FORBIDDEN STUDIOS PRESENTS: THE JERRY SPRINGER SHOW — THE LOST TAPES
— Forbidden HQ 🐇 (@WearForbidden) September 28, 2026
Two guests. One stage. And one audience member who probably should’ve stayed seated. pic.twitter.com/bTcEZegIVj
Não sei quem terá sido a mente brilhante que, com ajuda da IA engendrou o sketch de humor que podem ver acima, mas que está genial, lá isso está... e vai directo ao ponto.
O Trumpismo, que se meteu "na cama" com Netanyahu, confundindo os interesses de Israel, com os interesses dos EUA, está pelas ruas da amargura. Tudo aponta para uma derrota maciça de Trump nas intercalares em Novembro, algo que a acontecer, é inteiramente merecido, pois Donald Trump não cumpriu nada daquilo que prometeu na sua campanha eleitoral.
Trump havia prometido que iria ser o Presidente da paz, que iria "drenar o pântano", acabar com todas as guerras e trazer prosperidade ao povo americano e ao Mundo. Ao invés, ele tem sido o Presidente de Israel e de Netanyahu, enrolado e provavelmente comprometido desde o primeiro dia com o escândalo de Epstein. Trump só tem trazido guerra, destruição, sofrimento e horror ao Mundo. Biden não era propriamente melhor, que não restem aqui quaisquer ilusões. Democratas e republicanos são apenas "duas faces da mesma moeda", do mesmo sistema podre e corrupto que enleia e assombra toda a política americana. O que o antigo membro da administração Reagan, Paul Craig Roberts escreve, é bem elucidativo do ponto de subserviência a Israel e ao lobby sionista, a que os EUA hoje chegaram:
Os EUA, a sua cultura e a sua maneira peculiar de ser e estar no Mundo, provocaram em tempos a inveja de grande parte da Humanidade. O país que inventou a Coca-Cola, o Jazz, Hollywood, a fast food e o famoso "american way of life", com fartura e grandeza, era visto como um modelo político e social a copiar por grande parte do planeta. Até Nikita Khrushchev, quando visitou os EUA em 1959, onde foi amigavelmente recebido em plena Guerra Fria, não resistiu aos encantos do Imperialismo Americano e por lá experimentou comer pela primeira vez na vida um famoso hot dog, visitou a Disenylândia e alegadamente, terá ficado fascinado com a grandeza do Empire State Building. Eu próprio, apesar de criticar muito a política externa dos EUA - que não é do interesse dos próprios EUA e do povo estado-unidense - sou um admirador da cultura, do cinema e da literatura americanas. Mark Twain é e será sempre um dos meus escritores preferidos de todos os tempos e mesmo sabendo que não é a coisa mais saudável do Mundo, também não passo sem o meu hambúrguer ocasional, de preferência acompanhado por Pepsi ou Dr. Pepper. Pulp Fiction de Quentin Tarantino, a Star Wars de George Lucas e o Jurassic Park de Steven Spielberg, são monumentos cinematográficos incontornáveis. Passei a minha infância nos EUA e lá fiz a escola primária no Estado da Virginia, uma experiência única, que obviamente deixou uma marca muito profunda em mim e que me fez, desde sempre, olhar para as coisas de uma forma diferente do comum europeu.
Qualquer pessoa que tenha sido criada nos EUA, percebe o que eu quero dizer com isto... o europeu gosta de complicar e de burocratizar, o americano, pelo contrário e regra geral, gosta de simplificar e é prático na abordagem dos problemas. Os europeus gostam de Estado e mais Estado e de intervenção estatal sem limites. O americano não. O americano típico, por natureza, quer o Estado fora da sua vida privada e dá um valor muito maior à liberdade individual e à liberdade de expressão. Por este motivo, é que as tentativas de controlo de pensamento e de policiamento da linguagem que a UE quer implementar na Europa, qual nova URSS, nos EUA são absolutamente impensáveis. Os EUA, por mais defeitos que tenham, ainda são um bastião da Liberdade no Mundo, ao contrário da Europa, que ciclicamente se vê consumida por fanatismos loucos e tendências autoritárias/totalitárias, vindas tanto do campo político da direita, como da esquerda.
A prosperidade e o bem-estar que os EUA irradiavam no fim da Guerra Fria, parecia não ter fim ou limites e acima de tudo, o seu poder económico e militar, principalmente na década de 1990 e após a vitória na Guerra do Golfo, era tão esmagador, que se tornou inquestionável para muitos que os EUA eram a hiperpotência que liderava a nova ordem unipolar e demo-liberal pós-soviética. O "fim da história", profetizado por Francis Fukuyama, tinha finalmente chegado e todos iríamos ser prósperos, felizes e viver numa eterna e harmoniosa utopia multicultural e demo-liberal. Mal sabíamos nós, a viver nos confortos e na paz promissora dos anos 1990, porém, o que nos esperava...
Samuel P. Huntington, logo em 1993 foi o primeiro a alertar para o que aí vinha com a sua tese do Choque de Civilizações. Huntington, que é verdadeiramente um realista em termos analíticos, à semelhança de John Mearsheimer, previu e com grande razão que a nova ordem relativamente pacífica e demo-liberal, parida directamente da derrota da URSS e do Mundo Comunista no início dos anos 1990, não seria mais do que uma fase passageira e de curta duração. O Mundo não tardaria portanto, na visão de Huntington, a regressar naturalmente ao que sempre foi, ou seja, a um Mundo em que imperam os conflitos provocados por choques culturais e religiosos.
A identidade cultural e religiosa, o identitarismo e a sua importância e força mobilizadora, já tinham sido destacadas por Huntington, como sendo factores relevantes para se perceber o comportamento das civilizações e dos povos e consequentemente, entender os inevitáveis "choques de civilizações". A crescente vaga de partidos e movimentos identitários e nacionalistas, que actualmente está a crescer com grande força por toda a Europa, é um reflexo disto mesmo.
Tanto o Neoliberalismo, como o Marxismo/Socialismo, são ideologias que ignoram a identidade dos povos e a componente religiosa/espiritual das nações. Este é um dos motivos que levou à descredibilização e derrota destas ideologias nas últimas três décadas. Tivemos até, ao longo do último ano, um bom exemplo prático disto com o que se passou na Venezuela e no Irão. No primeiro caso, tivemos um Presidente que foi raptado a meio da noite, sem que houvesse qualquer resistência ou combate real da parte do "Socialismo Bolivariano". Não se viram massas de venezuelanos a sair à rua, prontas a cometer martírio em defesa de Nicolás Maduro. O Socialismo na Venezuela, simplesmente rendeu-se quase sem disparar um tiro. Em poucas horas, todo o legado de Hugo Chávez caiu por terra. No segundo caso, temos uma República Islâmica liderada por aiatolás, que resiste ferozmente de armas na mão, desafiou o Império Anglo-Sionista e derrotou o mesmo no campo de batalha, provando ao Mundo que não aceita humilhações, nem ordens vindas do estrangeiro.
Aquilo que aconteceu na Venezuela e no Irão, é um excelente exemplo de como quando colocados em confronto directo, tanto o Neoliberalismo, como o Socialismo/Marxismo, que são doutrinas hegelianas, ateias, hedonistas e materialistas, não conseguem vencer a religião, a identidade, o Nacionalismo, a tradição e a fé. O Irão e os seus mártires não derrotaram apenas os EUA no Médio Oriente e no Estreito de Ormuz. Eles derrotaram toda uma ideologia e toda uma concepção dogmática do Mundo, que está agora reduzida a estilhaços.
A Guerra no Irão, a humilhação sofrida pelos EUA, a que se soma a humilhação da NATO às mãos da Rússia na Ucrânia e a consequente crise energética a nível mundial, podem muito bem vir a provocar alterações radicais no sistema político americano. Se estas alterações serão o suficiente para levar à derrota do lobby sionista que infesta o establishment americano e europeu, logo saberemos a seu tempo. Por agora, o que é certo é que o sistema internacional está a entrar num estado de entropia generalizada, que nos coloca a todos num grande risco de guerra nuclear, conforme explica Peter Haenseler no Sonar21:
https://x.com/M_Simonyan/status/2104940400406380652
ResponderEliminarQue horror:
ResponderEliminarhttps://x.com/WearForbidden/status/2095188850767282357