaria mais de 5 minutos em combate contra a tropa russa?... 

Há um fosso civilizacional muito profundo, que separa o Oriente do Ocidente. Uma das facetas deste fosso, é a forma como os russos são preparados e treinados desde miúdos, para enfrentar uma brutalidade e um nível de espartanismo, para os quais a Europa Ocidental não está minimamente preparada. Enquanto que nos países da Europa Ocidental, anda-se a perder tempo com futilidades e a ensinar coisas aos miúdos que muitas vezes não têm qualquer utilidade prática, na Rússia, os putos são educados assim:  

 
E para as raparigas existem clubes militares exclusivos, onde recebem treino e preparação para a defesa da "Mãe Rússia". Não existe nada na NATO ou UE a este nível, os russos simplesmente, estão a operar noutro universo em termos de preparação castrense e enquadramento da juventude:
 
 

Percebem a diferença?... Conseguem agora entender melhor, qual a grande diferença em termos de padrão civilizacional (e espiritual...), que separa a UE/NATO da Federação Russa? Ao passo que na UE/NATO a juventude está cada vez mais reduzida a "florzinhas de estufa", que entram em pânico se ficarem sem smartphone mais de 15 minutos, na Rússia preparam-se soldados a sério para o futuro e patriotas dispostos a lutar e morrer em defesa do seu País. Este é o principal motivo, pelo qual eu acredito que durante pelo menos as próximas duas décadas, a NATO não terá a mínima hipótese de vencer num eventual conflito contra a Rússia, que implique o envio de "botas" para o terreno. Uma sociedade para fazer a guerra, tem de estar física, psicológica e espiritualmente preparada para tal e a Europa Ocidental, pura e simplesmente, não reúne nenhum destes critérios na actualidade, nem sequer de perto. Idem para os EUA, que estão a entrar em decadência militar acelerada. 

Ninguém, nenhum País, nem nenhum Exército, Marinha ou Força Aérea na NATO, está hoje minimamente preparado para enfrentar as Forças Armadas da Federação Russa, num eventual choque bélico. As deficiências não são apenas ao nível da falta de "carne" em quantidade e condições para combater, mas também ao nível da indústria, da doutrina militar (está completamente ultrapassada...) e da economia real. 

Nada disto é propriamente novidade e é do domínio público, porém, a larga desinformação que está a ser disseminada por muitos jornalistas desonestos, "comentadores" e "opinadores" da praça pública, continua a levar muitos ao engano. Andrei Martyanov, que é de longe, um dos melhores analistas militares da actualidade, publicou em 2018 um livro profético, que já antevia e denunciava, todos os problemas de que a NATO e a máquina militar dos EUA, estão a sofrer hoje. Esta obra, intitulada Losing Military Supremacy: The Myopia of American Strategic Planning, deveria ser leitura obrigatória para todos os militares da NATO, jornalistas, comentadores, políticos e demais cidadãos, que desejem opinar sobre guerra ou sobre as tais "capacidades da NATO", que só existem nos filmes de Hollywood. A leitura, o estudo e a reflexão profunda, quer queiram, quer não, serão sempre o único remédio eficaz contra a ignorância e a estupidez. Este livro, se tivesse sido amplamente divulgado e distribuído no Ocidente, podia-nos ter salvo a todos do actual debacle na Ucrânia:

domingo, 23 de agosto de 2026

A Guerra na Ucrânia, o Projecto Globalista e a Esquerda


Isto não foi por falta de aviso e agora quem o confirma é o próprio ex-primeiro-ministro da Ucrânia, Nikolay Azarov:

«The EU keeps providing “loans” to Ukraine despite knowing that its government will never repay them, the country’s former prime minister, Nikolay Azarov, has said.

[...]

In an interview with RT on Saturday, Azarov said that “loans and Western assistance that amounts to about three-fourths of the state budget of Ukraine are covering the budget deficit, funding arms purchases and sponsoring the Nazi terrorist and corrupt regime.”

When the European Commission and major EU countries, who have been the main supporters of Ukraine after US President Donald significantly reduced American aid to Kiev, “grant these loans, they know that they won’t get this money back,” he said.

“And this causes some irritation among EU bureaucrats because they understand that the money of the American and European taxpayers is being embezzled in a very outrageous manner,” the former prime minister said.

Inside the Ukrainian government, there is “an organized criminal group that embezzled the funds that Ukraine received as part of these loans,” he said.

[...]

The claims that Kiev will reimburse the US and EU because “Russia will pay some kind of reparations someday... are just fairy tales. You have to be really short-sighted to believe these fairy tales,” Azarov stressed.

“No one will give this money back to the West. There’s $275 billion of Ukrainian debt, you cannot pay it back,” he added.»

Eu ando a advertir há anos, que a Ucrânia irá ficar na história como um dos maiores rombos financeiros de sempre no Ocidente. Os EUA e a UE, têm injectado biliões atrás de biliões, em dinheiro e armamento para tentar salvar uma aberração de País, que não tem salvação possível. Ademais, aquilo que nunca ou muito raramente é falado nos media ocidentais, é que várias empresas e grupos de investimento com tentáculos profundos e muito poderosos, entre as quais se destacam a BlackRock e a Goldman Sachs, ambicionavam poder colocar a mão nos recursos naturais da Ucrânia, que se estimam ser na ordem dos 7,5 triliões de dólares. 

A corrupção grassa na Ucrânia e é a um nível que ultrapassa muitos países africanos, porém, nada disto impede Bruxelas de continuar a despejar o dinheiro dos contribuintes, ou seja, o nosso dinheiro, neste projecto de País completamente falido e disfuncional:

«E apesar de tudo isto, a máquina de dinheiro europeia continua a despejar milhares de milhões.

Daí surge esta pequena pergunta grosseira que ninguém nos salões de Bruxelas parece disposto a fazer: se sabiam, porque continuaram a pagar?

Há duas respostas possíveis. E nenhuma delas é particularmente gloriosa.

Primeira hipótese: certos europeus têm interesse em manter a boca de Zelensky fechada. Desde 2022, Kiev tornou-se a Lourdes da burocracia ocidental: presidentes, ministros, comissários e parlamentares acorrem ao local para tirar fotografias em frente à bandeira e receber os seus certificados de virtude geopolítica. A ideia de que alguns possam ter beneficiado direta ou indiretamente deste gigantesco ecossistema financeiro seria explosiva. Mas, atualmente, não existem provas públicas concretas que sustentem a alegação de que os líderes europeus receberam pessoalmente benefícios financeiros de Kiev. Sem provas, esta continua a ser uma hipótese, não um facto.

A segunda explicação é quase mais grotesca: sabiam muito bem, mas não se importaram. Porque a prioridade era derrotar a Rússia.

Assim, a corrupção ucraniana tornou-se uma espécie de franquia diplomática. Exigem-se “reformas”, Kiev promete “reformas”, Bruxelas aplaude as “reformas”, surge então um novo escândalo e todos pedem… mais reformas.

E, acima de tudo, mais dinheiro.

Uma magnífica máquina burocrática onde o insucesso se torna precisamente a justificação para o próximo pagamento.

O problema é que esses milhares de milhões não pertencem nem a von der Leyen, nem a Merz, nem a Macron. É dinheiro dos contribuintes europeus. A ajuda foi-lhes vendida como necessária para financiar a resistência ucraniana, e não para alimentar redes de influência, comissões secretas ou potenciais bens de luxo.

Se as instituições europeias estavam conscientes dos riscos e, mesmo assim, continuavam a desembolsar somas avultadas sem garantias suficientes, a questão em breve deixará de ser apenas: “Quem roubou em Kiev?”

Passará a ser: “Quem é que em Bruxelas sabia?” Depois: “Desde quando?”

E, por fim, a pergunta mais incómoda: “Porque é que continuaram a fazer isso?”

Porque quando se transferem milhares de milhões sabendo que há rombos nos cofres, não se pode para sempre fazer-se de vítima surpreendid quando o dinheiro desaparece.

Em Bruxelas, isto chama-se apoio à Ucrânia. Numa empresa, chamar-se-ia má gestão. E numa esquadra de polícia, podiam começar por perguntar quem tinha as chaves do cofre.»

A Guerra na Ucrânia, desde o início, nada teve a ver com "democracia", "liberdade", "direitos humanos" ou "valores europeus", mas sim, com dinheiro, ganância e poder. Esta guerra foi totalmente provocada pelo Ocidente, principalmente pelos EUA e pelas elites israelitas que controlam o governo americano, como a senhoria Victoria Nuland, que em 2014 até andou a distribuir bolachinhas na Praça Maidan em Kiev. Caso não saibam, Victoria Nuland foi uma das principais figuras da administração Obama e esta senhora, tem desde o início graves responsabilidades em tudo aquilo que hoje está a acontecer na Ucrânia. É também judia sionista de nascimento e nutre um ódio visceral e histórico contra a Rússia, à semelhança de muitos outros judeus sionistas (não foi ao acaso que Estaline os perseguiu severamente na URSS, todavia, os livros de história normalmente "esquecem-se" deste facto...).  

Já ninguém pode negar, tendo em conta o ponto a que hoje se chegou, que Israel e os EUA actuam no concerto das nações como se fossem o mesmo País, pelo simples motivo de que as elites sionistas/globalistas que governam em Telavive, são precisamente as mesmas elites que governam em Washington e Bruxelas. A grande ambição destas elites, que operam a partir das sombras, manipulando eleições, os media, a alta finança, os partidos políticos e praticamente toda a classe política, é o domínio mundial. Isto é aquilo que comummente é designado por "sistema" ou Deep State nos EUA. 

Ora, acontece que os anos 1990, após o colapso da URSS, criaram a ilusão na cabeça desta gente, de que realmente podiam mesmo ser os donos do Mundo. A fraqueza em que a Rússia se encontrava na década de 1990, ajudou a cimentar esta crença artificial de superioridade do Ocidente. A vitória americana na Guerra do Golfo em 1991, só ajudou a reforçar este credo fantasioso, passando os EUA a ser os "polícias do Mundo" e a hiperpotência que liderava uma Nova Ordem Mundial unipolar. A posterior intervenção militar contra a Sérvia em 1999, completamente injusta e ilegal, cimentou o papel da NATO como o "braço armado" do projecto globalista e dos interesses sionistas. Os dados estavam oficialmente lançados para o que se iria seguir...

A par e passo, acelerou-se a construção da futura "Federação Europeia", com a introdução do Euro e a abolição das fronteiras, entre muitas outras medidas de cariz internacionalista e apátrida, que visam apenas de mansinho e pela calada, ir desmantelando as antigas nações da Europa. Claro que tudo isto nunca foi admitido publicamente pelos senhores que nos governam, da mesma forma que as elites também não admitem, que a entrada maciça de imigrantes do Terceiro Mundo na Europa ao longo das últimas décadas, tem como função principal acelerar a diluição das identidades e culturas nacionais da Europa, fundindo tudo num grande caldeirão multicultural, rumo à construção de um "homem novo", passo essencial para se chegar à sonhada Federação Europeia ou Estados Unidos Unidos da Europa, que são o verdadeiro objetivo final da elite sionista/globalista. A concretização prática do Plano Kalergi, que durante muito tempo foi considerado como sendo uma mera "teoria da conspiração", está hoje plenamente exposta perante os nossos olhos e só não vê, nem percebe o que se está a passar, quem não quer. 

A única coisa que faltava, porém, para realmente se abrir o caminho rumo a um Governo Mundial, era o controlo da Rússia, da China e do Irão. Esta é uma pedra angular essencial, para se entender a actual guerra mundial que grassa entre os EUA/Israel/NATO/UE e o Eixo que une Teerão, Moscovo e Pequim. Do ponto de vista da geopolítica pura, é um facto estabelecido que quem controlar o continente euroasiático, tem a capacidade para controlar e dominar o resto do Mundo. A tentativa de subjugar a Rússia e o Irão, são portanto, um passo perfeitamente natural e lógico para a elite sionista/globalista e é precisamente aqui, que reside o motivo pelo qual se despoletou a guerra na Ucrânia, como forma de tentar levar ao colapso o governo de Putin e posteriormente, à fragmentação da própria Rússia, algo que as elites ocidentais ambicionam e tentam levar a cabo há vários séculos. Não foi ao acaso, nem apenas em busca de "glória" ou para derrotar o Bolchevismo, que Napoleão e Hitler invadiram a Rússia, mas sim, porque pretendiam colocar a mão nos recursos naturais da Rússia e usar posteriormente a mesma, como plataforma para a criação de um vasto Império Global. Os russos sabem perfeitamente bem que o Ocidente sempre foi um inimigo existencial e é exactamente por esse motivo, que querem a NATO bem longe das suas fronteiras e estão dispostos a ir à guerra, para atingir este objectivo estratégico como se pode constatar na Ucrânia. É também, precisamente pelo motivo acima exposto, que a guerra na Ucrânia é uma guerra existencial para a Federação Russa e por extensão, para a própria República Popular da China e a República Islâmica do Irão. 

Dominar o Irão e fragmentá-lo em pedaços, à semelhança do que se fez na Síria, é claramente outro objectivo da elite globalista/sionista e viu-se nos últimos dois anos como Trump e Netanyahu, tentaram por todos os meios colocar esta manobra em prática, porém, esqueceram-se de que os persas nunca foram propriamente "pêra doce" e acabaram por sofrer uma derrota às mãos de Teerão, que ficará sem dúvida nos anais da história, como uma das maiores humilhações militares que alguma vez foi infligida aos EUA e a Israel

Em relação à China, eu creio que havia uma certa ingenuidade da parte das elites ocidentais, que parecem ter acreditado algures nos anos 1990 e início dos anos 2000, que seria possível "converter" o Partido Comunista da China (PCC) ao credo globalista ocidental e que de alguma forma, a China iria acabar à semelhança da Europa, através da infiltração, suborno e corrupção, por ser também ela dominada pela elite sionista/globalista. Xi Jinping veio colocar um fim defintivo a este plano e tomou medidas no sentido de reforçar o sentido patriótico e nacionalista do PCC. Os comunistas chineses perceberam que o Nacionalismo é a única forma de manter a sociedade verdadeiramente unida e coesa e hoje, o PCC é sem sombra de dúvida, um partido com um programa genuinamente nacional e social, que faria corar de vergonha muitos partidos da dita "extrema-esquerda" e "extrema-direita" na Europa, que não passam de oposição controlada e de lacaios vendidos ao sistema. Ademais, o PCC deixou de lado os velhos dogmas do Marxismo-Leninismo que afundaram a URSS e colocou o mercado livre e o Capitalismo ao serviço dos interesses da China. Como dizia Deng Xiaoping, «não interessa se o gato é branco ou preto, o que interessa é que o gato consiga caçar os ratos». Este pragmatismo do PCC e a sua fusão com a filosofia Confucionista, tornaram a China comunista uma potência imbatível no Mundo, a todos os níveis. A China era um País pobre e onde se passava fome até à decada de 1980. Em quatro décadas e graças à governação do PCC, 800 milhões de chineses foram retirados da pobreza extrema. É mentira que o Comunismo não funciona e a China do século XXI é a prova disto mesmo. O que não funciona e acaba por inevitavelmente levar à estagnação económica e pobreza generalizada, é o incompetente modelo soviético que foi copiado por dezenas de países no Mundo com resultados desastrosos. O PCC decidiu seguir o seu próprio caminho, adaptando a teoria socialista à realidade prática e hoje o resultado está à vista em pleno. O Vietname é outro bom exemplo contemporâneo, de um País que também deixou para trás o modelo soviético e abraçou o mercado livre e o Capitalismo de Estado ao estilo chinês. Hoje, o Vietname é o País do sudoeste asiático que mais está a crescer economicamente e nada disto é ao acaso, mas sim, fruto da boa governação e de uma política pragmática e bem pensada, da parte do Partido Comunista do Vietname (PCV).  

A esquerda no Ocidente, regra geral, ainda não entendeu, nem consegue entender, nada daquilo que os partidos comunistas na Ásia estão a fazer, nem sequer a essência dos mesmos. Por outro lado, é preciso ter em conta que a esquerda como força política nos EUA e na UE, foi nas últimas décadas praticamente toda cooptada por agentes ao serviço do globalismo. Gramsci, a Escola de Frankfurt e o Marxismo Cultural em geral, foram a maior maldição que aconteceu aos partidos de esquerda no Ocidente. O Bloco de Esquerda em Portugal, ou o Livre, são bons exemplos desta aberração política neomarxista. Basta, aliás, ver-se como inúmeros partidos e organizações de esquerda, recebem dinheiro da rede de fundações e ONG's, ligadas ao bilionário judeu George Soros... 

A impunidade total de Israel e da elite sionista/globalista a nível internacional e a forma como tudo tem sido gerido em torno do escândalo de Jeffrey Epstein, só por si, demonstra bem o "calibre" dos monstros com que estamos aqui a lidar... 

Os verdadeiros inimigos do Ocidente, hoje, não são nem Putin, nem Xi Jingping, nem o Ayatollah Mojtaba Khamenei. Pelo contrário, os maiores inimigos do Ocidente residem nos dias que correm, nas próprias capitais da Europa e dos EUA, fazem-se passar por "democratas" respeitáveis e através da arte do engano, da fraude e da mentira, continuam a laborar intensivamente em prol da nossa destruição colectiva. 

Oppenheimer

 
 

Finalmente tive tempo para ver o filme Oppenheimer e posso dizer que foi uma desilusão completa. Sei que estou em minoria e vou contra a opinião e crítica generalizada sobre o filme em questão, todavia, para mim, ver Oppenheimer foram 180 minutos de tédio sem interesse. Eu estava à espera de um filme que se concentrasse mais na parte política, técnica e científica da criação da bomba atómica e do Projecto Manhattan, em que J. Robert Oppenheimer teve realmente um papel fundamental. Ao invés, o que apanhei foi uma espécie de telenovela de três horas, que se concentra excessivamente na vida pessoal e romântica de Oppenheimer. 

Para mim isto é um flop. É o tipo de filme que promete muito e entrega pouco. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O Irão tem legitimidade para atacar bases da NATO na Europa?

 

O Império Anglo-Sionista e os seus vassalos andam preocupados com as capacidades do Irão no sentido de poder atacar a Europa, segundo aquilo que foi ontem divulgado na imprensa ocidental:

«O Irão estará a ponderar atacar alvos militares norte-americanos na Europa caso os Estados Unidos decidam intensificar a guerra, numa altura em que Teerão está a estudar as opções que tem em cima da mesa após Donald Trump, Presidente norte-americano, ter dito que não pretende prolongar o cessar-fogo – que expirou na segunda-feira – acordado no memorando de entendimento assinado pelas duas partes em junho.  

Duas fontes internas do regime iraniano revelaram ao Financial Times (FT) que as forças armadas do país avaliaram a possibilidade de atacar alvos norte-americanos em países do sudeste da Europa, como a Bulgária, que no mês passado aprovou a utilização da sua base aérea de Bezmer para aeronaves de reabastecimento norte-americanas. Uma das fontes acrescentou ao jornal britânico que Chipre – onde uma base norte-americana já tinha sido alvo de um ataque - também está entre as potenciais áreas de retaliação, caso haja uma nova ofensiva dos Estados Unidos no Irão. 

[...]

No mês passado, as autoridades iranianas tinham ameaçado o Reino Unido devido à utilização de bases militares britânicas pelos EUA, afirmando que “qualquer base que seja utilizada para lançar um ataque contra o território iraniano será considerada um alvo legítimo”. Segundo as mesmas fontes, a retaliação do Irão dependerá das ações de Washington.»

Pode o Irão atacar a Europa? Pode. Claro que pode. 

Tem capacidade para atacar bases militares na Europa? Sim, tem. Os mísseis balísticos fabricados pelo Irão, conseguem sem problemas chegar à Europa Central. Com alta probabilidade, o Irão pode estar até já na posse de mísseis com capacidade para chegar mesmo até Londres, Berlim ou Paris. 

Tem o Irão legitimidade para atacar bases da NATO na Europa? Depende! Se essas bases estiverem a ser usadas pelos EUA ou qualquer outro País, com o fim de apoiar, nem que seja apenas de forma logística, uma qualquer agressão contra o Irão, então nesse caso o Irão tem toda a licitude ao abrigo do direito internacional, para retaliar contra bases da NATO na Europa. 

A República Islâmica do Irão é um Estado-Civilização que se deve levar a sério e deve ser respeitado. Quem hoje está a perturbar a ordem internacional e a paz mundial, não é o Irão, nem sequer a Rússia, mas sim, são os EUA, Israel e os seus lacaios da NATO e da UE. A história dos últimos 50 anos demonstra e deixa bem claro como em todo e qualquer lugar onde esta gente intervenha, o que se vê como resultado é caos, violência, desordem e desestabilização em toda a linha. Assim foi no Vietname, na América Latina, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, na Síria e mais recentemente no Irão. Muitos ocidentais podem não ter noção disto, mas o facto é que os EUA, a NATO e a UE, transformaram-se nos "maus da fita" no Mundo dos dias que correm. 

Os BRICS e o Sul Global em geral, cada vez mais olham menos para o Ocidente como exemplo a seguir, seja naquilo que for. Eles não querem a nossa "democracia" dos oligarcas, em que ganham as eleições os partidos que têm mais dinheiro e influência nos media, nem querem saber do blá, blá, blá hipócrita do Ocidente sobre "direitos humanos" ou "ambientalismo". O hedonismo do Ocidente, misturado com a fantasia ianque do excepcionalismo americano, é mal visto e criticado por grande parte do Mundo. O que o Sul Global, os BRICS e o Mundo em geral querem, é que a Epstein Class que governa o Ocidente, os deixe em paz e pare de alimentar caos, guerra e sofrimento por tudo quanto é sítio. 

Já agora e para quem não sabe, fez ontem 73 anos que os EUA e a Grã-Bretanha levaram a cabo um golpe de Estado no Irão, para derrubar o então democraticamente eleito Mohammad Mosaddegh, que tinha como programa, à época, a nacionalização da indústria petrolífera iraniana, de forma a retirar ao Reino Unido o controlo económico que este exercia sobre o Irão. Isto é o nível das "elites" e dos regimes pseudo-democráticos que governam o Ocidente. Nada mudou desde 1953. Continuamos a ser governados por canalha. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A obra da "Geringonça" saída do quinto dos infernos...

 

 
É inacreditável o ponto a que se deixou que isto chegasse em Portugal. Absolutamente inacreditável. António Costa, o Partido Socialista e a maldita "Geringonça" saída do quinto dos infernos, não são os únicos culpados por isto, mas são, sem dúvida, os principais responsáveis por este caos que tomou conta de Lisboa e do País em geral. 

A anarquia completa que a "Geringonça" criou em Portugal com o descontrolo da imigração, destruiu e infernizou a vida a muitos milhares de portugueses que perderam a casa, foram assaltados ou assassinados, por imigrantes que cá nunca deviam de sequer ter entrado para começar, se houvesse um real controlo e fiscalização adequada nas fronteiras. O "Manu", cujo nome real era Manuel de Oliveira Gonçalves foi uma destas vítimas. Em 2025 foi esfaqueado até à morte em Braga, por um imigrante brasileiro que já tinha cadastro no Brasil e que já tinha sido também condenado a pena de prisão nos EUA. Foi graças ao descontrole total que a "Geringonça" criou nas fronteiras de Portugal, que este imigrante brasileiro teve a oportunidade de entrar e andar a circular livremente no País, até matar um inocente à facada. 

A imigração sem regras mata e destrói vidas e famílias. António Costa e todos aqueles que foram responsáveis por políticas migratórias durante os anos da "Geringonça", deveriam de ser todos devidamente investigados pelo Ministério Público a fundo. Há muito dinheiro e muita lavagem de dinheiro envolvida em toda esta história das migrações e como todos sabemos, por norma, onde há fumo, há fogo...

Quem quer morrer pela Ucrânia?

 

 
É vê-los a pulular por aí, alguns em estado de quase hiperatividade nas redes sociais e nas televisões. Gente, muitos deles baby boomers já com mais de 60 anos, que não apoiaram a defesa do Ultramar em África e fugiram ou tentariam fugir à guerra, porque "era injusta", mas que agora, querem a mando da NATO e dos tarados em Washington, enviar a juventude portuguesa para ficar sem pernas ou morrer com as tripas de fora, na Ucrânia ou outra terra qualquer a Leste:

«Assim acontece com a nossa participação na União Europeia como na NATO, limitando-se Portugal a seguir e a executar subordinado a uma política externa e de defesa das potências que efectivamente lideram as referidas organizações. 

Curiosamente aqueles que dentro de portas defendem o envio de militares e forças de segurança para o exterior, são exactamente aqueles que criticam ou criticavam a acção militar portuguesa nos territórios sob administração portuguesa, em território português, neste caso apenas defendíamos a nossa soberania e a Nação portuguesa, aquém e além mar, absolutamente legítimo e justo, apenas pugnámos por manter a nossa integridade nacional.»

É de um cinismo e de uma canalhice sem precedentes, haver por aí gente que não estava ou estaria disposta a pegar numa G3 para defender Portugal em África, mas que agora, volvidos mais de 50 anos e quando sabem que eles já não vão ser chamados para a linha da frente, querem enviar os filhos dos outros para combater por territórios, que historicamente, não têm qualquer ligação a Portugal e onde não temos praticamente quaisquer interesses de relevo. 

A Ucrânia não é um problema nosso, nem a Polónia, nem a Roménia, nem a Moldávia, nem os Bálticos. A Europa de Leste é uma região do Mundo que à semelhança do Médio Oriente, fervilha com muitos ódios antigos e "bifes" por resolver. Os povos de Leste, ciclicamente, andam todos à pancadaria e quando não é contra o Império Russo, é entre eles mesmos. Portugal deve manter-se o mais distante possível disto. Já temos problemas que cheguem e não precisamos de mais. 

Recordo que em 2022, nas primeiras semanas logo após o início da Operação Militar Especial que Putin lançou na Ucrânia, Zelensky, em conjunto com alguns comentadores e políticos ocidentais irresponsáveis, exigia que a NATO «criasse uma zona de exclusão aérea» sobre a Ucrânia. Fazer isto, obviamente, exigiria que a NATO entrasse em guerra direta contra a Federação Russa, com o que tudo isso implicaria em termos de risco de uma escalada nuclear. Felizmente, o então já senil Joe Biden (ou quem o rodeava...) ainda teve o discernimento suficiente para não embarcar em tamanha loucura, todavia, isto não deixa de constituir um excelente exemplo de como determinadas ideias estúpidas, nos podem arrastar a todos para uma guerra que, no limite, pode terminar com um Apocalipse nuclear. 

Diplomacia

 
 

A Gradiva lançou recentemente uma nova edição daquela que é talvez a mais conhecida obra de Henry Kissinger. Gostem ou não do autor e bem sei que muitos o odeiam de forma bastante visceral, Diplomacia constitui uma pedra angular essencial, para se perceber melhor o pensamento daquele que é talvez o mais conhecido (pelas piores razões...) diplomata da história dos EUA. A obra é enviesada, obviamente, de forma a "polir" o papel dos EUA no Mundo, porém e por outro lado, estamos perante um livro que é preciso ter em conta que foi lançado pela primeira vez em 1994, no rescaldo da Guerra Fria que os EUA venceram e num contexto, em que o espírito do excepcionalismo americano e a megalomania ianque estavam ao rubro. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

O Estado perdeu o controlo da imigração dos estrangeiros em Portugal em 2023?

 

 
Agora, quando "o caldo já se entornou" e o mal já está feito, é que os media estão a promover o debate sobre a imigração, que o País já deveria de ter feito há vinte ou trinta anos... 

O Estado perdeu o controlo da imigração dos estrangeiros em Portugal em 2023? Na minha opinião, perdeu muito antes... basta ver o que foi o célebre Bairro da Jamaica, conhecido pelos piores motivos e que tinha sido erguido nos anos 1980 , de forma ilegal, por imigrantes maioritariamente de origem africana. A Cova da  Moura é outro bom exemplo de um enclave étnico, que foi crescendo ilegalmente até se tornar também conhecido pelas piores razões. 

Toda a política migratória que tem sido colocada em prática na Terceira República, está errada, é fruto de políticos e partidos irresponsáveis e é atentatória do interesse nacional. Digo ainda mais: há uma agenda sinistra, globalista, apátrida e internacionalista, que está por detrás de toda esta orgia de demência no que diz respeito a políticas migratórias na UE. É preciso não esquecer que o objetivo final, mas não declarado da UE, é precisamente o de acabar com as Nações da Europa e substituir estas por um Superestado europeu, à semelhança daquilo que foi a URSS. Ora, é precisamente com este fim em vista, que as migrações estão a ser usadas pela classe dirigente da UE, no sentido de diluir e em última análise, destruir as identidades nacionais e a coesão social na Europa. 

As migrações transformaram-se no século XXI, num problema geopolítico de proporções bíblicas e no caso de Portugal, são o mais urgente e grave problema nacional, que teremos pela frente durante pelo menos os próximos 20 anos, no mínimo. Isto porque se deixou, que a situação ficasse fora de controlo a ponto de agora, estar verdadeiramente a ameaçar a continuidade da própria Nação Portuguesa. 

Não me cansarei de o repetir: os partidos do assim-chamado "arco do poder" em Portugal, enfiaram-nos a todos num "molho de bróculos" daqueles bem grandes com esta história das migrações. PS, PSD, CDS-PP, BE, PCP, Livre e PAN, são todos sem excepção culpados e vão, inevitavelmente, pagar o preço por aquilo que fizeram ao País. Isto é fatal como o destino...

domingo, 16 de agosto de 2026

A Traição de Pedro Sánchez e do PSOE

 
 
Em Ceuta já se registaram pelo menos 15 violações desde que começou a invasão migrante há cerca de duas semanas. Uma das vítimas é uma miúda com apenas 10 anos de idade. Isto são apenas os números oficiais e aquilo que é reportado. É perfeitamente plausível e de crer que o número real seja ainda superior e se falarmos de assédio sexual contra mulheres e raparigas em Ceuta, aí os números poderão já entrar na casa das centenas ou até mais. Terroristas, possivelmente até já com currículo de combate em organizações tipo Estado Islâmico, com certeza que também já devem de ter entrado bem mais do que apenas um... Ceuta, uma cidade que tem pouco mais de 82 mil habitantes e que em tempos já foi uma praça-forte onde voou a bandeira das quinas, está agora entregue a esta insanidade:
 
 
Em apenas pouco mais de duas semanas, os migrantes que invadiram Ceuta, apoiados estratégica e diplomaticamente pelo Reino de Marrocos, o Estado de Israel e os EUA, conseguiram transformar aquilo que era uma das cidades mais tranquilas e seguras do Norte de África, num cenário de terror terceiro-mundista. Por todo o lado acumulam-se lixo e dejectos humanos. As doenças, essas, já se começam a alastrar com o calor e sem controlo. Coisas como a tuberculose, a malária, a impetigo, a cólera, a diarreia infecciosa, entre outras "maravilhas", estão a difundir-se a ponto das autoridades de saúde em Ceuta já terem declarado uma situação de crise em Ceuta. O crime também está a alastrar, com muitos residentes de Ceuta a dizerem que têm medo de sair de casa devido aos assaltos. A irresponsabilidade e incúria de Pedro Sánchez e do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), são inteiramente responsáveis por isto:

 
E enquanto tudo isto acontece em Ceuta, Pedro Sánchez está no bem bom na ilha de Lanzarote com a família a gozar férias.  Por toda a Europa, o filme que se repete quando se colocam socialistas no poder é sempre o mesmo. Corrupção, compadrio, escândalos, incompetência a todos os níveis, falta de responsabilidade, incapacidade em tomar decisões e traição à Pátria em toda a linha. Em Portugal foi o que se viu com a "Geringonça" de António Costa (que em qualquer País decente já estaria a esta hora na prisão ao lado do amigo José Sócrates...) e agora em Espanha, estão a ficar plenamente à vista os resultados da "obra" de Pedro Sánchez. 

Se quisessem, as autoridades espanholas, poderiam resolver o problema migrante em Ceuta de forma muito rápida, bastava que fosse dada a ordem para, por exemplo, colocar em acção a Legião Espanhola, que garanto-vos que "limparia" Ceuta em 30 minutos, com a devida devolução dos migrantes ao Reino de Marrocos, a bem ou a mal... Porém, nada disto é feito, porque as elites que estão instaladas no poder em Espanha, tal como em Portugal, estão apostadas em destruir os nossos países e a Europa toda. Esta gente está praticamente toda ao serviço de uma agenda internacionalista, apátrida e globalista, que odeia de forma visceral as Nações e quer à força reduzir a Europa a um vácuo sem alma, liderado a partir de Bruxelas. A "cereja no topo do bolo", é aquela aberração azul com estrelas amarelas, a que chamam de «bandeira da UE» e que simboliza na perfeição o futuro que nos querem impor... 

Entretanto e já agora, alguém vê a esquerda que envia flotilhas para Gaza e bate o peito na rua aos gritos, preocupada com isto?... Onde é que estão agora os "revolucionários de pacotilha" e a esquerda delirante financiada por George Soros?! Pois é, não estão... curto e grosso: esta gente está-se a cagar para o povo real e querem é "tachos" em Bruxelas ou nalguma multinacional e boa vida regada a champanhe e marisco. 

A "receita" que António Costa e a "Geringonça" aplicaram com resultados desastrosos em Portugal, está a ser copiada por Pedro Sánchez em Espanha e os resultados do caos total que isto vai gerar, não tardarão a sentir-se, tanto dentro,  como fora de Espanha... e depois, como é inevitável, virá o ricochete com determinadas forças políticas pouco recomendáveis (e ligadas umbilicamente ao Sionismo Internacional...), a cavalgar este caos e a tomar o poder por toda a Europa.

Depois não digam que ninguém vos avisou... 

sábado, 15 de agosto de 2026

Fernando Farinha Simões: «Os americanos nunca gostaram do Sá Carneiro»

 
 

Ontem, publiquei neste blogue um extenso artigo sobre o Caso Camarate, onde dei a conhecer algumas fontes essenciais, para se entender o que é que realmente aconteceu no dia 4 de Agosto de 1980. Fernando Farinha Simões, um dos principais nomes associados ao Caso Camarate, foi uma das pessoas que eu referi. Ora, por coincidência (e é realmente uma coincidência muito, muito estranha...), este mesmo Fernando Farinha Simões, deu também ontem uma longa entrevista a um obscuro canal de youtube, que podem ver no video que partilho acima e que na minha opinião, é a melhor e mais esclarecedora entrevista que Fernando Farinha Simões deu até hoje. 

Não vou alongar-me aqui sobre as gravíssimas revelações e acusações que Fernando Farinha Simões faz nesta entrevista, mas posso dizer que isto ultrapassa tudo aquilo que já veio a público até hoje, sendo que são aqui nomeados muitos nomes. Esta entrevista é uma "bomba" onde se fala de um pouco de tudo, desde o consumo de cocaína por parte de muita gente da "fina flor" da elite política e mediática nacional, à pedofilia, terrorismo, lavagem de dinheiro, corrupção em larga escala, tráfico de armas, espionagem e muito mais.  

Aliás, sobre as "elites" em Portugal, Fernando Farinha Simões é peremptório e passo a citar: «É tudo escumalha. É quase tudo drogados. Elas são piores que as gajas que trabalhavam no Elefante Branco e bêbados. E uma cambada de pedófilos que andam aí, que eu conheço alguns, percebe?...»  

Em Portugal o Rei vai nu e a Terceira República está reduzida a um caldeirão de podridão. O atual regime, qual Sodoma e Gomorra, não tem já ponta por onde se lhe pegue. Finis Patriae.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Alguns subsídios para a compreensão do Caso Camarate


«O nosso Povo tem sempre correspondido, nas horas de crise. As elites, as chamadas elites, é que sempre o traíram (...).» - Francisco Sá Carneiro, em Abril de 1978 (dois anos antes de ser assassinado)
 
Desde há mais de dez anos que eu investigo o Caso Camarate, sendo que até já cheguei a falar uma vez com José Esteves, que terá sido quem fez a bomba incendiária que matou Sá Carneiro e tenho reunido imensa informação sobre o assunto em questão. Deixo-vos aqui alguns subsídios que são mais do que suficientes para se perceber o que se passou no dia 4 de Dezembro de 1980. 
 
Em primeiro lugar, podem ficar com esta entrevista ao próprio José Esteves, onde se vê também o jornalista Frederico Duarte Carvalho que faz de tradutor. Este terá sido por confissão própria, quem fez a bomba incendiária a mando de Fernando Farinha Simões, que depois foi colocada no Cessna 421 que acabou por cair em Camarate. José Esteves nasceu em Angola, foi comandante da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a certa altura, começou a ser usado pela CIA para fazer algum trabalho sujo. Durante o PREC José Esteves fez parte do Movimento Democrático de Libertação de Portgual (MDLP), que andava a colocar bombas em sedes do Partido Comunista Português (PCP). Foram em grande parte as bombas feitas pelo José Esteves que aterrorizaram a extrema-esquerda durante o Verão Quente de 1975. Em relação a Camarate, ele alega que não sabia que a bomba que fez era para matar Sá Carneiro e até fala de uma «segunda bomba» que seria de Frank Stugis, outro operacional da CIA, que esteve também envolvido em tudo isto até ao pescoço e que até se suspeita, que possa ter estado também implicado no assassinato de John F. Kennedy em 1963. Eu digo que é mentira. Só havia uma bomba e foi a que José Esteves fabricou, só que ele não quer admitir que é corresponsável pela morte de 7 pessoas inocentes e então inventou a tal estória da «segunda bomba»:
 
 
 
À margem, temos aqui um episódio insólito que José Esteves protagonizou em 1996, quando estacionou um carro blindado à porta de casa na Rua de São Ciro em plena Lisboa. Por aqui percebem melhor o "calibre" e o estilo da personagem em causa:
 
 

 
Depois, temos aqui outra peça-chave em toda esta história, neste caso Fernando Farinha Simões. Esta, é uma personagem, que também andou metido no MDLP e tem uma história de vida que dava para escrever um livro. Por confissão própria, trabalhou para a CIA até 1989, tem ligações familiares a Israel, às Forças de Defesa de Israel, à Mossad e foi ele que recrutou José Esteves para a operação que resultou na tragédia de Camarate, tendo pago a este 200 mil dólares pelo fabrico da bomba. Este Fernando Farinha Simões admite até que todo o dinheiro que financiou o assassinato de Sá Carneiro, foi fornecido pela CIA:
 
 
 
Aqui temos Frederico Duarte Carvalho, em duas entrevistas que deu a Alan Weberman. Este é o jornalista que mais tem contribuído para expor a verdade sobre Camarate. É o autor do livro Camarate - Sá Carneiro e as Armas para o Irão
 
 
 

Por fim, voltamos a Fernando Farinha Simões e aqui deixo o link para a longa confissão de 18 páginas, que este escreveu em 2012 na prisão, enquanto cumpria pena por ter sequestrado uma jornalista. Segundo o próprio, ele terá sido abandonado pela CIA em 1989 e como os crimes em causa já prescreveram, ele já nada tem a esconder: 

https://portugaldeantigamente.blogs.sapo.pt/tag/matou 

Desta longa confissão de Fernando Farinha Simões, dei-me ao trabalho de extrair alguns excertos que falam por si:

«Há também Portugueses que estavam a beneficiar com o tráfico de armas, como o Major Canto e Castro, o General Pezarat Correia, Franco Charais e o empresário Zoio. Sabe-se também já nessa altura que Adelino Amaro da Costa estava a tentar acabar com o tráfico de armas, a investigar o fundo de desenvolvimento do Ultramar, e a tentar acabar acabar com lobbies instalados. Afastar essas duas pessoas pela via política era impossível, pois a AD tinha ganho as eleições. Restava portanto a via de um atentado.

Passados alguns dias, recebo um telefonema do Major Canto e Castro (pertencente ao conselho da revolução), que eu já conhecia de Angola, pedindo para eu me encontrar com ele no Hotel Altis. Nessa reunião está também Frank Sturgies, e fala-se pela primeira vez em "atentado", sem se referirem ainda quem é o alvo. referem que contam comigo para esta operação. O Major Canto e Castro diz que é preciso recrutar alguém capaz de realizar esta operação.

Tenho depois uma segunda reunião no Hotel Altis com Frank Sturgies e Philip Snell, onde Frank Sturgies me encarrega de preparar e arranjar alguns operacionais para uma possível operação dentro de pouco tempo, possívelmente dentro de 2 ou 3 meses. Perguntam-me se já recrutou a pessoa certa para realizar este atentado, e se eu conheço algum perito na fabricação de bombas e em armas de fogo.

[...]

Tendo que organizar esta operação, falo então com José Esteves e mais tarde com Lee Rodrigues ( que na altura ainda não conhecia). O elo de ligação de Lee Rodrigues em Lisboa era Evo Fernandes, que estava ligado à resistância moçambicana, a renamo. Falo nessa altura também com duas pessoas ligadas à ETA militar, para caso do atentado ser realizado através de armas de fogo.

Depois, noutro jantar em casa de Frank Carlucci, na Lapa, na Mansarda, no último andar, onde jantamos os dois sozinhos, Frank Carlucci diz abertamente e pela primeira vez, o que eu tinha de fazer, qual era a operação em curso e que esta visava Adelino Amaro da Costa, que estava a dificultar  o transporte e venda de armas a partir de Portugal ou que passavam em Portugal, e que havia luz verde dada por Henry Kissinger e Oliver North. Cumprimento ambos, referindo que sou "o homem deles em Lisboa".

Três semanas antes dos atentado, Canto e Castro e Frank Surgies, referem pela primeira vez, que o alvo do atentado é Adelino Amaro da Costa. O Major Canto e Castro afirma que irá viajar para Londres. Frank Sturgies pede-me que obtenha um cartão de acesso ao aeroporto para um tal Lee Rodrigues, que é referido como sendo a pessoa que levará e colocará a bomba no avião.

[...]

Vou e levo comigo José Esteves. Essa reunião tem lugar entre as 20 e as 23 horas, nela participando Philips Snell, Oliver North, Frank Sturgies, Sydral e Lee Rodrigues e mais cerca de 2 ou 3 estrangeiros, que julgo serem americanos. Nesta reunião é referido que há que preparar com cuidado a operação que será para breve, e falam-se de pormenores a ter em atenção.

É  referido também os cuidados que devem  ser realizados depois da operação, e o que fazer se algo correr mal. A língua utilizada na reunião é o Inglés. José Esteves recebeu então USD 200.000 pelo seu futuro trabalho. Eu não recebi nada pois já era pago normalmente pela CIA. Eu nessa altura recebia da CIA o equivalente a cinco mil dólares, dispondo também de dois cartões de crédito Diner's Club e Visa Gold, ambos com plafonds de 10.000 Doláres.

[...]

José Esteves prepara então em sua casa no Cacém,  um engenho para o atentado. Conta com a colaboração de outro operacional  chamado Carlos Miranda, expecialista em explosivos, que é recrutado por mim, e que eu já conhecia de Angola, quando Carlos Miranda era comandante da FNLA e depois CODECO em Portugal. José Esteves foi também um dos principais comandantes da FNLA, indo muitas vezes a Kinshasa.

Depois do artefacto estar pronto, vou novamente a Paris. No Hotel Ritz, à tarde, tenho um encontro com Oliver North, o cor. Wilkison e Philip Snell, onde se refere que o alvo a abater era Adelino Amaro da Costa, Ministro da Defesa.

Volto a Portugal, cerca de 5 ou 6 dias antes do atentado. É marcado por Oliver North um jantar no hotel Sheraton. Nesse jantar aparece e participa um indivíduo que não conhecia e que me é apresentado por Oliver North, chamado Penaguião. Penaguião afirma ser segurança pessoal de Sá Carneiro. Oliver North refere que Penaguião faz parte da segurança pessoal de Sá Carneiro e que é o homem que conseguirá meter Sá Carneiro no Avião. Penaguião afirma, de forma fria e directa que sá Carneiro também iria no avião, "pois dessa forma matavam dois coelhos de uma cajadada! "

Afirma que a sua eliminação era necessária, uma vez que Sá Carneiro era anti-americano, e apoiava incondicionalmente Adelino Amaro da Costa na denúncia do trático de armas, e na descoberta do chamado saco azul do Fundo de Defesa do Ultramar, pelo que tudo estava, desde o início, preparado para incluir as duas pessoas.

Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. Fico muito receoso, pois só nesse momento fiquei a conhecer a inclusão de Sá Carneiro no atentado. Pergunto a Penaguião como é que ele pode ter a certeza de que Sá Carneiro irá no avião, ao que Penaguião responde de que eu não me preocupasse pois que ele, com mais alguém, se encarregaria de colocar Sá Carneiro naquele avião naquele dia e naquela hora, pois ele coordenava a segurança e a sua palavra era sempre escutadda. No final do jantar, juntam-se a nós três o General Diogo Neto e o Coronel Vinhas.

Fico estarrecido com esta nova informação sobre Sá Carneiro, e decido ir, nessa mesma noite, à residência do embaixador dos EUA, na Lapa, onde estava Frank Carlucci, a quem conto o que ouvi. Frank Carlucci responde que não me preocupasse, pois este plano já estava determinado há muito tempo. Disse-me que o homem dos EUA era Mário Soares, e que Sá Carneiro, devido à sua maneira de ser, teimoso e anti-americano, não servia os interesses estratégicos dos EUA.

Mário Soares seria o futuro apoio da política americana em Portugal, junto com outros lideres do PSD e do PS. Aceito então esta situação, uma vez que Frank Carlucci já me havia dito antes que tudo estava assegurado, inclusivamente se algo corresse mal, como a minha saída de Portugal, a cobertura total para mim e para mais alguém que eu indicasse, e que pudesse vir a estar em perigo. Isto é a usual "realpolitik" dos Estados Unidos, e suspeito que sempre será.

 [...]

Eu não participo na reunião, fico à porta. Contudo José Esteves diz-me depois que nessa conversa Lencastre Bernardo lhe referiu que, numa anterior conversa com Francisco Pinto Balsemão, este lhe havia dito ter tido conhecimento prévio do atentado de Camarate, pois em Outubro de 1980, Kissinger o informou de que essa operação ia ocorrer. Disse-lhe também que ele próprio tinha tido conhecimento prévio do atentado de Camarate. Disse-lhe ainda que podíamos estar sossegados quanto a Camarate, pois não ia haver problemas connosco, pois a investigação deste caso ia morrer sem consequências.

A este respeito gostaria de acrescentar que numa reunião que tive, a sós, em 1986, com Lencastre Bernardo, num restaurante ao pé do edifício da PJ na Rua Gomes Freire, ele garantiu-me que Pinto Balsemão estava a par do que se ia passar em 4 de Dezembro. No restaurante Fouchet's, em Paris, Kissinger tinha-me dito, “por alto”, que o futuro Primeiro Ministro de Portugal seria pinto Balsemão.

E importante referir que tanto Henry Kissinger como Pinto Balsemão eram já, em 1980, membros destacados do grupo Bilderberg, sendo certo que estas duas pessoas levavam convidados às reuniões anuais desta organização. Deste modo, aquando da conversa com Lencastre Bernardo, em 1986, relacionei o que ele me disse sobre Pinto Balsemão, com o que tinha ouvido em Paris, em 1980. Tive também esta informação, mais tarde, em 1993, numa conversa que tive com William Hasselberg, em Lisboa, quando este me confirmou de que Pinto Balsemão estava a par de tudo.» 

Tudo o que está exposto acima, penso que não deixa margem para a menor dúvida de que a CIA, esteve diretamente envolvida no assassinato de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. É absolutamente vergonhoso como foram precisos mais de 30 anos, para se saber de tudo isto. O Caso Camarate foi propositadamente deixado em "banho-maria" durante décadas, para que o tempo fosse eliminando as provas, as testemunhas e muitos dos próprios participantes que entretanto foram morrendo. Os poucos que ainda respiram, já não podem ser perseguidos judicialmente, pois os crimes já estão prescritos. 

O Caso Camarate, para além de ter sido um crime hediondo, é uma das maiores infâmias e vergonhas da história da Terceira República Portuguesa. É escandaloso como nenhum governo português, tem a coragem de chamar publicamente à responsabilidade o governo dos Estados Unidos da América, por ter assassinado o Primeiro-Ministro de Portugal no dia 4 de Dezembro de 1980. A CIA, a Polícia Judiciária, o Ministério Público, a Embaixada Americana em Portugal e determinados poderes políticos e militares em Portugal, todos colaboraram entre si para garantir que as investigações ao Caso Camarate, nunca resultariam em qualquer julgamento ou condenação. Nunca, em toda a história de Portugal, se registou algo semelhante a isto

Não há verdadeiramente democracia em Portugal. O que há é uma oligarquia travestida de "democracia" e que Washington permite que exista e sobreviva, na condição de que esta alinhe com a agenda do Império. O 25 de Abril e a «descolonização exemplar» que se lhe seguiu, neutralizou as capacidades de projeção de poder, que Portugal tinha no sistema internacional de relações entre as grandes potências. Com a morte de Sá Carneiro, que foi o último político realmente soberanista que tivemos no poder, esfumou-se a pouca independência que ainda restava a Portugal e o País, reduzido à indigência, entregue ao internacionalismo apátrida de Bruxelas e a gente completamente inenarrável, está progressivamente a ser desmantelado há décadas, pedra a pedra, até qualquer dia nada restar. 

Se ainda não perceberam que o objetivo de quem hoje controla Portugal, é exatamente o de acabar com a Nação dos Portugueses, então é hora de acordarem...